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quinta-feira, 14 de maio de 2015

OS NOVOS PADRES JURAMENTADOS & REVOLUCIONÁRIOS

Publicamos mais um vídeo-sermão do Reverendo Padre Cardozo, desta vez falando sobre os novos padres juramentados e revolucionários que transitam com desenvoltura entre a Tradição e o Modernismo, não vendo mal algum em conviver com o Vaticano II, contanto que possam continuar a brincar de igrejinha, com a capelinha bonitinha e cheia de gente, a cama quente, o prato cheio... enquanto a Doutrina se esvazia e todos perdem a Fé. Ouvimos muito por ai: "mas é um padre sério!", "tem que ver os sermões dele! Ele arrasa com Francisco!", "você precisa conhecer! Ele reza a missa tridentina (sic!!!)!... Com o missal de São Pio V... comprado no Priorado!", "ele está subordinado ao bispo, mas nunca rezou a missa nova!"... e coisas assim. A coisa vai mal quando você começa a dizer: "que mal tem fazer isso...". Foi o que disse a serpente a Eva, e olha onde fomos parar! Quando relaxamos na Fé, na liturgia, na moral, nos costumes... como pode acabar bem? E a grande desculpa para assistir às novas missas juramentadas (as do Motu Proprio, da neo-FSSPX etc.) sabem qual é? "É que eu preciso dos sacramentos!", "Sabe o que é? na minha cidade não tem a verdadeira Missa Tridentina...", "Os Padres da Resistência vêm uma vez por ano aqui e olha lá, como posso ficar sem a Missa?"... Sem a Missa ficamos rezando o Rosário (ou Terço) em casa! Porque a Fé é mais importante do que a Missa porque sem Missa guardamos a Fé com a oração, mas sem Fé do que adianta a Missa? E perdemos a Fé indo a tais missas bonitinhas, bem rezadinhas, com o padre com sua casula estilosinha, de costas para o povo, em latim, com o Missa certinho, mas subordinado à "autoridade" (sic!!!) modernista! Não reza a missa nova, ok! É um padre sério, ok! Seus sermões são um arraso, ok! Mas ele continua sub Vaticano II. Ainda que rejeite o concílio com a boca, ou aceita com o coração e a mente. Não se serve a dois Senhores. Ou você está com Cristo (ou seja contra o CVII) ou contra Ele (ou seja sob o CVII). De mais a mais... você pode mentir para mim, pode mentir para você mesmo... mas não pode enganar a Deus. E os frutos dessa convivência desavergonhada com o Modernismo os vemos no comportamento de certos "tradicionalistas", em seu falar, nas intrigas, nas mentiras que semeiam, no espírito de confusão... Sim, ninguém pode enganar a Deus. 

Mas vamos ao que interessa, vamos ouvir quem sabem mais do que nós e tem autoridade para falar!

Giulia d'Amore  


OS NOVOS PADRES JURAMENTADOS & REVOLUCIONÁRIOS 


​Vídeo e transcrição do Sermão do Pe. Ernesto Cardozo na Missa de São Bernardo, em Betim/MG, do dia 20 de agosto de 2014.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Vale a pena ver de novo. Recordar é viver...

OPERAÇÃO MEMÓRIA: Vale a pena ver de novo, ou ler de novo! Recordar é viver, e também é recuperar a razão.

Não quero saber, fique calado


Publicado em set 18, 2010

Artigo sobre o ecumenismo e o silêncio dos grupos ditos tradicionalistas que fizeram acordos prático-legalistas com Roma, pelos Padres do Priorado Padre Anchieta.





Baixe o arquivo em PDF clicando na imagem abaixo

Se tiverem algum problema em baixar o PDF, me avisem. Eu tenho uma cópia!

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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

FSSPX: Carta aos amigos e benfeitores n. 63, de 06/01/2003

Operação Memória: Ainda sobre Campos e o acordo prático, em 06 de Janeiro de 2003: 

Carta aos amigos e benfeitores 


Mgr Fellay, Supérieur Général de la FSSPX


Caros Amigos e Benfeitores,

As Nossas Relações com Roma 

Uma vez mais dirigimos a Carta aos Amigos e Benfeitores com certo atraso. Uma vez mais hesitamos em vos escrever mais cedo, receando que um elemento importante faltasse no desenrolar das nossas relações com Roma, sobretudo após os acordos de Campos. é evidente que, aos olhos de Roma, o que sucedeu com Campos deveria ser o preâmbulo da nossa “regularização”. Da nossa parte, consideramos que o que sucedeu aos nossos antigos amigos deve servir-nos de lição. 

