Teresa de Calcutá, a outra face
Um pequeno resumo sobre o que dizem os acusadores dela
A verdade sobre Madre Teresa de Calcutá, a religiosa albanesa naturalizada indiana, fundadora da Congregação das Missionárias da Caridade, e apelidada por aqueles que a conheceram como “anjo da morte”. As suas “Casas para Doentes” eram chamadas por médicos da Organização Mundial de Saúde (OMS) de “necrotérios”.
Teresa de Calcutá (1910-1997) recebeu de doadores centenas de milhões de dólares para seus hospitais — que ela chamava de “casas para doentes” — mas o grosso desse dinheiro se diz que ela mandou para o Vaticano, deixando os doentes em estado precário, sem remédios e cuidados. Médicos classificaram esses locais de “casas da morte” ou de “necrotérios”. No âmbito da OMS, houve denúncias de que essas “casas” eram locais de epidemias. Uma ex-voluntária escreveu que faltava até AAS para amenizar a dor dos doentes. Na verdade, a crítica maior da OMS a Teresa era por causa de sua pauta anti-aborto, diga-se, por dever de justiça. E, por dever de justiça também, diga-se que é a mesma crítica dos canadenses também, que acham que a solução para a pobreza na Índia é assassinar crianças no ventre materno.
Essa são algumas das revelações do artigo “O Lado Escuro de Madre Teresa”[1], escrito pelos acadêmicos Serge Larivée e Geneviève Chénard, da Universidade de Montreal, Canadá, e Carole Sénéchal, da Universidade de Ottawa, Canadá, e publicado em março de 2013. Os pesquisadores canadenses, após examinar mais de 500 documentos, constataram que os alegados altruísmo e generosidade de Madre Teresa não passavam de fantasia vendida como verdade pela imprensa internacional.
A rigor, ela foi “inventada” pelo jornalista Malcolm Muggeridge, da BBC, que, em 1969, lhe dedicou o documentário “Algo bonito para Deus”[2], apresentando ao mundo a figura frágil de uma missionária que se dedicava aos pobres e doentes da Índia. Em 1971, o jornalista publicou um livro com o mesmo título.
O trabalho de Teresa de “auxílio a pobres, órfãos e moribundos” foi tão reconhecido dentro e fora da Índia que ela recebeu o Prêmio Templeton, em 1973, e o Prêmio Nobel da Paz, em 1979. Ela morreu em 1997. Em 2003, foi beatificada por João Paulo II e em 2016 foi canonizada por Francisco.
