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segunda-feira, 10 de março de 2014

Comunicamos o falecimento do escritor católico Mario Palmaro

Com a esposa, Anna Maria e os filhos
Giacomo, Giuseppe, Giovanna e Benedetto
A caridade de um bom homem é atemporal, como a de Palmaro que, mesmo após sua morte, continua a fazer o bem. Neste tempo pascal, essa entrevista que ele deu no passado, quando descobriu sua doença e a tornou pública, é pontual e benfazeja, pois nos fala dos novíssimos, do exame continuo que devemos fazer do estado de nossa alma, do exercício benéfico de pensar na hora de nossa morte e até no depois. Isso nos dá uma real perspectiva das coisas. 

Queria fazer apenas uma singela homenagem a este homem que é um dos meus escritores italianos atuais favoritos, do qual possuo três livros em italiano (vide bibliografia, em títulos em vermelho), junto com o inseparável Alessandro Gnocchi, ecoando o estilo inesquecível de Giovannino Guareschi, mas não posso, não consigo, nem quero esquecer alguns fatos relacionados a essa "dupla do barulho": o enterro tradicional negado ao pai de Gnocchi, a demissão de ambos da Radio Maria por represália, o telefonema inútil de Francisco logo em seguida, solidário mas vazio, pois Palmaro não foi readmitido, apesar daquele dizer que rezava por sua doença (então, sabia!) e aceitava as críticas que este fizera caridosamente... À época, Palmaro se emocionou com o telefonema. Em sua generosidade deve ter perdoado. 

Depois do texto de Corrisponenza Romana, alguns post sobre Palmaro no Pale Ideas e uma breve biografia. 

Descanse em paz, Mario Palmaro, o único Juiz é Deus. E que Deus, em Sua misericórdia infinita o receba no Céu e console a sua família, mantendo-os firmes na Fé Católica, a verdadeira Fé. Nossos pêsames à família: a esposa, "Anna Maria e os filhos Giacomo, Giuseppe, Giovanna e Benedetto, que subiram com Mario o calvário da doença, mas sempre abandonados confiantes à vontade do Pai" (Fonte).

* * *

Um grande luto para o mundo católico. Morreu Mario Palmaro


Na noite de 9 de março, em sua casa de Monza, rendeu a alma ao Senhor, depois de uma longa doença, Mario Palmaro.


Mario Palmaro tinha 46 anos e foi um dos melhores estudiosos e defensores da Fé católica nos tempos tenebrosos que vivemos. Até o último instante de sua vida combateu o bom combate com os escritos, as palavras e, sobretudo, o exemplo de sua vida cristã. “Corrispondenza Romana” se honra de tê-lo tido entre seus amigos mais fiéis, e se associa à dor e às orações da família e de todos os que o estimaram e amaram. Na espera de voltar à sua luminosa figura, o lembramos hoje com suas próprias palavras, tiradas de uma entrevista a “Il Foglio”.
“A primeira coisa que transtorna em uma doença é que ela se abate sobre nós sem qualquer aviso prévio, e em um tempo que nós não decidimos. Ficamos à mercê dos acontecimentos, e não podemos que aceitá-los. A doença grave obriga a tomar consciência de que somos realmente mortais; mesmo sendo a morte a coisa mais certa do mundo, o homem moderno é levado a viver como se não fosse morrer nunca.

Com a doença, você entende pela primeira vez que o tempo da vida aqui embaixo é um sopro, você sente toda a amargura por não ter feito aquela obra-prima de santidade que Deus havia desejado, você vivencia uma profunda nostalgia pelo bem que poderia ter feito e pelo mal que poderia ter evitado. Você olha para o Crucifixo e entende que aquele é o coração da Fé: sem o Sacrifício, o Catolicismo não existe. Então, você agradece a Deus por tê-lo feito católico, um católico “pequeno pequeno” [em italiano "piccolo piccolo" significa "mínimo", "minúsculo", "de nada"], um pecador, mas que tem na Igreja uma mãe cuidadosa. Portanto, a doença é um tempo de graça, mas muitas vezes os vícios e as misérias que nos acompanharam a vida toda permanecem, ou até mesmo se exacerbam. É como se a agonia já
tivesse começado, e se combatesse o destino de minha alma, porque ninguém está seguro de sua própria salvação.

