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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Nova tradição natalina - Capítulo III

Uma nova tradição natalina 


EVANGELHO DE SÃO LUCAS


II — Baptismo e tentação de Jesus

Vida pública de Jesus

Cap. III 1 No ano décimo quinto do império de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judeia, e Herodes tetrarca da Galileia, e Filipe, seu irmão, tetrarca da Itureia e da província da Traconítida, e Lisânias tetrarca da Abilina; 
2 sendo pontífices Anás e Caifás, o Senhor falou a João, filho de Zacarias, no deserto. 
3 E ele foi por toda a terra do Jordão, pregando o batismo de penitência para remissão dos pecados, 
4 como está escrito no livro das palavras de Isaías profeta: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai as suas veredas”; 
5 “todo o vale será terraplanado, e todo o monte e colina será arrasado, e os caminhos tortuosos tornar-se-ão direitos, e os escabrosos planos”; 
6 “e todo o homem verá a salvação de Deus”.
7 Dizia, pois, (João) às multidões, que vinham para ser por ele batizadas: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que vos ameaça?”. 
8 “Fazei, portanto, frutos dignos de penitência, e não comeceis a dizer: ‘Temos Abraão por pai’. Porque eu vos digo que Deus é poderoso para suscitar destas pedras filhos de Abraão”. 
9 “Porque o machado já está posto à raiz das árvores. E toda a árvore que não dá bom fruto será cortada e lançada no fogo”. 
10 E as multidões interrogavam-no, dizendo: “Que devemos pois nós fazer?”. 
11 E, respondendo, dizia-lhes: “O que tem duas túnicas, dê uma ao que não tem; e o que tem que comer, faça o mesmo”. 
12 E foram também publicanos, para serem batizados, e disseram-lhe: “Mestre, que devemos nós fazer?”. 
13 E ele respondeu-lhes: “Não exijais nada além do que vos está fixado”. 
14 Interrogavam-no também os soldados, dizendo: “E nós que faremos?” E ele disse-lhes: “Não façais violência a ninguém[1], nem denuncieis falsamente; e contentai-vos com o vosso soldo”.
15 E, estando o povo na expectativa (do Messias), e, pensando todos nos seus corações que talvez João fosse o Cristo, 
16 João respondeu, dizendo a todos: “Eu, na verdade, batizo-vos em água, mas virá um mais forte do que eu, a quem eu não sou digno de desatar a correia dos seus sapatos; Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo (da caridade)”;  [2] 
17 “tomará na sua mão a pá, e limpará a sua eira, e recolherá o trigo no seu celeiro, e queimará as palhas num fogo inextinguível”. [3] 
18 E pregava muitas outras coisas ao povo, instruindo-o.
19 Porém, Herodes tetrarca, sendo repreendido por ele por causa de Herodias, mulher de seu irmão, e por causa de todos os males que tinha feito, 
20 acrescentou a todos (os outros crimes) também este, de mandar meter João num cárcere.
21 Ora, aconteceu que, recebendo o batismo todo o povo, [foi] batizado também Jesus, e estando em oração, abriu-se o Céu. 
22 e desceu sobre Ele o Espírito Santo em forma corpórea como uma pomba; e ouviu-se do Céu esta voz: “Tu és o meu filho dileto; em ti pus as minhas complacências”.
23 E o mesmo Jesus, quando começou (o seu ministério), tinha cerca de trinta anos, filho, como se julgava, de José, o qual foi (filho) de Heli, que o foi [de] Matat, 
24 que o foi de Levi, que o foi de Melqui, que o foi de Jane, que o foi de José, 
25 que o foi de Matatias, que o foi de Amós, que o foi de Naum, que o foi de Hesli, que o foi de Nage, 
26 que o foi de Maat, que o foi de Matatias, que o foi de Semei, que o foi de José, que o foi de Judá,
27 que o foi de Joana, que o foi de Resa, que o foi de Zorobabel, que o foi de Salatiel, que o foi de Neri,
28 que o foi de Melqui, que o foi de Adi, que o foi de Cosam, que o foi de Elmadam, que o foi de Her, 
29 que o foi de Jesus, que o foi de Eliezer, que o foi de Jorim, que o foi de Matat, que o foi de Levi, 
30 que o foi de Simeão, que o foi de Judá, que o foi de José, que o foi de Jona, que o foi de Eliaquim, 
31 que o foi de Meléa, que o foi de Mena, que o foi de Matata, que o foi de Natan, que o foi de David, 
32 que o foi de Jessé, que o foi de Obed, que o foi de Booz, que o foi de Salmon, que o foi de Naasson, 
33 que o foi de Aminadab, que o foi de Arão, que o foi de Esron, que o foi de Farés, que o foi de Judá, 
34 que o foi de Jacob, que o foi de Isaque, que o foi de Abraão, que o foi de Taré, que o foi de Nacor, 
35 que o foi de Sarug, que o foi de Ragau, que o foi de Faleg, que o foi de Heber, que o foi de Sale,
36 que o foi de Cainan, que o foi de Arfaxad, que o foi de Sem, que o foi de Noé, que o foi de Lamech, 
37 que o foi de Matusalem, que o foi de Henoch, que o foi de Jared, que o foi de Malaleel, que o foi de Cainan, 
38 que o foi de Henós, que o foi de Set, que o foi de Adão, que o foi de Deus.

