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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

FSSPX: PHILIPPE d'ASSAC ALERTOU TODOS OS PRIORES DA FRANÇA SOBRE A INFILTRAÇÃO NA FRATERNIDADE

OPERAÇÃO MEMÓRIA: Um alerta que passou “despercebido” ou foi propositalmente ignorado? Qual o papel de Pe. Cellier na FSSPX? E o que dizer da estranha figura de Maximilian Krah, chamado por d'Assac de “He who shall remain nameless”, que me faz lembrar do “L'Innominato” dos “Promessi Sposi” de Manzoni dos tempos do Liceo Classico Dante Alighieri, na Itália: uma figura perversa e que domina toda a história, sem quase aparecer publicamente. Krah parece ser e não ser dentro da FSSPX. Ninguém o menciona. Fazem de conta que ele não existe. E me pergunto como alguns bons padres podem dormir à noite sem se perguntar qual o verdadeiro papel desse senhor na FSSPX, que negócios tem com Menzingen, e por que Menzingen o "blindou" de uma forma inatingível. Well, como diz um desses bons padres, isso vai nos ser revelado no "Dia da Revelação"... Mas vamos ao texto:

OUVIDOS MOUCOS


PHILIPPE d'ASSAC ALERTOU TODOS OS PRIORES DA FRANÇA SOBRE A INFILTRAÇÃO NA FRATERNIDADE.


Em 4 de abril de 2011, o grande católico contrarrevolucionário Philippe Ploncard d'Assac[1] enviou uma carta a todos os priores da França alertando-os do perigo de uma infiltração gnóstico-maçônica dentro da Fraternidade. O autor é filho do conhecido Jacques Ploncard d’Assac, autor do livro “A Igreja ocupada”, que foi muito próximo de Monsenhor Lefebvre.



SOCIEDADE DE FILOSOFIA POLÍTICA
BP 30030; 83952 La Garde Cedex
Tel-fax: 04 94 27 90
Toulon, 4 de Abril de 2011


Estimado Padre:

“He who shall remain nameless”
Diante da gravidade da situação, nos vemos obrigados a lhe informar o que acontece na FSSPX, o que aconteceu e o que atualmente está acontecendo em relação a Roma.

A infiltração de personagens duvidosos em posições com responsabilidades de destaque, incluído “Aquele que deve permanecer anônimo[2], com origens e convicções totalmente opostas àquelas defendidas por Mons. Lefebvre, e próximos de Dom Fellay há quase dois anos. 

Por anos eu tentei, junto com outras pessoas conscientes do perigo, alertar, primeiro em privado, à hierarquia da Fraternidade, sem sucesso, sobre a infiltração gnóstico-maçônica em seu seio, essencialmente pelos escritos dos padres Cellier[3] e de Tanoüarn[4].

Cellier
de Tanoüarn
Conquanto o padre Tanoüarn tenha ido embora, o Padre Cellier continua em seu lugar, em posições de responsabilidade, e nós não podemos mais do que chamar a atenção para seus escritos “Le Dieu mortel”, “La paille et le Sycomore“, e “Benoit XVI et les Traditionalistes[5], esta última obra editada por Jean-Luc Maxence[6], que é abertamente um maçom!

A crescente importância que atualmente “Aquele que deve permanecer anônimo” tem nos negócios da Fraternidade, a ponto de ter firma conjunta com Dom Fellay, é inédita, com as consequências que isso implica sobre a independência da Fraternidade.

Em sua época, Dom Lefebvre velava pela formação político-filosófica de seus sacerdotes, seminaristas e fiéis leigos, convidando especialistas em Maçonaria, como o professor Bernard Faÿ[7] ou meu pai; agora essa formação acabou, resultando em lacunas em virtude da ignorância sobre o inimigo.

Pior ainda, e tenho a experiência junto com outros, como os cavalheiros Max Barret[8] e Bonnet de Villers[9]. Etienne Couvert[10], Arnaud de Lassus[11] e eu, entre outros, somos os que dão o alarme e que são fustigados e rotulados como inimigos da Fraternidade.

Dr. Philippe Ploncard d’Assac
Dado o agravamento da situação, devido às responsabilidades confiadas a este homem “que deve permanecer anônimo”, não podemos permanecer em silêncio, e é por isso que nos permitimos, sempre que a situação exigir, enviar nossa informação, que, obviamente, não encontrarão no “La Porte Latine” ou em outros sites deste tipo.

É necessário que a cegueira da hierarquia cesse, assim como a passividade de seus comandos, caso contrário se comprometerá o legado de Mons. Lefebvre. É por isso que vamos continuar vigilantes.

Queira considerar, padre, a expressão de meu respeito filial.

AMDG

Dr. Philippe Ploncard d’Assac
Presidente da Sociedade de Filosofia Política e dos Círculos Nacionalistas Franceses.



Fontes: Non Possumus (Espanhol) e Ignis Ardens (Inglês - forum tradicionalista que está sendo alvo de perseguição por parte de Menzingen).
Tradução e notas: Giulia d'Amore di Ugento



