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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Se perdermos o casamento, perderemos tudo


De um site protestante, sobre a ação de protestantes nos EUA:

Se perdermos o casamento, perderemos tudo

Don Feder
Lembrete aos derrotistas no movimento conservador: Capitular diante do “casamento gay” é entregar o casamento em rendição — que é fazer rendição da família e, no final das contas, a capitulação da civilização.
Sábado passado, Glenn Beck realizou seu evento intitulado “Restaurando a Honra”, em Washington D.C. Estima-se que entre 300 mil e meio milhão de pessoas de todo o país compareceram. O apresentador da Fox News fez do evento um reavivamento ecumênico. “Os EUA hoje começam a se voltar para Deus”, declarou Beck.
Mas enquanto os EUA se voltam para Deus, Beck volta as costas às leis de Deus. Muito bonito, não é mesmo?
Convidado do programa de televisão “O’Reilly Factor” no começo de agosto, Beck foi indagado, “Você acredita que o casamento gay é, de alguma forma, uma ameaça a este país?” Resposta: “Não, não acredito. Os gays vão vir nos pegar?" Aparentemente, essa jocosidade teve por fim diminuir os jecas que se opõem às campanhas para transformar o casamento numa instituição amorfa.
Beck então citou seu herói, Thomas Jefferson (que adorava a Revolução Francesa): “Se não quebra minha perna nem bate minha carteira, que diferença faz pra mim?” Ao que tudo indica, a demolição do casamento e o solapamento da família deveriam ser assuntos de suprema indiferença para os que lutam para salvar os EUA das garras da ideologia de Obama.
Beck é só um de um número crescente de formadores de opinião conservadores que ou são agnósticos sobre o assunto ou decidiram marcar pontos no quesito tolerância com as elites mediante endosso aos homo-casamenteiros. Ente eles se inclui Elizabeth Hasselbeck, da revista The View (“Eu, na verdade, apoio o casamento gay.”) e Ross Douthat, o conservador almofadinha da página de opinião do jornal New York Times, cuja pedanteria faz o falecido William F. Buckley parecer coerente.
Há também o caso de Ann Coulter, que vai palestrar no Homocon, o grande espetáculo de setembro próximo patrocinado pelo GOProud, organização homossexual que está lutando para derrubar a Lei de Defesa do Matrimônio, abrindo caminho para a imposição do casamento homossexual em todo o país, e os líderes republicanos no congresso, que estão se atropelando para comparecer a um evento para o levantamento de fundos, em 22 de setembro, para o grupo gay Log Cabin Republicans.
Ann diz, “Falar num evento não significa endossar todas as posições das pessoas para quem falo.”
Quer dizer então que, se um grupo de simpatizantes do grupo terrorista Hamas criasse um grupo a favor da responsabilidade fiscal e a favor da educação escolar em casa, Coulter apareceria no Jihadcon deles? O livro lançado por Ann em 2007 se chamava “Profanos: A Igreja do Esquerdismo.” Talvez seu próximo livro se chame “Sem Princípios: A Igreja de Ann Coulter.”
Essa indisposição de lutar pela família, da qual a civilização depende, é mais um sinal do fracasso do conservadorismo moderno. A direita pode vencer mil batalhas contra o governo e perder a guerra pelo futuro dos EUA, se capitular em relação ao casamento e à família.
Os traumas sociais dos EUA — bebês nascendo fora do casamento, criminalidade juvenil, uso de drogas, lares chefiados por mulheres — remontam ao declínio da família, que começou com os imensos programas assistencialistas do governo, na década de 1960, ganhou impulso com a legislação sobre o divórcio, na década de 1970, prosseguiu com o aumento de homens e mulheres vivendo juntos sem casar e atingiu seu ápice com o estranho casamento entre pessoas de mesmo sexo.
