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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

10 de dezembro: São Melquíades, Papa e Mártir

10 de dezembro 

São Melquíades

Papa e Mártir


Hoje a Igreja nos propõe à veneração de São Melquíades, 32º Papa da Igreja Católica. Fazia parte do clero romano, quando, por morte do Papa Eusébio, em 310, foi eleito seu sucessor. Ele era também conhecido por Milcíades, Miltíades ou Melquíadas. Era de origem africana, embora não se tenham notícias sobre a data e lugar de seu nascimento, nem de sua história até a chegada ao Trono de Pedro. Morreu em Roma, aos 10 de janeiro de 314 e sepultado nas Catacumbas de São Calixto, mas suas relíquias repousam na igreja de São Silvestre in Capite. Sua festa foi fixada no dia 10 de dezembro. O Martirológio Romano confere-lhe o título honroso de mártir, por ter sofrido torturas por Cristo durante as perseguições. 

"Verdadeiro filho da paz, verdadeiro pai dos cristãos" (segundo Santo Agostinho).


A Igreja estava vivendo ainda os tristes dias da perseguição. Na disputa pelo Império Romano achavam-se dois grandes chefes: Constantino Magno e Maxêncio, quando em 312, na histórica batalha na ponte Mílvia sobre o rio Tibre, em Roma, Constantino saiu vitorioso. Com o imperador Constantino, oficialmente cessou a perseguição contra a Igreja, pois ele atribuiu a sua vitória à proteção do Deus dos cristãos.  Promulgou, então, o famoso Édito de Milão que dava liberdade e proteção à Igreja.

O Papa Melquíades passou a ser o Papa da liberdade da Igreja, que, saindo da opressão, ganhava respeito e prestígio. Melquíades reorganizou as sedes paroquiais em Roma, conseguiu a devolução dos bens e edifícios eclesiais que haviam sido confiscados durante a perseguição, iniciou a construção da Basílica Lateranense, a primeira igreja construída em Roma, chefe e mestra de todas as catedrais da Cristandade.

Lutou contra as heresias e tomou atitudes enérgicas contra o cisma de Donato, que na África contestava a legitimidade da eleição dos ministros de Deus e fanaticamente se substituía a qualquer autoridade. Este cisma, de grandes proporções, por todo o século, se infiltraria na Igreja na África.

Para entendermos um pouco:

No início da era cristã, o norte da África fazia parte do Império Romano, sendo uma região muito habitada e próspera, tendo o Cristianismo lá entrado já no primeiro século, tornando-se próspero, ativo e fecundo. Muitos bispos, escritores eclesiásticos e santos vieram daquela região. Havia uma forte emigração da África para a Itália, principalmente para Roma, capital do Império Romano. Muitos cristãos da África passaram para Roma, tendo alguns até feito parte do clero romano, chegando a Sumos Pontífices, como Vítor, Melquíades, Gelásio.  A decadência do Cristianismo na África aconteceu com o surgimento do Islamismo, que, nos séculos VIII-IX, arrasou os cristãos com seu fanatismo.

Ao Papa Melquíades deve-se a tradição, que se manteve por muitos séculos, de levar às outras igrejas de Roma uma parte do pão consagrado pelo Papa, em sinal de unidade e unicidade do Sacrifício Eucarístico. A ele cabem também decretos disciplinares e litúrgicos.

O pontificado de São Melquíades foi de apenas quatro anos, sucedendo-o o Papa Silvestre que permaneceu na Cátedra por muitos anos e soube consolidar a evangelização e a paz.  



Fontes:  



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