[1] Philippe Ploncard de d’Assac (Paris, 1936) é um ensaísta francês, pertencente ao movimento nacionalista e tradicionalista Francês. Ele é o filho do escritor e jornalista Jacques Ploncard d’Assac, de quem é sucessor de um trabalho de combate aos inimigos da Igreja. Neurocirurgião aposentado, ele era o chefe de clínica do Hospital Universitário de Genebra e ex-professor visitante da Universidade de Bruxelas. Reconhecido como um dos pioneiros da microcirurgia aplicados à neurocirurgia, particularmente microcirurgia vascular cerebral, ele é o autor do “Manual de Técnicas de Microcirurgia”. Passou parte da sua juventude em Portugal, onde seu pai era conselheiro do Presidente António de Oliveira Salazar. Em 1990, foi chamado por Jean-Marie Le Pen (pai de Marine Le Pen, candidata do partido Frente Nacional à Presidência do País em 2012) para retomar o controle do “CFRE - Cercle des Français Résidants à l’Étranger”. Foi membro da Frente Nacional (FN), de onde saiu em 1993, oficialmente por causa da proibição que tem sido feita de falar sobre De Gaulle, a Nova Direita, a Maçonaria, o aborto etc. Abertamente um complotista antissionista e antissemita, Philippe Ploncard d’Assac dá conferências nos meios de comunicação dos simpatizantes do neonazismo francês e dos católicos tradicionalistas. Ao sair da FN, d’Assac fundou os “Cercles Nationalistes Français” (CNF), após seu retorno à França e a publicação de seu livro “Le Nationalisme Français”. Durante algum tempo, teve um espaço na “Radio Courtoisie” de Serge de Beketch, de onde saiu por causa da proibição de falar sobre a Maçonaria. Mudou-se para Toulon, onde dirige os “Cercles Nationalistes Français” e um boletim mensal (apenas para assinantes): “La Politique “, cuja primeira edição foi lançada em abril de 2001. Comanda também a editora “La société de philosophie politique”, que publica seus livros, bem como os do pai, Jacques Ploncard d’Assac. Dedica-se à formação doutrinária, para restabelecer os princípios fundadores da França desde o batismo de Clovis. Sua luta antimaçônica visa, em primeiro lugar, alertar sobre os perigos da Maçonaria como uma sociedade secreta conhecida como a instigadora da Revolução Francesa e da República dos Lobbies. d’Assac se empenha a fazer compreender, sobretudo aos maçons, que foram enganados, e a mostrar o que está por trás da estrutura hierárquica das Lojas. Também vem denunciando, há muito tempo, o clã gnóstico que age dentro da FSSPX, e que inclui os padres Philippe Laguérie (IBP), Grégoire Célier (vide nota relativa), Guilliaume de Tanoüarn (vide nota relativa), que são os principais instigadores da penetração gnóstica e cripto-maçônica nos meios tradicionalistas. Alguns deles deixaram a FSSPX, mas continuam a exercer a sua maléfica influência. O livro “Enquête sur la Nouvelle Droite et ses compagnons de route”, no qual d’Assac alertou sobre essa infiltração, lhe valeu a própria demonização em alguns setores da “Direita Católica”. Vale lembrar que o seu pai, na edição 5 da Revista “Europe-Action”, já havia começado a denunciar a Nova Direita. Em seu livro “ Tradition ou révolution?”, d’Assac amplia e atualiza as advertências feitas por seu pai no “L'Église occupée”, obra fundamental para entender as origens da crise na Igreja.
[2] Refere-se a Maximilian Krah (1977), segundo sua autobiografia, é uma alemão que vive em Dresden, Londres e Nova Iorque, interessado em arte, literatura, filosofia, teologia, política e moda. Casado e com quatro filhos, católico. Em seu blog, não há menção alguma à FSSPX. Ler mais sobre ele aqui.
[3] Padre Grégoire Cellier. Autobiografia em PDF. Entrevista a Olivier Pichon em PDF. Ele assina também como “Paul Sernine” e “Abbé Michel Beaumont” – vide PDF em francês. É membro do GREC. Seu blog.
[4] Padre Guillaume de Tanoüarn fora ordenado padre por Mons. Tissier de Mallerais, no Seminário de Ecône, em 1989. Foi primeiramente professor do Instituto Pio X, em Paris, depois no Gabão. De volta à França, funda as revistas “Pacte” (um boletim mensal) e “Certitudes”, uma antiga publicação mensal da FSSPX que foi suspensa em 2005 e cujo diferencial era ser uma revista com “abertura de espírito” e também mais cautelosa quanto à questão do gnosticismo. Tornou-se uma das figuras mais importantes do movimento tradicionalista católico. Foi pároco de Saint-Nicolas, em Compiègne, de 1991 a 1995. Depois, se tornou, por muitos anos, vigário da igreja de Saint-Nicolas-du-Chardonnet, o principal local de culto da FSSPX, em Paris. Se autointitula maurrassien, ou seja integralista. Em 2004, ele expressou publicamente sua desaprovação quanto à expulsão do Padre Philippe Laguérie da FSSPX. Por causa disso, ele também será expulso. Ele continuará a dirigir as duas revistas, que serão substituídas pela nova publicação “Objections”, em 2005. Sua linha de pensamento está resumida na “Supplique à Sa Sainteté Benoît XVI“. Atualmente é membro do IBP, dirige o Centre Saint-Paul, em Paris, a Revista digital “Respublica Christiana“ e a Revista “Objections”. Seu blog.
[5] De Padre Cellier e Olivier Pichon, um professor, jornalista e político Francês.
[6] Jean-Luc Maxence é um poeta, escritor e editor Francês, da casa editorial “Nouvel Athanor”.
[7] Bernard Faÿ (1893-1978) foi um historiador Francês das relações Franco-Americanas e um inimigo da Maçonaria. Usava também o pseudônimo de “Elphège du Croquet de l'Esq”.
[8] Max Barret, uma figura histórica da FSSPX, líder secular da FSSPX na França e grande amigo do Arcebispo Lefebvre, foi motorista de Monsenhor Lefebvre e diretor da peregrinação de Lourdes, até ser demitido em 2007.
[9] Adrien Marie Bonnet de Viller, também conhecido como Adrien Loubier.
[10] Etienne Couvert escreveu, entre outros títulos, “A Verdade sobre Galileu” (PDF).
[11] Arnaud de Lassus é o autor de “Connaissance élémentaire du Libéralisme catholique, 1988”.

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