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terça-feira, 20 de novembro de 2012

FSSPX: Carta Aberta a Sua Excelência Dom Fellay, Sacerdotes da Fraternidade e Fiéis – pelo Padre David Hewko

Levei alguns dias para completar esta tarefa que, além da tradução (e revisão), implicava em fazer as notas necessárias (48) e encontrar os documentos citados, e isto me deu mais trabalho do que fazer a tradução!

Fiquei espantada em perceber que a própria Fraternidade não guarda nem divulga os escritos do Fundador, me fazendo lembrar – e já citei isso aqui – dos Salesianos de minha cidade que possuem uma Biblioteca riquíssima, mas a parte que conserva os escritos do Fundador não é acessível, nem aos simples mortais, nem aos padres salesianos, muito menos aos seminaristas... Sinal dos tempos?

Devem ter notado que ontem publiquei vários textos de uma só vez. A explicação é simples: quis “salvar” alguns dos textos citados no blog da fúria expurgatória que possa acometer os neo-fsspx que queiram “apagar o passado”, como faz o Agitprop, e é descrito magnificamente em “1984”, de Georges Orwell. Com a mudança de direção que tem distinguido a desafortunada obra de Mons. Lefebvre nos últimos tempos, achei prudente tomar essa providência, em conjunto com a Operação Memória, aquela que comecei com o intuito de registrar o “antes e depois” das afirmações de certos acordistas de memória lábil e ouvidos moucos.

Outra lacuna lamentável é a falta de biografias de muitos dos personagens importantes da História da Igreja, que é também a nossa História. É vergonhoso que uma Congregação como a FSSPX não use melhor das ferramentas digitais de que faz uso para divulgar não só a quantidade mas, sobretudo, a qualidade dos Sacerdotes que a servem e servem à Igreja!!! Menzingen quer estar dentro da Igreja conciliar (sic) para implementar um melhor apostolado, se fazer conhecida e bem vinda, mas não se mostra, não fala si, não “vende o peixe”... Para que servem afinal os sites que a FSSPX mantém pelo mundo afora? E isso me leva a outra pergunta: se os fieis não devem acessar a net – porque é “do mal” – para quem escrevem os Superiores da FSSPX na web? E – essa é mais atual – se é desaconselhado participar do Facebook, porque a FSSPX no Brasil acaba (03/11/2012) de lançar uma página nele? Perguntas meramente retóricas, pois as respostas são de conhecimento geral. 

A carta que divulgo hoje é do Padre David Hewko, cuja biografia não encontrei; com muito custo encontrei a pequena foto que publico abaixo, e a informação de que assinou o documento de Vienna (EUA), junto com Pe. Chazal, o Pe. Pfeiffer, Pe. Ringrose e Pe. Voigt. O Pe. Hewko engrossa o coro dos que tiveram coragem de sair da zona de conforto e proclamar a verdade. Não foi uma decisão tomada em pé, às pressas; como ele mesmo afirma, antes rezou e meditou! Certamente, há mais padres rezando e meditando. E eu divulgo as cartas e públicas declarações dos que já se manifestaram, com o sincero e honesto intuito de que, de alguma forma, cheguem a esses padres que ainda não saíram à luz, para que tenham coragem, como a teve o Fundador, e não se intimidem pelas dificuldades que virão, pelas punições que os esperam, pelas críticas e falatórios vazios. Isto é palha!

Giulia d’Amore di Ugento



CARTA ABERTA A SUA EXCELÊNCIA DOM FELLAY, SACERDOTES DA FRATERNIDADE E FIÉIS – PELO PADRE DAVID HEWKO

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PAX

08 de Novembro de 2012

Pe. David Hewko
Quando disseram aos Católicos, durante a revolução protestante[1]: “Aceitem o Juramento de Supremacia ou morram”, a maioria dos Católicos fez o juramento, mas o Senhor Deus condescendeu em enviar um exército de mártires e santos e um Papa santo, que condenou os crescentes erros no Concílio de Trento[2].

Quando disseram aos Católicos, durante a Revolução Francesa: “Paz ao preço de um pouco de incenso para os ‘deuses’ liberdade, igualdade e fraternidade”, enquanto muitos claudicaram, Deus suscitou milhares de mártires e uma Resistência fervorosa na Vendetta. Depois, suscitou ao Cardeal Pie de Poitiers[3], que combateu as “implementações pacíficas” da Revolução da Era Napoleônica[4]. Um século depois, os fiéis Católicos se uniram ao Syllabus[5] de Pio IX, que condenou o Catolicismo liberal.

Quando disseram aos Católicos: “melhor vermelho do que morto[6], para que cooperassem com o que Pio XI chamou de sistema econômico, político e ateu “intrinsecamente perverso”[7], muitos não fizeram nada, mas milhões de Católicos engrossaram as fileiras de mártires no Céu, e uma resistência heroica foi oferecida por parte dos Bispos, sacerdotes e leigos por toda a Rússia, Ucrânia, Polônia, China, Vietnã, Hungria, Espanha etc. Na Hungria, aos chamados “Sacerdotes da Paz”[8] foi-lhes prometido a manutenção da Missa em latim e de suas igrejas, incensos e vestes sempre e enquanto permanecessem em silêncio sobre o assunto incomodo do Comunismo. O Cardeal Mindszenty[9], um dos poucos que não claudicou, se recusou firmemente e foi encarcerado por 14 anos.

Quando os Católicos do México foram obrigados a conformar-se com as leis anticatólicas do governo maçom de Calles[10], muitos foram apenas espectadores, mas surgiu a Resistência Cristera[11] que resistiu bravamente ao governo, ao grito de “Viva Cristo Rei!”, em oposição ao grito dos federais: “Viva Satanás!”.

