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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Notícias do front: apenas "bergoglices"?

O "panzer" de destruição da Igreja retomou as atividades. Esta semana começa com a notícia da demissão do todo-poderoso Cardeal Bertone, que será substituído por outro italiano, Cardeal Parolin, que era núncio na Venezuela. "Sinal que uma vasta reorganização está em curso é a nomeação para secretário-geral do Governo do Estado do padre Fernando Vergez Alzaga, atual diretor de telecomunicações, oriundo do movimento conservador dos Legionários de Cristo". Só para lembrar, essa congregação esteve envolvida em escândalos morais gravíssimos, em 2006, por parte principalmente de um de seus fundadores, Marcial Maciel, falecido em 2008, poupado de processo pela Santa Sé por causa de sua idade avançada, preferindo "convidá-lo" a uma vida retirada, de oração e penitência, longe de qualquer ministério público. Somente em 2011 foi criada uma comissão para investigar os fatos. Bertone continuaria camerlengo...

Há mais, após noticiar que o "Papa Emérito" levaria uma vida de clausura, sem manifestações públicas, para evitar uma comparação ou qualquer concorrência com o Bispo de Roma, para que suas palavras não tenham peso de um pronunciamento oficial, dando a impressão de que a Igreja tem dois papas, as coisas começam a mudar nesta seara também. Esta semana, Bento XVI rezou missa pública com seus ex-alunos na Capela do Palácio do Governo do Vaticano, com direito a sermão que foi resumidamente publicado nos principais site de notícias católicos. Realmente, o que os modernistas falam... não se escreve! 


Estamos assistindo à implantação definitiva de uma mudança do "ver a Igreja", bem ao gosto do excomungado senhor Boff. Bom, é cedo para dizer se isso se dará exatamente nos moldes da Teologia da Libertação (um mix do pensamento germânico e latino-americano) ou nos moldes luteranos (estilo germânico), preferidos pelo "Papa número um" em cargo.


Por outro lado, o fato de que Bergoglio recusa-se a ser também Papa fica evidente a cada dia que passa. Ao receber os reis da Jordânia, no último dia 29 de agosto, Bergoglio se inclina para saudar a rainha, como faria um galante cavalheiro qualquer: "O Papa é um monarca. O devido protocolo para o Papa, que detém o mais alto posto na terra enquanto Vigário de Cristo, é que ele não se inclina diante de nenhum ser humano na terra: nenhum rei, rainha, presidente, príncipe, princesa, dignitário, seja quem for", inclusive o Dalai Lama. "Ele só se inclina diante de Cristo e Nossa Senhora". 

Mas Bergoglio é dado a esses rompantes de dançarino de tango. Segundo confidenciou à imprensa um amigo bispo de Buenos Aires, o Bispo de Roma tem dificuldade em falar outros idiomas que não o espanhol e o italiano, pronunciando mal até mesmo o castelhano. Quem o conhece de perto nota que ele fala um espanhol não apenas portenho, mas com o acento das gírias típicas de Buenos Aires, muito usadas no tango

O pior cego é aquele que se recusa a enxergar o óbvio. 

No começo, Bergoglio fazia fanfarronadas, que atraíam a simpatia e os risos dos tolos, os aplausos do mundo; anunciado como um grande reformador "para melhor" da obsoleta e inadequada Igreja Católica; a concretização da "primavera da Igreja"! Os que alertavam do perigo... eram chamados de profetas da desgraça, aves de maus agouros, pessimistas recalcados. Bom, isso me faz lembrar da piada do português traído pela esposa:
Havia um português que desconfiava da honestidade da esposa e começou a segui-la. Ela saiu de casa dizendo que ia à missa. O marido esperou tomar distância e começou a segui-la. Estranhou quando a mulher, ao invés de virar à direita, em direção à igreja de costume, seguiu reto, mas pensou que talvez ela, naquele dia, tivesse resolvido ir a outra igreja. Continuou a segui-la e viu quando parou o carro diante de um bar e desceu. Pensativo, se questionava o por que e lhe ocorreu que poderia ter parado para pedir informações, comprar uma água quando a viu saiu do local acompanhada de um homem desconhecido. Ficou intrigado e nervoso e decidiu ir adiante. Os dois seguiram de carro até um motel fora da cidade. O português, então, ficou cada vez mais intrigado, não conseguindo pensar em um motivo razoável para eles adentrarem aquele local. Resolveu entrar também e pediu um quarto ao lado dos amantes. Viu o caro deles entrar no bangalô, os viu fechando a garagem e exclamou: "Ó, dúvida cruel! Se eu pudesse ver o que acontece lá dentro, teria certeza de sua traição!"

