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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

PAULINE-MARIE E O ROSÁRIO VIVO

O Rosário Vivo foi idealizado na França, em 8 de dezembro de 1826, por Pauline-Marie Jaricot como “Associação do Rosário Vivo para defender e reavivar a fé”. 

A associação foi formalmente aprovada pela Igreja Católica através de uma carta canônica em fevereiro de 1827. 

Os objetivos do Rosário Vivo eram dois: trazer o povo de França para um modo de vida de oração e distribuir literatura católica e artigos devocionais.

  Depois da morte de Pauline, em 1862, A Associação do Rosário Vivo lentamente desapareceu. É preciso revivê-la.

Através do Rosário Vivo vamos unir os corações pelos merecimentos de Jesus e Maria, para obter a conversão dos pecadores, pela Igreja, pela conservação da Fé nos países cristãos e pela expansão da Fé no mundo todo.

Especificamente, do que se trata?

A intenção é de criar um ou mais grupos de 15 pessoas (devido aos 15 mistérios do Rosário). Cada membro de uma quinzena assume o compromisso de rezar individualmente uma dezena do Rosário todos os dias, meditando um mistério (os mistérios são repartidos pelo responsável). Um Rosário inteiro é, portanto, recitado pelo grupo, todos os dias. É fixada uma intenção principal, mas cada um pode unir outras intenções pessoais.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A vocação e as santas almas: Carla Ronci


A Ação Católica Italiana¹ foi celeiro de muitos modelos de santidade e de reparação pela santificação do clero. Alguns já foram canonizados, outros estão a caminho disso. É polêmica a questão dessas numerosas beatificações/canonizações relâmpago executadas, sobretudo, pelo Papa João Paulo II: são os Neosantos, os Neobeatos da Neoigreja Conciliar, vinda à luz com o Concílio Vaticano II. Mas há de separar o joio do trigo, pois nem todos os novos modelos de heroísmo cristão são "farinha do mesmo saco". Esta, por exemplo, é uma pérola que descobri pesquisando sobre a modéstia feminina. Na nota sobre a Ação Católica, lá no final, listei outros, e uma homônima surpresa.

Devo, pois, apressar-me em minha santificação, antes que a canonizem primeiro...


Carla Ronci

por Giulia d'Amore


“Somente os santos deixam rastros, os outros fazem barulho”. 

Torre Pedrera (Rimini), 11 de abril de 1936 - Rimini, 2 de abril de 1970. 

Após mais de trinta anos de sua morte, a frase anotada por Carla Ronci em seu diário soa quase como uma profecia.

Proclamada Venerável pelo Papa João Paulo II, em 1997, a sua causa de beatificação corre rapidamente, no rastro de uma devoção popular iniciada logo após a sua morte - tanta era a fama de santidade - e com um rico corolário de testemunhos e publicações a ela dedicadas, sinal de que a jovem apóstola de Rimini de rastros deixou muitos.

Carla Ronci nasceu em Torre Pedrera, perto de Rimini (Itália), no dia 11 de abril de 1936, primeira de três filhos. Os pais tinham um negócio de frutas e verduras. Depois das escolas elementares (ensino básico), foi trabalhar com os pais na loja deles e aprendeu o ofício de corte e costura. Até os catorze anos era uma garota como tantas outras, uma adolescente que gostava da companhia dos amigos e de seu ofício de costureira. Um disco de música, um bailinho, um filme eram a sua alegria. Lia gibis, fotonovelas, romances policiais. Tinha uma vivacidade interior explosiva, sempre pronta a correr para onde havia diversão.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A vocação e as santas almas: Adélaïde-Marie Champion de Cicé

Adélaïde-Marie Champion de Cicé 

O Ano era 1790. Na França, no auge da Revolução Francesa e entre todo o tumulto e conflitos, uma jovem nobre francesa, Adélaïde-Marie de Cicé, ousou sonhar com uma nova maneira de viver a vida religiosa. Tendo sentido o chamado para servir a Deus desde sua juventude, Adélaïde imaginou a possibilidade de uma vida religiosa ativa unida a uma vida de oração, enquanto trabalhava no mundo sem o benefício do hábito ou do claustro. A Providência Divina a fez encontrar o Padre Pierre-Joseph Picot de Clorivière, SJ, o qual também procurava novas maneiras de servir a Igreja na tempestade da Revolução. Aqui contamos a história dela.