Quando disseram aos Católicos: “Obedeçam e submetam-se às reformas do Vaticano II”, Monsenhor Marcel Lefebvre, Monsenhor de Dom Castro Mayer e muitos sacerdotes preferiram ser considerados “desobedientes” a trair a Fé da Tradição. Infelizmente, a maioria do clero e dos leigos “obedeceu” falsamente e se uniu às imperativas diretrizes do Vaticano II.

De forma trágica, atualmente acontece que, 42 anos depois de ter sido fundado o “bote salva-vidas” da FSSPX, esta está sendo atraída enganosamente com doces e promessas para dentro do “porto” da Roma modernista, cheia de “barcos afundados” de muitas comunidades tradicionais que uma vez se opuseram publicamente contra os erros do Vaticano II.

A FSSPX sempre resistiu, aberta e corajosamente, com a graça de Deus, até o dia 14 de julho de 2012, quando uma nova orientação em direção a um acordo prático se converteu em um esforço “determinado” e “aprovado”. Esta mudança de princípios resultou em uma nova orientação na política da FSSPX em relação a Roma, e no afastamento oficial da postura inflexível de Monsenhor Lefebvre, expressa em sua Declaração de 1974[12] e nas Declarações de 1983[13] e 2006[14]. Antes era sempre: “Não ao acordo prático sem acordo doutrinário”; agora é “acordo prático sem prévio acordo doutrinário”. Ousamos dizer: “Tudo bem, só para se dar bem?”. “Concordamos em discordar?” (Um pequeno erro nos princípios leva a uma conclusão desastrosa).

Monsenhor Lefebvre foi nosso santo Fundador. Ele não só tinha a graça de estado como Superior Geral, como tinha a graça de estado como Fundador de uma organização religiosa à qual procurou transmitir (1) o seu espírito, (2) seus princípios, (3) sua experiência. Estes foram o resultado de muitos anos de liderança em uma ampla variedade de pastos. Ele foi um teólogo de grande renome (cf. o testemunho e os elogios do canônico Padre Berto, o teólogo privado do Arcebispo durante o Vaticano II).

Ele foi Bispo e depois Arcebispo (com vários Bispos sujeitos a ele). Ele foi o representante do Papa para toda a África de língua francesa. Ele foi o Superior Geral de uma grande Ordem Religiosa de Missionários. Ele era um visitante frequente dos Papas em Roma. Ele esteve na Comissão Preparatória do Concílio Vaticano II. Foi um membro chave do “Coetus Internationalis Patrum[15] durante o Concílio. Ele fez muitas intervenções durante o Concílio (cf. “Eu acuso o Concílio”[16], por Monsenhor Lefebvre). Ele não teve medo de desafiar e repreender tanto o Concílio como os papas do Concílio. Ele foi o homem de Igreja escolhido pela Divina Providência para lançar a FSSPX, apesar da tremenda pressão de dentro e de fora da Igreja. Seu papel de salvar a Igreja e o Sacerdócio foi profetizado pela Virgem Maria, no Equador, há quase 350 anos[17]. De tal homem há muito que aprender.

Padre Ludovico Barrielle[18] (tão reverenciado pelo Arcebispo) disse em 1982: “Escrevo isso para que sirva de lição para todos. O dia em que a FSSPX abandonar o espírito e as regras de seu Fundador, estará perdida. Além disso, todos os nossos irmãos que, no futuro, se permitam julgar e condenar ao Fundador e seus princípios não duvidarão de afastar a Fraternidade do ensinamento tradicional da Igreja e da Missa instituída por nosso Senhor Jesus Cristo”.

Seria correto dizer que o espírito, os princípios e a experiência de Monsenhor Lefebvre estão resumidos na seguinte resposta e advertência feita a seus filhos? Quando perguntado sobre reabrir o diálogo com Roma em 1988 (depois de ter admitido que a assinatura do protocolo fora um grave erro), respondeu:

Nós não temos a mesma perspectiva sobre a reconciliação. Não temos a mesma maneira de entender a reconciliação. O Cardeal Ratzinger a vê no sentido de nos reduzir, de nos levar para o Vaticano II. Nos a vemos como um retorno de Roma à Tradição. Não nos entendemos. É um diálogo de surdos.

Não posso falar muito sobre o futuro, porque o meu está a meu encalço. No entanto, se eu viver mais um pouco, e supondo que dentro de um determinado período de tempo Roma nos chame, que queira voltar a nos ver, a retomar o diálogo, neste momento seria eu quem iria impor condições. Não aceitarei mais estar na situação em que nos encontramos durante as conversações. Isso acabou.

Eu apresentaria a questão em plano doutrinário: ‘Estais de acordo com as grandes encíclicas de todos os papas que vos precederam? Estais de acordo com a Quanta Cura[19] de Pio IX, com a Inmmortale Dei[20] e Libertas[21] de Leão XIII, com a Pascendi[22] de Pio X, com a Quas Primas[23] de Pio XI, com a Humani Generis[24] de Pio XII? Estais em plena comunhão com esses Papas e suas afirmações? Aceitais o Juramento Anti-Modernista[25]? Sois a favor do Reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo?

Se não aceitais a doutrina de seus antecessores, é inútil falarmos. Enquanto não aceitais reformar o Concílio considerando a doutrina desses Papas que vos precederam, não há diálogo possível. É inútil. As posições restariam, deste modo, mais claras”. (Monsenhor Lefebvre, Fideliter n. 66, Novembro-Dezembro de 1988[26]).

