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segunda-feira, 29 de junho de 2020

Que penitências preciso fazer para alcançar o Céu?


Que penitências preciso fazer para alcançar o Céu?


Um dia perguntaram a Padre Leopoldo: “Padre, como compreende estas palavras do Senhor: ‘Se algum quer vir após de mim ... tome a sua cruz e siga-me’ (Mt 16,24)? Devemos fazer penitências extraordinárias?”. E ele respondeu: “Não precisa fazer penitências extraordinárias. Basta que suportamos com paciência as comuns tribulações de nossa mísera vida; as incompreensões, as ingratidões, as humilhações, os sofrimentos causados pela mudança das estações e pelo ambiente em que vivemos. Isso forma a cruz que o pecado nos pôs sobre as costas e que Deus quis como meio para nossa redenção.”  


São Leopoldo Mandic

terça-feira, 10 de julho de 2018

Carta Pastoral: Castidade, Humildade, Penitência – Dom Antônio de Castro Mayer




DOM ANTÔNIO DE CASTRO MAYER 

CARTA PASTORAL 

CASTIDADE, HUMILDADE, PENITÊNCIA

Características do cristão, Alicerces da ordem social



15 de agosto de 1963

As raízes da crise progressista

A Igreja se prepara para a realização da segunda fase das assembleias gerais do II Concílio Ecumênico do Vaticano. De fato, uma das primeiras resoluções de S.S. o Papa Paulo VI, gloriosamente reinante, foi a de continuar o Concílio iniciado pelo seu venerando antecessor, de saudosa memória, João XXIII; e marcou, para reinício dos trabalhos, o dia 29 de setembro, XVII domingo depois de Pentecostes e festa de S. Miguel Arcanjo. Estamos, assim, em vésperas do prosseguimento do maior acontecimento deste século.

Com efeito, este Concílio deverá não só revigorar a unidade da Igreja, mediante resoluções que tornem a adesão aos dogmas da Fé mais plena, mais ardente, mais viva, com a consequente plenitude na prática da Moral cristã e integridade da disciplina eclesiástica, mas, além disso, e através disso, deverá ainda o Concílio procurar obter a unidade de todos os povos no redil do único pastor de almas, Nosso Senhor Jesus Cristo, sob a direção de seu Vigário na terra, o Santo Padre, o Papa. Tarefa ingente e de importância singular na História.

De importância e gravidade. Porque, podemos facilmente perceber que este Concílio não pode deixar de atingir os nobres fins colimados pelo Papa que o convocou. O contrário acarretaria para a Igreja e a humanidade consequências imprevisíveis. Uma vez reunido, ou ele fortalece os vínculos da Fé, e torna mais viva a prática da caridade, de maneira a mostrar a Igreja na sua verdadeira face, como “signum levantum in nationes” (Conc. Vat. I, s. III, c. 3), que a todos os povos afirme a verdade e excelência da Revelação de Jesus Cristo; ou a decepção geral será tão grande, que seria difícil imaginar maior.

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