A oferta de modelos rivais, socialmente sancionados, solapa o casamento heterossexual. Dois homens envolvidos com o que se costumava descrever como atos anormais agora tornam-se o equivalente legal e moral de um homem e uma mulher (esposo e esposa) ligados pela fé e tradição, realizando o trabalho social essencial de gerar e criar filhos.
As escolas vão ensinar que todo arranjo de vida é tão bom quanto qualquer outro. Os patrões serão obrigados a fornecer “benefícios de família” para duplas de mesmo sexo, independente de seus valores e consciência religiosa.
O Estado será obrigado a entregar crianças em adoção para duplas gays, privando as crianças dos modelos paterno e materno necessários para um ajuste bem-sucedido. Em Massachussets, a instituição beneficente Catholic Charities preferiu encerrar seu programa de adoções (o maior do estado) a se submeter a entregar crianças para adoção para duplas homossexuais, como se exige no primeiro estado com casamento gay dos EUA.
Em última análise, o casamento gay vai pôr as igrejas e aqueles que creem na Bíblia no centro das atenções, inclusive a Igreja Mórmon de Beck, violentamente atacada por apoiar a Proposta 8 [que protegia o casamento entre um homem e uma mulher na Califórnia].
Os ativistas homossexuais (que estão entre os ideólogos mais acirrados do planeta) insistirão em que todas as igrejas realizem cerimônias de “casamento” entre pessoas de mesmo sexo — e lutarão para que sejam revogadas as isenções fiscais das instituições beneficentes que se recusarem. Leis de crime de ódio serão aplicadas aos pastores e padres que preguem o Levítico ou Romanos 1:26-27. Na Europa e no Canadá, clérigos têm sido arrastados através de tribunais de direitos humanos por defenderem sua fé a partir do púlpito.
Os conservadores que apoiarem o casamento gay vão ter que parar de ficar resmungando dos esquerdistas por seu elitismo.
Os eleitores de 30 estados fizeram emendas a suas constituições para proibir o reconhecimento de pseudocasamentos, por uma votação média de 67 por cento. Em 2008, no estado mais esquerdista dos EUA, 7 milhões de californianos deram seus votos à única definição de casamento que faz sentido.
Glenn Beck (um populista com estilo próprio) está dizendo a eles que suas opiniões são irrelevantes e que ele está disposto a deixar os tribunais imporem o “casamento” gay sobre suas cabeças servis. Não sabem eles que esses casamentos fajutos (muito estimados pelas elites) nem quebram as pernas de Beck nem batem sua carteira?
Tudo que eles fazem é acelerar o declínio de uma instituição tão velha quanto a sociedade humana. Como podemos dizer sim ao casamento gay e não à poligamia, ao casamento grupal, concubinato, noivas crianças e outras opções de estilo de vida que buscam sanção oficial?
Infelizmente, muitos intelectuais conservadores têm perdido de vista um fato crucial: o excepcionalismo americano (a noção de que os EUA são diferentes de todas as nações desenvolvidas) repousa sobre três pilares — fé, família e liberdade. Remova qualquer um e a estrutura toda desaba.
Como se pode ter uma economia forte sem famílias fortes? Como o economista Ludwig Von Mises comentou, o consumo adiado é necessário para o capitalismo funcionar. Isso implica em indivíduos dispostos a se sacrificarem pelo futuro — e isso implica em famílias.
Sem a família, não importa quantas vezes nós derrotemos o socialismo (sistema de saúde nacionalizado, estatização do setor privado, déficits explosivos, redistribucionismo), no fim, nós perdemos — e é por isso que a esquerda fez do casamento entre indivíduos do mesmo sexo sua prioridade e é por isso que a esquerda tolera menos a discordância em relação a isso do que em qualquer outra questão.
Os conservadores que não entendem isso não têm entendimento de nada.
Tradução do blog Dextra, feita por recomendação e a pedido de Julio Severo.
Artigo original no WND.
Divulgação: www.juliosevero.com



