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quinta-feira, 30 de maio de 2013

O equivocado levantamento das excomunhões indevidamente pedido pela própria FSSPX

OPERAÇÃO MEMÓRIA: Para refrescar a memória dos que sofrem de amnésia profunda e também para dar suporte a um texto que publicarei ainda hoje e que é uma bomba!!!



O equivocado levantamento das excomunhões indevidamente pedido pela própria FSSPX



24/01/2009 – Carta do Superior Geral sobre o levantamento das excomunhões
Publicado em set 19, 2009

Caríssimos fiéis,

Como anunciei no comunicado à imprensa, "a excomunhão dos bispos sagrados por S. E. R. Dom Marcel Lefebvre no dia 30 de junho de 1988 que tinha sido declarada pela Sagrada Congregação para os Bispos por um decreto do dia 1º de julho de 1988 e que nós sempre contestamos, foi retirada por outro decreto da mesma Sagrada Congregação no dia 21 de janeiro de 2009, por mandato do papa Bento XVI". Era a intenção de orações que eu lhes tinha confiado em Lourdes, no dia da festa de Cristo Rei de 2008. Os senhores responderam muito além de nossas esperanças, pois que um milhão setecentos e três mil terços foram recitados para obter pela intercessão de Nossa Senhora o fim do opróbrio que pesava, na pessoa dos bispos da Fraternidade, sobre todos aqueles que estão unidos de perto ou de longe à Tradição. Saibamos agradecer à Santíssima Virgem que inspirou ao Santo Padre este ato unilateral, bondoso e corajoso. Asseguremos-lhe nossa fervente oração.

Graças a este gesto, os católicos do mundo inteiro unidos à Tradição não serão mais injustamente estigmatizados e condenados por ter mantido a Fé de seus pais. A Tradição católica não está mais excomungada. Apesar de que ela nunca o esteve em si, ela muito freqüente e cruelmente o esteve de fato. Do mesmo modo que a missa tridentina jamais esteve ab-rogada em si, como foi felizmente lembrado pelo Santo Padre pelo Motu Proprio Summorum pontificum do dia 7 de julho de 2007.

O decreto do dia 21 de janeiro cita a carta do dia 15 de dezembro passado ao Cardeal Castrillón Hoyos na qual eu expressava nosso apego "à Igreja de N. S. Jesus Cristo que é a Igreja Católica" e reafirmando nossa aceitação de seu ensinamento bimilenar e nossa Fé na primazia de Pedro. Eu recordava como sofremos pela situação atual da Igreja onde este ensinamento e esta primazia são humilhados, e acrescentava: "Estamos prontos para escrever com nosso sangue o Credo, para assinar o juramento anti-modernista, a profissão de Fé de Pio IV, nós aceitamos e fazemos nossos todos os concílios até o Vaticano II a respeito do qual temos nossas reservas." Em tudo isso, temos a convicção de permanecer fiéis à linha de conduta traçada por nosso fundador, Dom Marcel Lefebvre, de quem esperamos uma próxima reabilitação.

Também desejamos abordar estas "conversações" que o decreto reconhecia como necessárias sobre as questões doutrinais que se opõem ao magistério de sempre. Não podemos senão verificar a crise sem precedentes que sacode a Igreja de hoje: crise de vocações, crise da prática religiosa, do catecismo, e da freqüência dos sacramentos… Antes de nós, Paulo VI falava de uma infiltração da "fumaça de satanás" e de uma "auto demolição" da Igreja. João Paulo II não hesitou em dizer que o catolicismo na Europa estava em estado de uma "apostasia silenciosa". Pouco antes de sua eleição ao Soberano Pontificado, Bento XVI, ele mesmo, comparava a Igreja a "uma barca na que entrava água por todos os lados". Também nós queremos, nestas "conversações" com as autoridades romanas, examinar as causas profundas da situação presente e, apresentando o remédio adequado, chegar a uma restauração sólida da Igreja.

Queridos fiéis, a Igreja está nas mãos de nossa Mãe, a Santíssima Virgem Maria. Nós nos confiamos a Ela. Nós lhe pedimos a liberdade da missa de sempre, em todos os lugares e para todos. Nós lhe pedimos o levantamento do decreto de excomunhão. Nós lhe pedimos em nossas orações, a Ela que é a Sede da Sabedoria, estes necessários esclarecimentos doutrinais que as almas atribuladas têm tanta necessidade.