FSSPX: Artigo de Dom Fellay sobre Campos - 2002

Operação Memória: publico a manifestação do Superior Geral sobre os Padres de Campos. Dez anos depois, Fellay segue o mesmo caminho.

 

Artigo de Dom Fellay sobre Campos - 01/03/2002


A união desses dois acontecimentos realizados em datas tão próximas, o reconhecimento de Campos por Roma (que alguns pensam ser um reconhecimento da Tradição) e a Reunião de Assis (que é o extremo oposto da Tradição), apresenta tal contradição, que nos obriga a um olhar mais aprofundado; a demolição sistemática de tudo que é tradicional na Igreja desde o Concílio Vaticano II impõe uma coerência lógica nesta obra realizada. Em vez de saudar o reconhecimento de Campos como um retorno de Roma à Tradição, somos obrigados a nos perguntar se este acontecimento não pode ser, não deva ser também inserido dentro da lógica pós-conciliar: é justamente a reunião de Assis que fornece um argumento de prova em favor desta tese. Se a Roma pós-conciliar é capaz de reunir tantas religiões, pode-se mesmo dizer todas as religiões, por uma causa comum religiosa, como não poderia ela também encontrar um lugarzinho para a Tradição?

Deve-se ver nisso um dilema para Roma? Resolver o “cisma da Tradição” aceitando-o, quando esta última se tem mostrado até aqui exclusivista e condenatória (e assim aceitar que ela tem razão contra a Roma modernista) ou continuar na linha das reformas? Com toda a certeza a linha das reformas foi mantida como princípio intangível e irreversível. Assim, a condição que Roma deve pôr para aceitar um movimento tradicional é um acordo de princípio sobre o Concílio (pode-se discutir detalhes e algumas decisões). É o passo obrigatório. O que é imposto é a entrada no pluralismo sob aparências de reconhecimento por parte de Roma, e não um retorno da Igreja conciliar à Tradição. O Cardeal Castrillón critica este meu argumento. Não seria em nome do pluralismo que Roma deseja nosso retorno, não seria numa situação pluralista que eles querem nos colocar. No entanto…

A condição para realizar este novo prodígio foi expressa pelo Cardeal Castrillón, ator do acordo campista, antes mesmo do início das discussões; primeiro num artigo na revista 30 Dias, no outono de 2000, em seguida na revista La Nef, e finalmente em Campos, numa entrevista coletiva, em 19 de janeiro de 2002. Aliás, o teólogo da Casa Pontifícia, o Pe. Cottier, não usou outro argumento: a aceitação do Concílio é manifestamente o ponto alto e determinante (vem depois a aceitação da Nova Missa). É o princípio de onde partiu a Revolução dentro da Igreja, e, de fato, todo o resto é conseqüência. Diante desse fato, parece-me que nos encontramos diante de mais uma ambigüidade da igreja pós-conciliar: quando dizemos aceitar o Concílio com restrições (recusar o que é contrário ao ensinamento perene, interpretar o ambíguo à luz da Tradição, aceitar o que sempre foi ensinado), parece claro que dizemos algo completamente diverso do que pensam os de Roma. Basicamente, consideramos este Concílio como a grande catástrofe do século XX, a causa dos incalculáveis prejuízos  feitos à Igreja e às almas, enquanto eles vêem nele o grande milagre do século XX, a fonte de juventude da Igreja.

O resto virá em conseqüência: o Pe. Cottier anuncia o próximo passo que “se” espera de Campos: a concelebração da nova missa, claro. E Mgr. Perl diz que isso se fará piano, piano, pouco a pouco. Piano, piano, os padres e os fiéis de Campos serão reintegrados na diocese e na Igreja pós-conciliar. Mas ele acha que isso acontecerá rapidamente. Não podemos atribuir esses pensamentos a Mgr. Perl apenas como vingança por ter sido afastado das negociações; é o pensamento comum da Roma conciliar.

