Este ano, trago um texto que não parece nada romântico para esta data, e não é. Resolvi publicar porque serve para reflexão àqueles que sabem que a sua vocação é o matrimônio, mas ainda pensam conforme o mundo. O namoro mundano não serve para quem quer passar o resto da eternidade no Céu. Nada que é mundano serve para isso. E o namoro é um acontecimento chave para a santificação ou a perdição. Lembro-me que certa vez um Padre nos contou uma história que dizia mais ou menos o seguinte: um jovem casal procurou um Santo Sacerdote para lhe comunicar alegremente que iriam se casar, e o Santo lhes perguntou se eles se amavam, e o casal respondeu firmemente que sim, e então o Santo replicou que não deviam se casar, porque não entendiam ainda o que é o casamento e que fatalmente iria dar errado. Porque? Porque casamento não tem nada a ver com o coração, mas com a razão. É uma escolha para toda a vida, como poderia se basear nos sentimentos atuais quando sabemos que sentimentos podem mudar? O que se deve levar em conta são as qualidades do outro, com ênfase nos defeitos, uma vez que conviver com as virtudes alheias é fácil, enquanto os defeitos tendem a piorar com o tempo. É preciso, então, avaliar se os defeitos do outro são suportáveis, e também se as virtudes de ambos são promissoras no sentido de ajudar a superar os defeitos. Beleza? É um bônus; deve ser o último item da lista. Sentimentos? Se cultivam depois; lembram de quando Santa Teresinha disse que amor são ações? Pois é, são. Depois, aquela ideia romântica (leia-se, tola) das mocinhas de que "depois que casar, eu o mudarei" esqueçam! Ninguém muda ninguém, e, como disse, a tendência é piorar. É notório que, no começo, se costuma mostrar o melhor de si, para conquistar a pessoa desejada. Se o "melhor de si" já é visto como algo que "depois de casar eu mudarei", é aconselhável, então, deixar para lá. Não esqueçam que namoro católico deve ser breve, inclusive para evitar tentações para ambos os jovens que venham a por em risco a castidade e a pureza. Um breve namoro, um breve noivado. Não há razão para tanta espera, o que baste para organizar a nova vida em comum. A preocupação maior deve ser com o futuro, não com a festa de casamento. Levem em consideração também que, para conhecer um futuro marido ou uma futura esposa, não é necessário estar em um namoro, pode-se observar à distância, alimentar uma respeitosa amizade, ir avaliando o comportamento, conhecendo a família, verificando os valores familiares e religiosos. Sobretudo para evitar uma série de "namoros" que depõem contra a boa fama de ambos. E nem preciso dizer que namorar alguém que não tem a mesma Fé é começar errado, porque ninguém converte ninguém, a conversão é uma graça de Deus, não uma ação humana. Assim, aproveitem o texto a seguir, e reflitam a respeito.
Giulia d'Amore
Eu e Gustavo nunca comemoramos o Dia dos Namorados. Também não pretendemos comemorá-lo no futuro. Mas não por algum motivo ideológico anti-alguma-coisa-qualquer, nem por desleixo com nossa história, mas porque simplesmente nunca fomos namorados. É, eu sei, soa esquisito um negócio desses, mas é a verdade, e eu vou contá-la para vocês.
Quando nos conhecemos, cerca de 11 anos atrás, eu e Gustavo, assim que nos vimos... não simpatizamos nada um com o outro; nada mais distante de nossa história do que o famoso "amor à primeira vista". Ele, rude e indiferente; eu, afetada e confusa. Ele, comprometido com uma moça lindíssima; eu, querendo mais do que tudo ir embora do país. Apesar disso, por conta de interesses comuns (igreja, Kierkegaard etc.), prosseguimos trocando e-mails, conversando. Não demorou para que nos tornássemos os melhores interlocutores um para o outro e, aos poucos, migramos dos e-mails para os telefonemas e para as SMS. Em seguida, ele terminou o namoro e meus planos para o exterior foram por água abaixo. Quando percebemos, em cerca de dois meses aproximadamente, a antipatia original havia sido de toda substituída por um verdadeiro apreço, por uma amizade crescente, e os assuntos começaram a derivar dos temas que inicialmente nos haviam aproximado e começamos a passear juntos: uma palestra aqui, um café ali, um cinema acolá.
Giulia d'Amore
Menos dias dos namorados, por favor
do blog Encontrando Alegrias e
do curso Oficina de Casamento.
Eu e Gustavo nunca comemoramos o Dia dos Namorados. Também não pretendemos comemorá-lo no futuro. Mas não por algum motivo ideológico anti-alguma-coisa-qualquer, nem por desleixo com nossa história, mas porque simplesmente nunca fomos namorados. É, eu sei, soa esquisito um negócio desses, mas é a verdade, e eu vou contá-la para vocês.
Quando nos conhecemos, cerca de 11 anos atrás, eu e Gustavo, assim que nos vimos... não simpatizamos nada um com o outro; nada mais distante de nossa história do que o famoso "amor à primeira vista". Ele, rude e indiferente; eu, afetada e confusa. Ele, comprometido com uma moça lindíssima; eu, querendo mais do que tudo ir embora do país. Apesar disso, por conta de interesses comuns (igreja, Kierkegaard etc.), prosseguimos trocando e-mails, conversando. Não demorou para que nos tornássemos os melhores interlocutores um para o outro e, aos poucos, migramos dos e-mails para os telefonemas e para as SMS. Em seguida, ele terminou o namoro e meus planos para o exterior foram por água abaixo. Quando percebemos, em cerca de dois meses aproximadamente, a antipatia original havia sido de toda substituída por um verdadeiro apreço, por uma amizade crescente, e os assuntos começaram a derivar dos temas que inicialmente nos haviam aproximado e começamos a passear juntos: uma palestra aqui, um café ali, um cinema acolá.

