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sábado, 14 de julho de 2018

Os Mártires da Revolução Francesa

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Os Mártires da Revolução Francesa


“... É até um elenco tão vasto e tão admirável que hesitamos em destacar alguns dos episódios mais comoventes. Não será injusto dar sequer a impressão de que queremos fixar um palmares, um elenco de vencedores, quando em todas as páginas desse livro escrito com sangue brilham o heroísmo e a santidade? Padres, religiosos, religiosas, simples leigos, homens e mulheres, todas as condições sociais à mistura - mas certamente a maioria gente humilde, gente do povo -, foram às dezenas, às centenas, os que preferiram morrer a abjurar, apesar de, em muitos casos, abjurar fosse apenas um gesto exterior, mera formalidade. Como escolher entre eles? 

sexta-feira, 13 de julho de 2018

É simpático!

Ontem, o novo superior geral da Neofrat, dom Davide Pagliarani (lê-se: palharani, como Bergoglio se lê Bergolhio) concedeu a primeira entrevista após a eleição. Foi água com açúcar, mas está longe de ser tudo aquilo que o blogger INtrincado despejou no Non Possumus mexicano. Ele se queixa de que dom Davide não falou nada sobre a crise na Igreja e o ACORDO. De fato, não falou, mas também nada lhe foi perguntado a respeito. O que o blogger queria, que ele enfiasse o assunto sem qualquer conexão com as perguntas? Certamente, não faltará ocasião para dom Davide falar sobre o tema, até porque é apenas isso que todo mundo espera ouvir dele. 

Mas o que chamou a atenção foi o que dom Davide respondeu quando lhe perguntaram sobre o 2º assistente filo-sionista: 
"Me considero muy afortunado de poder trabajar con personas mayores que yo, que serán buenos consejeros y, debo decir, con un padre tan simpático como el Padre Bouchacourt..."  

Tradução livre: "Considero-me muito afortunado de poder trabalhar com pessoas mais velhas do que eu, que serão boas conselheiras e, devo dizer, com um padre tão simpático como o Padre Bouchacourt..."...  

Simpático? Pagliarani é um pândego, ou um falso, porque de Bouchacourt pode-se dizer tudo menos que seja simpático: suas vítimas (e não são poucas, pelo mundo afora) que o digam.  

Francês... simpático? kkkkkk 

Estive lendo a mídia nos vários países que falaram desta eleição - de dizer que desta vez tomou mesmo os noticiários, inclusive os vaticanos - e se tem uma ideia generalizada de que o acordismo acabou. Ledo engano: os três novos chefes da Neofrat são liberais e, uma ou outra vez, tem deixado claro o que pensam disso. O simpaticão, por exemplo, quando houve a insurgência francesa sobre a questão do matrimônio supervisionado pelos modernistas, puniu todos os que assinaram o documento que estavam sob seu comando. Um deles, deixou a bela igreja de Saint Nicolas du Chardonnay para ir em "missão" nas Filipinas, em uma zona ocupada pelo ISIS (leiam o n. 2).. Muy simpatico, el tipo! Os outros signatários que não estavam sob seu comando, porque pertencentes às "Ordens amigas da Neofrat", podem não terem sido punidas diretamente, mas... só Deus sabe! 

Uma boa e santa noite a todos os leitores!  

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Títeres. De quem são as mãos que os movimentam?

Bom, a esta altura todos já estão sabendo da "eleição" do novo comando da Neofrat. Uns cantaram o Te Deum, outros... não.  

E outros, ainda, como eu, continuam seguindo católicos. 


Não comentei nada ontem porque estava com preguiça - mea culpa! - de fazê-lo, pois, tendo em vista que isso não muda em nada a minha vida, me pareceu que não deveria desperdiçar meu precioso tempo com isto. Hoje, tenho alguns minutos de folga, e aqui estou.  


As repercussões pela Cristandade foram várias e díspares, inclusive DENTRO da Neofrat. E nos próximos dias veremos ainda mais...  


