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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Por que não a “Bíblia Sagrada” do “Padre” Antônio Pereira de Figueiredo?


Por que não a “Bíblia Sagrada” do “Padre” Antônio Pereira de Figueiredo?

Por Giulia d’Amore 


Como sabem, a Editora Missões Cristo Rei lançou há pouco o Novo Testamento do Padre Matos Soares, a ÚNICA Bíblia autorizada pela Igreja Católica para o Brasil.  

Porque, então, vou falar acerca da Bíblia traduzida por Antônio Pereira de Figueiredo? Porque soube que a pretendem reeditar, e, diante do perigo que essa obra reeditada inúmeras vezes e por mãos nem tão católicas assim, e sabendo, outrossim, que ela não conta mais com o imprimatur de Santa Romana Igreja, me senti na obrigação de alertar as almas católicas, diante da confusão que reina na Cristandade, graças, entre outros, a Paulo VI, que encerrou a publicação do “Index Librorum Prohibitorum” em 1966, em plena “primavera conciliar”, deixando as almas ao léu, auto-responsáveis para determinar o que podem ou o que não podem ler. Vamos lá. 



1. Quem é Antônio Pereira de Figueiredo? 


Antônio Pereira de Figueiredo (1725-1797) foi um religioso da Congregação do Oratório, humanista, latinista, historiador, canonista e teólogo. Seu trabalho mais conhecido foi a tradução da Bíblia Sagrada da “Vulgata” latina para a Língua Portuguesa. Aluno do Colégio Ducal de Vila Viçosa, onde estudou Latim, Latinidade e Música, foi, posteriormente, para o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e, depois, a Casa do Espírito Santo da Congregação do Oratório, onde se matriculou nos cursos de Filosofia e Teologia. Nesta Congregação, foi professor de Latim, Retórica e Teologia.  


Diz a Wikipédia – perdoem a fonte, mas precisava partir de algum lugar – no verbete sobre Figueiredo: “Em vida, Figueiredo foi um grande defensor da política pombalina, combatendo os Jesuítas e denunciando os abusos da Cúria Romana. Trabalhou até pela implantação de uma igreja nacional, à imagem da anglicana na Inglaterra”. Vamos entender o que se diz aí: 

1. Política pombalina. Refere-se a Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, maçom, iluminista e liberal clássico. Se era um grande defensor da “política pombalina”, seria também um maçom? Iluminista e liberal, certamente o era.  

2. Combate aos Jesuítas. Depois de suprimida pelo Clemente XIV em julho de 1773, a Companhia de Jesus manteve-se nas províncias polacas da Rússia, onde cultivou intensa atividade religiosa, de ensino e missionária. Pio VI (vide parágrafo seguinte) autorizou (1782) formalmente a existência da Companhia de Jesus na Polônia e na Rússia, sendo o Padre Stanislaus Czerniewicz o primeiro superior. Pio VII restaurou a Companhia (07-08-1814), pela bula da restauração, a Encíclica “Sollicitudo omnium ecclesiarum”., graças à qual o Padre Thaddeus Brzozowski, o superior geral eleito em 1805, adquiriu jurisdição universal. A Companhia de Jesus, que havia sido derrubada, enfim se levantou. São esses Jesuítas que ele combateu? 

3. Abusos da Cúria Romana. Abrindo um espaço temporal de 1778 a 1797, quando morreu Figueiredo, fala-se aqui do Papado de Pio VI, de quem tomo a liberdade de fazer uma brevíssima biografia: Angelo Onofrio Melchiorre Natale Giovanni Antonio Braschi (1717-1791), o 250º Papa da Igreja Católica, reinou de 1775 a 1799, o mais longo Pontificado depois do de São Pedro. Um grande benfeitor, Pio VI atuou como verdadeiro soberano tratando de assuntos espirituais e materiais nos Estados Vaticanos. Foi um ferrenho e exitoso opositor do Jansenismo, com sua Encíclica "Auctorem Fidei" (em italiano; em epsanhol: PDF), de 29-08-1794 (falamos dela aqui e aqui). Viveu em pleno a sangrenta Revolução Francesa e as barbáries que se seguiram> Feito prisioneiro pelas tropas napoleônicas, foi exilado por diversas vezes, empreendendo uma viagem longa e penosa, na qual era brutalmente maltratado pelos franceses, até chegar em Valença do Ródano (França), onde morreu aos 81 anos de idade, perdoando os carcereiros. Foi enterrado como um “cidadão” qualquer, pois o “clero constitucional” lhe negara o enterro cristão. O prefeito local escreveu no registro de defuntos: “Faleceu o cidadão Braschi que exercia a profissão de pontífice”. E os jornais da Europa publicaram em grandes manchetes: “Pio VI e último”, comemorando prematuramente o fim da Igreja Católica. Em janeiro de 1800, Napoleão autorizou que os restos mortais de Pio VI fossem levados para Roma, onde foram sepultados nas grutas vaticanas. Pio XII mandou que fossem transferidos para a cripta da Basílica de São Pedro. É a Cúria deste Pontífice que ele denunciou?  