Adélaïde nasceu no dia 05 de novembro de 1749, em Rennes, na França. Era a décima-segunda filha de uma família nobre originária de Bruz, na Bretanha. Sua vocação, desde a juventude, era dedicar sua vida a Deus por votos religiosos, mas fora do claustro, para aliviar a miséria moral e material que ela observava a seu redor e para ser "épouse du Christ, mère des pauvres, ange de douceur dans ce monde et dans l'autre"[1]. Aos vinte e quatro anos de idade, morre seu pai espiritual, e ela escreve: "le Saint qui m'a parlé de votre part m'a dit, quinze jours avant sa mort, que mon Dieu me voulait toute à Lui… que j'étais destinée à être une mère des Pauvres et une épouse de Jésus-Christ"[2]. Em abril de 1777, acompanhada por sua mãe, procura o Noviciado da Visitação, em Rennes. Contudo, seu irmão a manda voltar para a casa paterna, e ela obedece e se coloca de novo, e humildemente, a serviço de sua mãe, de quem cuidou até seu falecimento em 1784.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A VOCAÇÃO E AS SANTAS ALMAS: ROSA VENERINI

Mais uma santa alma, com a qual partilho um antigo projeto que ela, felizmente, realizou.


SANTA ROSA VENERINI

Viterbo, 09 de fevereiro de 1656 - Roma, 07 de maio de 1728
Festa litúrgica: 07 de maio.
Etimologia: a partir do nome da flor = rosa
Martirológio Romano: Em Roma. A Santa Rosa Venerini, virgem de Viterbo (não confundir com Santa Rosa de Viterbo), que, junto com as Pias Mestras, abriu as primeiras escolas na Itália para a educação da juventude feminina.


Nascida em Viterbo, Itália, no dia 9 de fevereiro de 1656, Rosa Venerini viveu um conflito. Um jovem apaixonado queria desposá-la, mas o seu desejo era consagrar-se a Deus. Sua vida muda radicalmente quando uma série de acontecimentos culmina com a morte do pretendente e, mais tarde, de seus pais. Rosa assume, então, a educação dos dois irmãos. Mesmo com essa responsabilidade ela não abandona seu desejo de consagrar-se a Deus. Passa a convidar as jovens da vizinhança para rezar o Rosário.
Foi convivendo com essas pessoas que Rosa descobriu o grave estado de ignorância religiosa e intelectual que atingia a juventude da época. Decidiu, então, que seria seu dever combatê-la. Um padre jesuíta, Ventura Bandinelli, percebendo a sua vocação natural para a religiosidade e para o ensino, abre-lhe as portas da vida religiosa. Rosa não perdeu a oportunidade e deu o primeiro passo, indo viver em comunidade. Junto de mais duas amigas, cria a primeira escola primária para crianças em 1685. Estava iniciada a sua grande obra.
Porém as oposições não tardaram a aparecer. Alguns padres acharam que a obra de Rosa agredia a sua autoridade no ensino religioso. Os nobres se posicionavam contra o ensino gratuito para os pobres. Rosa enfrentava uma batalha em nome de Deus e de um ideal. Felizmente, o bispo de Montefiascone intervém e a convida para fundar em sua diocese uma nova escola. Para lá Rosa Venerini se dirige, junto de uma colaboradora muito especial: a futura santa Lúcia Filippini.
As escolas, então, se expandem e chegam a muitas cidades, inclusive a Roma. Mas os problemas apareceriam novamente. Rosa tem de enfrentar discussões dolorosas, ambições e divisões dentro de sua instituição, problemas provocados pela inveja e ganância das pessoas.
Em 1716, uma visita do papa Clemente XI foi o reconhecimento do valor de sua obra. O apoio do papa foi um fator importante para o desenvolvimento de sua instituição, que não era uma congregação, e agora é chamada "Mestras Pias Venerini".
O fim de sua vida foi marcado por uma doença que a consumiu por quatro anos. Rosa veio a falecer no dia 7 de maio de 1728. Em 1909, é fundada a primeira Casa nos Estados Unidos. O reconhecimento canônico para essas professoras chegou apenas em 1941, quando, finalmente, se tornam uma congregação.
O papa Pio XII proclama bem-aventurada Rosa Venerini em 1952, quando a congregação já operava em muitos países do mundo todo. Suas relíquias estão guardadas na capela da Casa mãe da congregação em Roma.
Em 15 de outubro de 2006 o papa Bento XVI, na praça de São Pedro, proclama Rosa Venerini, santa.