O nosso amado Fundador viu claramente “três rendições” ao fazer um mero acordo prático com a Roma modernista, independentemente do número de condições. As rendições são: 1ª. Rendição ao poder de Roma, que pode vetar as decisões mais importantes da Fraternidade; 2ª. Rendição ao poder de veto para qualquer futura eleição do Superior Geral; 3ª. Rendição ao poder de veto sobre os nomes dos candidatos propostos para futuros Bispos. Com esses poderes nas mãos dos inimigos de Jesus Cristo, eles “vão nos enlaçar longamente, pouco a pouco; eles vão tentar nos pegar em suas armadilhas, enquanto não tiverem abandonado suas falsas ideias”. (Monsenhor Lefebvre, 13 de dezembro de 1984[27], dirigindo-se aos Bispos do distrito da França). E mais: “É por isso que o que pode parecer uma concessão é, na verdade, uma mera manobra”. E ainda: “nós devemos absolutamente convencer os fiéis de que não é mais do que uma manobra, que é muito perigoso nos colocarmos nas mãos dos bispos conciliares e da Roma modernista. É o maior perigo que ameaça aos nossos fieis! Se nós temos lutado por 20 anos para evitar os erros Conciliares, não é agora que nos colocaremos nas mãos daqueles que os professam”. (Monsenhor Lefebvre, Fideliter, Julho-Agosto de 1989[28]). “Eu lhe disse (ao Cardeal Ratzinger), mesmo se nos concedêsseis um bispo, mesmo se nos concedêsseis certa autonomia em relação aos bispos, mesmo se nos concedêsseis toda a liturgia vigente até 1962 e nos permitísseis continuar com os seminários e a Fraternidade tal como o fazemos atualmente, nós não poderíamos colaborar, é impossível, porque trabalhamos em direções diametralmente opostas: vocês trabalham pela descristianização da sociedade, da pessoa humana e da Igreja, enquanto nós trabalhamos pela cristianização. Não podemos, portanto, nos entender! Roma perdeu a fé, queridos amigos. Roma está na apostasia. Eu não estou falando palavras vazias! Essa é a verdade! Roma está na apostasia! Não podemos mais ter confiança nessas pessoas. Eles abandonaram a Igreja! Eles abandonaram a Igreja! É certo, certo” (Monsenhor Lefebvre, Biografia de Monsenhor Tissier de Mallerais, p. 548[29]. Esta é uma tradução do vídeo do Youtube, pela própria voz do Arcebispo).

Podemos ouvir as objeções: “Isso é um exagero, padre, não há qualquer acordo e não haverá nenhum neste Pontificado, tudo voltou à normalidade”. Estas são as palavras. Mas por que tantas ações em sentido contrário? Por que, então, a Declaração do Capítulo Geral de 2012[30] não foi corrigida com as mencionadas Declarações anteriores da FSSPX? Porque se deixaram as seis condições sem correção? (Em outras palavras, porque tem uma placa de “vende-se” no jardim da frente?). Porque as expulsões, as ordens de silêncio, as negativas de receber a Santa Comunhão, as ameaças e as punições para aqueles que se opõem abertamente ao falso acordo?

Porque a expulsão[31] de Monsenhor Williamson, que abertamente aderiu à linha de não-acordo de Monsenhor Lefebvre? Porque o suspiro de alívio expressado por um porta-voz da FSSPX em relação à expulsão de Monsenhor Williamson: “A decisão certamente facilitará as conversações [com a Roma]?” (Padre Andreas Steiner à agência alemã de notícias DPA[32]).

Porque, no 50º aniversário do “maior desastre na história da Igreja” (Monsenhor Lefebvre): o Vaticano II, há um silêncio ensurdecedor nos sites oficiais (SSPX.org e DICI) acerca da condenação dos erros do Concílio feita por nosso Fundador, a menos que queiram evitar os ‘obstáculos polêmicos’ para um acordo? Porque o recente comunicado de “Ecclesia Dei”[33] dizendo que as negociações continuam? Porque houve uma reação tão mínima comparada com a de Monsenhor Lefebvre em relação à violação do Primeiro Mandamento em Assis III? Porque as entrevistas ambíguas a CNS[34] e DICI[35] (claro, o senhor diz que foi editado!), que não foram corrigidas e nem ao menos esclarecidas? Por exemplo: “... vemos que muitas das coisas que temos condenados como derivadas do Concílio, na realidade não vêm dele, mas de uma compreensão comum do Concílio (...). Muita gente não compreende o Concílio (...). O Concílio apresenta uma liberdade religiosa muito, muito limitada” (Monsenhor Fellay, entrevista a CNS de 11 de maio de 2012). O que aconteceu com o “Eu acuso o Concílio”[16] de Monsenhor Lefebvre?

Excelência, por favor, volte a sua antiga pregação da “Verdade na Caridade”, quando abertamente advertiu[36] aos padres de Campos, Brasil, para não fazerem um acordo prático com a Roma modernista. O senhor previu, uma vez, a caída de Campos, sob o Bispo Rifan, e agora um padrão semelhante está engolindo a nossa amada Fraternidade! O senhor disse uma vez: “No momento, contudo, as coisas ainda não estão nesse ponto (ou seja, a conversão de Roma à Tradição), e fomentar ilusões seria mortal para a Fraternidade São Pio X, como se pode ver, quando se segue o curso dos acontecimentos em Campos”. (Monsenhor Fellay, Carta aos Amigos e Benfeitores n. 63[37], 06 de janeiro de 2003).

O senhor nos disse uma vez: “Creio que a amabilidade de Roma em relação a nós se deve à sua mentalidade ecumênica. Certamente não é porque Roma está nos dizendo: ‘Claro, vocês têm razão’. Não, isso não é o que Roma pensa de nós. A ideia que tem é outra. A ideia é ecumênica. É a ideia do pluralismo, de pluriformidade”. (Carta aos Amigos e Benfeitores n. 65[38], de 08 de dezembro de 2003). Esta mentalidade ecumênica só tem aumentado com Bento XVI (os escândalos de Assis II, as visitas à mesquita ou às sinagogas, admissão dos anglicanos sem renunciar a seus erros etc.).

