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sexta-feira, 22 de março de 2013

BERGOGLIO: 1º Ângelus do Bispo de Roma

Até onde é o Card. Bergoglio?
Até onde é o Bispo de Roma?
Até onde quer ser o Papa?
A diferença entre um Papa teólogo e um... fanfarrão: o primeiro Ângelus do Bispo de Roma prenuncia uma série de paspalhadas da profundidade de uma poça rasa de água. Sic


1º ANGELUS DO BISPO DE ROMA


Irmãos e irmãs, boa tarde!

Hoje, depois do primeiro encontro na quarta-feira passada, posso dirigir de novo a minha saudação a todos. E sinto-me feliz por fazê-lo ao domingo, no dia do Senhor. É bom e importante para nós, cristãos, encontrarmo-nos ao domingo, saudarmo-nos, falarmo-nos como agora aqui, nesta praça: uma praça que, graças[1] aos mass-media, tem as dimensões do mundo.


Neste quinto domingo da Quaresma, o Evangelho apresenta-nos o episódio da mulher adúltera (cf. Jo 8,1-11), que Jesus salva da condenação à morte. Impressiona o comportamento de Jesus: não ouvimos palavras de desprezo, não ouvimos palavras de condenação[2], mas apenas palavras de amor, de misericórdia, que convidam à conversão: “Também Eu não te condeno. Vai e doravante não tornes a pecar” (v. 11). Irmãos e irmãs, o rosto de Deus é o de um pai misericordioso, que sempre tem paciência. Já pensastes na paciência de Deus, na paciência que Ele tem com cada um de nós? É a sua misericórdia. Sempre tem paciência, tanta paciência conosco: compreende-nos, está à nossa espera; não se cansa de nos perdoar, se soubermos voltar para Ele com o coração contrito. “Grande é a misericórdia do Senhor”, diz o Salmo.

Nestes dias, pude ler o livro de um Cardeal – o Cardeal Kasper, um teólogo estupendo[3], um bom teólogo – sobre a misericórdia. Aquele livro fez-me muito bem. Não julgueis que estou a fazer publicidade dos livros dos meus Cardeais, porque não é isso[4]! Não é isso! É que me fez muito bem, muito bem... O Cardeal Kasper dizia que a melhor sensação que podemos ter é sentir misericórdia: esta palavra muda tudo, muda o mundo. Um pouco de misericórdia torna o mundo menos frio e mais justo. Precisamos de compreender bem esta misericórdia de Deus, este Pai misericordioso que tem tanta paciência... Recordemos o profeta Isaías, quando afirma: mesmo que os nossos pecados fossem vermelhos escarlate, o amor de Deus torná-los-ia brancos como a neve. Como é bela a misericórdia! Lembro-me que tinha sido feito Bispo há pouco, quando, no ano de 1992, chegou a Buenos Aires a imagem de Nossa Senhora de Fátima, e organizou-se uma grande Missa para os doentes. Eu estive a confessar durante aquela Missa. E, quase no fim da Missa, levantei-me porque tinha que ir administrar uma crisma. Veio ter comigo uma mulher idosa, humilde, muito humilde, com mais de oitenta anos. Olhei para ela e disse-lhe:
“Vó – na nossa região é costume tratar os idosos assim: por “vó” –, quer confessar-se?”
“Sim”, respondeu-me.
“Mas… a senhora não tem pecados!”[5].
E ela disse-me: “Todos temos pecados...”.
“Mas talvez o Senhor não os perdoa...”[6].
“O Senhor perdoa tudo”, retorquiu-me segura.
“E como é que a senhora sabe disso?”[7]
“Se o Senhor não perdoasse tudo, o mundo não existiria”[8].
Senti uma vontade enorme de lhe perguntar: “Diga-me, senhora! Estudou na Gregoriana?”[9]. Efetivamente, aquela é a sabedoria que dá o Espírito Santo: a sabedoria interior rumo à misericórdia de Deus. Não esqueçamos esta verdade: Deus nunca Se cansa de nos perdoar; nunca! “Mas então, padre, onde está o problema?” Bem, o problema está em nós que nos cansamos e não queremos, cansamo-nos de pedir perdão[10]. Ele nunca se cansa de perdoar, mas nós às vezes cansamo-nos de pedir perdão. Não nos cansemos jamais, nunca nos cansemos! Ele é o Pai amoroso que sempre perdoa, cujo coração é cheio de misericórdia por todos nós. E, por nossa vez, aprendamos também a ser misericordiosos para com todos. Invoquemos a intercessão de Nossa Senhora que teve nos seus braços a Misericórdia de Deus feita homem.

Rezemos agora, todos juntos, o Angelus

[segue-se a recitação do “Angelus”].

Dirijo uma cordial saudação a todos os peregrinos. Obrigado pelo vosso acolhimento e as vossas orações. Rezai por mim – vo-lo peço! Renovo o meu abraço aos fiéis de Roma[11] e estendo-o[12] a todos vós que viestes de várias partes da Itália e do mundo, bem como a quantos estão unidos conosco através dos meios de comunicação. Escolhi o nome do Padroeiro da Itália, São Francisco de Assis, e isto reforça a minha ligação espiritual com esta terra, onde – como sabeis – tem origem a minha família. Mas Jesus chamou-nos[13] para fazermos parte de uma nova família: a sua Igreja; estamos nesta família de Deus, caminhando juntos pela senda do Evangelho. Que o Senhor vos abençoe; que Nossa Senhora vos guarde! Não vos esqueçais disto: O Senhor nunca se cansa de perdoar! Somos nós que nos cansamos de pedir o perdão.