 
Outra fonte:
 
Há pelo menos duas boas razões para se lembrar dessa mulher notável canonizada por Bento XVI em 2006. Foi a primeira a conceber e realizar o projeto de abrir escolas para meninas do povo na Itália. Rosa Venerini nasceu em Viterbo em 1656. Seu pai era médico, sua mãe pertencia a uma família rica. Quando jovem tinha dificuldades para encontrar sua vocação. Nem o casamento nem a vida religiosa pareciam adequadas a ela. Com o conselho de seu diretor espiritual,  buscou uma via nova: com duas concidadãs de Viterbo abriu em 1685 uma escola pública que tinha o compromisso de instruir as jovens e, ao mesmo tempo, proporcionar-lhes as verdades da fé.
Nasceram dentro de poucos anos uma dúzia de escolas nas dioceses vizinhas.
Muitas foram as resistências contra essas mulheres que coabitam em pequeníssimos grupos de duas ou três mestras e pareciam suspensas entre a vida religiosa e a vida secular. Rosa, no entanto, próxima à espiritualidade da ordem jesuíta, prosseguiu com determinação em seu empenho, porque se sentiu totalmente "pregada à vontade de Deus que não me importa nem a morte nem a vida".
Neste espírito, suportou a separação de Santa. Lúcia Filippini que primeiro sua parceira, parecia, depois, competir com ela. Depois de trabalhar no norte do Lácio, Venerini conseguiu plantar seu instituto em Roma e arredores aumentando sua rede de fundações na região de Lácio. Morreu em Roma em 1728 e foi sepultada na Igreja de Jesus.

 

domingo, 7 de agosto de 2011

A VOCAÇÃO E AS SANTAS ALMAS: JOAQUINA DE VEDRUNA

Quero abrir uma série de artigos sobre a vida em santidade, dentro e fora do mundo. Ou seja, a vocação. 
Vou trazer aqui histórias de almas santas que não são muito conhecidas do "grande público", o que as faz mais santas ainda. 
O interesse começou com uma pesquisa - a curiosidade às vezes é uma benção! - sobre santos de determinada cidade italiana. Além de cumprir uma tarefa obedientemente, enriqueci meu parco saber com conhecimentos sobre a vida de santas criaturas, suas vocações, suas motivações, suas jornadas. Edificantes e instigantes, deram-me inspiração para este singelo empreendimento: 

A VOCAÇÃO E AS SANTAS ALMAS

Este é o primeiro relato que quero oferecer, sobretudo às jovens almas femininas, divididas entre duas grandes vocações: o CASAMENTO e a VIDA RELIGIOSA. Ambas exigem grandes sacrifícios, mas também proporcionam uma vida rica, recompensadora e santificante. Muitas moças, em algum momento da vida, sentem um "chamado" e se confundem. Sem uma profícua direção espiritual, realmente se torna difícil entender o que diz esta Voz, que assombra e alegra. E espera um "fiat!"

Desejo vivamente que algumas dessas histórias possam, se não despertar um claro interesse pela vocação, ao menos servir de instrumento para reflexão e busca interior. E, depois, inspirar a procura por um bom e santo diretor espiritual. Eu tenho um e, embora egoisticamente seja tentada em retê-lo só para mim - afinal, são tão poucos e tão ocupados -, posso até cedê-lo a uma pessoa sincera e de bom coração.

Vamos à história:


Santa Joaquina e as Irmãs Carmelitas da Caridade de Vedruna
 
Santa Joaquina de Vedruna
Fundadora
Ano de 1854
Joaquina significa "Deus vai ter."
Festa litúrgica: 28 DE AGOSTO.
 
Esta é uma santa que ficou casada até os 33 anos. Teve nove filhos e vários netos. Aos 47 anos fundou a Comunidade das Irmãs Carmelitas da Caridade, e ao morrer, aos 61 anos, havia fundado mosteiros, escolas e hospitais em várias partes da Espanha.
Nasceu em Barcelona, na Espanha, no dia 16 de abril de 1783, quinta de oito irmãos. Seu pai, Dom Lorenzo de Vedruna era rico e alto funcionário do governo. Sua família era muito católica.
A menina desde muito pequena tinha grande devoção ao Menino Jesus e as benditas almas.
Algo que a caracterizou desde seus primeiros anos foi um grande amor pela limpeza. Não tolerava qualquer mancha de sujeira em sua roupa. E isso a foi levando a não tolerar tampouco as manchas do pecado em sua alma.
Aos doze anos sentiu um grande desejo de ser freira carmelita. Mas as freiras não a aceitaram porque lhes parecia muito jovem ainda para decidir-se pela vocação religiosa.


