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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Boletim da Confraria da Sagrada Família A. II N. 14

Se quiser receber o boletim por e-mail, escreva para sagradafamilia@capela.org.br  

Boletins da Confraria da Sagrada Família A. II
12 - 13 - 14 - 15 - 16 - 17


BOLETIM MENSAL DA
Confraria da
Sagrada Família
Capela Nossa Senhora da Conceição – Niterói/RJ
Ano II – N. 14 – Agosto de 2011

São Pio X e os estados liberais

São Pio X, logo no começo do seu Pontificado, teve que enfrentar uma grave questão, causada pela política liberal dos Estados. Antes de entrar no tema, recordemos brevemente qual deveria ser a relação normal entre a Igreja e os Estados, e o que é o liberalismo.
Um católico sabe que o maior bem do homem é conhecer a Verdade, Deus, e poder alcançá-lo livremente, ajudado por sua graça. Ao contrário, para um liberal, o maior bem do homem é a liberdade: o homem deve ser livre para escolher entre o certo ou o errado, o verdadeiro ou o falso. "Liberdade" é o sumo bem para um liberal, independente de qualquer coisa, até mesmo do bem e da verdade. No entanto, basta pensar um pouco para perceber que a possibilidade de buscar o erro ou o falso não são qualidades da liberdade, e sim defeitos seus. O homem é "livre" para buscar "livremente" o Bem e a Verdade, ou seja, Deus. Mas quando "livremente" busca o mal e o erro, mostra um defeito e mau uso da liberdade.
Passemos adiante. O erro do liberalismo não é apenas uma doutrina, senão que alcança todos os âmbitos da vida dos homens. O liberalismo alcança a economia, e dá à luz o liberalismo econômico; toca o pensamento, e temos a liberdade de imprensa, de opinião, reformas liberais, projetos liberais, etc. Enfim, quando o liberalismo toca a vida dos Estados, dá à luz o liberalismo político, ou seja, ele postula que os Estados possam escolher seus caminhos por si mesmos, independente da Igreja, da Moral, ou de qualquer limitação externa que pareça limitar sua liberdade de escolher seus destinos, sejam para buscar o bem ou o mal. A conseqüência é muito clara: o liberalismo exige a separação da Igreja e do Estado, e não consegue suportar que haja colaboração entre eles.
A relação normal entre a Igreja e o Estado católico pede uma cooperação: o Estado busca o bem comum temporal dos seus cidadãos; mas este bem comum temporal está subordinado à salvação das almas e a glória de Deus, que são os fins da Igreja, portanto, a cooperação entre eles é necessária. Por outro lado, o Estado de pensamento liberal busca a completa separação das duas ordens: os homens, em sua vida privada, até podem ser católicos, mas o Estado deve ser laico, ateu. Essa separação da Igreja e do Estado é o erro do liberalismo, pois o mesmo Deus criou aos homens, e os criou sociáveis, com a necessidade de viverem em sociedade. As leis não são independentes da Moral: também as leis devem respeitar os mandamentos divinos, promover o bem da Igreja e dispor os homens para alcançar aquele bem comum sobrenatural, que é a glória de Deus mesmo.
