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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

NÃO ME PERGUNTEM! por Robson Carvalho

Francisco
o verdadeiro!
Eu o compreendo perfeitamente, ao Robson. Eu mesma não tenho estômago para sequer olhar para "ele"; suas fotos me causam náuseas... E como pode isso se ele é quem é? Pode porque uma criatura nada é se não servir a Deus com exclusividade. Quem serve a Deus e... ao mundo não é católico, como dizia São Roberto Bellarmino. E paro por aqui para não adentrar publicamente um assunto que não ME diz respeito. Ainda não. 
Assim, em contraposição ao artigo anterior, que mostra onde se chega quando se deixa Deus "de fora", vamos ler este texto, que é, no fundo, o grito de dor de todo católico. Não dos "católicos adultos, certamente, porque esses, oh!, esses já se emanciparam de Deus, nosso Criador!  Já não querem a verdade!


* * *

NÃO ME PERGUNTEM!


Não me perguntem o que penso deste ou daquele pronunciamento, desta ou daquela conversa, do discurso diante de seminaristas, desta encíclica modernista que precisa ser explicada, nem das canonizações estilo fast-food de homens cujas únicas virtudes foram diminuir a fé perante as falsas religiões, foram colocar Cristo e Belial no mesmo nível, em um humanismo patético. Não me perguntem o que penso desta ênfase em se mostrar humilde, destes gestos, desta ânsia de querer simplificar tudo, de mudar tudo, reformar tudo, deste populismo religioso, desta vontade de abandonar a doutrina em favor da pastoral, como se a verdade não viesse acima de tudo, como se o Evangelho, com suas palavras de salvação, muitas vezes duras, tivesse deixado de ser a fonte regeneradora de uma sociedade pecadora, para se transformar num capacho a serviço do “amor” fraterno e da “liberdade” que “cada um tem de decidir o que é bem e o que é mal”.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

MAIS UM FIM DE SEMANA...

Escrito 04/11/2005 (BEM ANTES, PORTANTO, DE CONHECER A TRADIÇÃO)

Faço questão de registrar isso pq as pessoas podem entender que fui atrás de uma quimera, da noite para o dia.

Encontrei por acaso este texto, que eu havia até esquecido. Há outros, anteriores, posteriores, pela Net, de que me lembrei e que, talvez, um dia, catalogarei. Hoje, não é necessário, não precisa.

Se isto não basta, de que valerão milhares de outras palavras gastas com ouvidos moucos?

Quero, apenas - e contudo - , frisar que minha busca não começou ontem. Percorreu comigo os 48 anos de minha vida. Dividiu comigo noites insones e dias intermináveis, cheios de dúvidas, indagações, perplexidades. Mas isto acabou.

Sou uma 'ex-católica perplexa'; uma católica, apenas, agora. Me encontrei. Encontrei a Igreja. Estou em paz.

Agora, não preciso mais sair da Missa, no meio dela, escandalizada com atitudes e palavras dos padres, que deixaram de ser 'padres' e se chamam agora 'presidente', porque 'preside' uma celebração que de católica guarda apenas o nome, alguns trajes e alguns ritos.

E nem se trata
apenas de uma questão de idioma ou saudosismo. Eu sou uma mulher de minha época, não fico vivendo 'do' e 'no' passado ou com a cabeça num futuro (imediato) que nem me pertence. Não sou eu quem vive no 'mundo de Alice' ou em 'Matrix'. Eu vivo aqui, agora.

Quanto ao idioma, é alegação dos tolos. Por acaso, hipócrita, não gastas dinheiro para aprender inglês, francês, alemão e, agora, a língua da moda, mandarim? Quão empenhativo é o latim da Missa? Tão fácil ao ouvido, de som tão harmonioso!