Quanto à conversa de que Roma está “mudando para a Tradição”, podemos lembrar que condições semelhantes foram prometidas a Le Barroux[39]: pregar livremente contra o Modernismo, ter a verdadeira Missa etc. Mas, após o acordo, o compromisso ruiu, e acabaram aceitando a Missa Nova cinco anos mais tarde. Em Março passado, o Instituto Bom Pastor[40] foi pressionado seriamente por Roma para ensinar o Vaticano II em seus seminários e adotar o novo catecismo. Os Redentoristas escoceses[41] foram colocados sob o bispo diocesano, em 15 de agosto de 2012. Nosso amado Fundador explicou a razão pela qual mais de nove comunidades tradicionais cederam em seu compromisso com a Fé: por que “NÃO SÃO OS SÚDITOS QUE FORMAM OS SUPERIORES, MAS OS SUPERIORES QUE FORMAM OS SÚDITOS”. (Monsenhor Lefebvre, Entrevista de 1989: “Um Ano após as Sagrações”[42]). (Quem julga estar de pé...[43]).

Observando a dolorosa direção que está tomando a nossa amada FSSPX, só confirma, cada vez mais, que realmente está determinada a entrar em acordo com a Igreja conciliar sem uma resolução doutrinaria, e, como o provam as seis condições, de bom grado chegarão a um acordo que, de fato, vai sujeitar a FSSPX à Roma modernista. “Determinamos e aprovamos as condições necessárias para uma eventual normalização canônica” (Declaração do Capítulo Geral[30], de 14 de julho de 2012). Não são rumores, está lá, “gravado em pedra”.

Como é possível para um Sacerdote da FSSPX ser sincero em seu juramento anti-modernista, que o obriga a pregar contra o Modernismo, contra a Roma infectada de modernismo, e, ao mesmo tempo, aceitar a loucura de fazer um impossível acordo prático com a Roma modernista e, por conseguinte, ser continuamente silenciado?

Eventos recentes mostram como os sacerdotes são objeto de punições, seja pela imposição de silêncio, por transferências punitivas ou expulsões. Como é possível para um sacerdote pregar a Verdade “oportuna e importunamente”[44] em tal atmosfera?

Assim sendo, eu desejo, com todo meu coração, manter meu juramento anti-modernista que fiz diante do Santíssimo Sacramento e tentar mantê-lo ao manter o mesmo sentido e significado da doutrina da Igreja de sempre. Ademais, não posso falar por outros Sacerdotes, mas não posso abandonar a claríssima posição do nosso Fundador, Monsenhor Lefebvre (que, sem lugar a dúvidas, teria se oposto ferozmente a esta nova direção que a Fraternidade está seguindo desde julho de 2012) e prefiro parecer “desobediente”, enquanto, na verdade, estou obedecendo verdadeiramente às diretrizes do nosso Fundador.

Para os nossos jovens: “sejam fortes, deixem que a Palavra de Deus permaneça em vós, e vencerão o maligno” (I João 2,14). O Arcebispo disse uma vez: “Algumas pessoas me chamam de ‘dissidente’ e ‘rebelde’, e se isso significa que é contra o Vaticano II e as reformas liberais, então sim, sou um dissidente e um rebelde[45]. E, humildemente, acrescento que se, por me opor a esta orientação pela qual se quer sujeitar a Tradição Católica aos modernistas que não professam a Fé Católica integral (e que, assim, põem em risco a salvação eterna das inúmeras almas), eu seria um dissidente, então sim, seguindo Monsenhor Lefebvre, eu também sou um dissidente e um rebelde.

Mas ao contrário, a verdade parece ser que a “rebelião” foi cometida pelos membros da FSSPX que favorecem um acordo e, portanto, se rebelam contra os princípios e a tradição da Fraternidade. Em sã consciência, não posso seguir tal orientação.

Além disso, após vários meses de muita oração e reflexão, me parece claro que a vontade de Deus é que eu ajude a Resistência contra o desmantelamento da obra de Monsenhor Lefebvre, dando assistência aos sacerdotes que querem manter seus princípios. Meu endereço atual é: Our Lady of Mount Carmel, 1730 N. Stillwell Rd., Boston, Kentucky 40107, USA. (Aviso: Não creiam muito facilmente nos cyber-rumores do tipo que “isto é uma repetição dos ‘9’ de 1983”. Fiquem com os documentos reais, cartas e feitos. Assistam, especialmente, ao trabalho tão bem documentado de Stephen Fox: “Is This Operation Suicide?[46]).

Pareço certamente atrevido ao me expressar desta maneira! Mas eu redijo estas linhas com amor ardente, amor à glória de Deus, amor a Jesus Cristo Rei, amor a Maria, às almas, à FSSPX, à Igreja, ao Papa! Da mesma forma que a FSSPX sempre continuou a obra do Arcebispo, até que Roma regressasse à Tradição, assim também os Sacerdotes da Resistência continuarão seu trabalho, com a graça de Deus “sem amargura ou ressentimento”, até que os líderes da FSSPX retornem aos princípios de seu Fundador.

Excelência, eu gostaria de vê-lo quando vier por aqui.

Queira dignar-se Sua Excelência de aceitar a minha gratidão e a certeza de minha mais respeitosa devoção a Nosso Senhor.

Padre David Hewko



O maior serviço que podemos prestar à Igreja Católica, ao sucessor de Pedro, à salvação das almas e à nossa própria é dizer NÃO à Igreja Liberal reformada, porque nós acreditamos em Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus feito Homem, Que não é nem liberal nem reformável”. Arcebispo Marcel Lefebvre (Carta aos Amigos e Benfeitores n. 9, 3 de Setembro de 1975[47].)

Ademais, os sacerdotes que querem permanecer Católicos, têm o estrito dever de separar-se dessa Igreja Conciliar, até que ela recupere a tradição do Magistério da Igreja e da Fé Católica”. (Monsenhor Lefebvre, Itinerário Espiritual[48]).