Um bom domingo e bom almoço!
Notas do Blog:

[1] NdB: A paixão pela mídia (pelos holofotes) é declarada já no primeiro parágrafo do primeiro Ângelus.
[2] NdB: Em relação à adúltera não há, de fato, condenação, mas em relação à turba?
[4] NdB: Mas que parece, parece. E mesmo que não quisesse, agora Kasper vai se tornar best-seller, espalhando suas “opiniões” heréticas mais largamente. Muito obrigada, Bispo de Roma! Sem querer querendo... contribui cada vez mais com a destruição da Igreja.
[5] NdB: Como é que é? Um bispo de Romana Igreja afirma a um penitente que busca a absolvição que ela não tem pecados? A idade agora é uma excludente de responsabilidades, de pecados? Ou será que ele tem a graça de saber quem tem e quem não tem pecados... só de olhar?
[6] NdB: Como é que é? Um bispo de Romana Igreja afirma a um penitente que sabe – ela sabe, ao contrário dele! – que todos temos pecados que, talvez, o Senhor não os perdoa?
[7] NdB: E como é que um bispo não sabe?
[8] NdB: Well, isso é uma asneira simplória, justificada pela imensa ignorância em que o povo “é mantido” pelo eclesiásticos e “se” mantém. O perdão do Senhor foi garantido por Cristo, por isso acreditamos nesse benefício! E sobre o Senhor perdoar tudo... uma vírgula! Os pecados contra o Espírito Santo não têm perdão. Os pecados contra o Espírito Santo são seis, e são chamados assim porque se cometem por pura malícia, o que é contrário à bondade que se atribui ao Espírito Santo (Terceiro Catecismo da Doutrina Cristã de São Pio X): Desespero de salvação; presunção de salvação sem merecimento; negar a Verdade (Dogmas) conhecida como tal pelo Magistério da Santa Igreja; inveja da graça que Deus dá aos outros; obstinação no pecado; impenitência final. O que diferencia os pecados contra o Espírito Santo de outros pecados é a vontade da pessoa, não o ato em si, ou seja, é a vontade que faz com que a pessoa não queira mudar de vida. Por isso se peca contra o Espírito Santo por ato de pura malícia, não por mera fraqueza. E não tem perdão não por ser um pecado tão grande que o sangue de Cristo não possa expiar. Isto limitaria o valor intrínseco do Seu Sangue, que nos redime e redimiria inclusive o diabo e seus anjos, SE a redenção tivesse sido designada para eles também. Nem é por ser um pecado tão grande que a graça de Deus não possa alcançar: “Onde o pecado abundou, superabundou a graça”. Trata-se de um “pecado imperdoável” por que essa é a vontade soberana de Deus, que soberanamente ordenou que há um pecado ao qual Ele não perdoará, pois o Espírito Santo é, dessa forma, altamente honrado por Deus. O que dizem as Escrituras? Vemos em S. Mateus 12,31 (o único pecado que não tem perdão); S. Marcos 3:28-30; S. Lucas 12:10; Hebreus 6:4-8 e 10:26-31; I João 5:16. Mais aqui: http://reporterdecristo.com/os-pecados-contra-espirito-santo.
[9] NdB: E o atual Bispo de Roma estudou onde? O que ensinava o Noviciado da Companhia de Jesus já no final dos anos cinquenta? E o Juniorado de Santiago do Chile? E a Universidade Católica de Buenos Aires nos anos sessenta? E a Universidade de Teologia no final dos anos sessenta? O que ensinava, como Mestre dos Noviços, no Seminário da Villa Barilari, em San Miguel nos inícios dos anos setenta? E o que ensinava, nos anos oitenta, na escola dos Jesuítas? Como é que conseguiu ser reitor da Faculdade de Filosofia e Teologia de San Miguel de 1980 a 1986 sem saber disso? E ainda não sabia disso após seu Doutorado na Alemanha? E mesmo assim JPII, em 20 de maio de 1992, o nomeou bispo auxiliar de Buenos Aires? E, depois, o ordenou bispo, em 27 de junho de 1992, pelas mãos do cardeal Quarracino, de Dom Emilio Ogñénovich e de Dom Ubaldo Calabresi, apesar de não saber disso? Bom, esperamos que de 1992 para cá (quando dever ter havido esse fato que ele, lamentavelmente, não teve acanhamento de confessar), ele tenha estudado um pouco mais.
[10] NdB: Alguém me esclareça: aqui ele está falando ex cathedra? Espero que não, porque é uma ilação toda particular a dele... Agora temos o “cansaço” como causa da miséria humana? E o pecado original? Isso também ele não estudo e, portanto, não ensinou pelas escolas por onde passou?
[11] NdB: Porque ele é o Bispo de Roma (sic).
[12] NdB: Mera liberalidade do Bispo de Roma (sic).
[13] NdB: “Plural majestatis”? Fala como Bispo de Roma? Como Papa? E se agora o Senhor o chamou... antes não estava na Igreja? Se não é o caso de “plural majestatis”, então a que se refere? O que isso significa? Que sentido tem? Quem são esses “nós”? ele se inclui porque?


  • PARA CITAR ESTA POSTAGEM: PALE IDEAS: . Março 2013. 
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