A questão, como disse, nem é esta. Trata-se do Rito, da Verdade e da Fé Católica. O grande problema das pessoas é não ser o centro do Universo. É saber o exato lugar que ocupa e se colocar lá, sem melindres e sem emoções tolas. Todos querem ser o convidado principal da festa, mesmo tendo o Mestre alertado de que justamente este que se reputa tal será 'convidado' a sentar-se longe do Anfitrião, que chamará o 'Último', o 'Húmilde', e este tomará o lugar do outro, que não aprende! Não dá uma dentro!

A questão toda é que o Egoista quer a Missa para si. Celebrada para si, virada para si; alegre e feliz, porque 'si' não gosta de tristezas e chatice. Ao 'Sacrifício' prefere o 'banquete'. Parece que leu das Escrituras as partes que lhe interessavam...

Aos poucos, porém, estamos vendo mudanças piores ainda. Já não basta que o padre celebre a Missa PARA ele, o Homem quer celebrar, por si só, a Missa. A que Deus? Ao único deus que o compreende, o perdoa, o aceita como ele é, não o critica, não o castiga e jamais, por nada desse mundo, nunquinha, o mandaria para o Inferno: ele próprio. O Eu-deus. Maior que o próprio Ego.

Um deus que tudo lhe permite, que lhe concede uma felicidade sem fim, gratuita, sem consequências. Um deus que não o perturba em seu sono com questionamentos éticos; que não acha errado se dar bem na vida, mesmo que para isto deva fazer coisas nada éticas; que entende que, quando o casamento não dá certo, é melhor separar; melhor ainda, um deus que não o perturba com mandamentos antigos, fora de moda, obsoletos, que não se ajustam aos dias de hoje, em que as pessoas são livres e independentes, que podem experimentar o sexo sem culpa antes de casar ('como vou saber se vai dar certo?' - diz o Homem) e, no fim, porque casar? Se somos livres, um papel não pode nos prender... E porque então parar aí? Porque não experimentar coisas novas... que 'antigamente' eram pecado e já não o são, 'porque todo mundo faz'!

Um deus que não o repreender por achar que há casos em que o aborto é 'bom', até 'necessário', porque afinal fazer sofrer tanta gente se pode se resolver rapidamente, antes que nasça e vire um problema. Por enquanto, pois, o infanticídio, como o homossexualismo e outros crimes hediondos contra a dignidade do Ser Humano, já foi moda antes. O Homem, sim, anda saudosista... de um passado em que era 'livre', sem um Deus a perturbá-lo! De quando era apenas 'pagão' e a vida era uma 'eterna festa'!

É! Quem é a 'quadrada' aqui? O mundo já viu este filme, no passado, e não aprende. Está repetindo o mesmo erro de querer ser Deus, ou mais que Deus, porque ser Deus já não basta!
GdA
[...]
E por falar em Deus... Embora não me encontre no costumeiro deserto, várias idéias me afligem a mente e o coração... minha busca pela Verdade precisa ser acompanhada de certezas que não encontro. São muitas as vozes, todas querem ser ouvidas e se afirmam as verdadeiras... Ainda continuo fiel à Igreja, sobretudo pq até agora não encontrei razões ou indícios de que a Verdade se encontra FORA dela... Ainda me digo que a Igreja é feita de Deus e dos homens e que a parte humana é falha, sim. Ainda me parece claro que os dogmas e a doutrina católicos são os que mais coerentes têm se mantido ao longo dos séculos; nada parece turbar a serenidade dela. Mas ainda continuo sentindo que a Igreja daqui está muuuito longe da Igreja de Roma.
Entendo, tb, que hoje as pessoas estão tranqüilas demais, em paz demais com a própria consciência; num comodismo perigoso. Vejo o nome e o rosto de Deus por todo canto, mas tudo cheira a sacrilégio... e a Igreja daqui silencia; há muito dinheiro envolvido nisso, há conceitos tb. Há, talvez, receio e medo de se expor, de se comprometer com o Cristo... é um paradoxo estúpido. Creio que deveria ser proibido estampar Deus nas camisetas, bonés, capacetes, carros e toda sorta de lugar que supersticiosamente pretendem seja protegido por uma imagem, algumas palavras; e não entendem que é inócuo e sacrílego. Vc não vê muçulmanos fazendo isso, nem judeus...
A Igreja daqui se cala sobre muitas outras coisas. Por exemplo, deveria negar a Eucarístia a políticos que são a favor do aborto, do divórcio e de outras formas de agressão à dignidade humana. Tb deveria, de vez, cortar os laços que teima em manter com a massonaria, a política (de esquerda, de direita e de qqr outro tipo), a elite (não comunisticamente falando)... Recobrar sua independência e sua sacralidade.
Há muito em meu coração, e essas névoas não se vão facilmente. Mesmo os afazeres do dia-a-dia não afastam isso de minha mente.
Bom, por hoje é só...
Beijokas