Novo Testamento. Tradução do Padre Matos Soares, 1950, pp. 2154-2156. 






segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Nova tradição natalina - Capítulo II

Uma nova tradição natalina 


EVANGELHO DE SÃO LUCAS



Cap. II — 1 Naqueles dias, saiu um édito de César Augusto, para que se fizesse o recenseamento de todo o mundo. 
2 Este primeiro recenseamento foi feito por Cirino, governador da Síria. 
3 Iam todos recensear-se, cada um à sua cidade. 
4 E José foi também da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de David, que se chamava Belém, porque era da casa e família de David, 
5 para se recensear juntamente com Maria, sua esposa, que estava grávida.
6 E, estando ali, aconteceu completarem-se os dias em que devia dar à luz. 
7 E deu à luz o seu Filho primogênito[1], e o enfaixou, e o reclinou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.
8 Ora, naquela mesma região, havia uns pastores que velavam e faziam de noite a guarda ao seu rebanho.
9 E eis que apareceu junto deles um Anjo do Senhor, e uma claridade divina os cercou, e tiveram grande temor.
10 Porém o Anjo disse-lhes: “Não temais; porque eis que vos anuncio uma grande alegria, que terá todo o povo”.
11 “Nasceu-vos hoje na cidade de David um Salvador, que é o Cristo Senhor”. 
12 “E eis o (que vos servirá de) sinal: Encontrareis um menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura”. 
13 E subitamente apareceu com o Anjo uma multidão de Milícia Celeste louvando a Deus, e dizendo:
14 “Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens, (objeto) da boa vontade (de Deus)”.
15 E, depois que os Anjos se retiraram deles para o Céu, os pastores diziam entre si: “Vamos até Belém, e vejamos o que é que lá sucedeu, e o que é que o Senhor nos manifestou”. 
16 E foram com grande pressa, e encontraram Maria e José, e o Menino deitado na manjedoura.  
17 E, vendo isto, conheceram o que lhes tinha sido dito acerca deste Menino. 
18 E todos os que ouviram se admiraram das coisas que lhes diziam os pastores.
19 Ora, Maria conservava todas estas coisas, meditando-as em seu coração. 
20 E os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido dito. 
21 E, depois que se completaram os oito dias para ser circuncidado o Menino, foi-lhe posto o nome de JESUS, como lhe tinha chamado o Anjo, antes que fosse concebido no ventre (materno). 
22 E, depois que foram concluídos os dias da purificação de Maria, segundo a lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor,
23 segundo o que está escrito na lei do Senhor: “Todo o varão primogênito será consagrado ao Senhor”; 
24 “e para oferecerem em sacrifício, conforme o que (também) está escrito na Lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos”.
25 Havia então em Jerusalém um homem chamado Simeão, e este homem (era) justo e temente (a Deus), e esperava a “consolação de Israel”; é o Espírito Santo estava nele. 
26 E tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não veria a morte sem ver primeiro o Cristo (o Ungido) do Senhor. 
27 E foi ao templo (conduzido) pelo Espírito (de Deus). E, levando os pais o Menino Jesus, para cumprirem segundo o costume da lei a seu respeito, 
28 ele também o tomou em seus braços, e louvou a Deus, dizendo:
29 “Agora, Senhor, podes deixar partir o teu servo em paz, segundo a tua palavra”;
30 “porque os meus olhos viram a tua Salvação”,
31 “a qual preparaste ante a face de todos os povos”;
32 “luz para iluminar as nações, e glória de Israel, teu povo”.
33 E seu pai e mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam. 
34 E Simeão os abençoou, e disse a Maria, sua mãe: “Eis que este (Menino) está posto para ruína e para ressurreição de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição[2]”. 
35 “E uma espada trespassará a tua alma, a fim de se descobrirem[3] os pensamentos escondidos nos corações de muitos”.
36 Havia também uma profetiza, (chamada) Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser; estava em idade muito avançada, e tinha vivido sete anos com seu marido, desde a sua virgindade. 
37 E (tinha permanecido) viúva até aos oitenta e quatro anos; e não se afastava do templo servindo a Deus, noite e dia, com jejuns e orações.
38 Ela também, sobrevindo nesta mesma ocasião, louvava o Senhor, e falava dele a todos os que esperavam a redenção de Israel.
39 Depois que cumpriram tudo, segundo o que mandava a Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré. 
40 O Menino crescia e se fortificava cheio de sabedoria: e a graça de Deus era com ele.
41 Seus pais iam todos os anos a Jerusalém, no dia solene da Páscoa. 
42 E, quando chegou aos doze anos, indo eles a Jerusalém, segundo o costume daquela festa,
43 acabados os dias (que ela durava), quando voltaram, ficou o Menino Jesus em Jerusalém, sem que seus pais o advertissem. 
44 E, julgando que ele fosse na comitiva, caminharam uma jornada, e (depois) procuravam-no entre os parentes e conhecidos. 
45 E, não o encontrando, voltaram a Jerusalém em busca dele. 
46 E aconteceu que, três dias depois, o encontraram no templo sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. 
47 E todos os que ouviam estavam maravilhados da sua sabedoria e das suas respostas. 
48 Quando o viram, admiraram-se. E sua Mãe disse-lhe: “Filho, porque procedeste assim conosco? Eis que teu pai e eu te procurávamos cheios de aflição”. 
49 E Ele disse-lhe: “Para que me buscáveis[4]? Não sabíeis que devo ocupar-me nas coisas de meu Pai?”.
50 E eles não entenderam[5] o que lhes disse. 
51 E desceu com eles, e foi a Nazaré, e era-lhes submisso. E sua mãe conservava todas estas coisas no seu coração. 
52 E Jesus crescia em sabedoria, em idade e em graça diante de Deus e diante dos homens.




