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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

NEO-SANTOS DA NEO-IGREJA: A vez de Paulo VI.

BEATIFICAÇÃO DE PAULO VI?

 

- Carta aos Cardeais -

 

Eminência Reverendíssima:

Li na Imprensa que, em 11 de Dezembro[1], os Cardeais e os Bispos, ultrapassado o obstáculo dos teólogos, darão o seu “sim” à beatificação de Paulo VI, apesar de não ter tido, durante a sua vida, fama de santidade e de ter sido, para muitos, o primeiro responsável pelos problemas atuais da Igreja, isto para não dizer que o seu Pontificado foi, na realidade, catastrófico!

Então, seja-me concedido citar o que foi relatado, em letras garrafais, na revista “Avvenire” de 19 de Março de 1999, página 17, acerca de Mons. Montini: “Ruini[2] traça o perfil do Papa [Paulo VI] que mudou a Igreja”.

Certíssimo!... Já o havíamos demonstrado com a nossa “Trilogia Montiniana”[3], nunca tida nem como falsa nem pouco fiável pelos meus opositores, limitando-se a graçolas e insultos, sem nunca denunciarem em público o “como”, o “onde”, o “porquê” de os nossos argumentos e documentos serem contrários à verdade.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Onde está Pio XII?

Pio XII fechado "para turistas"


"Carta assinada
Bento XVI: porque vc tb não falou que a Quanta Cura é coisa do passado?!
Sabe quantos problemas me teria poupado com Lefebvre?
Pio XII: ...mas o fiz para salvar a minha alma, que dúvida?! Ganhei o Céu
transmitindo íntegra a doutrina de meus predecessores!

No final de julho u.p., fui às grutas da Basílica de São Pedro em Roma onde estão sepultados os Papas.

Tendo estado lá recentemente, mas não tendo visto o túmulo de Pio XII, perguntei onde estava a um dos funcionários de guarda. Para meu grande espanto, me mostrou um portão fechado dizendo-me que o sarcófago do pontífice se encontrava do outro lado, em uma ala não aberta "aos turistas". Eu protestei dizendo que não sou um turista, mas queria rezar sobre o túmulo daquele que era certamente um Santo, mesmo que ainda à espera de reconhecimento oficial por parte da Igreja. A esse ponto, o guarda abre o portão para mim e me acompanha até a tumba.

Após fazer minhas orações, ao sair da área proibida, pergunto ao guarda quantos eram os Papas sepultados na área restrita e ele me responde que o único era Pio XII. Diante de meu pedido de esclarecimentos, o bom homem se encontrou em sérias dificuldades para explicar o por que daquela situação. Me diz: “o senhor sabe, né? É por motivos de oportunidades que o Papa decidiu isso... para evitar polêmicas... para viver em paz... em suma, por motivos... por motivos..." e não lhe ocorria o termo exato. Eu o ajudei pressionando-o: “é por motivos políticos?" perguntei; e ele candidamente respondeu "sim". A esse ponto, lhe perguntei diretamente: "mas o quis a comunidade hebraica?". E ele, vendo que eu estava sinceramente interessado no assunto sem querer especular, admite quer era mesmo por causa deles que o Papa não podia receber visitas em seu túmulo, pelos conhecidos fatos da II guerra mundial, segundo os quais os judeus acusam o então Santo Padre de não ter feito o suficiente por eles, que se calou diante das deportações e assim por diante. O guarda, de 30-35 anos, se apressa em dizer que eles, no entanto, estavam enganados, e que, ao contrário, Pio XII muito havia feito pela comunidade deles naquele triste período, escondendo e subtraíndo à deportação muitíssimo deles. E que esta tomada de posição deles havia também parado o processo de beatificação do Papa, o qual, ao contrário de João Paulo II, ainda não foi declarado Beato.

Não pretendo comentar este episódio, quero deixá-lo ao julgamento dos leitores seja de que religião forem. Quero apenas convidar todos a um reflexão: imaginem se tivesse sido o Papa ou qualquer expoente católico a se intrometer nos assuntos deles - assuntos, aliás, de uma importância desmedida como esta. Falar-se-ia de ingerência, de negação do direito de existir, de atos de intolerância e racismo... Justo?

Mas pode ser que me engane..." (Fonte)

Well, como eu sei que O ERRO NÃO TEM DIREITOS, eu pouco me importo com a opinião de quem não é católico, e o faço com base na Constituição Federal que me garante liberdade de expressão, pensamento e religião. E, escudada nisso, me sinto livre de responder ao convite do escritor anônimo e dizer que ele não se engana, pois todos têm direitos, menos os católicos. Ecumenismo é via de mão única, e não contempla a verdadeira Igreja e quem ainda a defende. O que vale é salvaguardar a "opinião" individual, e não a Verdade. Uma opinião que alegam defender com a própria vida, apesar de discordar dela... mas na prática essa opinião que eles defendem deve ser igual à deles. E para certificarem-se disso, usam e abusam do patrulhamento ideológico. 
Meus caros, vocês podem esconder São Pio XII, podem até "perder" os seus santos restos mortais (o maior temor deles é que seu corpo esteja incorrupto), podem esconder os Santos Papas que combateram o Ecumenismo, o Modernismo, o Comunismo, o Humanismo, os inimigos da Fé... mas isso não tem a mínima importância, uma vez que no Céu eles já receberam a devida Justiça. Quem deve se preocupar não é o defunto escondido, mas aquele que o escondeu...
GdA