Dom Teodoro de Mas
Aos 26 anos, aos 24 de março de 1799, casa-se com um rico advogado, Dom Teodoro de Mas, um muito amigo de seu pai e um funcionário público como ele. Teodoro estimava muito as três filhas de Don Lorenzo e para decidir-se por uma delas lhes levou um pacotinho de guloseimas como presente. As duas primeiras o rejeitaram como um presente demasiado infantil, mas Joaquina o aceitou com alegria exclamando: "Eu amo amêndoas." Este gesto de humildade fez com que o jovem decidisse escolhê-la como esposa.
No começo do casamento, por vezes, sentia graves escrúpulos não ter seguido a vocação religiosa que de criança tanto lhe chamava a atenção, mas seu esposo a confortava dizendo que na vida doméstica se pode chegar a tão alta santidade como em um convento e com suas boas obras de piedade iria substituindo aquelas que teria feito na vida religiosa. Isso a tranquilizou. Viveu 16 anos com seu esposo, e Deus a presenteou com nove filhos. E como recompensa por seus sacrifícios quatro de suas filhas se tornaram freiras, e várias de suas netas também.
Quando Napoleão invadiu a Espanha, o esposo de Joaquina partiu para o exército para defender a pátria e participou bravamente de cinco batalhas contra os invasores. Joaquina e seus filhos tiveram que deixar a cidade de Barcelona e fugir para a pequena cidade de Vich.
Quando Joaquina e seus filhos fugiam pela planície, de repente apareceu uma misteriosa Senhora e a trouxe até Vich para casa de uma família muito boa, que os recebeu com grande carinho. Em seguida, a Senhora desapareceu e ninguém pôde dar razão para isso. Joaquina sempre acreditou que havia sido a Santíssima Virgem que veio para ajudá-la.
A Santa com as 4 filhas que seguiram a vida religiosa
Um dia, enquanto estava rodeada por sua família, ela pensou ter ouvido uma voz dizendo: "Logo você vai ser viúva". Ela se preparou para aceitar a vontade de Deus, e dois meses depois, em 03 de março de 1816, seu esposo, embora estivesse bem de saúde e tivesse apenas 42 anos, morreu inesperadamente. Joaquina ficou viúva aos 33 anos e encarregada das seis crianças que havia sobrevivido.
A partir daquele dia deixou todas as suas roupas de senhora rica. E se dedicou completamente a ajudar os pobres e assistir os doentes nos hospitais. No começo, as pessoas pensaram que ela havia enlouquecido por causa da tristeza pela morte de seu esposo, mas logo perceberam que ela estava se tornando uma grande santa. E admiravam a sua generosidade para com os necessitados. Ela vivia como as pessoas mais pobres, mas todas as suas energias eram para ajudar aqueles que sofriam miséria ou doença.
Os dois filhos casados
Por 10 anos dedicou-se a penitências, muitas orações e contínuas obras de caridade, pedindo a Deus para iluminá-la sobre o que mais lhe convinha fazer para o futuro. Quatro de suas filhas se tornaram freiras e os outros filhos se casaram, e finalmente ela estava livre de toda responsabilidade doméstica. Agora iria realizar seu grande desejo de quando era uma criança: ser religiosa.

Providencialmente se encontrou com um padre muito santo, o Padre Esteban Olot, capuchinho, que lhe disse que Deus a tinha destinado a fundar uma comunidade religiosa dedicada à vida ativa de apostolado. O sábio Padre Esteban escreve as constituições da nova comunidade e, aos 26 de fevereiro de 1826, diante do Sr. Bispo de Vich, que a apoia plenamente, começa, com oito jovenzinhas, sua nova comunidade, à qual coloca o nome de "Hermanas Carmelitas de la Caridad de Vedruna", em sua casa, conhecida como "Manso Escorial".
Logo, as irmãs se tornam treze e mais tarde cem. Sua comunidade, como a sementinha de mostarda, começa sendo muito pequena e se torna uma grande árvore cheia de bons frutos. Ela vai fundando casas de religiosas por toda província.
Santa Joaquina teve a sorte de se encontrar também com o grande apóstolo St. António Maria Claret, cujos conselhos lhe forma de grande proveito para o progresso de sua nova congregação.
Depois veio a guerra civil chamada "Guerra Carlista", e nossa santa, perseguida pelos esquerdistas, fugiu para a França, onde esteve desterrada por três anos. Lá recebeu a assistência bem oportuna de um jovem misterioso, que ela sempre acreditou se tratasse de San Miguel Arcanjo, e Deus a encaminhou nesta terra para uma família espanhola que a tratava com amor verdadeiro.
Voltando à Espanha, talvez como fruto dos sofrimentos padecidos e das tantas orações, começou a crescer admiravelmente sua comunidade e as casas se foram multiplicando como verdadeira bênção de Deus.
Em 1850, começou a sentir os primeiros sintomas da paralisia que a imobilizaria completamente. Aconselhada pelo Vigário Episcopal renunciou a todos os seus encargos e se dedicou a viver humildemente como uma religiosa sem posto algum. Apesar de conservar totalmente suas qualidades mentais, deixou que outras pessoas dirigissem a congregação. Deus lhe suscitou um novo e santo diretor para sua comunidade, o Padre Bernardo Sala, beneditino, que se propôs a dirigir às religiosas no espírito da santa fundadora.
Durante quatro anos, a paralisia foi se espalhando e a foi imobilizando por completo, até lhe tirar também a fala. Então veio uma epidemia de cólera, que lhe tirou a vida e no dia 28 agosto de 1854 passou santamente à Eternidade.
Antes havia tido o prazer de ver aprovada sua comunidade religiosa pela Santa Igreja, em 1850. E desde então foi ajudando de maneira prodigiosa a suas religiosas que se espalharam por muitos países.