4. Trabalhou até pela implantação de uma igreja nacional, à imagem da anglicana na Inglaterra. Esta informação não consegui confirmar. Mas... precisa? Eu poderia até dizer que, por ser filo-protestante a Wikipédia, poderíamos nos fiar desta informação, mas... quem pode se confiar em inimigos da Igreja? Passa batido. Se eu futuramente encontrar alguma confirmação, ou se alguém tiver a fineza de me informar a respeito, atualizarei o post. Sigamos. 



2. Sobre a “Bíblia Figueiredo 


O processo de tradução durou 18 anos[1]. Inicialmente, foi publicado o Novo Testamento, entre 1778 e 1781, em seis volumes. O Antigo Testamento foi publicado entre 1782 e 1790, em 17 volumes, tendo essa Bíblia, ao todo, 23 volumes. Uma versão mais reduzida, de sete volumes foi publicada em 1819. Uma versão em volume único só foi publicada em 1821. Ou seja, após a tradução, houve uma série de reduções: com que propósito e com que qualidade? 

Levando em conta que era uma época revolucionária, cuja vida intelectual era dominada pelo Iluminismo maçônico – em que, por exemplo, Napoleão determinava o que se devia ensinar nos seminários católicos, introduzindo disciplinas liberais porque entendia que os estudos eram muito limitados à religião, produzindo Padres reacionários e burgueses – eu me pergunto qual é a qualidade do trabalho de tradução e do trabalho de “redução” do padre Figueiredo e, obviamente, das edições posteriores.  

E tem mais! Suas anotações foram parar no "Index", porque eivadas de erros. 

No Wikipédia, consta ainda: “Por ser uma versão com português mais recente, foi considerada melhor que a do Almeida, apesar de não ter sido baseado nos idiomas originais. A tradução do Padre Figueiredo é baseada na Vulgata Latina. A Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira editou as revisões de 1821 (completa) e 1828 (sem os deuterocanônicos). A Sociedade Bíblica de Portugal foi fundada em 1835 e distribuiu essa, além da versão de Almeida. Teve boa acolhida entre católicos e protestantes. No Brasil, a Bíblia do Padre Figueiredo é ainda publicada, em versão corrigida para o português moderno, pela Editora Eldebra”. Vou “traduzir” este verbete para melhor compreensão:   

1. A Almeida foi traduzida pelo Padre João Ferreira de Almeida, um católico que apostatou. As primeiras edições de sua bíblia inclusive traziam esta informação, mas os protestantes a refutam dizendo que, com “padre”, se queria dizer “pastor”, e que Almeida só começou a traduzir a bíblia dois anos depois de apostatar. Seja como for, não é confiável.  

2. A Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, a “The Bible Society”, é uma rede protestante que traduz e distribui bíblias protestantes pelo mundo afora. É a primeira de uma série de sociedades bíblicas protestantes.  

3. A Sociedade Bíblica de Portugal é outra sociedade protestante que tem a mesma finalidade da britânica. 

4. A Eldebra é uma editora liberal. O catálogo traz títulos desconcertantes. Não obtive informações se é protestante ou modernista, mas, ao fim e ao cabo, não dá na mesma? 



3. Conclusão 


A Igreja autorizou, sim, a Bíblia Figueiredo[2], mas “suas anotações (que os protestantes tiraram) eram, em grande parte, eivadas de influências realistas, etc., e foi necessário serem condenadas pela Igreja que, aos 26-1-1795, pô-las no ‘Index’.[3].  

Ademais, “em 1943, data da referida encíclica” – refere-se à “Divino Afflante Spiritu”, de Pio XII (30.10.1943) – “a única Bíblia católica completa existente em Portugal era a de Matos Soares, já que a de Figueiredo, desde que os protestantes a editaram, praticamente não foi mais utilizada pela Igreja Católica” (Grifos nossos. Cf. Panorama das traduções da Bíblia em Português no século XX e a sua recepção no meio católico, de Herculano Alves, OFMCap. Universidade Católica Portuguesa, p. 209). 