Essa política liberal de separação entre a Igreja e o Estado levantou dificuldades assim que São Pio X foi eleito Papa, primeiramente na França, depois em Portugal. Seguiremos aqui a história do que aconteceu na França.
O governo francês, liberal, vinha buscando algum pretexto para justificar a sua separação da Igreja, porém buscavam acusar a Igreja da responsabilidade.
No século anterior, o governo francês tinha assinado uma concordata, segundo a qual o Papa e o Presidente (ou Imperador) intervinham juntos para a nomeação dos bispos, ou seja, o governo apresentava o candidato a Roma, e o Papa aprovava ou não, caso não houvesse obstáculos para tal dignidade. A fim de encontrar um pretexto para desligar-se da Igreja, o governo francês começou a indicar padres indignos para serem bispos das dioceses vagas, e pediu a remoção de um bispo, mas com um estilo nada respeitoso. O Papa teve que recusar as nomeações, porque os candidatos não eram idôneos. Imediatamente o governo francês cortou as relações diplomáticas com a Santa Sé, e o Parlamento preparou a toda pressa a lei de separação da Igreja e do Estado. Todos os bens da Igreja passaram a pertencer ao Estado (em outras palavras, o Estado roubava tudo o que fosse da Igreja: até hoje, todas as igrejas são propriedade do Estado francês), todos os religiosos estrangeiros foram expulsos do território francês, as congregações religiosas foram dissolvidas, os religiosos e religiosas foram expulsos dos hospitais, colégios, abrigos e asilos. Bispos, padres e seminaristas foram expulsos das suas casas que passaram a pertencer ao governo, e tiveram que pedir hospitalidade nas casas particulares e a viver da caridade dos fiéis.
O Papa protestou energicamente dois dias depois da promulgação dessa iníqua lei. Com a encíclica Vehementer, do começo de 1906, o Papa condenou solenemente essa lei da separação. Por fim, o Papa exortou o clero e o povo católico francês a suportar com resignação as perseguições, confiando em Deus, de quem procede todo o socorro e todo o consolo, e também a se manterem sempre firmes na fé, na concórdia e na união com a Santa Sé. Para demonstrar ao povo francês a sua paternal benevolência, agora sem a intervenção do Estado, São Pio X consagrou pessoalmente quatorze bispos franceses. Seriam estes bispos os apóstolos da França.
Nessa ocasião, quando os católicos se viram sem igrejas (porque todas elas tinham passado a pertencer ao Estado), o Papa dirigiu aos franceses uma frase consoladora, que bem pode ser dita nos nossos dias: "Eles têm as igrejas, vocês têm a Fé".
Concluindo, pois, devemos dizer que São Pio X, corajoso defensor dos direitos da Igreja e da religião, nunca deixou de apoiar os católicos diante da injustiça dos governos liberais, mesmo quando isso custasse inúmeras penas e sacrifícios. Era o "restabelecimento de todas as coisas Cristo", seu lema, e diante de abusos de toda espécie, dava mostras da sua mansa fortaleza, que é a força do justo: "Antes quebrar do que torcer".