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Comunicado do Priorado Padre Anchieta

Para conhecimento do leitor:


Comunicado do Priorado Padre Anchieta


Da patientiam Dei cum illis Montfort puerorum (GdA)

sábado, 16 de abril de 2011

Quem eu sou



Como eu não tenho o dom de ler pensamentos, eu me preocupo somente em ser amigo e não saber quem é inimigo. Pois assim, eu consigo apertar a mão de quem me odeia e ajudar a quem não faria por mim o mesmo.

autor desconhecido

sexta-feira, 15 de abril de 2011

MAIS UM FIM DE SEMANA...

Escrito 04/11/2005 (BEM ANTES, PORTANTO, DE CONHECER A TRADIÇÃO)

Faço questão de registrar isso pq as pessoas podem entender que fui atrás de uma quimera, da noite para o dia.

Encontrei por acaso este texto, que eu havia até esquecido. Há outros, anteriores, posteriores, pela Net, de que me lembrei e que, talvez, um dia, catalogarei. Hoje, não é necessário, não precisa.

Se isto não basta, de que valerão milhares de outras palavras gastas com ouvidos moucos?

Quero, apenas - e contudo - , frisar que minha busca não começou ontem. Percorreu comigo os 48 anos de minha vida. Dividiu comigo noites insones e dias intermináveis, cheios de dúvidas, indagações, perplexidades. Mas isto acabou.

Sou uma 'ex-católica perplexa'; uma católica, apenas, agora. Me encontrei. Encontrei a Igreja. Estou em paz.

Agora, não preciso mais sair da Missa, no meio dela, escandalizada com atitudes e palavras dos padres, que deixaram de ser 'padres' e se chamam agora 'presidente', porque 'preside' uma celebração que de católica guarda apenas o nome, alguns trajes e alguns ritos.

E nem se trata
apenas de uma questão de idioma ou saudosismo. Eu sou uma mulher de minha época, não fico vivendo 'do' e 'no' passado ou com a cabeça num futuro (imediato) que nem me pertence. Não sou eu quem vive no 'mundo de Alice' ou em 'Matrix'. Eu vivo aqui, agora.

Quanto ao idioma, é alegação dos tolos. Por acaso, hipócrita, não gastas dinheiro para aprender inglês, francês, alemão e, agora, a língua da moda, mandarim? Quão empenhativo é o latim da Missa? Tão fácil ao ouvido, de som tão harmonioso!

A questão, como disse, nem é esta. Trata-se do Rito, da Verdade e da Fé Católica. O grande problema das pessoas é não ser o centro do Universo. É saber o exato lugar que ocupa e se colocar lá, sem melindres e sem emoções tolas. Todos querem ser o convidado principal da festa, mesmo tendo o Mestre alertado de que justamente este que se reputa tal será 'convidado' a sentar-se longe do Anfitrião, que chamará o 'Último', o 'Húmilde', e este tomará o lugar do outro, que não aprende! Não dá uma dentro!

A questão toda é que o Egoista quer a Missa para si. Celebrada para si, virada para si; alegre e feliz, porque 'si' não gosta de tristezas e chatice. Ao 'Sacrifício' prefere o 'banquete'. Parece que leu das Escrituras as partes que lhe interessavam...

Aos poucos, porém, estamos vendo mudanças piores ainda. Já não basta que o padre celebre a Missa PARA ele, o Homem quer celebrar, por si só, a Missa. A que Deus? Ao único deus que o compreende, o perdoa, o aceita como ele é, não o critica, não o castiga e jamais, por nada desse mundo, nunquinha, o mandaria para o Inferno: ele próprio. O Eu-deus. Maior que o próprio Ego.

Um deus que tudo lhe permite, que lhe concede uma felicidade sem fim, gratuita, sem consequências. Um deus que não o perturba em seu sono com questionamentos éticos; que não acha errado se dar bem na vida, mesmo que para isto deva fazer coisas nada éticas; que entende que, quando o casamento não dá certo, é melhor separar; melhor ainda, um deus que não o perturba com mandamentos antigos, fora de moda, obsoletos, que não se ajustam aos dias de hoje, em que as pessoas são livres e independentes, que podem experimentar o sexo sem culpa antes de casar ('como vou saber se vai dar certo?' - diz o Homem) e, no fim, porque casar? Se somos livres, um papel não pode nos prender... E porque então parar aí? Porque não experimentar coisas novas... que 'antigamente' eram pecado e já não o são, 'porque todo mundo faz'!