DO TEXTO EM INGLÊS:
 
LEITURAS ADICIONAIS OBRIGATÓRIAS (dentro do possível oportunizamos os textos em Português ou, pelo menos, Espanhol):

Letter in Response to Fr. Bouchacourt
http://www.cathinfo.com/catholic.php?a=printer&t=20407
Arsenius (published by the Dominicans of Avrille)
http://www.cathinfo.com/catholic.php/Statement-by-the-Dominicans-of-Avrille
Two Imaginary Conversations
http://z10.invisionfree.com/Ignis_Ardens/index.php?showtopic=11027&st=0&#last
*Bishop Williamson’s Open Letter and Eleison Comments #276
http://z10.invisionfree.com/Ignis_Ardens/index.php?showtopic=11210&st=0
http://www.cathinfo.com/catholic.php/Eleison-Comments-1027
*Is This Operation Suicide? by Stephen Fox
http://isthisoperationsuicide.files.wordpress.com/2012/10/operation-suicide-published-20121029.pdf
*Conference of Archbishop Lefebvre: “The Episcopal Consecrations,” 1988
http://www.sspxasia.com/Documents/Archbishop-Lefebvre/Episcopal-Consecration.htm
* An Interview with Archbishop Lefebvre: “One Year After the Consecrations,” 1989
http://www.sspx.org/archbishop_lefebvre/one_year_after_the_consecrations.htm
*Archbishop Lefebvre’s Address to His Priests, Econe, Switzerland: “Two Years after the Consecrations: We Must Not Waver, We May Not Compromise,” September 6, 1990
http://www.sspx.org/archbishop_lefebvre/two_years_after_the_consecrations.htm
*Letter of 3 Bishops to Bishop Fellay
http://www.cathinfo.com/catholic.php/Letter-of-Three-SSPX-Bishops-to-Bishop-Fellay
 
*Livros
By Archbishop Lefebvre
  • I Accuse the Council! (oddly out of print at Angelus Press)
  • A Bishop Speaks
  • Against the Heresies
  • The Mass of All Time
  • They Have Uncrowned Him
*Marcel Lefebvre, by Bishop Tissier de Mallerais
*The Works of Fr. Denis Fahey
*The Apparition of Our Lady of Good Fortune, Quito, Ecuador (1634), Archbishop Lefebvre and The Vatican, p. 230

Fonte: Non Possumus (Espanhol). Em Inglês.
Tradução e notas: Giulia d’Amore di Ugento.