De outra parte, a doença
também me fez descobrir uma quantidade impressionante de pessoas que me querem bem e que rezam por mim, de famílias que à tardinha rezam o rosário com as crianças pela minha cura, e não tenho palavras para descrever a beleza desta experiência, que é uma antecipação do amor de Deus na eternidade. A dor maior que sinto é a ideia de ter que deixar este mundo que me agrada tanto, que é tão belo, mas também tão trágico; de ter que deixar tantos amigos, os parentes; mas, sobretudo de ter que deixar minha esposa e meus filhos que ainda são tão pequenos.

Às vezes, imagino a minha casa, meu escritório vazio, e a vida que nela continua, mesmo que eu não exista mais. É uma cena que machuca, mas extremamente realística: me faz entender que sou, e fui, um servo inútil, e que todos os livros que escrevi, as conferências, os artigos, não são que palha. Mas espero na misericórdia do Senhor, e no fato de que outros recolherão parte de minhas aspirações e de minhas batalhas, para continuar o antigo duelo” (Mario Palmaro).


Requiem aeternam dona eo, Domine; et lux perpetua luceat eo. Requiescat in pace. Amen.


De profundis

De profúndis clamávi ad te, Dómine; *

Dómine, exáudi vocem meam.

Fiant aures tuæ intendéntes *

in vocem deprecatiónis meæ.


Si iniquitátes observáveris, Dómine, *

Dómine, quis sustinébit?

Quia apud te propitiátio est, *

et timébimus te.


Sustínui te, Dómine, †

sustínuit ánima mea in verbo eius, *

sperávit ánima mea in Dómino.

Magis quam custódes auróram, *

speret Israel in Dómino.


Quia apud Dóminum misericórdia, *

et copiósa apud eum redémptio.

Et ipse rédimet Israel *

ex ómnibus iniquitátibus eius.


  1. Gnocchi e Palmaro: Desse Papa não gostamos
  2. O Cristo de Bergoglio: sem doutrina nem verdade
  3. Franciscanos da Imaculada e a crise da Igreja: por que não se pode calar!
  4. Tradição Resistente: Bergoglio, Twitter & followers
  5. A Bela Adormecida
  6. A Esposa desperta!

Breve biografia: 

Mario Palmaro (Cesano Maderno, 5 giugno 1968 – Monza, 9 marzo 2014) foi um escritor e docente italiano. Exerceu a docência na faculdade de bioética no Pontificio Ateneo Regina Apostolorum di Roma onde ensinou filosofia teorética, ética, bioética, e filosofia do direito na Universidade Europeia de Roma.

Formado em direito, em 1995 na Universidade dos Estudos de Milão, com Láurea em uma tese sobre o aborto provocado, especializou-se em bioética no Istituto San Raffaele de Milão, em 1996, e colaborou com o Centro de Bioética da Universidade Católica de Milão.

Escreveu várias publicações sobre temas relacionados à bioética e, junto com Alessandro Gnocchi escreveu livros e artigos relativos aos costumes e apolítica católica.

Foi redator da revista católica mensal Il Timone e colaborou com os jornais (diários) Il Foglio, Il Giornale, (mensal) Studi cattolici e outras revistas especializadas.

Manteve um programa mensal Incontri con la bioetica em Radio Maria, de onde foi demitido, junto com Alessandro Gnocchi, por causa deste artigo: Gnocchi e Palmaro: Desse Papa não gostamos. A essa demissão, responderam com este artigo: La nostra epurazione da Radio Maria no Il Foglio (11/10/2013).

Foi secretário geral da Fundação Emit Feltrinelli de Milão, presidente nacional do Comitê Verdade e Vida, membro da Associação Juristas pela Vida e da União dos Juristas Católicos Italianos - seções Monza e Brianza.

Faleceu no dia 9 de março de 2014, aos 45 anos de idade, por causa de uma grave doença.  

