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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Há algo de podre nos reinos de Kent & Menzingen

No dia 1º de novembro recém passado, foi alegremente abençoada uma nova capela da Desistência em Reenascreena, na Irlanda. As fotos e a notícia podem ser lidas em inglês e em espanhol, se não apagarem futuramente...  




Quem abençoou a capela foi o bispo Faure, auxiliado por alguns padres, entre os quais o protegido do bispo Williamson: o pervertido pedófilo confesso Steven Abraham.  



Já falamos sobre o “Caso Abraham” no Pale - aqui, aqui (aqui em espanhol) - e volto a fazê-lo porque é preciso dizer a verdade sobre este criminoso que continua exercendo o ministério sacerdotal normalmente e, o que é pior, junto a crianças. 



E O ESCÂNDALO NÃO TEM FIM... UMA LUZ SOBRE AS ADMINISTRAÇÕES SCHMIDBERGER & FELLAY


Em 5 de abril de 2017, uma TV sueca pôs no ar um programa, Uppdrag Granskning, para falar dos casos de pedofilia na Fraternidade Sacerdotal São Pio X. No programa, fala-se de três padres e um seminarista, Kevin Gerard Sloniker, o qual está cumprindo pena de prisão perpetua nos EUA por abusos sexuais em crianças. Aqui o episódio sobre ele. 

Os padres não são identificados a não ser pela primeira letra do nome: padre “P”, padre “M” e padre “S”. Mais adiante, trataremos dos outros pedófilos, fiquemos agora com o “S”, que é facilmente identificável com o Steven Abraham porque o programa afirma que, hoje, ele está junto do bispo Williamson, na Inglaterra. Ou há mais algum pedófilo junto com o bispo Williamson? Segundo o programa sueco e a Neofrat... há sim. 

A história é que em 2006 Abraham foi denunciado por ter abusado de pelo menos uma criança em Mulhouse, na França. Aparentemente, ele foi investigado pela Neofrat, declarado culpado e afastado do ministério. Em seguida, foi enviado para Bristol e depois para Londres em 2012. Supostamente, teria sido submetido a terapia nesses locais por anos, até 2014, quando ele deixou a Neofrat e se juntou à Resistência (aqui), sendo acolhido pelo bispo Williamson, em Broadstairs, onde exerce plenamente seu ministério. Resumindo, Abraham nunca pagou por seus crimes, nem reparou o mal que fez. 

Claro que perguntaram ao bispo sobre esse absurdo, e, até onde sei, ele nunca quis falar a respeito. Já o bispo Faure, por outro lado, o fez em algumas oportunidades, e o programa sueco mostra uma dessas, na qual ele afirma: “Claro, você não deve ter perigo, não deve colocar ninguém, nenhuma alma em perigo... Se essas precauções são tomadas, então você pode tentar salvar a alma desse sacerdote”.  

Ou seja, o bispo Faure SABE que o Abraham é um pedófilo e, ainda assim, prefere pôr em risco as almas das crianças para tentar salvar a alma de um pervertido confesso. 

Como já publicamos no Pale, a Igreja já se manifestou oficialmente sobre HOMOSSEXUALISMO, através do "Horrendum Illud Scelus", de São Pio V: 

“Esse horrendo crime, pelo qual cidades corruptas e obscenas foram queimadas pela condenação divina, nos enche de amarga dor e nos estimula veementemente a reprimi-lo com o máximo zelo possível.

Com toda razão o Quinto Concílio de Latrão estabelece que todo membro do clero apanhado na prática do vício contra a natureza, pelo qual a cólera de Deus caiu sobre os filhos da iniquidade, seja despojado das ordens clericais ou obrigado a fazer penitência em um mosteiro.

Para que o contágio de tão grande flagelo não se propague com maior audácia valendo-se da impunidade, que é o maior incentivo ao pecado, e para punir mais severamente os sacerdotes culpados desse nefando crime que não estejam aterrorizados com a morte da alma, determinamos que eles sejam entregues à severidade da autoridade civil, que faz cumprir a lei.  

Portanto, desejando adotar com maior rigor o que decretamos desde o início de nosso pontificado, estabelecemos que todo sacerdote ou membro do clero, seja secular ou regular, de qualquer grau ou dignidade, que cometa esse horrendo crime, por força da presente lei seja privado de qualquer privilégio clerical, de qualquer ofício, dignidade e benefício eclesiástico; e que, uma vez degradado pelo juiz eclesiástico, seja entregue imediatamente à autoridade civil para receber a mesma punição que a lei reserva aos leigos que se lançaram nesse abismo”(cf. aqui.) 

Portanto, se vê que os impolutos bispos da Desistência estão agindo em sentido contrário ao DETERMINADO pela Igreja. Fazem suas próprias regras. Mas isso já não me surpreende mais... 


Sobre “P” e “M” 

Para quem acha que a coisa é restrita à Desistência, e que a Neofrat sempre agiu segundo as determinações da Igreja é bom tirar o cavalinho da chuva. O programa sueco fala de três padres, não esqueçam! Os outros dois, “P” e “M” são casos até mais graves, seja porque “agiram” por mais tempo, seja porque a Neofrat os protegeu por longos anos, e eles também não pagaram por seus crimes, nem repararam o mal feito. Não vou revelar, ainda, as identidades, mas transcrevo o que o programa levantou e está devidamente documentado. 

