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domingo, 22 de maio de 2011

A CORAGEM

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A CORAGEM



Ó Senhor, fazei de mim um soldado forte e corajoso no Vosso serviço.



Quando mais uma alma ama o Senhor, tanto mais corajosa será para empreender, por Seu amor, qualquer obra por mais árdua que seja. O medo da fadiga, do sofrimento ou do perigo é o grande inimigo da fortaleza: paralisa a alma e fá-la recuar perante o dever. A coragem, pelo contrário, impele-a, fazendo-a enfrentar seja o que for para se manter fiel a Deus. Assim, a coragem leva-a a abraçar mesmo a morte ou o martírio se for necessário para não faltar ao dever. O martírio é o ato supremo da fortaleza cristã, ato que não é pedido a todos e que, todavia, é bom não excluir da nossa perspectiva. Todo o cristão é, por assim dizer, um mártir em potência, no sentido de que a virtude da fortaleza, infundida nele no batismo e na confirmação, o torna capaz, em caso de necessidade, de sacrificar até a própria vida por amor de Deus. E se de fato nem todos os cristãos são chamados a dar ao Senhor este supremo testemunho, todos, porém devem viver como soldados valentes, habituando-se a nunca desertar – nem pouco nem muito – do próprio dever, por temor do sacrifício.



É verdade que a virtude da fortaleza não nos isenta do temor e da confusão que invadem a nossa natureza em presença dos sacrifícios, dos perigos e, sobretudo, em presença do perigo de morte; porém a fortaleza, como as demais virtudes, exercita-se com a vontade e, por consequência, é possível realizar atos de coragem apesar do temor que invade a parte sensível. Nestes casos a coragem cumpre uma dupla função: vencer o temor e enfrentar os deveres difíceis. Tal foi o supremo ato de fortaleza realizado por Jesus no Jardim das Oliveiras quando aceitou beber o amaríssimo cálice da Sua Paixão, apesar da angústia da Sua humanidade.



Associando-nos a este ato do Salvador, acharemos força para abraçar todos os deveres difíceis.


sexta-feira, 20 de maio de 2011

A Saúde da Alma: Ditosa Virgem sois Vós, Maria!


"Ditosa Virgem sois Vós, Maria!

Avé, Maria,
Mãe da Esperança,
Cheia de graça!
Avé Maria!

Ditosa Virgem sois Vós, Maria,
De cujo seio Cristo nasceu:
Sois a nascente da eterna graça,
Sois a formosa porta do Céu!

Eternamente por Deus pensada,
Sois maravilha do seu amor;
Em Vós, Senhora, Deus Se contempla,
Mãe gloriosa do Redentor!

Imaculada, cheia de graça,
Sois a alegria da Santa Igreja;
Todas as gentes hão-de aclamar-Vos:
Salvé, Rainha! Bendita seja!

Sois a mais bela das criaturas,
De Deus Esposa, Mãe de Jesus:
Sois Mãe dos homens, por Vós gerados
Do mesmo sangue dado na Cruz.

Salvé, Mãe santa, por quem o mundo
A paz divina dos Céus alcança;
Do Céu à terra sois o caminho
Donde vem Cristo, Rei da Esperança.

Quando se pensa...


Quando se pensa que nem a Santíssima Virgem pode fazer o que faz um sacerdote;

Quando se pensa que nem os anjos, nem os arcanjos, nem São Miguel, nem São Gabriel, nem São Rafael, nem um dos principais daqueles que venceram Lúcifer pode fazer o que faz um sacerdote;

Quando se pensa que Nosso Senhor Jesus Cristo, na Última Ceia, realizou um milagre maior que a Criação do universo com todos os seus esplendores, ou seja, o de converter o pão e o vinho em Seu Corpo e Seu Sangue para alimentar o mundo, e que este portento, diante do qual se ajoelham os anjos e os homens, pode repeti-lo cada dia o sacerdote;

Quando se pensa em outro milagre que somente um sacerdote pode realizar: perdoar os pecados, e o que liga no fundo de seu humilde confessionário, Deus, obrigado por sua própria palavra, o liga no Céu, e o que ele desliga, no mesmo instante desliga Deus;

Quando se pensa que um sacerdote faz mais falta que um rei, mais que um militar, um banqueiro, um médico, que um professor, porque ele pode substituir a todos e nenhum deles pode substituí-lo;

Quando se pensa que um sacerdote, quando celebra no altar tem uma dignidade infinitamente maior que um rei; e não é nem um símbolo, nem sequer um embaixador de Cristo, mas o próprio Cristo que está ali repetindo o maior milagre de Deus;

Quando se pensa tudo isto...

Compreende-se o afã que, em tempos antigos, cada família ansiava para que de seu seio brotasse, como uma vara de nardo, uma vocação sacerdotal;

Compreende-se o imenso respeito que os povos tinham pelos sacerdotes, o que se refletia nas suas leis;

Compreende-se que se um pai ou uma mãe obstruem a vocação sacerdotal de um filho é como se renunciassem a um título de nobreza incomparável;

Compreende-se que um seminário ou um noviciado é mais que uma igreja, uma escola e um hospital;

Compreende-se que dar para custear os estudos dum jovem seminarista ou noviço é aplanar o caminho pelo qual chegará ao altar um homem que durante meia hora cada dia será muito mais que todas as dignidades da terra e que todos os santos do céu, pois será o próprio Cristo, sacrificando Seu Corpo e Seu Sangue, para alimentar o mundo.

