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sábado, 2 de novembro de 2013

LIGÓRIO: Suspiros pela pátria celestial.

Sitivit anima mea ad Deum fortem vivum: quando veniam, et apparebo ante faciem Dei — “A minha alma está ardendo de sede pelo Deus forte e vivo; quando virei e aparecerei diante da face de Deus?” (Ps 41, 3).


I. Feliz daquele que se salva e, deixando este lugar de desterro, entra na Jerusalém celeste a gozar o dia que será sempre dia radiante; a ver-se livre de toda a angústia e de todo temor de não chegar àquela felicidade imensa! — Jacó dizia: Dies peregrinationis meae centum triginta annorum sunt, parvi et mali (1) — “Os dias da minha peregrinação são cento e trinta anos, poucos e trabalhosos”. É o que nós, infelizes peregrinos, também devemos dizer, pois que estamos neste mundo oprimidos pelos sofrimentos do nosso desterro, atribulados pelas misérias e sobretudo pelos perigos da nossa eterna salvação. De tudo isto devemos concluir que esta terra não é a nossa pátria, mas um lugar de desterro, no qual Deus nos colocou, para que pelo sofrimento mereçamos a dita de entrarmos um dia na pátria bem-aventurada.

Vivendo assim desapegados do mundo, devemos sempre suspirar pelo céu, dizendo: “Quando virei e aparecerei diante da face de Deus?” — Quando, Senhor, me verei livre de tantas angústias, e pensarei somente em Vos amar e cantar os vossos louvores? Quando me sereis tudo em todas as coisas? Quando gozarei dessa paz sólida, isenta de aflições e de todo o perigo de me perder? Ó meu Deus, quando me verei todo absorto em vós, contemplando a vossa beleza infinita, face a face e sem véu? Quando enfim, Criador meu, quando terei a felicidade de Vos possuir de tal modo que eu possa dizer: Meu Deus, não tenho mais receio de Vos perder?

Meu Senhor, enquanto me virdes retido neste desterro e atribulado neste país inimigo, onde estou em guerras contínuas, socorrei-me com as vossas graças e consolai-me na minha penosa peregrinação. Não há nada neste mundo que me possa dar a paz e contentar-me; mas sem o vosso socorro, temo que os prazeres terrestres e as minhas propensões ilícitas me arrastem a algum precipício.

Dia dos Fiéis Defuntos - História e significado.

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Em todo o mundo, a Igreja Católica celebra o “Dia dos Fiéis Defuntos” em 2 de novembro. Nessa data, missas são especialmente celebradas na intenção dos falecidos, em cemitérios e nas igrejas e capelas.


É um dia propício para rezar pelos fiéis defuntos e também para meditar sobre os novíssimos do homem.

O costume de rezar pelos mortos existe desde os primórdios do Cristianismo, e foi conservado pelas comunidades Cristãs. A criação da data deve-se a Santo Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny, na França (no século XIII, 998 dC), que supôs que, do mesmo modo que havia um dia para a celebração de "Todos os Santos" (1º de Novembro), devia haver também um dia dedicado à celebração de todos os fiéis falecidos
que não estavam colocados na lista dos Santos canonizados pela Igreja. Então, ele determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Quatro séculos depois, o Papa, em Roma, na Itália, adotou o dia 2 de novembro como o Dia dos Fiéis Defuntos.

A Igreja oficializou a celebração em 1311, e, em 1915, o Papa Bento XV estendeu a solenidade a toda a Igreja. Mas desde os primeiros séculos, os Cristãos já visitavam os túmulos dos Mártires para rezar por eles e por todos aqueles que um dia fizeram parte da comunidade primitiva.  


Santo Isidório de Servilha (atualmente tido como "patrono da internet", havendo até uma oração para acessar a rede) chegou a apontar que o fato de oferecer sufrágios e orações pelos mortos é um costume tão antigo na Igreja que pode ter sido ensinado pelos Apóstolos. 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Aborto e Eutanásia de Recém-Nascidos

Eutanásia de Recém-Nascidos na Holanda, abre nova fase na luta contra o aborto: http://www.midiasemmascara.org/artigos/aborto/14649-eutanasia-de-recem-nascidos-na-holanda-abre-nova-fase-na-luta-contra-o-aborto.html.  

É muita ingenuidade achar que são assuntos desconexos. Um está ligado ao outro. Depois que as consciências se acostumam a matar um bebê humano no ventre materno, matá-lo após o nascimento fica mais fácil de aceitar. E se volta no tempo, para uma era pré-cristã em que os bebês defeituosos (hoje se diz "inaceitáveis") eram descartados sem dó nem piedade alguma. Assim como o luta pelos direitos dos homossexuais (pois "todos os homens têm direitos, e o direito de amar alguém do mesmo sexo deve ser respeitado") prepara para a aceitação da pedofilia ("toda forma de amar é válida"). Ó geração desalmada! 



Leia mais sobre o aborto: http://farfalline.blogspot.com.br/p/aborto.html


Como homenagear proficuamente os fiéis defuntos

Como homenagear proficuamente os fiéis defuntos.


por Giulia d'Amore


"Por Ele, pois, ofereçamos sempre a Deus sacrifício de louvor,
isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.
Mas não vos esqueçais de fazer o bem e de repartir com outros,
porque com tais sacrifícios Deus se agrada."

(Heb 13,15-16)


Quando morre alguém, a família e os amigos mais próximos têm o desejo de homenagear o defunto com bens materiais supérfluos: túmulos suntuosos, flores e mais flores que precisam ser removidas do caixão antes de ser fechado e descartadas porque aceleram a decomposição do corpo; e placas de bronze e faixas com frases tocantes, alguns até contratam violinistas e carpideiras. Por vezes, publicam-se notas nos jornais ou estampam-se cartãozinhos memorativos que, na maioria das vezes, vão parar na cesta de lixo.

As razões são das mais variadas: da simples saudade à afetação mais fingida, da solidariedade de um amigo para a família à ostentação pura e simples. Quem pode julgar as intenções do homem senão Deus? Mas, seja como for, uma pergunta se põe: qual o benefício para o defunto?

Sobre a Festa de Todos os Santos

Dia de Todos os Santos - 1º de novembro

"Vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé diante do Trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão."


Todos os Santos
Padova, Itália, Igreja de São Gaetano
A visão narrada por São João Evangelista, no Apocalipse, fala dos Santos aos quais é dedicado o dia de hoje: Festum omnium sanctorum

A Enciclopédia Católica define o Dia de Todos os Santos como uma festa em “honra a todos os santos, conhecidos e desconhecidos”. Segundo a Doutrina Católica, o Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de Beato ou Santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na Missa), portanto não têm um dia específico de culto.

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