DATAS A LEMBRAR:

Sexta-feira 05 - Sagrado Coração de Jesus (1ª Sexta-feira do mês)
                        Missa em Niterói às 7:30 e no Rio às 18:30
Sábado 06      - Transfiguração de Nosso Senhor (1º Sábado do mês)
                        Missa em Niterói às 18:30 e no Rio às 7:30

Domingo 07   - VIII Domingo depois de Pentecostes
Quarta-feira 10 – São Lourenço (padroeiro secundário da Capela de Niterói)
                        Missa em Niterói às 19:00

Domingo 14   - IX Domingo depois de Pentecostes
Segunda-feira 15 – Assunção de Nossa Senhora
                        Missa em Niterói às 19:00 e no Rio às 7:30

Domingo 21   - X Domingo depois de Pentecostes
Segunda-feira 22 – Imaculado Coração de Maria
                        Missa em Niterói às 19:00 e no Rio às 18:30

Domingo 28   - XI Domingo depois de Pentecostes

Capela Nossa Senhora da Conceição – Niterói/RJ



terça-feira, 28 de junho de 2011

Boletim da Confraria da Sagrada Família A. II N. 13

Se quiser receber o boletim por e-mail, escreva para sagradafamilia@capela.org.br  



Boletins da Confraria da Sagrada Família A. II
12 - 13 - 14 - 15 - 16 - 17


BOLETIM MENSAL DA

Confraria da
Sagrada Família

Capela Nossa Senhora da Conceição – Niterói/RJ
Ano II – N. 13 – Julho de 2011

a santa Missa e a comunhão




            A Santíssima Eucaristia é o centro da vida católica e a fonte de graças e favores celestes. Dela os fiéis recebem a força necessária para vencer as rebeliões da carne, para prevenir quedas maiores, em suma, é um antídoto para a fragilidade humana. Por isso, Nosso Senhor Jesus Cristo a instituiu e quis que com ela se alimentassem todos os fiéis, exprimindo seu ardente desejo de que nos unamos a Ele.
            A História da Igreja e os Santos Padres ensinam que os primeiros cristãos comungavam todos os dias. Mais tarde, porém, com o decorrer dos tempos, começou a diminuir esta frequência, seja porque tinham diminuído nos fiéis o espírito de fé e a devoção que os primeiros cristãos tinham recebido dos Apóstolos, seja por causa de uma heresia que começou a se difundir particularmente na França, o jansenismo, que, sob o capcioso pretexto da devida honra e veneração para a Santíssima Eucaristia, exigia disposições de alma tão severas que a maior parte dos fiéis não conseguia atingir. Daí vinha que os pecadores tinham medo de se aproximar desta fonte de graças e as almas fervorosas abstinham-se da comunhão, cheias de escrúpulos.
            São Pio X, movido por um profundo espírito de Fé, com a intenção de restaurar nos católicos a devoção à Santíssima Eucaristia e afastar os efeitos daquela heresia, tomou principalmente quatro atitudes: promoveu a comunhão frequente, mitigou o jejum para a comunhão dos doentes, restaurou a prática da primeira comunhão ainda na infância, e promoveu solenidades católicas em honra da Santíssima Eucaristia, tais como Congressos Eucarísticos.

a) Comunhão Frequente
            Com a publicação do decreto Sacra Tridentina Synodus, de 1905, São Pio X inculcou a comunhão frequente e até quotidiana a todos os fiéis que tivessem chegado ao uso da razão. Deu o verdadeiro sentido ao Cânon do Concílio de Trento que declara quais as disposições são necessárias para comungar, segundo a doutrina e a prática da Igreja. O Decreto do Papa se expressava nestas linhas:
            "As palavras do Concílio Tridentino manifestam claramente que a Igreja deseja ver os seus fiéis tomarem parte todos os dias neste Banquete Celestial, para daí tirarem os mais abundantes frutos de santificação. A comunhão frequente e quotidiana, tão desejada por Jesus Cristo e sua Igreja, não se pode negar a nenhuma classe de pessoas que se encontrem em estado de graça e tenham reta intenção, que consiste no ardente desejo de agradar a Deus, de unir-se estreitamente a Ele pelo amor e valer-se deste antídoto contra as fraquezas e defeitos da natureza humana. E, embora seja louvável que todos aqueles que se aproximam diariamente da Mesa Eucarística estejam imunes de pecados veniais, ao menos plenamente deliberados e do afeto a eles, contudo basta não ter culpa grave, com propósito de não tornar a cometê-los."

            Depois, o Papa fala da preparação e da ação de graças, que devem ser proporcionadas às forças, às condições e aos deveres de cada um, e manda aos padres para que preguem sobre a importância da comunhão frequente.
            Este paternal cuidado do Papa em chamar a todos os fiéis à comunhão frequente e quotidiana como nos primeiros tempos da Igreja, produziu

por toda parte boa impressão. Todos trabalhavam em promover esta santa e salutar prática e os fiéis corresponderam com uma maior devoção ao Santíssimo Sacramento. Foi um verdadeiro ressurgimento eucarístico, com o qual se comprazia São Pio X.

b) Jejum dos enfermos
            Mais tarde, comovido pelo pensamento de que também os enfermos crônicos e fracos, por não poderem suportar o jejum prescrito pela Igreja, viam-se privados dos socorros e consolos da Sagrada Comunhão, permitiu que eles pudessem comungar em certos dias depois de ter tomado algum líquido por razões de saúde.