Quando recebi a foto dos eleitos, não pude não me lembrar de "Os Três Patetas", sobretudo pelas expressões faciais que ficarão eternizadas: 





O títere principal, no meio, é o novo superior geral da Neofrat: pe. Davide Pagliarani, "incardinado" em Argentina, como todos sabem. A seu lado direito, o títere 1º assistente, dom Afonso De Galarreta (seu verbete já foi atualizado no Wikipedia), e de seu lado esquerdo, o títere filo-sionista 2º assistente, pe. Christian Bouchacourt (com verbete no Wikipedia somente em francês; para refrescar a memória, este é aquele que, em uma entrevista a um jornal argentino, em 01/12/2013, disse que os judeus não são deicidas...).  






Porque "títeres"? Porque é óbvio que estão lá para inglês ver, e nem me refiro a dom Williamson!  


Segundo minhas fontes especializadas sobre o tema, a "eleição" tinha cartas marcadas e já estaria decidida, mais ou menos como foi no caso da eleição do Francisco Bergoglio, o qual certamente deu (e quiçá dará publicamente também) sua benção ao trio (o site do Vaticano publicou a notícia)...  

Mas sobretudo porque, por trás do trio está... dom Bernard Fellay, que os moverá segundo o que lhe será conveniente para levar as almas sob sua responsabilidade até Francisco. 
Mais uma vez, vou tentar desenhar: se somos católicos, apesar do CVII, por que devemos "voltar" à Igreja Católica? Se é verdade que não estamos na Igreja Católica... então somos cismáticos! A Neofrat precisa se decidir a respeito: ou é católica, e então não precisa estar na Igreja do CVII, ou não é católica e precisa... De certa forma, eles pensam como os desistentes, que se julgam misteriosamente unidos ao último grande cisma. 
Ontem, se leu de tudo, em vários idiomas, acerca disso... O que me fez rir - mas com uma profunda tristeza interior - foi que, agora, o acordismo acabou...  

Santa (e patética) ingenuidade!!!  

São todos farinhas do mesmo saco traidor, e cabe um questionamento: estaria Pagliarani finalmente sendo recompensado? Afinal, no Capítulo de 2012, defendeu Fellay, com unhas e dentes, quando já se sabia que o então superior geral da Neofrat seria repreendido por causa do preâmbulo doutrinário (leia-se ACORDO), com o qual, segundo fontes fidedignas, ele já teria concordado e pretendia usar o Capítulo para enfiar goela abaixo da Neofrat esse acordaço. E não obteve êxito, como é público e notório, mesmo conseguindo calar a voz destoante (Williamson).  

Há quem diga também que o novo superior geral, que até então dirigia o Seminário de La Reja, lá estava com o beneplácito de Francisco... Será? Se não agora, naquele último dia o saberemos com certeza.  

Well, os três "eleitos" são liberais de carteirinha e levarão a cabo o acordo feito entre Fellay e a Igreja cismática do CVII. Não tenham ilusões! Afinal, depois de 6 anos de governo Fellay, não imagino como se possa recuperar algo na Neofrat. Quem tinha que sair já saiu. Quem ficou foi cozido como sapo, e está contaminado pelo liberalismo, mais ou menos a depender da tolerância que teve aos erros de Fellay. Ninguém vai gritar. 


Hoje, recebi esta mensagem da França. Sinceramente, não sei quem é o remetente: 

"bravo aux capitulants 
ils ont élu l'équipe qui a obtenu du cardinal Bergoglio la reconnaissance en Argentine (era apenas para conseguir um plano de saúde, diziam eles).
il y avait une équipe germanique pour l'interlocuteur allemand
il y a une équipe hispanique pour l'interlocuteur argentin 
on ne change pas une équipe qui gagne (em time que está ganhando não se mexe, diz a sabedoria popular...). 
"bon vent, bonne voile et que le bateau ..." 

Ao bom entendedor... 

Que Deus nos guarde atentos e vigilantes, e nos livre de cairmos na tentação de capitular por causa do cansaço na defesa da Fé. Amém. 