Campos não quer nem saber. Rapidamente a realidade se fará sentir. O mais provável é que seja demasiado tarde. Campos ainda acha que, da parte de Roma, se trata do reconhecimento da Tradição, quando acaba de realizar-se o contrário. Uma parte da Tradição, um movimento tradicional, aceitou, ainda que com certas reservas, a realidade pós-conciliar. Roma considera o passo dado suficiente. Aliás, devemos assinalar que, pela primeira vez, um Concílio não-dogmático foi posto como critério determinante de catolicidade.

Aguardemos a publicação dos estatutos definitivos da Administração apostólica, que ainda não foram comunicados aos interessados. Lido na véspera do dia 18 de janeiro aos padres de Campos, o texto retornou a Roma para ser melhorado. Faltava uma palavra, apenas a missa e o breviário tradicional estavam previstos, faltavam os sacramentos.

Quanto à nomeação do bispo da Administração, é regida pelo direito comum. Para a nomeação dos bispos diocesanos, o Vaticano não é obrigado a escolher um padre da diocese. Para uma administração que conta com 25 padres, compreende-se facilmente que Roma não queira obrigar-se a tal limitação. Se o sucessor imediato de Dom Licínio Rangel for ainda escolhido entre os membros da União Sacerdotal São João Maria Vianney, o que não é certo, será apenas por um ato de “misericórdia” especial e diplomática. Deve-se notar também que os limites territoriais desta Administração apostólica pessoal são muito restritos: a diocese de Campos. Assim a reintegração na diocese, coisa já anunciada por Mgr. Perl, não será difícil.

Confessamos não compreender como, na situação em que vivemos, Campos se tenha lançado tão levianamente nesta aventura sem tomar ou pedir nenhuma medida de proteção.

Podem-se elogiar as vantagens obtidas pela nova estrutura canônica, o direito à Missa Tridentina, por exemplo, e a um bispo tradicional também, mas o fato de que, no papel, nada de substancial tenha sido concedido? A fragilidade da Administração, por um lado, e a estabilidade da linha reformadora do Vaticano, por outro lado, são argumentos suficientes para prever a queda de Campos apesar de todas as declarações das suas melhores intenções. Além disso, deve-se distinguir bem entre uma falta contra a própria virtude de fé e uma falta na confissão pública da fé, que é necessária em certas circunstâncias, como bem lembrou Mgr. de Castro Mayer no dia das sagrações. Ora, uma prevaricação como a de Assis reclama esta confissão pública… que nós não ouvimos vinda de Campos.

A situação só voltaria a ter interesse particular para nós se, subitamente, Campos retomasse a resistência e chegasse a enfrentar a Roma modernista.

+ Bernard Fellay
Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X

Original aqui.

FSSPX: um fax para Campos em 2002

Operação Memória: o fax enviado de Menzingen a Campos, pelo Superior Geral, em 18 de Janeiro de 2002.

UM FAX PARA CAMPOS


FRATERNITE SACERDOTALE SAINT PIE X
SCHWANDEGG
CH 6313 MENZINGEN
+ Menzingen, 18.01.2002
Fax para Mgr. Rangel, Padre Rifan

Caro Monsenhor,
Caro Padre,

Circulam boatos no Brasil segundo os quais nós teríamos aprovado o acordo de reconhecimento entre Roma e a Associação São João Maria Vianney. E também que teríamos enviado um representante à cerimônia de hoje.

Sinto-me na obrigação de desmentir esses boatos.

Quanto aos acordos, constato o fato consumado e deploro a paz separada, pois a união faz a força. Nós éramos um no "combate" da fé; agora seremos dois. São grandes nossas apreensões quanto ao futuro, e aguardamos com certa impaciência que, por ocasião da próxima reunião de Assis, vossa voz episcopal nos tranqüilize e se faça ouvir, na mesma linha e no mesmo espírito de S. Exc. Mgr. de Castro Mayer, para proteger o rebanho e dissipar a confusão das almas causada por esta reunião.

Por outro lado, lamento a presença entre os senhores do Padre Aulagnier, apesar da minha proibição formal de ele ir a Campos nesta ocasião. Assim, este dia será marcado na nossa memória por esta triste desobediência.

Assegurando-vos das minhas orações, no coração de Jesus e no de Maria

+ Bernard Fellay


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