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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A prefiguração do Santo sacrifício da Missa no Antigo Testamento

O sacrifício, em sua definição mais simples, é uma oferta que o homem faz para Deus em reconhecimento de seu soberano domínio. Estamos em relação a Deus, sob uma dupla dependência; primeiro, como criaturas, em seguida, como pecadores. Como criaturas, lhe devemos uma homenagem de reconhecimento; como pecadores, uma homenagem de expiação. Daí dois tipos de sacrifícios em uso entre todos os povos, os sacrifícios não sangrentos e os sacrifícios sangrentos. Os primeiros ofertados para um Deus Criador, para agradecer sua providência paterna; os segundos, imolados para um Deus vingador, para apaziguar sua justiça irritada.


Sacrifícios não sangrentos - Tão alto quanto podemos voltar, a história do gênero humano nos oferece vestígios desta espécie de sacrifício. Desde Caim e Abel, vemos todos os povos oferecerem em reconhecimento a Deus, o trigo de seus campos, o pão de sua mesa, os peixes de seus rios e os animais de suas florestas. Alguns davam o leite de seus rebanhos, e outros a fumaça de seus incensos e os perfumes de suas ervas aromáticas. Em outras ocasiões, eram simples frutos que se apresentavam para o sacrifício, e a história da antiga Roma nos ensina que eles nunca tocavam nos frutos novos sem separar antes a parte dos deuses.

Aprendemos que povos pagãos e selvagens, os deveres de reconhecimento para com Deus; ora, se o homem oferecia em homenagem ao Criador de todas as coisas as primícias de seus bens, devemos crer, ainda hoje, que Deus também nos exige esses sacrifícios pacíficos de reconhecimento. Damos aos pobres, oferecemos aos representantes de Deus sobre a terra os sacrifícios de nossa generosa caridade,
quando o Senhor estende seu orvalho fecundo sobre nossos campos e suas bênçãos sobre nossas empresas.

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