Há muitos "maridos portugueses" que acreditam piamente estar na Igreja Católica apesar de todas as mudanças testemunhadas na Missa nos últimos 50 anos, muito mais rapidamente nos últimos anos, com "inovações" litúrgicas que são claramente abusos, misturando crendices e ritos animistas e protestantes, transformando a Missa em uma "balada hippie", uma apoteose da Nova Era. Uns aplaudem extasiados porque a Igreja se modernizou e acompanha os tempos, deixando de lado o pó que sobrou da Idade Média... sic! Outros, a minoria, estranham ou se horrorizam, mas ficam... por medo, por ignorância voluntária, por comodismo, por obedientismo, uma série de sem razões. São os maridos na dúvida, falta-lhes aquela certeza, aquela prova cabal de que não estão mais na Igreja de Cristo! Ó, dúvida cruel! Nem sei qual desses grupos é o pior. 

Mas há outro grupo, menor, bem menor, que teve a graça de pode enxergar, que se incomodou com algo que não estava bom, algo que destoava, algo que contrariava o mínimo de catecismo que sobrara e... foi atrás e reencontrou a verdade guardada pela Tradição em pequenos e desvalidos bastiões que se mantiveram em pé, aqui e ali, graças a poucos heróis da Fé, como Monsenhor Lefebvre e Monsenhor de Castro Mayer, que não capitularam diante das pressões, das tentações, da via mais fácil. Essas pessoas não chegaram à verdade por vontade própria, unicamente pelo uso da razão, mas por uma particular graça divina. Mas mesmo entre eles, houve quem teve medo e... capitulou. 

Infelizmente, havia líderes entre os que desistiram do combate por acharem que já passou tempo de mais e, como os judeus no deserto, caíram em tentação e... "imolaram aos deuses", ou seja, buscaram um acordo, aceitaram os termos, se integraram a uma Igreja à qual nunca haviam pertencido e, portanto, da qual nunca havia saído para precisarem, agora, voltar e estar em "plena comunhão" com o que quer que seja. É o reino da confusão. Não é de Deus! E esse líderes levaram muitas almas consigo, pelos mesmos motivos citados anteriormente: por medo, por ignorância voluntária, por comodismo, por obedientismo, uma série de sem razões! Entre eles, há as comunidades Ecclesia Dei e, mais recentemente, dom Bernard Fellay com sua Neo-FSSPX, que se encastelou em um silêncio misterioso, enquanto Roma anuncia que os colóquios continuarão, desta vez sob as condições de Bergoglio.

Os tempos estão se acelerando. Fenômenos estranhos estão sendo registrados por toda parte, muito além do que a simples Natureza poderia explicar. Não creio num Apocalipse já, porque Deus não fez o Homem para tão pouco tempo de existência terrena. Mas se o castigou antes, por quê não o faria de novo? Sobretudo quando este castigo foi anunciado por Nossa Senhora em pelo menos três ocasiões, há pouco tempo: Fátima, Lourdes e La Salette.

Ó, homem tolo e fraco, até quando vai durar a paciência Divina?

Aguardemos o desenrolar dos acontecimentos. 

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