[1] O primeiro Ato de Supremacia (Act of Supremacy) foi criado pelo rei Henrique VIII da Inglaterra. Concede Real Supremacia à autoridade legal do Monarca do Reino Unido, a qual é especificamente utilizada para descrever a soberania jurídica das leis civis sobre as leis da Igreja na Inglaterra. A consolidação da Igreja e do Estado ao abrigo da R.S., tal como estabelecido pelos Tudors, instigou lutas políticas e religiosas nos séculos seguintes. Esta contenda, juntamente com outras lutas na Europa, é uma razão, para a separação constitucional da Igreja e do Estado em muitos países neste momento.
[2] O Concílio de Trento (1545-1563) foi o 19º concílio ecumênico da Igreja Católica e é considerado um dos três concílios fundamentais na Igreja. Foi convocado pelo Papa Paulo III para assegurar a unidade da Fé e a disciplina eclesiástica, no contexto da Reforma da Igreja Católica, e a reação à divisão então vivida na Europa devido à Reforma Protestante, razão pela qual é denominado também de Concílio da Contrarreforma. Foi o concílio mais longo da História da Igreja e aquele que emitiu o maior número de decretos dogmáticos e reformas e que produziu os resultados mais benéficos, duradouros e profundos sobre a Fé e a disciplina da Igreja. Para opor-se ao protestantismo, o Concílio emitiu numerosos decretos disciplinares e especificou claramente as doutrinas Católicas quanto à salvação, aos sete Sacramentos (como por exemplo, confirmou a presença de Cristo na Eucaristia), ao cânone bíblico (reafirmou como autêntica a Vulgata) e à Tradição, à doutrina da graça e do pecado original, à justificação, à liturgia e ao valor e importância da Missa (unificou o ritual da missa de rito romano, abolindo as variações locais, instituindo a chamada ‘Missa Tridentina’), ao celibato clerical, à hierarquia Católica, ao culto dos santos, das relíquias e das imagens, às indulgências e à natureza da Igreja. Foram criados seminários nas dioceses como centros de formação sacerdotal, e confirmou-se a superioridade do Papa sobre qualquer concílio ecumênico. Foi instituído o ‘Index Librorum Prohibitorum’, um novo Breviário (o Breviário Romano) e um novo Catecismo (o Catecismo Romano). Foi reorganizada também a Inquisição. Celebrou-se em três períodos: 1º Período (1545-48; 10 sessões, promulgando-se os decretos sobre a Sagrada Escritura e Tradição, o pecado original, a justificação e os sete sacramentos em geral e vários decretos de reforma disciplinar); 2º Período (1551-52; 6 sessões, continuando a promulgar-se, simultaneamente, decretos de reforma e doutrinais ainda sobre sacramentos, particularmente sobre a eucaristia – nomeadamente sobre a questão da transubstanciação –, a penitência, e a extrema-unção); 3º Período (1562-63; 9 sessões, em que se promulgaram importantes decretos doutrinais, principalmente decretos eficazes para a reforma da Igreja). Assinaram as suas atas 217 padres oriundos de 15 nações. Os decretos tridentinos e os diplomas emanados do Concílio, foram as principais fontes do direito eclesiástico durante os 4 séculos seguintes até à promulgação do Código de Direito Canónico em 1917.
[3] Louis-Edouard-François-Desiré Pie (1815-1880) foi um Cardeal e Bispo francês. Foi ordenado padre em 1939 e em 1849 foi consagrado Bispo por Mons. Claude-Hippolyte Clausel de Montals. O Papa Leão XIII o elevou ao Cardinalato em 15/05/1879. Morreu aos 18/05/1880 com 64 anos de idade. Foi um dos principais lideres do Ultramontanismo (a doutrina política católica que busca em Roma a sua principal referência), tendo contribuído para o Concílio Vaticano I, em particular com a infalibilidade papal. Giuseppe Sarto se inspirará em sua obra (sermões, cartas pastorais, homilias, alocuções etc.), que encheu oito volumes. Proferiu uma sentença que se tornou famosa, apesar de às vezes ser atribuída questionavelmente a André Malraux: “La France sera chrétienne ou elle ne sera pas” (A França será cristã ou não existirá). Fontes: Catholic Hierarchy e Wikipédia francesa.
[4] A Era Napoleônica surgiu com o “Golpe 18 Brumário” (no calendário da Revolução Francesa equivale a 9 de novembro do Calendário Gregoriano) em 1799: o governo do Diretório revolucionário foi derrubado sob o comando de Napoleão Bonaparte que, junto com os Girondinos (alta burguesia), instituiu o Consulado. A Era Napoleônica é dividida em três partes: Consulado (1799-1804), Império (1804-1815) e Governo dos Cem Dias (1815).  
[5] O Syllabus errorum, que acompanhava a Encíclica Quanta Cura, de 8 de dezembro de 1864, condenava os erros do Modernismo, que encerra as ideologias do panteísmo, naturalismo, racionalismo, indiferentismo, socialismo, comunismo, franco-maçonaria, judaísmo; condenava também as Igrejas dadas como Cristãs a tentar explicar a Bíblia e várias outras formas de liberalismo religioso tidos por incompatíveis com a religião Católica. Texto (Inglês) e PDF (Espanhol).
[6] Vermelho, aqui, refere-se ao Comunismo. Em vários idiomas, os comunistas são chamados de “vermelhos”.
[7] Este sistema é o Comunismo.
[8] Movimento dos Sacerdotes pela Paz. Em 1950, “não faltaram tentativas de criar, se não Igrejas separadas de Roma, movimentos mais ou menos dissidentes e simpatizantes dos governos locais, inclusive entre os próprios sacerdotes. Na ex-Tchecoslováquia, a ‘Ação Católica progressista’ (1949); na Hungria, o ‘Movimento dos sacerdotes pela paz’ (1950); na Polônia, a associação dos padres patriotas e a organização da ‘Pax’, rigidamente controlada pelo governo. A Santa Sé interveio nos casos mais graves e perigosos: na ex-Tchecoslováquia, em junho de 1949, os sacerdotes ‘progressistas’ foram excomungados; na Hungria, em janeiro de 1957, os sacerdotes que haviam aceitado diretamente do governo cargos nas dioceses foram depostos, e em janeiro de 1958, três sacerdotes eleitos deputados foram também excomungados. Em todos os países, além disso, a excomunhão reservada ao Sumo Pontífice foi cominada a quem tivesse aceitado a ordenação episcopal sem a aprovação de Roma” (Giacomo Martina. História da Igreja IV - de Lutero a nossos dias. São Paulo. Loyola, 1997, p. 247).
