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quarta-feira, 13 de maio de 2020

Missa bastarda! Padres bastardos!

Um trecho autoexplicativo da homilia de Monsenhor Marcel Lefebvre na Missa em Lille, na França, no dia 29 de agosto de 1976. A santa ira movida pelo santo zelo pelas coisas de Deus inspirou esse Santo Atanásio de nossos dias contra as inovações bastardas promovidas pela vontade de dialogar com o erro. Há oito anos do nosso necessário afastamento da Neofrat de Fellay e há quase cinco anos do da Desistência de Williamson, estas palavras caem como uma espada sobre as consciências adormecidas, e algumas até mesmo vendidas, daqueles que deveriam continuar o trabalho dele, a obra dele, o bom combate de que terão que prestar contas a Deus um dia. Que a voz de Monsenhor Lefebvre ainda possa alcançar essas almas... 



MISSA BASTARDA! PADRES BASTARDOS!


Lille, França, em 29 de agosto de 1976  
Monsenhor Marcel Lefebvre 
Fundador da Fraternidade Sacerdotal São Pio X 

“Não sou mais que um bispo da Igreja Católica 
que continua a transmitir a doutrina. 
Eu penso, e isto não tardará, que poderão gravar 
sobre minha tumba estas palavras de São Paulo:
'Tradidi quod et accepi',
'Eu vos transmiti o que eu recebi', 
simplesmente isto.”


Desta união adulterina só podem advir bastardos. E quem são estes bastardos? São os nossos (novos) ritos. O rito da nova Missa é um rito bastardo. Os sacramentos são sacramentos bastardos. Não sabemos mais se são sacramentos que dão a graça ou que não a dão. Não sabemos mais se essa missa nos dá o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo ou não (…). Os sacerdotes que saem dos seminários são padres bastardos. Não sabem mais que foram feitos para subir ao altar, para oferecer o Santo Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo e para dar Jesus Cristo às almas e para levar as almas a Jesus Cristo. Eis o que é um padre, e os nossos jovens que estão aqui o compreendem bem. Toda a vida deles é consagrada a isto, a amar, a adorar e a servir Nosso Senhor Jesus Cristo na Eucaristia, porque eles creem na presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo na Eucaristia (…) É esta vontade de diálogo com os Protestantes que nos levou a esta missa bastarda e a estes ritos bastardos.” 

Arcebispo Dom Marcel Lefebvre.

Cf. “Écône, chaire de vérité”, Iris, 2015, pp. 997-998.  
Tradução: Giulia d’Amore. 
Aqui o discurso em francês: 
http://tradinews.blogspot.com/2016/08/mgr-marcel-lefebvre-sermon-de-la-messe.html
https://www.sspx.ca/fr/news-events/news/mgr-lefebvre-et-la-nouvelle-messe-abbé-raphaël-dabbadie-juin-2017-47409. 




quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Purgatório existe? As orações para as Almas e a cremação. Mons. Lefebvre responde

Sermão proferido por Sua Graça, o Arcebispo Marcel Lefebvre, na Festa de Todos os Santos, em 07 de novembro de 1978, em Ecône, Suíça.  

Se realmente entendêssemos o que as Almas do Purgatório 
SOFREM, faríamos tudo o que é possível de NOSSA PARTE 
para entregá-los e EVITAR O PURGATÓRIO nós mesmos!

Purgatório existe? As orações para as Almas e a cremação. Mons. Lefebvre responde 



O ARCEBISPO FALA:

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Meus queridos amigos e meus queridos irmãos:

A Igreja tem o costume de associar as Almas do Purgatório com a Festa de Todos os SantosNa verdade, a partir desta noite (vésperas do Dia de Finados), a Igreja nos pede para rezar pelas Almas do Purgatório, e amanhã, o dia inteiro, foi consagrado para elas.  

Os sacerdotes que celebram três Missas amanhã, rogando a Nosso Senhor para entregar as Almas do Purgatório, podem aplicar a cada uma de suas Missas a indulgência plenária para as Almas do Purgatório. É por isso que, durante estes poucos momentos, eu gostaria de chamar a sua atenção e de vê-los refletir sobre a realidade do Purgatório e sobre a devoção que devemos ter pelas Almas que estão sofrendo neste lugar de purificação. 