c) Comunhão das crianças

            O humilde Papa, durante seu ministério como padre e bispo, sempre tinha promovido calorosamente a primeira comunhão das crianças o mais depressa possível: porque assim, unindo-se a Jesus no candor de sua inocência, receberiam maior abundância de graças, as quais preservariam essa mesma inocência. Já como Papa, vendo que quase por toda parte se retrasava a primeira comunhão, dispôs pelo decreto Quam singulari de 1910 que fosse abolido tal inconveniente.
            Do mesmo modo o santo Papa convidou as crianças a se aproximarem da Santa Comunhão, da qual deviam receber a força e a graça para vencer as paixões e as seduções do mundo e conservar a pureza de sua vida. Ordenou, finalmente, que a primeira comunhão, que geralmente fica impressa na memória das crianças por toda a vida, se fizesse na idade de sete anos, salvo o caso de antecipá-la ou retrasá-la segundo o despertar da inteligência, obrigando a todos os que tivessem cuidado de alma, especialmente aos párocos, a insistir sobre a comunhão frequente e promover durante o ano comunhões gerais para as crianças. Deste modo, não se importando com as críticas dos que pensavam em contrário, dirigiu aos mesmos as palavras de Cristo: "Deixai que as crianças venham a mim".
           E as crianças corresponderam com entusiasmo ao amoroso convite inspirado por Deus e com verdadeira piedade se aproximavam da Mesa Eucarística. Era muito frequente que as crianças escrevessem cartas ao Papa para agradecer por terem podido receber a Santíssima Comunhão, e o próprio Papa costumava responder, dando assim admirável exemplo de humildade e caridade.

d) Congressos Eucarísticos
            São Pio X, notável devoto da Eucaristia, da qual esperava a restauração de toda a sociedade, sempre favoreceu os Congressos Eucarísticos escrevendo preciosos textos aos Presidentes e enviando Cardeais Legados que o representassem, querendo ser depois minuciosamente informado de tudo; e naqueles que tiveram lugar em Roma tomou sempre parte ativa em todas as funções celebradas em São Pedro. Elogiava as Associações e Confrarias do Santíssimo Sacramento, enriquecendo-as com indulgências e privilégios apostólicos. Em um discurso que dirigiu a uma delas dizia: "A santa Comunhão é o caminho mais curto e seguro para chegar ao céu. Há também outros caminho: a inocência, por exemplo; mas esta é para as crianças; a penitência, mas esta nos assusta; a paciência generosa em suportar as provações da vida, mas quando estas se aproximam gememos e queremos ver-nos livres dela. Em uma palavra, amadíssimos filhos, o caminho mais seguro, mais fácil e mais breve é a Eucaristia. É tão fácil aproximar-se da Sagrada Mesa e ali gozar das delícias celestiais".
            Nunca cessava de convidar a todos: crianças, adultos e enfermos a comungar frequentemente, dando ele mesmo admirável exemplo, nunca deixando a comunhão diária em suas enfermidades.



DATAS A LEMBRAR:

Sexta-feira 03 - Festa do Sagrado Coração de Jesus (1ª Sexta-feira do mês)
                        Missa em Niterói às 7:30 e no Rio às 18:30
Sábado 04      - Imaculado Coração de Maria (1º Sábado do mês)
                        Missa em Niterói às 18:30 e no Rio às 7:30

Domingo 03   - III Domingo depois de Pentecostes
Domingo 10   - IV Domingo depois de Pentecostes
Domingo 17   - V Domingo depois de Pentecostes
Domingo 24   - VI Domingo depois de Pentecostes
Domingo 31   - VII Domingo depois de Pentecostes



Capela Nossa Senhora da Conceição – Niterói/RJ

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Boletim da Confraria da Sagrada Família A. II N. 12

Divulgando boa leitura!