Bibliografia (em vermelho, os títulos que modestamente possuímos):
  • Ma questo è un uomo. Indagine storica, politica, etica, giuridica sul concepito, Cinisello Balsamo, San Paolo, 1998. ISBN 88-215-3257-7
  • Il cardinale coraggioso. Giovanni Colombo, il Sessantotto e l'aborto, Milano, Gribaudi, 2002. ISBN 88-7152-693-7
  • Introduzione alla morale, Novara, Art, 2007. ISBN 88-7879-037-0
  • Aborto e 194. Fenomenologia di una legge ingiusta, Milano, Sugarco, 2008. ISBN 978-88-7198-552-7
  • Eutanasia: diritto o delitto? Il conflitto tra i principi di autonomia e di indisponibilità della vita, Torino, Giappichelli, 2012. ISBN 978-88-348-3688-0
Junto com Alessandro Gnocchi:
  • Formidabili quei papi: Pio IX e Giovanni XXIII. Due ritratti in controluce, Milano, Àncora, 2000. ISBN 88-7610-853-X
  • Ipotesi su Pinocchio, Milano, Àncora, 2001. ISBN 88-7610-956-0
  • Soprannaturale, Watson. Sherlock Holmes e il caso Dio, Milano, Àncora, 2002. ISBN 88-514-0065-2
  • Tolkienology. Il segreto della tua personalità coi personaggi del Signore degli anelli, con Paolo Gulisano, Casale Monferrato, Piemme, 2004. ISBN 88-384-8404-X
  • Il crocifisso scomodo, con padre Livio Fanzaga, Casale Monferrato, Piemme, 2004. ISBN 88-384-8398-1
  • Catholic pride. La fede e l'orgoglio, Casale Monferrato, Piemme, 2005. ISBN 88-384-8502-X
  • Manuale di sopravvivenza per interisti, Casale Monferrato, Piemme, 2005. ISBN 88-384-8551-8
  • La vendetta dell'antijuventino, Casale Monferrato, Piemme, 2006. ISBN 88-384-1071-2
  • Contro il logorio del laicismo moderno. Manuale di sopravvivenza per cattolici, Casale Monferrato, Piemme, 2006. ISBN 88-384-7730-2
  • Rapporto sulla tradizione. A colloquio con il successore di monsignor Lefebvre, con Bernard Fellay, Siena, Cantagalli, 2007. ISBN 978-88-8272-356-9
  • Io speriamo che resto cattolico. Nuovo manuale di sopravvivenza contro il laicismo moderno, Casale Monferrato, Piemme, 2007. ISBN 88-384-7730-2
  • Giovannino Guareschi. C'era una volta il padre di don Camillo e Peppone, Casale Monferrato, Piemme, 2008. ISBN 978-88-384-6872-8
  • Il secondo tragico manuale di sopravvivenza per interisti, Casale Monferrato, Piemme, 2008. ISBN 978-88-384-6828-5
  • La messa non è finita, Verona, Fede e cultura, 2008. ISBN 978-88-89913-78-9
  • Il pianeta delle scimmie. Manuale di sopravvivenza in un mondo che ha rifiutato Dio, Casale Monferrato, Piemme, 2008. ISBN 978-88-384-6827-8
  • Tradizione, il vero volto. Chi sono e cosa pensano gli eredi di Lefebvre, Milano, Sugarco edizioni, 2009. ISBN 978-88-7198-569-5
  • Cattivi maestri. Inchiesta sui nemici della verità, Milano, Piemme, 2009. ISBN 978-88-384-1070-3
  • Viva il Papa! Perché lo attaccano, perché difenderlo, Firenze, Vallecchi, 2010. ISBN 978-88-8427-207-2
  • L' ultima messa di padre Pio. L'anima segreta del santo delle stigmate, Milano, Piemme, 2010. ISBN 978-88-566-1408-4
  • Cronache da Babele. Viaggio nella crisi della modernità, Verona, Fede e Cultura, 2010. ISBN 978-88-6409-050-4
  • La Bella Addormentata. Perché dopo il Vaticano II la Chiesa è entrata in crisi, perché si risveglierà, Firenze, Vallecchi, 2011. ISBN 978-88-8427-228-7
  • Ci salveranno le vecchie zie. Una certa idea della Tradizione, Verona, Fede e Cultura, 2012. ISBN 978-88-6409-149-5
Artigos:


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