Biografias: Daniel-Rops

Henry Jules Charles Petiot, filho de um oficial militar, nasceu em Épinal (França), no dia 19 de janeiro de 1901. Quando tinha poucas semanas de vida, seus pais se mudaram para Grenoble, nos Alpes, onde ele cresceu e morou até se formar em História, Geografia e Direito em Lyon, no ano de 1922. Posteriormente mudou-se para Tresserve, na Savoia. 

Aos seus antepassados, todos camponeses de diversas regiões da França, Henry confessou dever a sua energia e a sua capacidade de aplicação em cada trabalho, que nele são tão fortes. Casou-se com Madeleine Bouvier em 1924, e com ela adotou um filho, Francis. Tornou-se professor de História com apenas 21 anos, para ter uma fonte de renda, e ensinou no Liceu de Chambéry, de 1923 a 1928, no de Amiens, de 1928 a 1930, e no de Neuilly Sur Seine, de 1930 a 1944, quando se aposentou. Foi professor durante vinte anos, e abandonou o ensino definitivamente em 1945 para dedicar-se somente à carreira de escritor.  

Na realidade, quando era ainda muito jovem, seu desejo era ser literato. Tornou-se professor porque sabia que, como escritor, os rendimentos seriam muito precários. Com doze anos escreveu seu primeiro romance, um romance histórico, e aos dezesseis anos quatro ou cinco obras já estavam concluídas. Foi inspirado numa personagem dessas breves histórias que Henry adotou o pseudônimo “Daniel-Rops”, utilizando-o em todas as suas obras posteriores. Esses primeiros trabalhos, no entanto, foram lançados ao fogo. Em 1926, foi publicado o seu primeiro livro, e desde então seu trabalho como escritor intensificou-se. Primeiro em Neuilly, depois em Tresserve, continuou a escrever. Chegou a produzir mais de cinquenta livros, algumas brochuras e inumeráveis artigos.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Carta Pastoral: Castidade, Humildade, Penitência – Dom Antônio de Castro Mayer




DOM ANTÔNIO DE CASTRO MAYER 

CARTA PASTORAL 

CASTIDADE, HUMILDADE, PENITÊNCIA

Características do cristão, Alicerces da ordem social



15 de agosto de 1963

As raízes da crise progressista

A Igreja se prepara para a realização da segunda fase das assembleias gerais do II Concílio Ecumênico do Vaticano. De fato, uma das primeiras resoluções de S.S. o Papa Paulo VI, gloriosamente reinante, foi a de continuar o Concílio iniciado pelo seu venerando antecessor, de saudosa memória, João XXIII; e marcou, para reinício dos trabalhos, o dia 29 de setembro, XVII domingo depois de Pentecostes e festa de S. Miguel Arcanjo. Estamos, assim, em vésperas do prosseguimento do maior acontecimento deste século.

Com efeito, este Concílio deverá não só revigorar a unidade da Igreja, mediante resoluções que tornem a adesão aos dogmas da Fé mais plena, mais ardente, mais viva, com a consequente plenitude na prática da Moral cristã e integridade da disciplina eclesiástica, mas, além disso, e através disso, deverá ainda o Concílio procurar obter a unidade de todos os povos no redil do único pastor de almas, Nosso Senhor Jesus Cristo, sob a direção de seu Vigário na terra, o Santo Padre, o Papa. Tarefa ingente e de importância singular na História.

De importância e gravidade. Porque, podemos facilmente perceber que este Concílio não pode deixar de atingir os nobres fins colimados pelo Papa que o convocou. O contrário acarretaria para a Igreja e a humanidade consequências imprevisíveis. Uma vez reunido, ou ele fortalece os vínculos da Fé, e torna mais viva a prática da caridade, de maneira a mostrar a Igreja na sua verdadeira face, como “signum levantum in nationes” (Conc. Vat. I, s. III, c. 3), que a todos os povos afirme a verdade e excelência da Revelação de Jesus Cristo; ou a decepção geral será tão grande, que seria difícil imaginar maior.

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