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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O Clube dos 99

Era uma vez um rei muito rico. Tinha tudo. Dinheiro, poder, conforto, centenas de súditos. Ainda assim não era feliz. Um dia, cruzou com um de seus criados, que assobiava alegremente enquanto esfregava o chão com uma vassoura. Ficou intrigado. Como ele, um Soberano supremo do reino, poderia andar tão cabisbaixo, enquanto um humilde servente parecia desfrutar de tanto prazer?

- Por que você está tão feliz? - perguntou o rei.

- Majestade, sou apenas um serviçal. Não necessito muito. Tenho um teto para abrigar minha família e uma comida quente para aquecer nossas barrigas.

O rei não conseguia entender. Chamou então o conselheiro do reino, a pessoa em que mais confiava.

-Majestade, creio que o servente não faça parte do "Clube dos 99".

- "Clube dos 99"? O que é isso?

- Majestade, para compreender o que é o "Clube dos 99", ordene que seja deixado um saco com 99 moedas de ouro na porta da casa do servente. E assim foi feito.

Quando o pobre criado encontrou o saco de moedas na sua porta, ficou radiante. Não podia acreditar em tamanha sorte. Nem em sonhos tinha visto tanto dinheiro. Esparramou as moedas na mesa e começou a contá-las.

-…96, 97, 98… 99.

Achou estranho ter 99. Achou que poderia ter derrubado uma, talvez. Provavelmente eram 100. Mas não encontrou nada. Eram 99 mesmo.

Por algum motivo, aquela moeda que faltava ganhou uma súbita importância. Com apenas mais uma moeda de ouro, uma só, ele completaria 100. Um número de 3 dígitos! Uma fortuna de verdade. 


Ficou obcecado por completar seu recente patrimônio com a moeda que faltava. Decidiu que faria o que fosse preciso para conseguir mais uma moeda de ouro. Trabalharia dia e noite. Afinal, estava muito muito muito perto de ter uma fortuna de 100 moedas de ouro. Seria um homem rico, com 100 moedas de ouro.

Daquele dia em diante, a vida do servente mudou. Passava o tempo todo pensando em como ganhar 1 moeda de ouro. Estava sempre cansado e resmungando pelos cantos. Tinha pouca paciência com a família, que não entendia o que era preciso para conseguir a centésima moeda de ouro. Parou de assobiar enquanto varria chão.

O rei percebeu essa mudança súbita de comportamento e chamou seu conselheiro.

- Majestade, agora o servente faz, oficialmente, parte do "Clube dos 99". - E continuou:

- O "Clube dos 99" é formado por pessoas que têm o suficiente para serem felizes, mas mesmo assim não estão satisfeitas. Estão constantemente correndo atrás desse 1 que lhes falta. Vivem repetindo que, se tiverem apenas essa última e pequena coisa que lhes falta, aí sim poderão ser felizes de verdade. Majestade, na realidade, é preciso muito pouco para ser feliz; porém, no momento em que ganhamos algo maior ou melhor, imediatamente surge a sensação de que poderíamos ter mais. Com um pouco mais, acreditamos que haveria, de fato, uma grande mudança. Só um pouco mais. Perdemos o sono, nossa alegria, nossa paz e machucamos as pessoas que estão a nossa volta. E o pouco mais, sempre vira… um pouco mais. O “pouco mais” é o preço do nosso desejo.

E concluiu: Isso, majestade, é o "Clube dos 99".


Autor desconhecido


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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

As Sete Virtudes Capitais

As Sete Virtudes Capitais

RODA DOS SETE PECADOS
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Virtudes contrárias a estes sete pecados.


Há sete virtudes contra estes sete vícios capitais, a saber:

Contra a soberba, a humildade.
Contra a avareza, a liberalidade.
Contra a luxúria, a castidade.
Contra a ira, a paciência.
Contra a gula, a abstinência.
Contra a inveja, a caridade.
Contra a preguiça, a diligência.

A humildade consiste em reconhecer que por nós mesmos nada temos a não ser o pecado, tratar-nos como nada e desejar sermos tidos por tais, e darmos a Deus a glória de todas as nossas boas ações.

A verdadeira humildade está assentada na verdade. É a virtude mais necessária e até o fundamento das demais virtudes.

O vício pior é a soberba; a melhor virtude é a humildade.

Nosso Senhor Jesus Cristo quis ser especialmente modelo de humildade. São palavras suas "Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração, e achareis a paz para vossas almas".

Liberalidade ou generosidade consiste em não desejar o alheio e dar de boa vontade do que é próprio para os pobres e às obras de beneficência*.

Castidade consiste em moderar os apetites sensuais.

Paciência consiste em sofrer em paz e tranquilidade as injúrias e adversidades.

Temperança consiste em moderar-se no comer e beber.

Caridade consiste em desejar e fazer bem ao próximo, por amor de Deus.

Diligência é uma prontidão de ânimo em fazer o bem.

* As obras de beneficência de hoje em dia merecem uma atenta observação da parte dos cristãos, porque, uma vez que a Caridade foi praticamente varrida da terra, há de se prestar muita atenção em quem se deve ser generoso. Há muitos malandros e vadios espertalhões por aí que recebem a esmola que poderia ser para um verdadeiro necessitado. Igualmente há muitas casas de Filantropia, que nada mais fazem que dar conforto material e deixam a Deus de lado, não observando que "não só de pão vive o Homem". Portanto, longe de desestimular aos leitores a ajudar em obras pias, digo que não tomem essas palavras como pretexto para serem avarentos, mas cuidem de dar com boa vontade o que lhes pertence a instituições que ao menos aparentem ser o mais benéficas possível.

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