Um homem de 37 anos, com o codinome André, é uma das vítimas do francês “P”, e relata que levou o caso à cúpula da Neofrat: Padre Niklaus Pfluger, o segundo homem mais importante na Neofrat hoje, e assistente de Fellay.  

A conversa, gravada pela vítima, revela que a Neofrat sabia dos abusos e de pelos menos mais duas vítimas, entre 1987 e 1990, e se limitava a transferir o pedófilo de lugar, como faz a Igreja conciliar. A família de André, uma criança à época, não procurou as autoridades civis; segundo a vítima foi por medo de ir contra a Neofrat. As demais vítimas também não denunciar “P” às autoridades civis. Isto não muda os fatos. 

A primeira queixa de André às autoridades da Neofrat foi em 1991, por carta, ao Padre Schmidberger, mas não teve resposta por anos a fio. Nas gravações, Pfluger lê documentos onde fica claro que sabiam dos abusos, que “P” foi considerado culpado e afastado do ministério, contudo esse afastamento nunca foi cumprido. Segundo Pfluger, não foi cumprido porque Schmidberger, então Superior Geral, mudara de ideia, limitando-se a prometer à família de André que “P” jamais ficaria próximo a crianças novamente. Na gravação, se ouve Pfluger dizer que, por várias vezes, as autoridades da Neofrat “falaram” com “P” para que não se aproximasse de crianças, mas que “P” não acreditava e continuava. 

Há doze anos (2005), segundo o programa, Fellay PERMITIU que “P” organizasse viagens de acampamento para crianças. Foi um panfleto sobre aquelas viagens que alertou André para o fato de que “P” ainda estava em contato com menores de idade, apesar das garantias dadas a sua família. Quando André escreveu a Fellay expressando sua indignação, o bispo mandou Pfluger falar com André. Foi essa conversa que a vítima gravou, o que permitiu que os eventos fossem reconstruídos. 

Documentação da Congregação para a Doutrina da Fé, revelada pelo programa de TV sueco, mostra que o Vaticano sabia sobre o caso e INSTRUIU Fellay (não tem acordo nenhum entre eles, abiguinhos!) a submeter o padre acusado a um julgamento canônico. Diz André: “Eles deram um mandato ao bispo Fellay para julgar o homem que ele havia encoberto”. “P” finalmente foi considerado culpado e transferido para a Casa Notre-Dame de Montgardin, nos Alpes franceses, supostamente uma casa de retiro, mas chamada pelos críticos de "prisão dourada", onde os sacerdotes considerados culpados de abusar sexualmente de menores são enviados para levar uma vida de "penitência e oração". 

Contudo, “P” recusou-se a ir e, de acordo com fontes da Neofrat, se juntou a Williamson em 2014... Então o bispo Williamson acoita dois pedófilos, e não apenas um. O programa Uppdrag Granskning, no entanto, obteve fotos de 2015 que comprovaram que “P” participou das ordenações sacerdotais em Ecône (mais uma prova de que há mais entre Williamson & Fellay do que supõe a vã filosofia?). 


Quanto ao “M”. 

“M”, atualmente, estaria em Paris (sob as asas de Bouchacourt?), exercendo plenamente o ministério, segundo levantou o programa sueco. Mas ele também esteve em Montgardin, na “prisão dourada”, porque a Neofrat havia recebido queixas de “conduta imatura” quando estava trabalhando na Austrália. Antes disso, “M” havia estado na Irlanda, e o programa sueco apresenta uma carta de uma mãe de uma das crianças sob seus cuidados, onde relata que ela não sabia de abusos concretos, mas de atos “preparatórios” com pelo menos um garoto e uma garota: Eu ouvi isso de um padre que desejava me avisar para manter os meus filhos longe dos acampamentos sob os cuidados de “M”. Na carta, a mãe também escreve sobre um boato (vindo da Alemanha) segundo o qual “M” foi enviado apressadamente para Montgardin. A Neofrat nega os abusos por parte de “M”, mas não explica o que seja essa “conduta imatura” ou porque “M” foi enviado por dois anos a Montgardin



Fontes de pesquisa:

http://www.svt.se/nyheter/granskning/ug/new-cover-ups-of-assaults-by-catholic-priests  
https://cruxnow.com/global-church/2017/04/05/report-charges-cover-traditionalist-society  
https://dl.dropboxusercontent.com/content_link/ikPp9RSaAT8FwO1x0DHB6phhpuZE8rxmpAfwntODE1UpamG1aGvarynYelknD6K0/file
https://www.cathinfo.com/sspx-resistance-news/report-charges-cover-up-of-sexual-abuse-by-traditionalist-society 
https://www.svt.se/nyheter/granskning/ug/new-cover-ups-of-assaults-by-catholic-priests 
https://epiphaniusblog.com/2016/02/03/denuncia-contra-a-reintegracao-do-pe-abraham-por-dom-williamson/ 



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