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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

FSSPX: Carta aberta de Dom Fellay ao Cardeal Hoyos - 2001

Ainda OPERAÇÃO MEMÓRIA: 

Carta aberta de Dom Fellay ao Cardeal Hoyos (de 2001)


"Eminentíssimo Senhor,

Com o olhar posto no Sagrado Coração, do qual celebramos a festa neste dia, segundo seus próprios desejos, imploro à Sua misericórdia que se digne marcar com Sua luz e Sua caridade as linhas que seguem. O jesuíta Mgr. Pierre Henrici, então secretário da Communio, dizia em uma conferência sobre a maturação do Concílio, que no Concílio Vaticano II duas tradições teológicas que essencialmente não podiam se compreender, haviam-se chocado. Sua carta de 7 de maio causou um sentimento semelhante de incompreensão e de decepção. Temos a impressão de que ela nos impõe um dilema: ou entramos na plena comunhão, e então devemos nos calar diante dos graves males que ferem a Igreja - por falta de jaula dourada, nos impõem uma mordaça - ou ficamos "de fora".

Esse dilema, nós o recusamos. Pois, por um lado, nunca abandonamos a Igreja, por outro, nossa situação atual, certamente desconfortável, não é o resultado de uma ação culpável nossa, mas a conseqüência de uma situação desastrosa dentro da Igreja contra a qual tentamos, mal ou bem, nos proteger. As diferentes decisões tomadas por D. Lefebvre foram ditadas pela vontade de não perder a fé católica e de sobreviver no meio de uma confusão universal que não popa Roma. Chamamos a isso "estado de necessidade".

Se queremos evitar o impasse ao qual conduz sua carta, seria preciso mudar profundamente as perspectivas, o status quaestionis. Com efeito, para sua Eminência,

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