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Boletins da Confraria da Sagrada Família A. II
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BOLETIM MENSAL DA

Confraria da
Sagrada Família

Capela Nossa Senhora da Conceição – Niterói/RJ
Ano II – N. 12 – Junho de 2011

são pio e a defesa da fé


                Santo Agostinho diz que o demônio, perpétuo inimigo da Santa Igreja, quando a ataca, costuma tomar duas aparências: de leão, quando desencadeia com perseguições violentas contra a Igreja; ou de serpente, quando rasteja como insidiador secreto e incerto. Quando São Pio X foi feito Papa, as perseguições dos Estados contra a Igreja estavam moderadamente pacificadas. No entanto, como uma serpente, o demônio preparava ciladas à Igreja e à sociedade por meio de novas teorias: o modernismo. São Pio X reza, pensa, estuda e aplica com firmeza o necessário remédio ao modernismo.



            No final do século XIX, um grupo de teólogos, formados em uma nova filosofia e ignorando a Santo Tomás, tiveram a intenção de “renovar” o cristianismo e de “modernizar” a Igreja, porque já não respondia — diziam eles — à mentalidade e às exigências da vida moderna.
            Não se tratava, como tinha acontecido outras vezes ao longo da história da Igreja, de homens que declaravam abertamente levantar-se contra um determinado dogma ou uma determinada verdade, senão de homens que, debaixo da falsa aparência de “cristãos e católicos que viviam em harmonia com o espírito do tempo”, moviam com astúcia o mais profundo ataque ao Cristianismo, obstinando-se em permanecer na Igreja para fazer um escárnio mais cruel da verdade.
            Muito poucos tinham notado o veneno que se escondia nas novas doutrinas, que eram disfarçadas sob os nomes de cultura e ciência, as quais foram chamadas “Modernismo”. Hoje, quando conhecemos o sabor dos seus frutos amargos, sabemos da sua gravidade. Para entender um pouco o conteúdo doutrinal do modernismo, podemos reduzi-lo brevemente aos seguintes pontos:
1- Os modernistas negam que a razão possa saber que Deus existe e que Ele tenha se revelado aos homens;
2- Para um modernista, a religião não tem nenhuma afirmação racional, pois reduzem a fé ao campo do sentimento;
3- Segundo os modernistas, os dogmas são apenas símbolos que expressam os sentimentos dos homens daquela época;
4- Os modernistas afirmam a blasfêmia de que Jesus Cristo seria Deus tão somente porque a consciência dos primeiros cristãos lhe atribuiu uma origem divina. O Cristo verdadeiro, histórico, teria sido um homem qualquer (se é que tenha existido), e outro seria o Cristo da fé, idealizado e construído pelo sentimento religioso das comunidades primitivas;
5- Os livros da Bíblia seriam apenas compilações de escritos de diversos momentos históricos e as profecias não seriam mais do que relatos escritos depois de realizados os acontecimentos;
6- Os sacramentos não são mais do que expressões do sentimento humano;
7- A Igreja seria uma sociedade como qualquer outra, sem nenhum caráter sobrenatural, e seus dogmas estariam em contradição com a ciência.