[9] József Mindszenty (1892-1975) foi um cardeal húngaro, que se opôs tenazmente ao regime comunista, em particular na Hungria. Foi preso durante a revolução comunista de Bela Kun em 1919; eleito Bispo de Veszprém (03/03/1944) e ordenado (25/03/1944), caiu prisioneiro do regime nazista em 1944-1945, de quem se mostrou adversário e depois de ter ajudado inúmeros judeus a fugir. Foi nomeado Arcebispo metropolitano de Esztergom (2/10/1945, até 18/12/1973) e criado Cardeal (18/02/1946) pelo Papa Pio XII. Preso pelo regime comunista em 1949 e libertado por ocasião da Revolução Húngara de 1956, obteve asilo na Embaixada dos Estados Unidos até 1971. Por ocasião da sua prisão por parte das autoridades húngaras (2/01/1949), Papa Pio XII escreveu a Carta “Acerrimo Moerore” (em italiano), de protesto, dirigida aos Arcebispos e Bispos da Hungria. Foi impedido pelo regime de participar dos Conclaves de 1958 e 1963, que elegeriam os Papas João XXIII e Paulo VI, respectivamente. Faleceu no exílio, em Viena (06/05/1975). Antes de deixar a Embaixada dos Estados Unidos e o seu País (28/09/1971), por insistência do Papa Paulo VI, disse aos que foram despedir-se: “Logo virá o dia em que o tempo presente será cancelado, por ter sido arrasado pela sua própria insipiência. A pretensão de construir um mundo sem Deus será sempre ilusória; e isso levará somente ao reforço a união da Igreja com o povo e com todos os que sofrem. Só os que tem medo da verdade temem a Cristo”. Por ocasião de sua saída da Hungria em obediência ao Papa escreveu a Paulo VI: “Após ter examinado em consciência os deveres inerentes à minha dignidade de bispo e de cardeal, decidi, como prova do meu amor ilimitado à Igreja, deixar a sede da Representação diplomática dos Estados Unidos. Desejo terminar a minha vida na Hungria, entre o povo que tanto amo, sem que me preocupem as circunstâncias externas que me esperam. Mas se isto se deve revelar impossível devido às paixões que suscitam a minha pessoa ou devido a considerações superiores por parte da Igreja, aceitaria o que constituiria talvez a cruz mais pesada de toda a minha vida. Estou pronto para dizer adeus à minha cara pátria, para prosseguir no exílio uma vida de oração e de penitência. Deposito humildemente o meu sacrifício aos pés de Vossa Santidade, persuadido de que o sacrifício mais grave pedido a uma pessoa torna-se pequeno quando se trata do serviço de Deus e do bem da Igreja” (Cf. Homilia do Cardeal Ângelo Sodano pelo 10° aniversário da trasladação dos restos mortais do Cardeal József Mindszenty de Mariazell em Esztergom, em 19/05/2001). Em 1991, seu corpo é exumado e encontrado incorrupto, 16 anos após sua morte. Em 1996, a documentação para o processo de sua beatificação foi apresentado à Congregação para a Causa dos Santos pelo postulador da causa Fr. Janos Szoke.
[10] Plutarco Elías Calles (1877-1945) foi presidente do México entre 1924 e 1928 e fundador do Partido Nacional Revolucionário (PNR) antecessor do Partido Revolucionário Institucional (PRI). É dele a lei de aprovação da validez do divórcio no México, mas a mais famosa de todas é a Lei Calles (Lei de Reforma do Código Penal, 1926), que fazia aplicar rigorosamente as disposições anticlericais constantes da Constituição de 1917. Entre outras coisas, previa multas de 500 pesos para sacerdotes que se apresentassem em público com as suas vestes religiosas, e pena de prisão de 5 anos para os padres que criticassem o governo. Esta medidas dirigidas diretamente à Igreja, acabariam por levar, em 1926, à Guerra Cristera (“Guerra dos Cristeros” ou “Cristiada”) que duraria até 1929. Em 1936, Cárdenas expulsa Calles do País e exige a demissão de todos os callistas do seu governo. Calles exila-se em San Diego, nos Estados Unidos até o presidente Manuel Ávila Camacho permitir o seu regresso ao México.
[11] A Resistência Cristera surgiu pacificamente ainda em 1917, mas, com o aumento da repressão e da violência do governo maçônico, começou a ser armar. Cinco dos artigos da Constituição Mexicana de 1917 visavam especialmente atacar a Igreja Católica: O art. 3º exigia uma educação laica nas escolas. O art. 5º tornava ilegais as ordens monásticas. O art. 24º proibia o culto em público fora das igrejas, enquanto que o art. 27º restringia os direitos de propriedade das organizações religiosas. Finalmente, o art. 130º retirava aos membros do clero direitos cívicos básicos: padres e líderes religiosos estavam proibidos de usar os seus hábitos, não tinham direito de voto e estavam proibidos de comentar assuntos da vida pública na imprensa. Quando as medidas anticatólicas foram postas em prática em 1917, o presidente do México era Venustiano Carranza, o qual foi deposto devido às maquinações do seu antigo aliado Álvaro Obregón, em 1919. Obregón, apesar de partilhar o sentimento anticlerical de Carranza, aplicou as medidas anticatólicas de forma seletiva e apenas em áreas em que o sentimento Católico era mais fraco. Esta trégua precária entre o governo e a Igreja terminou com a eleição de Plutarco Elías Calles em 1924 [vide nota anterior], que aplicou as leis anticatólicas com todo o rigor e por todo o País, acrescentando a sua própria legislação anticatólica. Em Junho de 1926, promulgou a Lei Calles. Em resposta a estas medidas, a Resistência das organizações católicas começou a intensificar-se. A mais importante destas organizações era a “Liga Nacional de Defesa da Liberdade Religiosa” (LNDLR), fundada em 1924. A ela juntaram-se a “Associação Mexicana da Juventude Católica” (fundada em 1913) e a “União Popular”, um partido político católico fundado em 1925. Ver mais aqui.
[12] Declaração de Mons. Lefebvre, de 21/11/1974. Aqui.
[13] Carta de Mons. Lefebvre ao Papa – Maio de 1983. Aqui.
[14] Comunicado do 3º Capítulo Geral da FSSPX, de 16/07/2006. Aqui.