domingo, 1 de dezembro de 2019

Nova tradição natalina - Capítulo I

Uma nova tradição natalina 


EVANGELHO DE SÃO LUCAS



INTRODUÇÃO

Cap. I — 1 Visto que muitos já empreenderam pôr em ordem a narração das coisas que entre nós se cumpriram, 
2 como no-las referiram os que, desde o princípio, as viram, e foram ministros da palavra; 
3 pareceu-me (bom) também a mim, depois de ter investigado diligentemente tudo desde o princípio, escrever-te por ordem (a sua narração), excelentíssimo Teófilo[1], 
4 para que conheças a verdade daquelas coisas em que foste instruído.

PRIMEIRA PARTE

I — Nascimento e vida oculta de Jesus

5 Houve no tempo de Herodes, rei da Judeia, um sacerdote chamado Zacarias, da turma de Abias, e sua mulher era da descendência de Arão, e chamava-se Isabel. 
6 E ambos eram justos diante de Deus, caminhando irrepreensivelmente em todos os mandamentos e preceitos do Senhor, 
7 e não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e ambos se achavam em idade avançada. 
8 Sucedeu pois que, exercendo (Zacarias) diante de Deus as funções de sacerdote na ordem da sua turma, 
9 segundo o costume do sacerdócio, tocou-lhe por sorte entrar no templo do Senhor a oferecer o incenso; 
10 e toda a multidão do povo estava fazendo oração da parte de fora, à hora do incenso. 
11 E apareceu-lhe o anjo do Senhor, posto em pé no lado direito do altar do incenso. 
12 Zacarias, ao vê-lo, ficou perturbado, e o temor o assaltou. 
13 Mas o anjo disse-lhe: “Não temas, Zacarias, porque foi ouvida a tua oração; e tua mulher Isabel te dará à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de João”; 
14 “será para ti (motivo) de gozo e de alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento”; 
15 “porque ele será grande diante do Senhor; não beberá vinha nem (outra) bebida inebriante; e será cheio de Espírito Santo desde o ventre de sua mãe”; 
16 “e converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus”; 
17 “e irá adiante dele[2] com o espírito e a virtude de Elias, a fim de reconduzir os corações dos pais para os filhos, e os incrédulos à prudência dos justos, para preparar ao Senhor um povo perfeito”. 
18 E Zacarias disse ao anjo: “Como conhecerei (que) isto (acontecerá)? Porque eu sou velho, e minha mulher está avançada em anos”.
19 E, respondendo o anjo, disse-lhe: “Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus; e fui enviado para te falar e te dar esta boa nova”. 
20 “E eis que ficarás mudo, e não poderás falar até ao dia, em que estas coisas sucedam, visto que não acreditaste nas minhas palavras, que se hão de cumprir a seu tempo”. 
21 Entretanto, o povo estava esperando Zacarias, e admirava-se de ver que ele se demorava (tanto tempo) no templo.
22 E, quando saiu, não lhes podia falar, e compreenderam que tinha tido no templo alguma visão, o que ele lhes dava a entender por acenos; e ficou mudo. 
23 E aconteceu que, depois de terem acabado os dias do seu ministério, retirou-se para sua casa;  
24 e, alguns dias depois, Isabel, sua mulher, concebeu, e durante cinco meses esteve escondida, dizendo: 
25 “Isto (é uma graça que) me fez o Senhor nos dias em que me olhou para tirar o meu opróbrio de entre os homens”[3].
26 E, (estando Isabel) no sexto mês, foi enviado por Deus o anjo Gabriel a uma cidade da Galilei, chamada Nazaré, 
27 a uma virgem desposada com um varão, que se chamava José, da casa de David; o nome da Virgem era Maria. 
28 E, entrando o anjo onde ela estava, disse-lhe: “Deus te salve, cheia de graça[4]; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres”, 
29 E ela, tendo ouvido estas coisas, turbou-se com as suas palavras, e discorria pensativa que saudação seria esta. 
30 E o anjo disse-lhe: “Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus”; 
31 “eis que conceberás no teu ventre, e darás à luz um filho, a quem porás o nome de JESUS”. 
32 “Este será grande, e será chamado ‘Filho do Altíssimo’, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai David; e reinará sobre a casa de Jacob eternamente”; 
33 “e o seu reino não terá fim”. 
34 E Maria disse ao anjo: “Como se fará isso, pois eu não conheço varão[5]?”. 
