Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Contrição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Contrição. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Sobre a contrição



Sobre a contrição


Do Bispo de Coimbra, Dom Manuel Correia de Bastos Pina, falando acerca da contrição dos pecados necessária para obter os frutos da Indulgência Plenária concedida pelo “Decreto Pastoral sobre o Jubileu do Ano Santo de 1875”: 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

VIANNEY: da Contrição

DA CONTRIÇÃO


"Infeliz de mim, pois pequei muito durante minha vida" ("Confissões", de Santo Agostinho)
Tal era, meus irmãos, a lamúria de Santo Agostinho quando ele recordava os anos de sua vida em que ele esteve mergulhado com tanto furor no vício infame da impureza. "Ah! Infeliz de mim, pois pequei muito durante os dias de minha vida." E toda vez que este pensamento lhe vinha, ele sentia o coração devorado e dilacerado pelo remorso.

"Ó meu Deus! Exclamava ele, uma vida passada sem vos amar! Ó meu Deus, quantos anos perdidos! Ah! Senhor, dignai-vos, eu vos conjuro, em não se recordardes de minhas faltas passadas!"

Ah! Que lágrimas preciosas, ah! Que lamentos salutares que de um grande pecador fizeram tão grande santo. Ó! Como um coração despedaçado de dor ganhou prontamente a amizade de seu Deus! Ah! Queira Deus que a cada vez que passarmos diante de nossos olhos os nossos pecados possamos dizer com tanto lamento quanto Santo Agostinho: "Ah! Infeliz de mim, pois pequei muito durante os anos de minha vida! Meu Deus, tendes misericórdia de mim!

Ó! Que nossas lágrimas brotem, e que nossa vida não se parece mais a mesma! Sim, meus irmãos, convenhamos, todos, tanto quanto somos, com tanto de dor quanto de sinceridade,  somos criminosos dignos de carregar toda a cólera de um Deus justamente irritado por nossos pecados, que, talvez, são mais múltiplos que os cabeços de nossa cabeça. Contudo, bendigamos para sempre a misericórdia de Deus que nos abre em seus tesouros um remédio para nossas desgraças! Sim, meus irmãos, qualquer que tenha sido nossa conduta, somos assegurados de nosso perdão, se, ao exemplo do filho pródigo, nos lançarmos com um coração despedaçado de dor aos pés do melhor de todos os pais. Qual é meu propósito, meu irmão? Ei-lo aqui: é de vos mostrar que para obter o perdão de nossos pecados, é preciso que nosso lamento contenha quatro qualidades: 1º é preciso que o pecador odeie e deteste sinceramente seus pecados pela contrição; 2º que ele tenha concebido um firme propósito de não mais cair nesses pecados; 3º que ele faça uma humilde confissão ao ministro do Senhor; e 4º que ele repare, o tanto quanto ele pode, a injuria feita a Deus e o erro ao próximo.

Leitores