[15] O Coetus Internationalis Patrum (Grupo Internacional de Padres do Concílio) foi um grupo de estudo/trabalho, instituído ex officio em Outubro de 1964, que reunia alguns dos participantes do Concílio Vaticano II. Como membro das Comissões preparatórias do Concílio Vaticano II, Mons. Lefebvre, então Superior-Geral dos Espiritanos, colaborou na elaboração de assuntos sujeitos à discussão dos padres conciliares. Depois da 1ª Sessão do Concílio (Outubro a Dezembro de 1962), alguns prelados ficaram inquietados diante da orientação progressista que tomavam as discussões dos assuntos apresentados. Esses prelados reuniram-se e criaram um grupo de estudo, para estudarem as propostas conciliares, sendo auxiliados por alguns teólogos de renome, entre os quais: António de Castro Mayer, Bispo de Campos (Brasil); José Maurício da Rocha, Bispo de Diocese de Bragança Paulista (Brasil); Geraldo de Proença Sigaud, arcebispo de Diamantina (Brasil); Giuseppe Siri, Cardeal de Genova; Alfredo Ottaviani, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé; o Cardeal Arcadio Maria Larraona; Ernesto Ruffini, Cardeal de Palermo; o Cardeal Michael Browne e o Cardeal Antonio Bacci, assim como 250 outros prelados participantes do Concílio. O C.I.P. analisou numerosos textos propostos para discussão aos padres conciliares. Um dos mais importantes foi sobre a Colegialidade Episcopal, que poderia por em causa o Primado Pontifício. O grupo opôs-se à inversão dos fins do matrimônio; trabalhou para modificar o projeto da Declaração sobre a Liberdade Religiosa, dando-lhe um sentido mais tradicional; desejava o estabelecimento de um documento específico sobre a Virgem Maria e o seu lugar na Igreja, e não apenas o cap. 8 da Constituição Dogmática Lumen Gentium; era favorável à proclamação do Dogma de Maria como Medianeira de qualquer graça e Corredentora. No Brasil, há um livro publicado sobre a participação de bispos brasileiros no Coetus: CALDEIRA, Rodrigo Coppe. Os baluartes da tradição: o conservadorismo Católico brasileiro no Concílio Vaticano II. Curitiba: CRV, 2011.
[16] Eu acuso o Concílio. Éditions Saint-Gabriel, Première édition, Outubro de 1976. PDF.
[17] Na verdade, são 402 anos. Da profecia de Nossa Senhora do Bom Sucesso à Madre Mariana de Jesus Torres, espanhola da alta nobreza, uma das oito fundadoras do mosteiro das Concepcionistas de Quito, em uma série de aparições que começaram em 02/02/1610: “E, alegre e triunfante, qual terna menina, ressurgirá a Igreja e adormecerá brandamente, embalada em mãos do hábil coração maternal de meu filho eleito e muito querido daqueles tempos, ao qual, se dócil prestar ouvido às inspirações da graça — sendo uma delas a leitura das grandes misericórdias que meu Filho Santíssimo e Eu temos usado contigo —, enchê-lo-emos de graças e dons muito particulares, fá-lo-emos grande na Terra e muito maior no Céu, onde lhe temos reservado um assento muito precioso, porque, sem temor dos homens, combateu pela verdade e defendeu, impertérrito, os direitos de sua Igreja, pelo que bem o poderão chamar mártir”. (Carlos Antônio E. Hofmeister Poli, Revista “Catolicismo” de fevereiro de 2010).
[18] Padre Ludovico-Marie Barrielle, FSSPX, 1897-1983. É considerado em odor de santidade. Era o diretor espiritual e pregador de Exercícios Inacianos em Ecône, escreveu, entre outros, o livro “Regras Espirituais para o Discernimento dos Espíritos”, tomado das Regras Espirituais de Santo Inácio de Loyola. Aqui o E-Book, ou o artigo. Fora capelão militar nas duas Grandes Guerras e, por longos anos, pároco de um bairro popular de Marselha. Mons. Lefebvre já havia fundado o Seminário de Ecône e procurava um diretor espiritual; requisitou um a todas as Ordens Religiosas, e a Neo-Jesuíta Congregação dos Cooperadores Paroquiais de Cristo Rei (Congregatio Cooperatorum Paroecialium Christi Regis), fundada pelo sacerdote catalão Francisco de Paula Vallet Arnau, lhe enviou este padre idoso: Pe. Ludovico-Marie. Conta-se que certa vez o procurou para confissão um pobre padeiro pai de cinco filhos que não queria mais ser pai por causa das dificuldades econômicas em que viviam. O Padre Ludovico lhe proibiu terminantemente recorrer a qualquer meio contraceptivo, até mesmo à abstinência; com cinco filhos, o padeiro não sabia como alimentá-los, com dezoito era o homem mais rico do bairro! Esta história é contada em um dos muitos opúsculos que o padre escreveu. Fonte.
[19] Quanta Cura, vide aqui.
[20] Inmmortale Dei, vide aqui.
[21] Libertas Praestantissimum, vide aqui.
[22] Pascendi Dominici Gregis, vide aqui.
[23] Quas Primas, vide aqui.
[24] Humani Generis, vide aqui.
[25] Juramento Anti-Modernista, vide aqui.
[26] Fideliter n. 66, Novembro-Dezembro de 1988. Ler trecho aqui.
[27]In Conformity do God’s Will”. Vide aqui.
[28] Fideliter n. 70, Julho-Agosto de 1989. Vide aqui.
[29] Este trecho foi citado também foi no retiro sacerdotal dado em Ecône em 01/09/1987. Fideliter 66, 1988. Vide trecho aqui.
[30] Declaração do Capítulo Geral de 2012, vide aqui.
[31] Comunicado da expulsão de Monsenhor Williamson, de 24/10/2012. Vide aqui.
[32] Vide a notícia aqui.
[33] Dichiarazione della Pontificia Commissione “Ecclesia Dei”, de 27/10/2012. Vide aqui.
[34] Catholic News Service. Entrevista a Francis X. Rocca. Em 15/05/2012. Vide aqui (em Inglês). No dia seguinte, através de um artigo de Cindy Wooden, a CNS publica o artigo “Vaticano diz que conversas sobre a reconciliação com a FSSPX ainda estão em curso” (em Inglês).
[35] DICI: Entrevista de 06/09/2012. Vide aqui, em Português.
[36] Declaration of Bishop Fellay concerning the priests of Campos. 16/01/2002. Vide aqui (em Inglês).
[37] Carta aos amigos e benfeitores n. 63. Vide aqui.
[38] Carta aos amigos e benfeitores n. 65. Vide aqui (em Espanhol).
[39] Dom Gerard Calvet OSB foi o prior do Mosteiro de Sainte-Marie Madeleine du Barroux e que escolheu fazer acordo com Roma em 1988. Dom Gérard afirmava que, para legalizar a situação de seu mosteiro beneditino, Roma “dava tudo e não pedia nada” e, apesar disso, Dom Lefebvre manifestou claramente que desaprovava a procura dessa legalização. Dom Lefebvre dizia: “Não é isso que nos interessa. É o problema de fundo que está sempre por detrás de nós e que nos faz medo.” (Fideliter n°66, novembro-dezembro 1988, p. 19).
[40] “Rome demande à l’institut du Bon-Pasteur de mieux intégrer Vatican II”. Vide aqui (em Francês).
[41] “I lefebvriani scozzesi abbandonano monsignor Fellay e si riconciliano con il Papa. E la società Leone XIII tratta con l’ex Sant’Uffizio”. Vide aqui (em Italiano).
[42] “One year after the Consecrations - An Interview with Archbishop Lefebvre”: “It is not the subjects that make the superiors, but the superiors who make the subjects”. Fideliter N. 70, julho-agosto 1989. Vide aqui (em Inglês).
[43] I Cor. 10,12: “Portanto, quem julga estar de pé tome cuidado para não cair”.
[44] 2Timoteo 4,2: “...prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir”.
[45] “A Infiltração do Modernismo na Igreja. Infiltrados na Igreja para destruí-la”. Vide aqui.
[46]Is This Operation Suicide?”. Vídeo e PDF, ambos em Inglês.
[47] Letter to Friends and Benefactors n. 9. Vide aqui (em Inglês).
[48] Itinerário Espiritual, p. 11. PDF (em Espanhol).

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