
Da Itália, uma iniciativa para tentar parar os ataques islâmicos a igrejas e fieis cristãos na Nigéria. Mesmo se tratando de um pedido movido, aparentemente, por questões meramente humanitárias, como o direito à crença de livre escolha tanto ufanado, não deixa de chamar a nossa atenção e de levar-nos a indagar onde está o Brasil nisso tudo... Um Governo que alardeia a defesa combativa dos direitos do homem se cala diante da morte silenciosa e quase despercebida de milhares de seres humanos. Os novos mártires, os mártires da atualidade. Talvez se se tratasse de petróleo... Se já não lhes interessa obedecer à Lei de Deus, que obedeçam e defendam
as leis que fizeram para si: o direito de rezar é um direito básico,
como se alimentar, se agasalhar e estudar. Não queriam a liberdade
religiosa? Que a defendam agora!Ou só vale para os não-cristãos?
Os signatários da moção são políticos italiano ligados ao Partido Il Popolo della Libertà, de Silvio Berlusconi; coloquei entre parênteses informações acerca de cada um deles.
EPPUR SI MUOVE...
Três
pequenas mulheres, Eugenia Roccella,
Souad Sbai, Fiamma Nirenstein, decidiram não virar a o rosto para o outro
lado, de romper o silêncio do Ocidente diante da chacina de cristãos
na África. São as primeiras signatárias de uma moção apresentada
sexta-feira à Câmara para que o Governo Italiano tome parte ativa junto à
ONU para que forças de interposição sejam enviadas à Nigéria, para
proteger as Igrejas cirstãs e seus fieis. Eis o texto:
A
Câmara, tendo-se como premissa que: a matança de homens, mulheres e crianças em
oração, por parte de fundamentalistas islâmicos, repugna à consciência
de cada pessoa de boa vontade e constitui a mais elementar e evidente
violação de cada direito do homem: "todo indivíduo tem direito à
liberdade de pensamento, de consciência e de religião; tal direito
inclui a liberdade de mudar religião ou credo, e a liberdade de
manifestar, isoladamente ou em comum, e seja em público que em privado, a
própria religião ou o próprio credo no ensino, nas práticas, no culto e
na observância dos ritos"; nenhum País que se diga civil pode
permanecer indiferente ao massacre de inocentes, que se tornaram alvos
de assassinos organizados apenas porque pertencentes a um credo
religioso.
Não obstante isso, nos últimos tempos temos assistido, impotentes, à
matança sistemática de cristãos nigerianos, vítimas de ataques visando
sobretudo as igrejas onde pessoas desarmadas vão rezar, e que, então,
todo domingo se tornam alvo fácil de um terrorismo feroz e implacável;
segundo o Osservatorio della Libertà Religiosa, os mortos em 2012 são
mais de 600 [só na Nigéria], e aqueles mortos nos últimos 10 anos
ultrapassam os 10.000:
é necessário, mais do que tudo, reconhecer que o massacre dos cristãos
em ação é uma grande emergência humanitária que deve ser enfrentada com
instrumentos adequados; a impunidade com que os terroristas parecem
atuar também confirma a sua força e poder aos olhos do mundo, e se corre
o risco de suscitar iniciativas análogas por parte de outros grupos
organizados, levando o massacre a outros territórios onde opera o
terrorismo islâmico, em nome do ódio para com os cristãos e o Ocidente,
identificado com a civilização judaico-cristã; deve-se por um fim a
estas ações terroristas, pelo bem não somente da Nigéria, mas da inteira
comunidade humana, que é sempre ameaçada em sua totalidade mesmo quando
apenas uma parte dela seja diretamente atingida,
com formas de violência como aquelas a que assistimos de forma constante
em Nigéria; é necessário que à violência se responda com iniciativas
concretas e eficazes, que parem as mãos assassinas, e sejam dissuasivas
para quem quer alimente a intenção de acompanhar e apoiar os
terroristas; servem iniciativas de solidariedade internacional em apoio
ao Governo nigeriano, desde a cooperação bilateral até a uma possível
intervenção dos boinas azuis. Nunca uma missão poderia ser mais
humanitária do que esta: tropas de paz para rezar em paz, demonstrando
que o primeiro interesse das nações é a defesa da liberdade de
consciência, de pensamento, e de culto. Empenha o Governo
Italiano: - a tornar-se ativo junto à ONU, para que forças de
interposição sejam enviadas à Nigeria, em coordenação com o Governo
nigeriano, para a proteção das Igrejas cristãs e os fieis; - de fato as
condenações internacionais expressas pela Europa, EUA e outros países
não surtiram efeitos, permanecendo letra morta. Somente uma mobilização
internacional determinada a defender fisicamente as vítimas da
perseguição contém as premissas para obter algum resultado concreto.
Primeiras signatárias: Eugenia
Roccella [1953 - jornalista e política italiana], Souad Sbai [1961 - jornalista e política italiana de origem marroquina], Fiamma Nirenstein [1945 - jornalista, escritora e política italiana]. Também subscreveram a moção:
Isabella Bertolini [1963 - política italiana], Mara Carfagna [1975 - artista e política italiana], Manlio Contento [1958 - advogado e político italiano], Sabrina De
Camillis [1969 - política italiana], Maurizio Del Tenno [1973 - político e empreendedor italiano], Domenico Di Virgilio [1939 - médico e político italiano], Maurizio Leo [1955 - advogado, editor de jornal e político italiano], Ugo
Lisi [1967 - advogado e político italiano], Beatrice Lorenzin [1971 - política italiana], Alfredo Mantovano [1958 - político e magistrado italiano], Giorgia Meloni [1977- jornalista e política italiana], Alessandro Saro Alfonso Pagano [ecônomo e político italiano], Antonio Palmieri [1961 - filósofo e político italiano], Giuseppe Palumbo[1940 - médico, professor e político italiano], Fabio Rampelli [1964 - arquiteto e político italiano], Maurizio
Scelli [1961 - advogado e político italiano], Gabriele Toccafondi [1972 - político italiano].
Fonte: http://lomosalvatico.wordpress.com/2012/07/14/eppur-si-muove/
Tradução: Giulia d'Amore
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