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sábado, 26 de março de 2016

Que mal ele fez?

ECCE HOMO
de Guido Reni
A hora fatal se aproximava. As potências das trevas estavam livres; e eis que todo um povo, tomado por um espírito de furor e de vertigem, se apodera do Justo. Seus próprios discípulos, educados em sua escola, alimentados com seu pão, cobertos por suas carícias; seus discípulos, que acabam de lhe jurar uma fidelidade a toda prova, o abandonam, o negam: um deles o traiu. Amarrado como um malfeitor, ele é levado de tribunal em tribunal, pelas ruas de uma grande cidade. Homens, mulheres, crianças, magistrados, anciões com cabelos brancos, todos acorreram e formaram um cortejo tumultuoso. Do seio desta multidão, hedionda como um homem embriagado, agitada como um mar em fúria, se elevam incessantemente gritos de morte. O ódio impaciente não pode esperar a sentença que deve lhe entregar o inocente. Escarram em seu rosto, o esbofeteiam, batem nele com varas, até colocar a nu as veias e os ossos: da cabeça aos pés, seu corpo forma apenas uma ferida.

À crueldade se junta a insultante zombaria. Como o tigre que brinca com sua presa antes de devorá-la, esse povo bárbaro ultraja sua vitima antes de beber seu sangue. Eles o revestiram com uma túnica de escárnio; em sua mão eles colocaram um caniço como um cetro, e sobre sua cabeça uma coroa de espinhos em sinal de diadema; depois, vendando-lhe os olhos, eles dobram os joelhos, o batem rudemente no rosto e lhe dizem: "Salve, Rei dos Judeus".

sexta-feira, 25 de março de 2016

Beata Margarida Clitherow, mártir do Anglicanismo

Beata Margarida Clitherow, mártir do Anglicanismo


No dia 25 de março, comemora-se também a memória da Beata Margarida Clitherow, mártir do Anglicanismo

Releia a vida dessa grande Santa, que não rezava com os hereges, como vemos tantos "católicos" fazer hoje. 

Clique na imagem abaixo para reler a vida de Santa Margarida, aqui no Pale Ideas. 


http://farfalline.blogspot.com.br/2012/11/santa-margarida-clitherow-perola-de-york.html
clique aqui


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A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo - Da esperança que devemos ter na morte de Jesus.

A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Da esperança que devemos ter na morte de Jesus.

Por Sto. Afonso Maria de Ligório. 

1. Jesus é a única esperança de nossa salvação; fora dele não há salvação, em nenhum outro (At 4,12). Eu sou a única porta, disse Ele, e quem entrar por Mim encontrará certamente a vida eterna (Jo 10,9). Que pecador poderia esperar perdão, se Jesus não tivesse satisfeito por nós a Justiça Divina com Seu Sangue e com Sua morte?. “Ele carregou com suas iniquidades” (Is 53,11). Por isso, o Apóstolo nos anima, dizendo: “Se o sangue dos bodes e dos touros santifica os imundos para a purificação da carne, quanto mais o Sangue de Cristo, que pelo Espírito Santo se ofereceu a si mesmo a Deus como Vítima imaculada, purificará a nossa consciência das obras mortas para servir o Deus vivo?” (Hb 9,13-14).

Se o sangue dos bodes e dos touros sacrificados tirava dos hebreus as manchas exteriores do corpo, para que pudessem ser admitidos aos sacros misteres, quanto mais o Sangue de Jesus Cristo, o qual por amor Se ofereceu a pagar por nós, tirará os pecados de nossas almas para podermos servir ao nosso sumo Deus. Nosso amoroso Redentor, tendo vindo a este mundo somente para salvar os pecadores e vendo já escrita contra nós a sentença de condenação por causa de nossas culpas, que faz? Ele com Sua morte pagou o castigo que nos era devido e, cancelando com Seu Sangue a escritura da condenação, afixou-a na própria cruz em que morre, para que a Justiça Divina não exigisse de nós a satisfação devida (Cl 2,14).

“Cristo entrou uma só vez no santuário, havendo-nos adquirido uma redenção eterna” (Hb 9,12). Ah, meu Jesus, se não tivésseis encontrado esse modo de obter-me perdão, quem o poderia alcançar? Tinha razão Davi para exclamar: “Publicarei as suas maravilhas” (Sl 9,12). Publicai, ó bem-aventurados, os esforços amorosos que fez nosso Deus para salvar-nos. Visto, pois, ó meu doce Salvador, que me dedicaste tão grande amor, não deixeis de usar de piedade para comigo. Vós me resgatastes das garras de Lúcifer por meio de Vossa morte: eu entrego minha alma nas Vossas mãos, tendes de salvá-la. “Nas vossas mãos encomendo o meu espírito: vós me remistes, Senhor Deus de verdade” (Sl 30,6).

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