35 E, respondendo o anjo, disse-lhe: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. E, por isso mesmo., o Santo, que há de nascer de ti, será chamado ‘Filho de Deus’.” 
36 “Eis que também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice; e este é o sexto mês da que se dizia estéril”; 
37 “porque a Deus nada é impossível”. 
38 Então, disse Maria: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim a tua palavra”. E o anjo afastou-se dela.
39 E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi com pressa às montanhas, a uma cidade de Judá.
40 E entrou em casa de Zacarias, e saudou Isabel. 
41 E aconteceu que, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo; 
42 e exclamou em alta voz, e disse: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre”. 
43 “Donde a mim esta dita, que a Mãe do meu Senhor venha ter comigo?” 
44 “Porque, logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino exultou de alegria no meu ventre”. 
45 “Bem-aventurada tu, que creste, porque se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas”.
46 Então, Maria disse: “A minha alma glorifica o Senhor”[6];
47 “e o meu espírito exulta (de alegria) em Deus meu Salvador”.
48 “Porque lançou os olhos para a baixeza da sua serva; 
Portanto, eis que, de hoje em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada”. 
49 “Porque fez em mim grandes coisas aquele que é poderoso, e cujo nome é santo.”
50 “E cuja misericórdia (se estende) de geração em geração sobre aqueles que o temem”.
51 “Manifestou o poder do seu braço; dissipou aqueles que se orgulhavam nos pensamentos do seu coração”.
52 “Depôs do trono os poderosos, e elevou os humildes”.
53 “Encheu de bens os famintos, e despediu vazios os ricos”.
54 “Tomou cuidado de Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia”;
55 “Conforme tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua posteridade para sempre”. 
56 Maria ficou com Isabel cerca de três meses; e (depois) voltou para sua casa.
57 Completou-se para Isabel o tempo de dar à luz, e deu à luz um filho. 
58 E os seus vizinhos e parentes ouviram (dizer) como o Senhor tinha assinalado com ela a sua misericórdia, e congratulavam-se com ela. 
59 E aconteceu que, ao oitavo dia, foram circundar o menino, e chamavam-lhe Zacarias do nome de seu pai. 
60 Porém, respondendo sua mãe, disse: “De nenhuma sorte, mas será chamado João”. 
61 E disseram-lhe: “Ninguém há na tua geração que tenha este nome”. 
62 E perguntavam por acenos ao pai do menino como queria que se chamasse. 
63 E ele, pedindo uma tabuinha, escreveu assim: “O seu nome é João”. E todos ficaram admirados. 
64 E logo se abriu a sua boca, e a sua língua (se desprendeu), e falava, bendizendo a Deus. 
65 E o temor se apoderou de todos os seus vizinhos; e divulgaram-se todas estas maravilhas por todas as montanhas da Judeia; 
66 e todos os que as ouviram, as ponderavam no seu coração, dizendo: “Quem julgais que virá a ser este menino? Porque a mão do Senhor era com ele”.
67 E Zacarias, seu pai, foi cheio do Espírito Santo, e profetizou, dizendo:
68 “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e resgatou o seu povo”[7];
69 “e suscitou uma força[8] para nos salvar, na casa de seu servo David”.
70 “Conforme anunciou pela boca dos seus santos, de seus profetas, desde os tempos antigos”;
71 “que nos livraria de nossos inimigos, e das mãos de todos os que nos odeiam”;
72 “para exercer a sua misericórdia a favor de nossos pais[9], e lembrar-se do seu santo pacto”,
73 “segundo o juramento que fez a nosso pai Abraão, de nos conceder” 
74 “que, livres das mãos dos nossos inimigos, o sirvamos sem temor”,
75 “(andando) diante dele com santidade e justiça, durante todos os dias da nossa vida”.
76 “E tu, menino, serás chamado o ‘profeta do Altíssimo’; porque irás adiante da face do Senhor a preparar os seus caminhos”;
77 “para dar ao seu povo o conhecimento da salvação, para (que obtenha) a remissão dos seus pecados”,
78 “pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus, graças à qual nos visitou do alto o Sol nascente[10]”, 
79 “para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte; para dirigir os nossos pés no caminho da paz”.
80 Ora, o menino crescia e se fortificava no espírito; e habitava nos desertos até ao dia da sua manifestação a Israel.