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A vitória de Bento XVI

Eu tive a oportunidade de dizer isso, em alguns emails privados e coletivos, antes mesmo do Capítulo de Ecône. De qualquer forma, para mim, Roma já havia saído vitoriosa, tendo em vista a divisão interna que se operara por causa da proximidade com a Roma modernista e apóstata, colocando irmão contra irmão. O objetivo havia sido alcançado! Mas, após ler alguns textos, como os de Mons. lefebvre e o deste post, me convenci que Roma ainda não está satisfeita, quer mais: quer aniquilar a Tradição. Não basta que "parte da FSSPX" vá para junto dela. Ela quer todos, ela quer cada um dos "rebeldes" sob seu pé. Roma sabe que somente assim aniquilará a Tradição. 

GdA

Domingo, 29 de Julho de 2012, IX Domingo após o Pentecostes.

A vitória de Bento XVI


O Papa nunca quis um fazer um acordo com a FSSPX de forma que esta pudesse manter seus poderes de ação no conglomerado conciliar. Seu objetivo sempre foi e será o mesmo: a destruição absoluta da Fraternidade.

Poder-se-ia dizer que praticamente atingiu seu objetivo. Claro, a FSSPX ainda tem uma existência formal e legal, mas por dentro está dividida, minada, perturbada e irreconhecível! Três dos quatro Bispos que Mons. Lefebvre consagrou foram silenciados e desarmados! Os sacerdotes estão divididos, condenado ao silêncio e são punidos se diferirem um pouco da linha traçada por seu todo-poderoso Superior Geral. Os fiéis que se mantiveram “fiéis” estão desamparados. O belo Exército cavalheiresco que Mons. Lefebvre levantou foi atingido no coração! Avaliaremos, rapidamente, a gravidade dos danos colaterais gerados por uma iniciativa comprometida tão temerariamente, zombando-se das recomendações do nosso Venerável Arcebispo!

Eu li nestes dias, o sermão na consagração dos quatro bispos. Aqui está um trecho:
    “Constatando a firme vontade das autoridades romanas de aniquilar a Tradição e de conduzir a todos para o espírito do Vaticano II e para o espírito de Assis, preferimos nos retirarmos, evidentemente, e dizermos: não podemos! É impossível. Não era possível nos colocarmos sob a autoridade do Cardeal Ratzinger, presidente da comissão romana que deveria nos dirigir: ter-nos-íamos colocado em suas mãos e, consequentemente, nas mãos daqueles que querem nos levar de volta ao espírito do Concílio e ao espírito de Assis: isto não era possível” (Homilia das Sagrações Episcopais, Ecône, 30 de junho de 1988).

No entanto, somos obrigados a constatar que Mons. Fellay controla uma situação que caminha ao contrário da vontade de Mons. Lefebvre. Ele está prestes a colocar o que resta da Fraternidade sob a autoridade de Ratzinger, tão temida por seu pai espiritual... E com fatores agravantes, uma vez que o próprio Ratzinger ocupa a cátedra de Pedro e seu renovado espírito de Assis! Não poderia ser mais rebelde!

Citando, mais uma vez, Mons. Lefebvre:
    “O resultado do Concílio é muito pior do que o da Revolução: as execuções e os martírios são silenciosos; dezenas de milhares de sacerdotes, de religiosos e de religiosas abandonam os votos, outros se laicizam; as clausuras desaparecem; o vandalismo invadiu as igrejas: os altares são destruídos, as cruzes desaparecem; os seminários e os noviciados estão vazios.    As sociedades civis ainda católicas se laicizam sob a pressão das autoridades romanas: Nosso Senhor já não reina sobre a Terra! O ensino católico é ecumênico e liberal. Os Catecismos são modificados e não são mais católicos. A Universidade Gregoriana de Roma se tornou mista; Santo Tomás não é mais a base do ensino.
     (...) Essas autoridades romanas conciliares não podem, portanto, que se opor feroz e violentamente a qualquer reafirmação do Magistério tradicional. Os erros do Concílio e suas reformas restam a norma oficial consagrada pela profissão de Fé do Cardeal Ratzinger, em março de 1989” (Itinerário Espiritual, Mons. M. Lefebvre, Saint Michel en Brenne, 29 de janeiro de 1990).

Após estas afirmações – que datam de um ano antes de sua morte – como é possível que Mons. Fellay ainda esteja cortejando as “autoridades romanas”? Porque, veja: Mons. Fellay não fala como antes. Antes se condenava muito mais! Ele pretende fazer um acordo!... Que desprezo por aquele a quem ele deve tudo!... Por que Deus o permite, se não porque Ele quer uma vez mais assegurar-se da lealdade daqueles que Lhe permanecem fiéis?

O texto inteiro pode ser lido no original em francês: Le Courrier de Tychique n. 422 (PDF)
Tradução: Giulia d'Amore (da versão em espanhol)

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