            O prurido de adaptar as velhas doutrinas católicas às condições dos tempos modernos fez-se sentir entre alguns membros do clero, como se a doutrina e a fé não fossem imutáveis e devessem ser reformadas com o mudar dos ideias dos homens e das condições dos tempos. Começavam a pulular por toda a parte falsas doutrinas que, em substância, não eram senão a reunião de erros antigos apresentados sob novas formas. Sob o zelo de cultura, escondia-se o diabólico intento de fazer discutir e criticar tudo, para que se abraçassem aquelas teorias que antes tinham sido condenadas, porque, segundo eles, não tinham sido inteiramente compreendidas. Entre os principais defensores desta nova doutrina se encontrava o padre Loisy (1857-1900), professor no Instituto Católico de Paris.
            Diante deste grande perigo, o Papa São Pio X procurou logo impedir qualquer infiltração errônea na doutrina da Igreja, e vigiou rigorosamente o comportamento do clero a fim de afastar quaisquer inovações e manter a todo custo a integridade da doutrina católica. Em primeiro lugar, ele ordenou que se fizesse uma sentença pública condenando as obras de Loisy No ano seguinte à sua eleição, denunciou a negação da ordem sobrenatural aplicada à ciência e à cultura do modernismo, que ele chamava como “o maior erro de nossos dias”.
            Em 1906, com uma Encíclica cheia de amargura, alertava os Bispos da Itália contra a propaganda modernista principalmente entre o clero jovem. Por um decreto do Santo Ofício, ordenou que os bispos e superiores gerais das ordens religiosas vigiassem para que tais erros não se infiltrassem no clero, especialmente nos seminários. A esta precaução, fez seguir a importante Encíclica Pascendi dominici gregis, pela qual condenava solenemente o modernismo e punha à luz as sutis expressões dessa doutrina. Até hoje esse documento brilha como um farol no combate pela tradição da Igreja.
            Essas doutrinas modernistas tinham nascido fora da Igreja, entre os protestantes, baseados principalmente em uma filosofia idealista que negava a capacidade da inteligência em conhecer a realidade. Embora o modernismo tenho nascido fora da Igreja, alguns católicos foram seduzidos por essas novidades, ao ponto de padres e bispos defenderem tais erros. A encíclica Pascendi foi um grande remédio a esse mal. Além dessa encíclica, para prevenir o clero do perigo dessa doutrina e corrigir aos que já tinham se inclinado ao modernismo, em 1910 o papa Pio X promulgou a fórmula de um juramento antimodernista, que os clérigos deveriam prestar antes da recepção de algum ofício eclesiástico ou da ordenação às ordens maiores. É de interesse saber que esse importante juramento antimodernista permaneceu em vigor até 1967: nesse ano, já respirando os ares modernistas do Vaticano II, o Papa Paulo VI fez cessar a obrigação desse juramento.

Causas e remédios contra o modernismo

            Na primeira parte da Encíclica Pascendi, São Pio X faz uma análise da doutrina do modernismo. Na segunda parte, escrita inteiramente por sua própria mão, o Papa passava a procurar as causas e os remédios do modernismo.
            A primeira causa do modernismo indicada pelo Papa é uma aberração do intelecto, acompanhado do amor de novidades e orgulho.
            Como remédio a esse mal, São Pio X indicava em primeiro lugar que nos estudos sagrados se seguisse a filosofia escolástica, com a precisão de que se referia à ensinada por Santo Tomás de Aquino.
            O Papa terminava a Encíclica anunciando a criação de um Instituto destinado a promover a ciência e a cultura com a colaboração dos mais ilustres estudiosos católicos, para demonstrar, uma vez mais, que a Igreja não é inimiga do progresso e da civilização. O mesmo e único Deus é autor tanto das verdades sobrenaturais, como das verdades naturais.



DATAS A LEMBRAR:

Domingo 01   - I Domingo depois da Páscoa
Quinta-feira 02 – Ascensão de Nosso Senhor

Sexta-feira 03 - Sagrado Coração de Jesus (1ª Sexta-feira do mês)
                        Missa em Niterói às 7:30 e no Rio às 18:30
Sábado 04      - Imaculado Coração de Maria (1º Sábado do mês)
                        Missa em Niterói às 18:30 e no Rio às 7:30

Domingo 05   - Domingo depois da Ascensão
Sábado 11      - Vigília de Pentecostes
                        (Festa Junina em Niterói)
Domingo 12   - Pentecostes
Domingo 19   - Santíssima Trindade
Quinta-feira 23 – Corpus Christi
Domingo 26   - II Domingo depois de Pentecostes
Quarta-feira 29 – São Pedro e São Paulo

Capela Nossa Senhora da Conceição – Niterói/RJ
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