Novo Testamento. Tradução do Padre Matos Soares, 1950, pp. 2146-2151. 


Notas do Padre Matos Soares:

[1] Teófilo. Esta palavra, que significa “amigo de Deus”, é o nome dum cristão ilustre, a quem S. Lucas dedicou o seu Evangelho. 
[2] E irá adiante dele, isto é, será o precursor do Messias, tendo por isso o zelo e a força de Elias. 
[3] A esterilidade era considerada, entre as mulheres judias, como um opróbrio e um castigo, pois excluía da bênção dada a Abraão (Gén., XXII, 17; XXX, 23). 
[4] “Cheia de graça”. Estas palavras mostram que Maria tinha sido elevada a um altíssimo grau de santidade, santidade que, como afirmam os Santos Padres, é superior à de todas as criaturas. E a Igreja, confirmando esta verdade, definiu que Maria, cheia de graça, não foi manchada pelo pecado original [NdB: Dogma da Imaculada Conceição de Maria. Bula “Ineffabilis Deus”, Pio IX, 8 de dezembro de 1854. Link]. 
[5] “Não conheço varão”. Por estas palavras, vê-se que Maria Santíssima tinha feito voto de virgindade perpétua, o qual estava resolvida a observar, não obstante o matrimônio. 
[6] O “Magnificat”, é o canto de alegria mais sublime que saiu dos lábios duma criatura. E em tudo digno da Mãe de Deus. 
[7] Zacarias, por meio do cântico “Benedictus”, agradece a Deus a vinda do Messias para remir Israel. 
[8] “Suscitou uma força”, um Salvador poderoso, o Messias, na descendência de David.
[9] “A favor de nossos pais”, que participarão dos benefícios da Redenção, sendo as suas almas tiradas do Limbo, e introduzidas na Glória. 
[10] “O Sol nascente”, o Messias, luz de Mundo. 