Um deus que não o repreender por achar que há casos em que o aborto é 'bom', até 'necessário', porque afinal fazer sofrer tanta gente se pode se resolver rapidamente, antes que nasça e vire um problema. Por enquanto, pois, o infanticídio, como o homossexualismo e outros crimes hediondos contra a dignidade do Ser Humano, já foi moda antes. O Homem, sim, anda saudosista... de um passado em que era 'livre', sem um Deus a perturbá-lo! De quando era apenas 'pagão' e a vida era uma 'eterna festa'!

É! Quem é a 'quadrada' aqui? O mundo já viu este filme, no passado, e não aprende. Está repetindo o mesmo erro de querer ser Deus, ou mais que Deus, porque ser Deus já não basta!
GdA
[...]
E por falar em Deus... Embora não me encontre no costumeiro deserto, várias idéias me afligem a mente e o coração... minha busca pela Verdade precisa ser acompanhada de certezas que não encontro. São muitas as vozes, todas querem ser ouvidas e se afirmam as verdadeiras... Ainda continuo fiel à Igreja, sobretudo pq até agora não encontrei razões ou indícios de que a Verdade se encontra FORA dela... Ainda me digo que a Igreja é feita de Deus e dos homens e que a parte humana é falha, sim. Ainda me parece claro que os dogmas e a doutrina católicos são os que mais coerentes têm se mantido ao longo dos séculos; nada parece turbar a serenidade dela. Mas ainda continuo sentindo que a Igreja daqui está muuuito longe da Igreja de Roma.
Entendo, tb, que hoje as pessoas estão tranqüilas demais, em paz demais com a própria consciência; num comodismo perigoso. Vejo o nome e o rosto de Deus por todo canto, mas tudo cheira a sacrilégio... e a Igreja daqui silencia; há muito dinheiro envolvido nisso, há conceitos tb. Há, talvez, receio e medo de se expor, de se comprometer com o Cristo... é um paradoxo estúpido. Creio que deveria ser proibido estampar Deus nas camisetas, bonés, capacetes, carros e toda sorta de lugar que supersticiosamente pretendem seja protegido por uma imagem, algumas palavras; e não entendem que é inócuo e sacrílego. Vc não vê muçulmanos fazendo isso, nem judeus...
A Igreja daqui se cala sobre muitas outras coisas. Por exemplo, deveria negar a Eucarístia a políticos que são a favor do aborto, do divórcio e de outras formas de agressão à dignidade humana. Tb deveria, de vez, cortar os laços que teima em manter com a massonaria, a política (de esquerda, de direita e de qqr outro tipo), a elite (não comunisticamente falando)... Recobrar sua independência e sua sacralidade.
Há muito em meu coração, e essas névoas não se vão facilmente. Mesmo os afazeres do dia-a-dia não afastam isso de minha mente.
Bom, por hoje é só...
Beijokas

Giulia d'Amore di Ugento

Frei Tiago de São José

A quem interessar possa:
Frei Tiago de São José
Mosteiro Carmelita
Km 50 da Fernão Dias – Bairro do Portão – Estrada do Clube da Montanha – Água Espraiada – tel:11-44168609
Site: http://www.mosteirocarmelita.com.br
Responsável: Padre Prior Frei Tiago de São José
Outras Informações: Este é um ramo da Ordem do Carmo, que permanece fiel à Liturgia Tradicional da Santa Missa e da reza do Ofício Divino. Vivem a Regra Primitiva sem mitigação, no estilo eremítico da Ordem Vivendo na solidão das Montanhas e dos ermos. Estão iniciando o ramo feminino, com o mesmo carisma. Celebram no Rito Carmelitano também conhecido como Rito do Santo Sepulcro.
- email do frei

Sobre a infeliz manifestação do frei Tiago, no site da conhecida seita de fanáticos, minha resposta é silêncio e orações. 
GdA

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