Pesquisar este blog

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

FSSPX: O telhado de vidro de dom Fellay

FRIZANDO que não seguimos homens, mas a Verdade, e portanto não fazemos, aqui, culto à personalidade de seu ninguém. Se errar, não seguimos! Deus não vai nos cobrar fidelidade a este ou aquele, mas a Ele. 

Giulia d'Amore - 09/01/2016. 



Quem tem telhado de vidro não deve atirar pedras para o alto.

Os sequazes de dom Fellay aproveitaram um Comentários[1] de Mons. Williamson, o da leitura de Maria Valtorta[2], para, mais uma vez, execrá-lo publicamente. Contudo, a ignorância que eles têm por mãe, mais uma vez, não lhes permitiu livrar-se da alcunha de perseguidores obsessivos de DW, pois saíram ao ataque, sem dó nem piedade, sem saber que o chefão deles, o “guru de Menzingen”, é quem é realmente dado a fantasiosas apologias à “vidente de calça jeans”, que profetizou[3], para ele, um papel heroico na História da Igreja: Ó Vaidade! Mãe de tantas tolices e algumas desgraças!

Parece que dom Fellay tem um espírito crédulo demais para comandar uma Instituição. Não devemos ser astutos como a serpente? Sobretudo em determinadas situações e ocupando determinados cargos de comando?

Até agora, que eu sei, ele foi enganado pela vidente suíça e pela Roma modernista. Ate quando Bernard?

Parafraseando aquela atriz global, este blog se une ao coro: “Renuncia, Bernard!”.

A história foi publicada ontem, em Francês, e eu rezava que alguém a traduzisse, pois a Verdade é um bem para o Homem! Meus comentários nas notas de tradução. Os grifos são do original em Francês.



A alma privilegiada suíça e o “sobrenaturalismo” de Dom Fellay?

(26.out.2012)
Thomas Audet


Heidi [14]
Eis uma história que deveria dar testemunho de certa falta de discernimento no Superior Geral da FSSPX. Esse acontecimento, que sucedeu em 1995, é plenamente confirmado, pois está em parte registrado no número 60 de Cor Unum, o boletim interno (e confidencial) da FSSPX.

Havia então, na Suíça, uma “alma privilegiada”, que pretendia ter ligações com o Céu. Ela registrou seus “escritos espirituais” ao longo de muitos anos, entre 1947 e 1969. Ela escreveu centenas e centenas de páginas após haver fundado, supostamente inspirada pelo Espírito Santo, “Os Lares de Cristo Sacerdote” [Les Foyers du Christ-Prêtre]. Foi o Sr. Pe. Lovey[4] quem a introduziu a Dom Fellay, depois de fazer a descoberta dessa “mensageira do Céu” em 1995. E Dom Fellay ficou deslumbrado[5] com ela, como se pode ver pelas palavras dele no número 60 de Cor Unum. Sem maiores investigações e baseando-se unicamente na sua própria intuição[6], o Superior Geral acolheu esta “bela obra” nestes termos[7]:

A obra aqui apresentada, se bem que pertença à ordem da revelação privada, se enquadra perfeitamente com nossos estatutos, e também com o combate atual. [...] Há algo de rebarbativo na superfície, mas, dedicando apenas um pouquinho de tempo em arranhar um pouco, jorra daí um tesouro de graças, de que somos testemunha. Revestida em várias de suas partes da marca da Igreja, ela nos parece revestida suficientemente de autenticidade para que não hesitemos, como Superior Geral, em aceitar com gratidão o dom que nos é oferecido e em transmitir-vos aqui um aperitivo deste tesouro.” (Suplemento ao n.º 60 de Cor Unum)

Mediante esse ato, Dom Fellay desejava[8] dar à espiritualidade da FSSPX uma orientação totalmente diferente daquela querida pelo Fundador, Monsenhor Marcel Lefebvre. É, assim, notável[9] que, objetivamente, o Superior Geral estivesse, então, inteiramente fascinado por essa estranha personagem, ao ponto de querer impactar na sua espiritualidade toda a FSSPX e todos os seus confrades.

Contudo, a inverossímil fraude foi descoberta por dois sacerdotes, os Srs. Pe. Ortiz e Pe. Joly, que, sem prevenir a “profetisa”, a visitaram e a encontraram, estupefatos, numa posição das mais desconcertantes para uma santa alma privilegiada por comércios com o Céu: ela estava, com efeito, “piedosamente” instalada, de calça “jeans”, cigarro à boca, diante da sua televisão ligada (a história não nos diz a que programa se assistia).

O escândalo foi revelado, e Dom Fellay foi um pouco ridicularizado por isso. Ele tentou abafar o caso destituindo[10] o Pe. Lovey, que o havia feito encontrar a “dama”, mas que foi bem depressa reintegrado, pouco depois.

