IV Domingo depois da Páscoa
Cantai ao Senhor um cântico novo, aleluia, porque o Senhor operou maravilhas, aleluia, manifestou a Sua justiça perante todos os povos, aleluia, aleluia, aleluia. Ps. 97. Conseguiu-lhe o triunfo a sua destra e braço santo. V. Glória etc.
COLETA
Ó Deus que unis as almas dos fiéis em uma só vontade, fazei por Vossa graça que amemos o que mandais e desejemos o que prometeis, para que, entre as vicissitudes deste mundo, nossos corações se fixem onde se acham os verdadeiros gozos.
EPÍSTOLA (S. Jac. I,17-21)
Caríssimos: Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto, e desce do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação. Porque de Sua própria vontade Ele nos gerou pela palavra de verdade, para que fôssemos como primícias de Suas criaturas. Vós o sabeis, meus irmãos diletíssimos; assim, todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, e tardio para se irar. Porque a ira do homem não cumpre a justiça de Deus. Pelo que, rejeitando toda imundícia, e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra que em vós foi enxertada, a qual pode salvar vossas almas. Deo gratias.
COMENTÁRIO
Não devemos levar em conta de merecimento nosso algum bem que façamos, nem julgar que podemos, só com nossas forças, vencer a concupiscência; é-nos indispensável, para tanto, o socorro sobrenatural de Deus, a Sua graça, que Ele a ninguém recusa. Desta graça carecemos para querer o bem, para fazê-lo e para nele perseverar; sem ela, não há bem meritório da vida eterna.

