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sábado, 29 de junho de 2013

Quem é o primeiro?

A este artigo, que recebi em mãos, mas desconheço o autor (quem for e quiser se identificar me avise), se junta outro que publicarei em seguida, “Ratzinger quer conservar o brasão”. São peças de um puzzle que será bem compreendido por muitos quando for tarde demais. Nos dias que se seguiram à eleição de Bergoglio, houve uma série de entrevistas e reportagens na mídia, como era de se esperar. Lembro que a GloboNew chamou para um debate alguns heréticos, entre os quais o indefectível Leonardo Boff, o qual explicou como a Teologia da Libertação entende o Papado”, e que “eles” esperavam exatamente isso do Bergoglio, e que veremos coisas ainda mais espantosas! Em suma, pelo que me lembro, para eles, deve mesmo haver uma separação entre o “Papa” e o “Bispo de Roma”; este seria algo como o presidente da Conferência Episcopal Italiana, e aquele seria o chefe visível da Igreja, algo como a Rainha Elisabeth. Cada País teria sua própria "igreja", administrada e comandada in loco, ou seja, a doutrina católica mudaria de País a País, conforme a cultura e a vontade popular. O elo de ligação entre as igrejas “locais” seria justamente o Papa, mas sem poder algum de mando ou decisão sobre a igreja como um todo, à moda dos protestantes. A esta igreja, dom Fellay queria quer nos arrastar.

Well, só nos resta esperar. 


Giulia d'Amore di Ugento






QUEM É O PRIMEIRO? Na publicação oficial de 2013 do Vaticano, Ratzinger permanece “Sommo Pontefice”, enquanto Bergoglio tem o mero título de “Bispo de Roma”.

Francisco-Bergoglio aprovou a inclusão de Bento- Ratzinger no Annuario Pontificio Oficial de 2013 como “Sumo Pontífice Emérito”, enquanto ele mesmo tem o mero título de “Bispo de Roma”. Este abandonou até mesmo a assinatura papal e assina simplesmente “Francesco”. Mais uma vez, Bergoglio parece não querer se apresentar, sem hesitação, como “Papa”.

De acordo com a publicação oficial do Vaticano temos um Papa, porém seu nome não é Francisco, mas Bento. A edição de 2013 do Annuario Pontificio, uma espécie de “quem é quem” da Santa Sé e da Igreja Católica, que saiu com dois meses de atraso em 23 de maio próximo passado (Domingo da Santíssima Trindade), designa Bento-Ratzinger como “Sumo Pontífice”, ainda que “Emérito”, enquanto Bergoglio-Francisco é designado meramente como “Bispo de Roma”.

Na edição de 2012, Bento-Ratzinger era designado como “Vigário de Jesus Cristo, Sucessor do Príncipe dos Apóstolos, Sumo Pontífice da Igreja Universal, Primaz da Itália, Arcebispo e Metropolitano da Província de Roma, Soberano da Cidade-Estado do Vaticano, Servo dos Servos de Deus”. Para Bergoglio, os outros títulos foram relegados a um lugar inferior, fora da página principal. Na edição de 2012, Bento-Ratzinger assinava o seu retrato oficial como “Benedictus PP XVI”. Na edição de 2013, Bergoglio assina somente “Francesco”.   

Houve um grande alvoroço no Neo-Vaticano sobre como chamar Ratzinger quando ele se tornou o Ex-Neo-Papa. Não queriam chamá-lo de "ex-Papa", provavelmente porque soaria muito parecido com "ex-esposa". Mas as autoridades do Neo-Vaticano estavam preocupadas em evitar a impressão de que haveria dois Neo-Papas na Neo-Igreja, o que resultaria em desorientação nos fiéis" - que veio a ser conhecida como “la questione dei due Papi”, a questão dos dois Papas.

Mas a decisão de Bergoglio foi exatamente na direção oposta. Ele, pessoalmente, aprovou o Anuário Pontifício 2013 que dá a Ratzinger o título papal de "Sumo Pontífice Emérito", enquanto Bergoglio autointitula-se simplesmente "Bispo de Roma", o que quase parece ser uma posição inferior. Tampouco usa a assinatura papal tradicional em seu retrato, mas mas apenas "Francesco", uma variação do "Chamem-me Jorge". [Algumas informações para este comentário foram contribuição do Serviço de Informação do Vaticano.]

Análise:

Esta notícia pode ter duas interpretações:

a) O Papa Francisco tomou a decisão baseado na sua propagada (pela mídia) humildade e para a manter falada, ou por simples ingenuidade. Mas...
b) Em prospectiva, pode se tratar de mais um passo na realização dos desígnios do CVII e dos últimos Papas: federação de todas as Igrejas Cristãs (e até as não-Cristãs – veja-se Assis) sob a presidência do Papa. Assim:
c) O Bispo de Roma seria o chefe dos Católicos;
d) O Papa (desta vez ainda emérito) seria o presidente da federação das religiões (o velho sonho maçônico).

Aguardemos o desenvolvimento e outros comentários a esta parte do Annuario Pontificio 2013.


original: http://www.traditio.com/comment/com1305.htm (dia 23 de maio).
em italiano: http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1350523.

Tradução ignorada
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