EM PRIMEIRO LUGAR, o Purgatório existe?  

Se fosse para crer em tudo o que está escrito hoje, mesmo por membros da Igreja Católica, alguém seria tentado a acreditar que o Purgatório é uma fábula medieval! NÃO! O Purgatório é um dogma, um dogma da nossa Fé. Quem se recusa a acreditar no Purgatório é um herege. Na verdade, já no século XIII, o Segundo Concílio de Lyon afirmou solenemente a existência do Purgatório; então, no século XV, o Concílio de Latrão afirmou novamente a realidade do Purgatório. Finalmente, o Concílio de Trento, em particular, afirmou solenemente, contra as negações dos protestantes, a necessidade de preservar a Fé, de acreditar na existência do Purgatório. Por isso, é certo que este é um dogma da nossa Fé, que é afirmado especialmente e apoiado pela Tradição, mais do que pela Sagrada Escritura.  

A Sagrada Escritura, no entanto, oferece passagens que fazem alusão, tão claramente quanto possível, à existência do Purgatório. Temos, além disso, em uma Epístola que é lida pela Igreja nas Missas oferecidas pela intenção das Almas do Purgatório, no Livro dos Macabeus, onde Judas Macabeu enviou uma soma de doze mil talentos a Jerusalém para pedir aos Sacerdotes que oferecessem um sacrifício pela intenção dos soldados que haviam morrido em combate, a fim de que estes pudessem ser entregues a partir de suas aflições e entrar no Céu. A Sagrada Escritura acrescenta: é um pensamento salutar rezar por nossos mortos.  

São Paulo também faz alusão às Almas do Purgatório quando diz que certas Almas entram no Céu imediatamente e outras quasi per ignem, isto é, entram no Céu também, mas passam pelo fogo, fazendo alusão, certamente, à purificação necessária para estas Almas que não estariam perfeitamente preparadas para entrar no Céu.  

É por causa dessas alusões e, particularmente, pela Tradição que nos é transmitida pelos Apóstolos e pelos Padres da Igreja, que a Igreja fundou a sua Fé na existência e na realidade do Purgatório. 


POR QUE PURGATÓRIO existe?  

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

DOM LEFEBVRE: DESSA UNIÃO ADÚLTERA SÓ PODE PROVIR BASTARDOS

DOM LEFEBVRE - DESSA UNIÃO ADÚLTERA SÓ PODE PROVIR BASTARDOS – SERMÃO HISTÓRICO EM LILLE

Apresentamos abaixo a tradução da homilia histórica proferida por Dom Marcel Lefebvre em Lille, França, no dia 29 de agosto de 1976. A tradução é susceptível de correções, por isso, prezado leitor, ao encontrar qualquer erro, pedimos encarecidamente que no-lo informe.

*****
Meus queridos amigos, meus queridos confrades, meus queridos irmãos, 
Antes de lhes dirigir algumas palavras de exortação, gostaria de dissipar uns mal-entendidos, inicialmente acerca dessa reunião em si.
Vocês podem ver, pela simplicidade desta cerimônia, que não tínhamos preparado uma cerimônia que teria reunido uma multidão como a que se encontra nesta sala. Tínhamos pensado que iríamos celebrar a santa missa do dia 29 de agosto, conforme combinado, entre algumas centenas de fiéis da região de Lille, assim como faço frequentemente na França, na Europa e mesmo na América, sem problemas. E eis que de repente, essa data de 29 de agosto se tornou por meio da imprensa, rádio, televisão, como uma espécie de manifestação que se assemelharia, dizem, a um desafio. E bem, não! essa manifestação não é um desafio. Essa manifestação foi desejada por vocês, queridos fiéis, queridos irmãos, que vieram de longe. Por quê? Para manifestar sua fé católica. Para manifestar seu desejo de rezar e de se santificar como fizeram nossos pais na fé, como fizeram gerações e gerações antes de nós.
Este é o objetivo verdadeiro dessa cerimônia, durante a qual desejamos rezar, rezar de todo nosso coração, adorar Nosso Senhor Jesus Cristo que descerá em alguns instantes sobre este altar, e que renovará o Sacrifício da Cruz cujo tanto necessitamos.

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