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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Festa do Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo

13 de janeiro 

Festa do Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo  

 


"Cristo é iluminado no Batismo, recebemos com Ele a luz; Cristo é batizado, desçamos com Ele às águas para com Ele subirmos.

João batiza, e Jesus se aproxima; talvez para santificar igualmente aquele que O batiza e, sem dúvida, para sepultar nas águas o velho Adão. Antes de nós, e por nossa causa, Ele, que é Espírito e carne, santificou as águas do Jordão, para assim nos iniciar nos sacramentos mediante o Espírito e a água.

João reluta, Jesus insiste. Eu é que devo ser batizado por ti (cf. Mt 3,14), diz a lâmpada ao Sol, a voz à Palavra, o amigo ao Esposo, diz o maior entre todos os nascidos de mulher ao Primogênito de toda criatura, aquele que estremecera de alegria no seio materno ao que fora adorado no seio de sua Mãe, o que era e seria precursor ao que já tinha vindo e de novo há de vir. Eu é que devo ser batizado por ti. Podia ainda acrescentar: e por causa de ti. Pois sabia que ia receber o batismo de sangue ou que, como Pedro, não lhe seriam apenas lavados os pés.

Jesus sai das águas, elevando consigo o mundo que estava submerso, e vê abrirem-se,
de par em par, os céus que Adão tinha fechado para si e sua posteridade, assim como o Paraíso lhe fora fechado por uma espada de fogo.

domingo, 15 de janeiro de 2012

O que procurais?

A HORA QUE VALE UMA VIDA

por Pe. Angelo Busetto (14-01-2012) 

“Foram e viram onde morava e aquele dia permaneceram com ele; era por volta das quatro da tarde” João 1,39.

É como lembrar o primeiro encontro com a mulher amada. Ou o dia e a hora do nascimento do filho. Um acontecimento que muda a vida. Para João e André foi uma hora inesperada, extraordinária, impossível de esquecer. O que houve? Jesus acaba de sair do esconderijo. No meio de tanta gente, ele também foi ao rio, e João Batista, da mergem, logo o viu e o apontou.

Lendo a crônica daquele acontecimento registrada nos Evangelhos, temos quase a impressão que o seu grito ecoou aos quatro ventos, despertando o mundo. Na realidade, apenas João e André prestaram atenção nele, dois jovens pescadores que haviam se dado uma folga no trabalho, atraídos, como muitos outros, pelo novo profeta do rio. 


Que procurais?

Assim começou a aventura da vida deles, e assim começou a história que envolveu muitas outras pessoas ao longo dos séculos, até nos tocar também. Um leve passar, o farfalhar dos passos por sobre o cascalho do rio, um coração acelerado, uma incerteza dos dois que caminham atrás dele: "é agora que o chamamos?" É o próprio Jesus a virar-se: "que procurais?". Procuram o que há séculos, desde sempre, os homens estão buscando. Procuram o seu rosto, o seu coração, a sua mão forte. Procuram uma casa, a sua casa, onde morar com ele. Procuram a estrada, a sua estrada, para trilhar com ele. 

Agora, ele está diante deles, os convida à sua casa, e estes permanecem com ele durante todo aquele dia. No dia seguinte, André conta tudo a seu irmão Pedro, juntos o dizem aos amigos; voltando a ele nos dias que se seguem, vão atrás dele sem demoras quando, enquanto estão ao mar com a pequena cooperativa de pesca, Jesus os chama para ficar com ele sempre, tornam-se pescadores de um mar maior. Aquela no rio Jordão é uma hora decisiva, a hora da vida, a hora do mundo.

Tradução: Giulia d'Amore di Ugento

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