Santa Alice de Schaerbeek
(11 de Junho)
"É o paradoxo vivo de um corpo cada vez mais feio que contém a joia de uma alma cada vez mais sublime"
Por Giulia d'Amore.
A Santa que hoje comemoramos é talvez a mais comovente das três figuras femininas que trazem este nome[1]. A sua santidade foi, de fato, paga a preço de uma longa e terrível doença, uma das mais temidas e temíveis da Idade Média, que condenava todos os que eram atacados por ela a uma verdadeira morte civil, além da lenta morte física: a lepra.
Alice de Schaerbeek ou de La Cambre, também chamada Adelaide, Aleide, Aleida ou Alida, foi uma religiosa e mística flamenga, monja cisterciense na Abadia de La Cambre (Bélgica). Nasceu em Schaerbeek, perto de Bruxelas, em 1225, e demonstrou desde pequena que era dotada de inteligência e espírito precoces.
Aos sete anos de idade, Alice é acolhida na Abadia Cisterciense de Notre-Dame de la Cambre (Coenobium Beatae Mariae de Camera), perto de Ixelles, para que recebesse uma boa educação e onde encantou as religiosas por sua memória excepcional e por sua ardente piedade e amor por Deus. Com o passar dos anos, vestido o hábito monacal, cresceram suas virtudes, e Alice recebeu o dom de uma visão divina na qual, em sinal das acérrimas dores que viria a padecer, lhe foi dada por Deus uma cruz de ouro.
Por volta dos vinte anos de idade, contraiu a fatídica lepra. Como era comum à época, e vivendo já enclausurada num mosteiro, Alice foi colocada em um rigoroso isolamento em uma pequena cela nos jardins do mosteiro. Esse afastamento humano a aproximou mais ainda de Deus.
