São Carlos Borromeu
ONOMÁSTICO DE MEU PAI
Mediolani
natalis sancti Caroli Borromaei Cardinalis, Episcopi Mediolanensis et
Confessoris, quem, sanctitate conspicuum et miraculis clarum, Paulus
Papa Quintus in sanctorum numerum retulit. Ipsius tamen festivitas
sequenti die celebratur. (Martyrologio Romano, 1856, Novembro, pag. 4.)
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São Carlos Borromeu adorando a Cristo Giovanni Battista Crespi |
São Carlos Borromeu,
Peça-mestra
da Contra-Reforma católica, grande propugnador do Concílio de Trento,
realizou profunda reforma na arquidiocese de Milão. Foi um exemplo de
verdadeiro Pastor, por seu zelo pelas almas e santidade de vida.
Carlos
Borromeu nasceu no castelo de Arona, nas margens do Lago Maior, Ducado
de Milão, a 2 de outubro de 1538, filho dos condes Gilberto e Margarida
de Médici. A mãe era irmã do Cardeal João Ângelo, que seria elevado ao
sólio pontifício com o nome de Pio IV. Dizia-se do conde que levava mais
a vida de monge que a de grande senhor, rezando diariamente o breviário
e dedicando muitas horas à oração e às boas obras. A condessa emulava
com ele em piedade.
Todos os biógrafos do futuro santo mencionam
uma claridade extraordinária que envolveu o castelo de Arona quando
nascia o menino, tomada como sinal a denotar a luz de santidade que o
recém-nascido projetaria em toda a Cristandade.
Com pais tão
virtuosos, era natural que também se desse logo cedo à piedade, sendo
suas distrações montar altares e repetir cerimônias que via na igreja.
Desabrochou logo cedo em Carlos a vocação sacerdotal, de modo que já aos
oito anos recebeu a primeira tonsura; aos 12, seu tio, Júlio César
Borromeu, resignou em seu nome a Abadia de São Graciano e São Felino.
Apesar da pouca idade, Carlos estava ciente de que as rendas da abadia
eram patrimônio dos pobres. Pediu ao pai que as considerasse assim, e
que fossem empregadas exclusivamente para esse fim.