Menzingen, 24 de janeiro de 2009
+Bernard Fellay

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

FSSXP: Comunicado de Menzingen sobre o levantamento das excomunhões

OPERAÇÃO MEMÓRIA: Apareceu hoje, em meu Google Alerts, o seguinte comunicado de dom Fellay, do dia 24 de janeiro de 2009, publicado no site Zenit, em 25 de janeiro de 2009. Não pude não me maravilhar com esta estranha indicação, tendo em vista que não é um assunto atual, ou não parece ser! Mas como é útil à Operação Memória e para ajudar a montar esse quebra-cabeça que é a cabeça do superior-geral da Neo-FSSPX, vou publicar aqui, hoje

MENZINGEN, domingo, 24 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos o comunicado que o superior da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, Dom Bernard Fellay, emitiu nesse sábado, ao se fazer público o decreto da Congregação para os Bispos, assinado no dia 21 de janeiro pelo cardeal prefeito Giovanni Battista Re, com o qual Bento XVI acolhe o pedido de levantar a excomunhão dos quatro bispos ordenados em 1988 por Dom Marcel Lefebvre.
* * *

A excomunhão dos bispos sagrados por S. E. R. Dom Marcel Lefebvre no dia 30 de junho de 1988, que tinha sido declarada pela Sagrada Congregação para os Bispos por um decreto do dia 1º de julho de 1988 e que nós sempre contestamos, foi retirada por outro decreto da mesma Sagrada Congregação no dia 21 de janeiro de 2009, por mandato do Papa Bento XVI.

Expressamos nossa gratidão filial ao Santo Padre por este ato que, além da mesma Fraternidade, será um bem para toda a Igreja. Nossa Fraternidade deseja poder ajudar sempre mais o Papa a por remédio nesta crise sem precedentes que comove atualmente o mundo católico, e que o Papa João Paulo II tinha designado como um estado de “apostasia silenciosa”.

Além do nosso reconhecimento ao Santo Padre, e a todos aqueles que ajudaram a chegar a este ato corajoso, nos congratulamos de que o decreto do dia 21 preveja como necessário “conversações” com a Santa Sede, conversações que permitirão à Fraternidade Sacerdotal São Pio X de expor suas razões doutrinais de fundo que ela considera como a origem das dificuldades atuais da Igreja.

Neste novo clima, nós temos a firme esperança de chegar logo a um reconhecimento dos direitos da Tradição católica.

Menzingen, 24 de janeiro de 2009

+ Bernard Fellay
   

Bom, deixando de lado tudo o que já se disse sobre esse "gracioso ato do Papa", já se passaram 4 anos desse comunicado, e o que temos? 

Temos que a FSSPX dividiu-se entre os que permanecem fiéis ao projeto de Mons. Lefebvre e a esta "firme esperança" de dom Fellay, e os que preferem se juntar à igreja Conciliar, apesar das recomendações do Fundador de que se aguarde a conversão de Roma, antes de voltar ao diálogo. Recomendação, aliás, feita pelo próprio dom Fellay aos membros das comunidades Ecclesia Dei, de forma veemente e firme e que, agora, ele mesmo prefere ignorar, atraído por quiçá que quimera de vã-glória. Pelo visto, a firmeza não é uma de suas qualidades mais persistentes.

Temos que Roma jamais mudou o discurso, mantendo uma coerência que, infelizmente - e me desminta quem puder fazê-lo - não vemos nos comunicados oficiais (e extra-oficiais) da Neo-FSSPX.  

Temos que muitas almas se perderam, desiludidas (ou chocadas, ou escandalizadas, ou decepcionadas; escolham o verbo) pelas ações do superior-geral que as tem por "bagatelas", coisas de somenos importância. Sim, eu sei que não se referia estritamente às almas, mas quem sabe somar dois mais dois sabe o que isso significa. 

Temos que muitos bons padres, em nome de um obedientismo que já não tem justificativa alguma, e que eles sabem perfeitamente que está errado, muitos bons padres mantém-se à espera de um sinal prodigioso... Uma espera pela qual deverão prestar contas, tendo em vista todas as almas que se perdem neste ínterim. E que seja uma, não tem valor algum? Não custou ela o preço do Sangue de um Deus? Não deixou Ele noventa e nove no abrigo para correr atrás daquela até encontrá-la? E, agora, o "superior" simplesmente a abandona? Sinceramente, graça a Deus que eu não estou nos panos dele!

Eu sou uma dessas "bagatelas" que S.Exa. prefere contabilizar como "efeitos colaterais" nessas negociações sujas, que já ultrapassaram o limite de qualquer decência. Se não fosse a caridade de um bom padre fiel a seu Pai e à Tradição da Igreja, eu certamente estaria ao relento, longe do aprisco de Deus. Por isso, eu agradeço todo santo dia; isso e a graça de poder enxergar o que nem mesmo um superior-de-congregação, com graças de estado e tudo, consegue enxergar. Não pode. Não quer. 

Giulia d'Amore di Ugento

Os grifos no comunicado são nossos.

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