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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Quando montar e desmontar a Árvore de Natal e o Presépio?

Sobre a origem destas simpáticas e piedosas tradições natalinas, releiam o artigo Curiosidades Natalinas.  Sobre a polêmica - mais uma - levantada por BXVI acerca da presença de animais no presépio, leiam o artigo "Deixe o boi e o burro em paz, Sua Santidade!". 




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Quando montar a Árvore de Natal e o Presépio?







Não há uma norma a respeito de quando e como fazer a decoração dos lares para as festas natalinas, isto depende dos costumes de cada país e de cada família. Se os seus se perderam pelo desuso que os tempos modernos incentivam, pode criar sua própria tradição e, com base na liturgia católica de sempre, começar a montagem da árvore e do Presépio, bem como toda a decoração, no Primeiro Domingo do Advento.  

A árvore e o Presépio podem ser montados completamente no primeiro dia do Advento ou, principalmente se tiver crianças em casa, podem ser completados aos poucos, durante as quatro semanas, que são, para nós Católicos, um tempo de preparação para o Natal. Será uma forma de catequese bem agradável e útil. 

Sobre a origem da árvore de Natal e do Presépio podem ler aqui. Vale a pena lembrar que nenhum dos dois é de origem protestante ou pagã, como os modernos gostam de espalhar na internet. São tradições absolutamente católicas, e podem e devem ser incentivadas e enriquecidas ano a ano. 

A árvore pode ser montada acompanhando a liturgia, a cada domingo mais enfeites e orações. Contar uma história de natal ou, melhor, ler uma passagem das Escrituras referente a este grande evento pode coroar esta preciosa e piedosa atividade dominical familiar. 

A montagem do Presépio pode seguir a mesma linha da preparação da árvore de Natal. Monta-se a gruta, coloca-se os animais e os pastores; desejando, se pode colocar um pouco de neve feita de algodão. Mas próximo à noite de Natal, coloca-se A Virgem Maria e São José, deixando para a noite do Natal, após a Missa do Galo, a colocação do Menino Jesus na manjedoura.  






 
Como vimos, aqui, o Presépio foi uma invenção de São Francisco de Assis, como uma catequese para lembrar a simplicidade e as dificuldades enfrentadas pela Virgem Maria e São José no Nascimento de Jesus. Isto não impede que se enriqueça a cena com enfeites, brilhos e luzes. Afinal, "um Menino nos foi dado"!!! 

A participação das crianças é muito importante, para que compreendam o real significado da data, em oposição ao mundo e ao consumismo. A catequese prática é o que estava por trás da ideia de São Francisco, ao criar o primeiro Presépio, e fazer com que as crianças participem da elaboração e execução do Presépio repete essa ideia altamente pedagógica. 


Hora de desmontar 


Também não há uma regra acerca da desmontagem da decoração natalina, mas a tradição mais comum parece ser a desmontar no dia 6 de janeiro, o Dia de Reis, ou Epifania
(*) Aqui em casa, seguimos uma tradição italiana pela qual, tanto o presépio quanto a árvore, são montados no dia 13 de dezembro, dia de Santa Luzia, mas nunca soube o por que. Pesquisando, li que em alguns lugares da Itália, em particular ao Sul, nas ilhas, quem traz presentes não é Papai Noel (e como poderia?), mas Santa Luzia de Siracusa, cuja festa cai justamente no dia 13 de dezembro. Como não somos das ilhas, embora sejamos do Sul (Puglia), não sei como isso tenha alguma ligação. Fato é que montamos tudo no dia 13 de dezembro e desmontamos no dia 6 de janeiro. E aqui tem outra estranha ligação com presentes porque, em algumas outras regiões italianas, quem traz presentes é a Befana, uma velhinha que voa sobre uma vassoura (mas não é uma bruxa!) e, na noite do dia 5 para o dia 6 de janeiro, distribui presentes em meias postas na janela (as nossas ficavam debaixo da árvore por uma questão de segurança). Bom, nós participávamos também dessa tradição e, graças à generosidade de nossos amados pais, recebíamos presentes tanto na manhã do dia 25 quanto na do 6 de janeiro. Dia 25: brinquedos & livros. Dia 6: doces & queijos. Uma vez, recebemos carvões negros, que eram reservados às crianças más, mas nossa tristeza durou pouco quando percebemos que se tratava de guloseimas em forma de carvão, jocosamente postas por nossos pais dentro de saquinhos próprios para carvão! Rsrs. Bons tempos. 

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