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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Prece para ser preservado de morte súbita

A importância de não morrer de morte súbita é para que possamos ter tempo de nos prepararmos para a morte, amparados pelos Sacramentos da Igreja. Às vezes, ouvimos alguém dizer: "ele morreu que nem um passarinho, de repente, nem, sofreu, graças a Deus"... Como se enganam essas pessoas!!! A benção não está na forma como se morre, ou se houve ou não agonia; a benção está em estar em estado de graça para poder encontrar Deus na glória eterna! O cristão não pode levar a vida despreocupado com a hora da morte, porque ela é uma realidade inexorável e sem data para acontecer. Devemos estar sempre prontos, como peregrinos que somos nesta Terra, com os rins cingidos, o cajado na mão e as sandálias aos pés, ou seja, ao menos confessados ou contritamente arrependidos, porque a ninguém é dado saber a hora em que será chamado diante de Deus para prestar contas de sua vida.   

Em tempos como os nossos, em que não temos um Padre por perto o tempo todo, podemos lançar mão de algumas preces e leituras que nos auxiliem a guardar a fé e a morrer cristãos. Aqui está uma prece para se fazer à noite, antes de dormir, segundo testemunho de Santo Edmundo. 


Prece para ser preservado de morte súbita




Quando você for para a cama, escreva com seu polegar em sua testa estas quatro letras: J. N. R. J., dizendo ao mesmo tempo:


"Jesus de Nazaré, rei dos Judeus, preserve-me de uma má morte repentina."

O próprio Cristo disse a Santo Edmundo que aqueles que o fizerem não morrerão naquela noite de morte súbita (SURIUS, vida de São Edmundo). Devoção aprovada pela Santa Igreja.

Villalain, Julian G. Pbro, LAVALLE NACIONAL, para uso del católico. 25 ed., Herrero Hermanos, Sucrs., México, 1912. 



Sugiro também a leitura do livro Consolações para Tempos de Perseguições, do Padre Démaris, Mártir da Revolução Francesa, que vem a ser um manual para guardar a fé quando tudo parece estar em ruínas e parece não haver consolações. Há. Sempre há. Deus sabe o que acontece no mundo e não nos deixa sós. 


segunda-feira, 22 de abril de 2019

Preparação para a morte: Da perseverança

  

Preparação para a morte: Da perseverança


PONTO III

Consideremos o terceiro inimigo, a carne, que é o pior de todos, e vejamos como deveremos combatê-la. Em primeiro lugar por meio da oração, conforme já vimos acima. Em segundo lugar, evitando as ocasiões, como iremos ver e ponderar atentamente. Disse São Bernardino de Sena que o conselho mais excelente (que é para bem dizer a base e o fundamento da vida religiosa) consiste em evitar sempre as ocasiões do pecado. Constrangido pelos exorcismos, confessou certa vez o demônio que, entre todos os sermões, o que mais detesta é aquele em que se exortam os fiéis a fugirem das más ocasiões. E, com efeito, o demônio se ri de todas as promessas e propósitos que formule o pecador arrependido, se este não evitar tais ocasiões.

Em matéria de prazeres sensuais, a ocasião é como uma venda posta diante dos olhos e que não permite ver nem propósitos, nem instruções, nem verdades eternas; numa palavra, cega o homem e o faz esquecer-se de tudo. Tal foi a perdição de nossos primeiros Pais: não fugiram da ocasião. Deus lhes havia dito que não colhessem o fruto proibido.

Ordenou Deus — disse Eva à serpente — que não o comêssemos nem tocássemos” (Gn 3,3)

Mas o imprudente “o viu, o tomou e comeu”. Começou a admirar a maçã, colheu-a depois com a mão, até que por fim comeu dela. Quem voluntariamente se expõe ao perigo, nele perecerá (Ecl 3,27). Adverte São Pedro que o demônio anda ao redor de nós, procurando a quem devorar. Para tornar a entrar numa alma donde foi expulso, diz São Cipriano, somente aguarda a ocasião oportuna. Quando a alma se deixa seduzir pela ocasião do pecado, o inimigo se apoderará novamente dela e a devorará irremediavelmente.

O abade Guerico diz que Lázaro ressuscitou com as mãos e pés atados, e por isso ficou sujeito à morte. Infeliz daquele que ressuscitar e ficar preso nos laços das ocasiões do pecado! Apesar de sua ressurreição, tornará a morrer. Quem quiser salvar-se, precisa renunciar, não somente ao pecado, mas também às ocasiões de pecado, isto é, deve afastar-se deste companheiro, daquela casa, de certas relações de amizade

Poderá alguém objetar que, ao mudar de vida, abandonou inteiramente o fim ilícito em suas relações com determinadas pessoas e que, portanto, já não há receio de tentações. A propósito, recordarei o que se conta de certa espécie de ursos da Mauritânia, que vão à caça de macacos. Estes animais, ao ver o inimigo, sobrem para o alto das árvores. O urso estende-se junto ao tronco, fingindo-se morto, e quando os macacos, confiados, descem ao solo, levanta-se, apanha-os e os devora.

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