As casas da congregação
As Carmelitas da Caridade, instituto religioso feminino de direito pontifício, foram aprovadas pela Santa Sé aos 5 de agosto de 1857 e foram agregadas à ordem Carmelitana aos 14 de setembro de 1860; as constituições foram aprovadas aos 20 de julho de 1990.
A Comunidade de Carmelitas da Caridade tem agora 290 casas em 25 países de 4 continentes, com 2.724 irmãs Vedruna. Ao todo, são 40.079 meninas educadas em suas escolas e 4.443 pessoas atendidas em seus hospitais. A sede generalícia está localizada em Roma.


Um modo inédito caracterizado por ser

  • uma rede de pequenas e flexíveis comunidades,
  • que se inserem "como levedura na massa" (Lc 13,21) nas populações onde são chamadas, rompendo, assim, com a antiga estrutura,
  • que vivem muito pobremente de seu trabalho,
  • que professam um estilo vida orante, fraterno, simples, alegre e muito familiar.

Uma nova forma de ação apostólica orientada ao único objetivo de "trabalhar para a glória de Deus e o bem do próximo". As comunidades de Joaquina de Vedruna foram colocadas em ambientes populares, inclusive marginais,
  • para promover a educação das mulheres,
  • para assistir aos enfermos pobres,
  • para ajudar e acompanhar aos excluídos
e "fazer, assim, presente na terra o Reino prometido aos pobres".

Santa Joaquina de Vedruna, esposa e religiosa

Beatificada pelo Papa Pio XII, em 19 de maio de 1940, foi declarada santa pelo Papa João XXIII em 12 de abril de 1959, que disse dela: "Mãe de nove filhos, converteu-se na mãe de numerosos pobres". Os restos da santa repousam na capela do Manso Escorial de Vich.

O túmulo de Santa Joaquina
Santa Joaquina:
Sem fazer milagres em vida e sendo uma mãe de família, uma esposa amorosa e uma mulher que teve que sofrer muito na terra, e que dedicou suas grandes energias em ajudar aos necessitados, seja para nós também um modelo para imitar, e um poderosa protetora que reze pela nossa santificação e salvação. Que Deus nos mande muitas santas como esta, muitas outras Joaquinas.

"Confia em Deus. Nele encontrarás o amigo que não te deixará".

Movida pelo Espírito


1.       Abandono filial.
2.      Seguimento incondicional.
3.      Amor encarnado.

As três grandes notas da espiritualidade de Joaquina.

A espiritualidade que viveu Joaquina foi a experiência profunda e cotidiana do amor de Deus Pai. Um amor que a humanidade de Jesus faz visível e cujo Espírito impulsiona a seguir o Cristo.
Esta espiritualidada trinitária suscitou nela:
  • um amor ardente,
  • uma confiança sem limites,
  • uma entrega incondicional
para encarnar em sua vida "aquele amor que nunca diz basta" (Carta 95 e 100), posto ao serviço da humanidade sofrida,
a quem Deus Pai ama e sustenta,
a quem Deus Filho serve e liberta,
a quem Deus Espírito Santo alenta e da vida.

Esta foi a bussola que orientou a vida de Joaquina. Esta experiência espiritual e o contato com a dor dos enfermos e marginalizados e com a exclusão cultural das mulheres suscitou nela o desejo apaixonado de reproduzir na vida deles o rosto compassivo do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Web site da ordem: http://www.vedruna.org/

Tradução: PALE IDEAS



EDITADO EM 27/08/12:


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