Conclusão: Sem querer polemizar além da conta sobre o que é, afinal, uma “história antiga”, pareceu-nos importante expor este relato dos fatos, em vista das acusações que foram alegadas para justificar a exclusão de Dom Williamson (notadamente sua afeição por uma autora posta no Índex: Maria Valtorta, o que foi explicitamente escrito na circular do Sr. Pe. Thouvenot, de 22 de outubro de 2012). Esta história permite esclarecer[11], a uma luz mais objetiva, o estudo da presente “crise” da FSSPX… Recordemos, ainda, que Dom Fellay respondeu às objeções dos três outros bispos contra o acordo prático escrevendo-lhes que eles carecem[12] de sobrenatural. Poderíamos muito bem assinalar aí, com precisão, um dos elementos maiores da “crise”: um certo sobrenaturalismo desligado dos fundamentos da Prudência natural e sobrenatural, fazendo pouco caso da Realidade racional e teológica[13].

Thomas Audet


Thomas AUDET, "A alma privilegiada suíça e o 'sobrenaturalismo' de Mons. Fellay?", 2012, trad. br. por F. Coelho, São Paulo, out. 2012, blog sedevacantista Acies Ordinata, de: «L’âme privilégiée suisse et le “surnaturalisme” de Mgr Fellay?», in Stageiritès, 26 octobre 2012.


Notas do blog Pale Ideas:


[1] O de número 275, que foi publicado pelo SPES (que fez o "favor" de deletar o blog todo, só para não deixar à disposição da Cristandade todos esses documentos! Arrogantes?).
[2] Interessante que, apesar das atuais e rumorosas reclamações dos sábios acordistas, o site da FSSPX no Brasil publicou o Comentários Eleison 201, sem maiores problemas (Se o site retirar o texto, me peçam, que eu o tenho!).
[3] Leiam aqui: http://z10.invisionfree.com/Ignis_Ardens/index.php?showtopic=10449. Coloquem “Lovey” em Control+F (busca). “Reportedly, Bp. Fellay unreservedly endorsed this false mystic and based decisions and policy on her 'prophesies' which reportedly appealed to vanity, telling of a heroic role for him in Church history (coincidentally, the same technique employed by the Vatican on Fellay supporters).”
[4] Philippe Lovey, filho de Roger Lovey, um benfeitor da FSSPX, de Sion, e que teria persuadido Mons. Lefebvre a sagrar Bernard Fellay bispo, em 1988. O que, parece, não era a intenção do Fundador. Aqui, destaco duas coisas: ingratidão (pois Bernard perseguiu o filho de seu benfeitor) e a nefasta ingerência dos leigos nas coisas da Igreja. Mons. Lefebvre deveria ter seguido sua intuição. Hoje, a sua obra não estaria à berlinda, dividida e em via de abraçar a Fé conciliar, como os Institutos Ecclesia Dei que os acordistas tanto criticavam. 
Registro que não é de hoje que eu observo, na “Tradição” brasileira, essa vaidosa ingerência dos leigos, que se impõem aos Sacerdotes apenas porque apoiam, com seu dinheiro, a FSSPX. Se os reverendíssimos soubessem que os leigos precisam mais dos Padres do que os Padres dos leigos, se eles fossem mais sim, sim, não, não, como era desejo do Fundador e pai espiritual, talvez as coisas funcionassem diferentemente.
[5] Quem não ficaria deslumbrado com alguém lhe dizendo que será um “grande” na Igreja? Ah! Sim, os homens sensatos e prudentes.
[6] Aqui, leia-se: vaidade!
[7] ADVERTÊNCIA DO BLOG: Cuidado, quem é diabético pode passar mal com tanto açúcar e confeites. Até parece um romântico...
[8] Não é de hoje, portanto! Mas agora sabemos que é fruto da vaidade pessoal.
[9] Eu usaria outro adjetivo, até porque notável tem outra conotação, que aqui não cabe. Prefiro: espantoso, alarmante, assustador. Afinal, o líder não pode ser dado a arroubos românticos.
[10] Típico de Bernard: nunca assume a responsabilidades por seus atos e prefere encontrar um bode expiatório conveniente. O atual, sabemos muito bem quem é!
[11] Para quem faz uso da razão. Não para os providencialmente cegos e surdos. Estes se fiam em Padres que “obedecem” a um guru, mas não ao Papa. Nem ao Fundador.
[12] Enquanto nele, como vemos, sobreabunda.
[13] Conclusão estupenda! Eu acrescentaria ao sobrenaturalismo: a credulidade e a vaidade, nem sei qual é a maior. De qualquer forma, nenhum deles é próprio de um líder católico. 
[14] Heidi, para quem não sabe, é um personagem de desenhos animados. É a história (baseada em fatos reais) sobre a vida de uma menina órfã da Suíça escrita como livro infantil em 1880, pela escritora suíça Johanna Spyri. Ela é a credulidade em pessoa. É suiça. Por isso, me pareceu ótima para representar Mr. Bernard. 

ABORTO - O GRITO SILENCIOSO

CONHEÇA O NOVO SITE DA EDITORA