       

AGENDA DE MISSAS DE DEZEMBRO 2019


Agenda de Missas de Dezembro 2019

Rev. Padre Cardozo


De 1 a 19/12 – México 

20 — Sexta — Contagem — 20h
21 — Sábado — Contagem — 20h
22 — Domingo — Contagem — 10:30
22 — Domingo — Congonhas — 19h
23 — Segunda — Congonhas — 10h 
23 — Segunda — Barbacena  — 19,30
24 — Terça — Barbacena  — 8h
25 — Quarta — Contagem — 00h — Missa do Galo 
25 — Quarta — Contagem — 11h — Missa da Aurora 
25 — Quarta — Ipatinga — 20h — Missa de Natal
26  — Quinta — Ipatinga — 20h
27 — Sexta — Ipatinga — 20h
28 — Sábado — Ipatinga — 10:30 (volta a Contagem)
29 — Domingo — Contagem — 10:30
29 — Domingo — Pouso Alegre — 20h — Primeira Comunhão 
30 — Segunda — Muzambinho — 19:30
31 — Terça — Poços de Caldas — 11h 
31 — Terça — Pouso Alegre — 19h — Só Comunhão e benção com o Santíssimo 


JANEIRO 2020 


1º — Quarta — Pouso Alegre — 12h




Barbacena/MG  
Sra. Helenice - (32) 9 9159-4913

Congonhas/MG 
Rua Florença, 78, Jardim Vila Andreza
Sr. Paulo Henrique (31) 986052859 

Contagem/MG - Missão Nossa Senhora das Graças
Rua Pinheiro, 35, Sapucaias III.
Sr. Eugênio (31) 9 8894-7208   

Ipatinga/MG — Missão Cristo Rei 
Rua Cardeal n. 920, Vila Celeste. 
Sr. Marcos, (31) 98552-3814

Muzambinho – MG
Av. Américo Luz, 400, Apto 601 - 6º andar, Centro 
Sra. Lucineire - (35) 9809-6362

Poços de Caldas/MG — Missão Santa Gema Galgani 
Rua Dr Arthur Mendonça Chaves, n. 180, Bairro Santa Angela 
sr. Marcos Antônio ou sra. Renata (35) 9 9168-0939

Pouso Alegre/MG — Missão São José 
R. Ciomara Amaral de Paula, 290, Bairro Medicina.  
sr. Dirceu (35) 9 9928-4713









sábado, 30 de novembro de 2019

33º Aniversário de Ordenação do Rev. Pe. Ernesto Cardozo


33º Aniversário de Ordenação do Rev. Pe. Ernesto Cardozo


Tu es sacerdos in aeternum
secundum ordinem Melchisedech.
Juravit Dominus
et non poenitebit eum:
Tu es sacerdos in aeternum
secundum ordinem Melchisedech.


O Rev. Padre Ernesto Cardozo foi ordenado por Mons. Marcel Lefebvre, aos 30 de novembro de 1986, em La Reja, Argentina.

Em nome da Missão Cristo Rei de Campo Grande, MS, e, estou certa, de todas as Missões Cristo Rei que são dirigidas pelo nosso bom Cura, parabenizo o Rev. Pe. Cardozo pelo aniversário de sua Ordenação Sacerdotal e desejo que Deus continue abençoando-o e guiando em sua missão de pastor de almas do rebanho que lhe foi confiado. 

Giulia d'Amore


SÚPLICA PELO DIRETOR

Senhor Jesus Cristo que, como Bom Pastor das nossas almas, Vos dignais habitar entre nós no Santíssimo Sacramento do altar, do Vosso sagrado Tabernáculo derramai graças copiosíssimas sobre o nosso bom pastor, o Padre Ernesto Cardozo. Conceda-lhe o Vosso Misericordioso Coração todas as graças de que precisa para nossa e sua própria santificação e para que possa velar sempre com paternal dedicação pelas ovelhas que lhe foram confiadas pelo Espírito Santo. Abençoai-o quando, na oração, levanta a mente para Vós. Abençoai-o quando nos prega a Vossa santa Lei. Abençoai-o, também, quando, no desempenho dos seus ministérios de Sacerdote, trabalha pela salvação das almas. Fazei que seja sempre desvelado pastor segundo o Vosso Divino Coração, que consagre inteira e constantemente a sua vida, o melhor das suas energias e dos seus talentos, ao fiel cumprimento da sua nobre missão e dos deveres inerentes ao seu cargo, afim de que, no dia em que vierdes a julgar rebanhos e pastores, nós sejamos sua alegria e sua coroa, e ele receba de Vossas mãos divinas a coroa imarcescível da vida eterna. Assim seja.

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