Não sei se necessita dizer muito mais a respeito desse padre revolucionário e de sua bíblia apreciada pelos protestantes e cujas notas foram parar no “Index”. Mas, como sempre vos digo, não sejam reféns das informações mastigadas que recebem, até mesmo de mim. Saiam do comodismo e façam suas próprias pesquisas. Uma das coisas boas que a Internet permite é o acesso às informações. 



Fontes (leiam com o devido cuidado): 
1. https://pt.wikipedia.org/wiki/António_Pereira_de_Figueiredo
2. https://it.wikipedia.org/wiki/Papa_Pio_VI
3. https://www.missaojovem.org/sociedade-biblica-britanica-e-estrangeira;  
4. http://cvc.instituto-camoes.pt/filosofia/ilu11.html
5. http://www.monergismo.com/textos/bibliologia/historia_bibliaportugues.htm;
6. https://www.veritatis.com.br/a-versao-portuguesa-da-biblia-entre-os-protestantes;
7. https://permanencia.org.br/drupal/node/871
8. A Bíblia e suas edições em Português, Aires A. Nascimento e outros, Edições Universitárias Lusófonas e Sociedade Bíblica de Portugal, 2010. PDF
9. Panorama das traduções da Bíblia em Português no século XX e a sua recepção no meio católico, de Herculano Alves, OFMCap. Universidade Católica Portuguesa. PDF;
10. A Bíblia no Brasil Império: Como um livro proibido durante o Brasil Colônia tornou-se uma das obras mais lidas nos tempos do Império, de Luiz Antonio Giraldi, Sociedade Bíblica do Brasil, 2014; 
11. Tinta sobre papel: livros e leituras em Pernambuco no século XVIII, Volume 1, de Gilda Maria Whitaker Verri. Editora Universitária UFPE, 2006. 


Notas:
1. “Trabalhou Figueiredo durante uns dezoito anos sobre a Vulgata latina, porque, confessava, “não sendo eu nem ainda medianamente instruído nas línguas originais, hebraica e grega, em que foram escritos, respectivamente, o Velho Testamento e os Evangelhos, mal poderia sair exacta e perfeita esta minha tradução”. Cf. A Bíblia e suas edições em Português, Aires A. Nascimento e outros, Edições Universitárias Lusófonas e Sociedade Bíblica de Portugal, 2010, p. 50. 
2. “... durante dois séculos iria ser acolhida como autorizada por corresponder às normas arbitradas pela Cúria Romana”. Cf. A Bíblia e suas edições em Português, de Aires A. Nascimento e outros, Edições Universitárias Lusófonas e Sociedade Bíblica de Portugal, 2010, p. 50. 
3. "Súmula bíblica contra protestantes". Cf. Permanência


8 comentários:

  1. Excelente observação!
    Padre Antônio Pereira de figueiredo, ainda que exímio latinista, historiador e teólogo, mas desgraçadamente de espírito protestante, foi defensor e difusor do regalismo e de outras ideias jansenistas e galicanas, desenvolvendo um movimento próprio e similar aos destes hereges em Portugal. A compilação de suas ideias está contida principalmente em duas obras, as teses "De Suprema Regum" e "Tentativa theologica.." que foram reimpressas e utilizadas pelos mesmos jansenistas e galicanos, dado a paridade de pensamentos entre ambos.
    A tradução das Sagradas Escrituras que foi realizada por Pereira ainda hoje está repleta de controvérsias, basta uma rápida busca pela internet para certificar-se disso. A tradução realizada por Pereira foi recebida, na época, com muita euforia tanto por católicos quanto por protestantes (principalmente anglicanos), entretanto, a segunda edição de sua tradução teve suprimidas as notas de rodapé, sendo condenadas pela Santa Sé pelo fato de defenderem o direito dos reis de interferirem nas questões religiosas.
    Enfim, é absolutamente desaconselhável o uso dessa tradução.
    Todas as informações envolvendo as controvérsias a respeito do padre Antônio Pereira de Figueiredo estão expostas e ao alcance de todos na internet. Se alguém quiser conhecer a verdade e certificar-se do que aqui está dito, basta um pouco de boa vontade e uma boa pesquisa. Há livros excelentes no Google, dos séculos XVII e XVIII que tratam sobre tudo isso.

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  2. Um adendo,

    Os sedevacantistas de Atibaia, responsáveis pela divulgação na internet da tradução das Sagradas Escrituras realizada por Pereira, emitiram uma nota condenando este artigo e contestando a informação da autora a respeito da não autorização de outras versões das Sagradas Escrituras pela legítima autoridade da Santa Igreja no Brasil; uma contestação justa.