Giulia d'Amore di Ugento

sábado, 4 de abril de 2009

Domingo de Ramos

Amanhã é Domingo de Ramos; preparação para a Santa Páscoa. Não tenho muito a acrescentar desde a última Páscoa. Infelizmente.

Do propósito de melhorar um defeito por ano... devo confessar que não me dediquei o suficiente. Pouco me lembrei disto. Essa minha humanidade é meu maior problema e minha melhor desculpa. Essa, aliás, tem sido a desculpa de muitos...

"Somos humanos!", e isso justifica tudo, como se o que importasse fosse a justificação... Quão tolos somos afinal.

Fiquei sabendo esta semana um horror que houve no interior de meu Estado, no banheiro de uma escola 9 meninos de aproximadamente 9 anos violentaram um "amiguinho" de 6... Quanto horror nisso. Por muitos motivos. A idade dos envolvidos, a crueldade do fato em si, as consequências, a humanidade... Que solução pode se dar a isso? Que futuro esperamos ver em crianças que aos nove anos já praticam atos tão cruéis, vergonhosos e indesculpáveis. Sim, porque, se alguém quiser justificar isso, merece ser apedrejado em praça pública. Prática, aliás, que precisava ser restabelecida, talvez a impunidade não seria tanta, e isso acabaria por si só. 

Eu vejo neste ato insano, além de crueldade e a óbvia violência, eu vejo ódio e completa ausência de compaixão. Se não do primeiro deles, do último que abusou da vítima... Esse menino em particular, após ver todos aquele horror, repetidas vezes, não se apiedou da vítima. Nem sei se é esse o mais cruel ou o primeiro. E que importância tem quem é o mais cruel se todos participaram disso?

Por que crianças de nove anos se interessam e praticam sexo?

Amizade, compaixão, lealdade, amor, inocência e bondade são valores que esses meninos desconhecem completamente.

Provavelmente, quer se discutir de quem é a culpa. Dos pais, da sociedade, da escola, da TV... o que importa? Alguém será responsabilizado após essa discussão esdrúxula? Não, então... esquece. Até porque se as respectivas família não os puniram devidamente o que nos resta? Aguentar um futuro de violência e dor que serão espalhados por esses meninos.

Mas não me venha a dizer que eles são vítimas também, porque não o são. Aqui e agora, por esse fato, eles são réus e mereceriam ser presos como adultos, porque como adultos agiram, uma vez que não é próprio de crianças fazer isso. Não mataram um passarinho, não picharam o muro da Igreja, não quebraram um vidraça, não roubaram goiabas da árvore do vizinho... Eles violentaram um "amigo", de seis anos. Cruelmente.

Onde há humanidade nisso?

Enfim. Amanhã é um dia santo e particularmente santo. Jesus entra triunfalmente em Jerusalém. Se essas crianças estivessem entre os bancos de uma escola dominical, da catequese ou da Santa Missa teriam poucas chances de fazer o que fizeram. Quando você preenche a vida de alguém com valores e princípios, dificilmente sairá algo ruim disso.

Um bom Domingo de Ramos a todos. A paz de Deus para a família da vítima.

Giulia d'Amore di Ugento

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