06 de agosto
São Xisto II, Papa
(Pontificado: 257 a 258)
Ao assumir o trono pontifício, São Xisto sabia que as coisas não iriam ser diferentes, como de fato não o foram. A perseguição implacável de Valeriano já veio no ano seguinte à posse de São Xisto. Celebrava a sagrada liturgia na catacumba de Calisto quando foi preso pelos soldados, por ordem do imperador. Nesta ocasião, também seis dos sete diáconos que o acompanhavam foram levados, sendo todos executados imediatamente, na sede episcopal, por decapitação. Entre os prisioneiros estavam Santo Felicíssimo e Santo Agapito, diáconos de Papa São Xisto, e foram presos juntamente com este e com os subdiáconos Januário, Magno, Vicente, Estevão.
Recebeu sepultura no mesmo cemitério da Via Ápia onde se deu sua última celebração. Só pouparam algum tempo o diácono São Lourenço, seu tesoureiro, a quem deixaram quatro dias para entregar os bens da Igreja. Assim se procedia desde que o imperador Valeriano (+260) estabelecera a pena de morte “sem julgamento, só com verificação de identidade”, contra os Bispos, padres e diáconos da religião cristã.
Desta forma, São Xisto II e seus companheiros mártires entregaram suas vidas em sinal de fidelidade a Cristo e foram recompensados com o tesouro da eternidade no Céu.
São Dâmaso compôs-lhe esta elegia:
"Vede, este túmulo conserva os membros celestes dos santos que arrebatou num instante a corte do céu. Os companheiros da sua (de Sisto II) cruz invencível, ao mesmo tempo que os seus diáconos, partilhando o mérito e a fé de que tinham por chefe, entraram nas moradas do Alto e no reino dos eleitos. O povo de Roma sente-se feliz e orgulhoso de que eles tenham merecido triunfar com Cristo sob o comando de Sisto. A Felicíssimo e Agapito, aos santos mártires, Dâmaso, bispo". (Apud José Leite, S.J., op. cit., Vol. II, p. 435.)