Hugo Wast

(Sim Sim Não Não, no. 64 - abril de 1998)





quarta-feira, 18 de maio de 2011

Virtutes Theologicae: As virtudes teologais da Fé, Esperança e Caridade


Virtutes Theologicae
 As Virtudes Teologais da Fé, Esperança e Caridade

As origens das virtudes teologais encontram-se nas Escrituras. São Paulo escreve em sua carta aos Coríntios: "Agora, portanto, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade. A maior delas, porém, é a caridade" (1Coríntios 13,13). Aqui e em todas as Escrituras, os temas da fé, esperança e caridade são constantemente enfatizados e, portanto, têm sido destacados e lhes foi dado o nome de "as Virtudes Teologais". Elas são chamadas virtudes teologais porque a palavra "teologal" significa "pertencente ou relativo a Deus". Nossa fé, esperança e caridade devem ter Deus por sua base e motivação, caso contrário elas são inúteis.

Na Bíblia, vemos que a Fé é o começo da salvação humana porque: "... é impossível agradar a Deus sem a fé. De fato, quem se aproxima de Deus deve acreditar que Ele existe e que recompensa aqueles que O procuram" (Heb. 11,6). Desta Fé em Deus deve, então, vir a Esperança, a confiante Esperança de que Deus vai realizar Suas promessas para nós. As Escrituras nos dizem, em Romanos 8,24: "... porque em esperança já fomos salvos". E, novamente, em Gálatas 5,5: "... aguardamos no Espírito a esperança de nos tornarmos justos através da fé". Por último, a partir desta Esperança edificada sobre a Fé nasce a Caridade, pois "a esperança (...) não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado a nós " (Rm 5,5). É deste Amor que Cristo falou quando disse, "Amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a este: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo." (Mat. 22,37-39).

Dois papas, em particular, percebiam fortemente estas virtudes teologais. Papa Bento XIII (1649-1730), em 15 de janeiro de 1728, concedeu a indulgência plenária aos atos de Fé, Esperança e Caridade. Vinte e oito anos depois, em 28 de janeiro de 1756, o Papa Bento XIV (1675-1758), que compreendia profundamente que essas virtudes teologais sempre foram importantes, confirmou a concessão do seu predecessor e estendeu a concessão para incluir uma indulgência parcial sempre que forem recitados. Ele também estendeu a concessão a qualquer forma legítima das três virtudes teologais. Esta concessão posterior continua até hoje no Enchiridion Indulgentiarum. Uma indulgência parcial é concedida a qualquer ato legítimo de Fé, Esperança e Caridade.

muitas versões destes Atos de Fé, Esperança e Caridade. Os que vêm abaixo são os mais populares hoje em dia:



Ato de Fé

Actus Fidei

Dómine Deus, firma fide credo et confiteor ómnia et síngula quae Sancta Ecclésia Cathólica propónit, quia tu, Deus, ea ómnia revelásti, qui es aetérna véritas et sapiéntia quae nec fállere nec falli potest. In hac fide vívere et mori státuo. Amen.

Ato de Fé

Senhor Deus, creio firmemente e confesso todas e cada uma das coisas que a Santa Igreja Católica propõe, porque Vós, ó Deus, revelastes todas essas coisas, Vós, que sois a eterna verdade e sabedoria que não pode enganar nem ser enganada. Nesta fé, é minha determinação viver e morrer. Amém.



Ato de Esperança

Actus Spei

Dómine Deus, spero per grátiam tuam remissiónem ómnium peccatórum, et post hanc vitam aetérnam felicitátem me esse consecutúrum: quia tu promisísti, qui es infiníte potens, fidélis, benígnus, et miséricors. In hac spe vívere et mori státuo. Amen.

Ato de Esperança

Espero, Senhor Deus, que, pela vossa graça, hei de conseguir a remissão de todos os pecados e depois desta vida a felicidade eterna, porque Vós prometestes, Vós que sois infinitamente poderoso, fiel e misericordioso. Nesta esperança, é minha determinação viver e morrer. Amém.


Ato de Caridade

Actus caritatis

Dómine Deus, amo te super ómnia et próximum meum proter te, quia tu es summum, infinítum, et perfectíssimum bonum, omni dilectióne dignum. In hac caritáte vívere et mori státuo. Amen.

Ato de Caridade

Senhor Deus, amo-Vos sobre todas as coisas e a meu próximo por causa de Ti, porque Vós sois o sumo bem, infinito e perfeitíssimo, digno de todo amor. Nesta caridade, é minha determinação viver e morrer. Amém.












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terça-feira, 17 de maio de 2011

NEO-IGREJA: Posse do novo Arcebispo de Campo Grande, dom Dimas Barbosa

Data definida para posse do novo arcebispo de Campo Grande

Pe. Dirson Gonçalves, CSsR, em reunião com dom Dimas Lara Barbosa nesta segunda-feira, 09, em Aparecida-SP, em conjunto com dom Vitório Pavanello e dom Eduardo Pinheiro, definiram a data de sua posse como Arcebispo de Campo Grande.

A data definida foi dia 10 de Julho de 2011. O local da Santa Missa e maiores detalhes da posse serão divulgadas em breve.

Fonte: Arquidiocese de Campo Grande/MS





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