    Entretanto, a legítima autoridade que emitiu o "imprimatur" para esta versão das Sagradas escrituras foi Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, Cardeal Arcebispo de São Paulo em 1946, um dos fundadores da CNBB, um liberal e entusiasta das reformas emanadas do Concílio Vaticano II. Como consta em sua biografia, o Cardeal Motta estimulou em São Paulo, já no fim da década de 50, movimentos e associações de leigos que viriam a tornarem-se vetores anticlericais e da teologia da libertação, tais como o Movimento familiar Cristão (MFC) e a Ação Católica. Esta última, já distante dos primórdios integrista, sob o estímulo do então Cardeal Motta e dirigida por ninguém mais e ninguém menos do que o, então, padre Helder Câmara, tornou-se um instrumento eficaz para a difusão do liberalismo, principalmente a partir do Concílio Vaticano II. Já infeccionada pelas ideias liberais, e isso em 1947, a Ação Católica já não contava mais com a ilustre presença e o apoio de Plínio Corrrêa de Oliveira, que havia abandonado o movimento um ano antes, 1946, por discordar dos rumos que ela estava tomando já naquela época.

    Portanto, não é de se estranhar que o Cardeal Motta tenha dado o "imprimatur" para uma obra cujo autor conhecia bem e que já no século XVIII manifestava ideias tão revolucionárias e perniciosas, anti-romanas, a exemplo dos galicanos e jansenistas.

    Os sedevacantistas conhecem, e bem, o problema que atingiu as autoridades legítimas da Santa Igreja no final dos anos 60. O Cardeal Motta não foi o primeiro filo-liberal, para não chamar de modernista inrrustido, que foi elevado aos altos postos dentro da Santa Igreja, e que o digam João XXIII (Roncalli), Paulo VI (Montini), Bugnini e tantos outros que foram agraciados com títulos e isso ainda na época de Pio XII. E seguindo o raciocínio que se desprende destes fatos, fico imaginando se os sedevacantistas aceitariam uma edição das Sagadas Escrituras que constasse de um "imprimatur" dado pelo também insuspeito, mas não menos pernicioso, Cardeal Giacomo Lercaro...

    Todos estes fatos foram ignorados propositalmente ou omitidos involuntariamente pelos sedevacantistas por serem desconhecidos dos mesmos?

    Com a palavra o suprassumo do catolicismo no Brasil...

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    1. Ótimas observações, Luiz Miguel. Acredito mais na primeira opção elencada acima.

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  3. Aqui tem informações sobre a já corrigida e revista "Bíblia Ferrada por Almeida": https://fimdafarsa.blogspot.com/2013/07/corrupcao-e-mutilacao-das-biblias.html

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    1. Não entendi a necessidade de falarmos sobre a Almedia, uma vez que ela é protestante de pai, mãe e parteira. De fato, contudo, o link é interessante, mas não é infalível. As informações que ali constam vieram também de fontes protestantes. Qual a credibilidade? Por exemplo, eu relevei a questão da idade do Almeida, que em alguns outros sites se informa que teria começado a traduzir aos 14 anos... sic! Se fosse esse prodígio mesmo não teria deixado uma obra incompleta.

      Fica como registro e para quem estiver interessado nela.

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  4. Prezados senhores

    Boa noite

    Entendo que seria interessante um livro específico sobre os Santos Livros Deuterocanônicos pois esse assunto é muito importante no debate com os protestantistas. Tendo excelentes argumentos contra as objeções protestantistas nesse assunto o argumento deles enfraqueceria muito nos debates sobre os Santos Livros Deuterocanônicos.

    Luiz

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    Respostas
    1. Sr. Luiz, não se debate com protestantes ou qualquer outro tipo de herege,pagão ou ateu.

      O erro não tem direitos, a não ser o direito de aderir à Verdade.

      Quando o senhor "debate" com um protestante está se colocando no mesmo nível dele, e isto um católico não deve fazer.

      Estude sobre os livros sagrados para conhecimento pessoal e para ENSINAR os ignorantes, nunca para debater com eles.

      Somente os tolos e os imprudentes dão pérolas aos porcos. Os protestantes que eventualmente se converteram não foi por causa de debates, mas pq estudaram sinceramente buscando a Verdade, e A encontraram. É um ato de vontade, não de convencimento. Ninguém converte ninguém. A conversão vem de Deus.

      E Deus tb castiga os soberbos, e pode acontecer que, ao tentar "converter" um protestante, um "debatedor" perca e acabe abjurando a Fé.

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