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segunda-feira, 24 de março de 2025

Editora Roma Eterna


Temos a alegria de informar que há uma nova editora católica tradicionalista no mercado, é a Editora Roma Eterna, comandada pela Dra. Carla d'Amore, advogada e psicopedagoga especialista em neuroaprendizagem. Trata-se de uma editora familiar, que nasceu pequena, mas tem como missão a publicação de livros de formação para crianças, jovens e adultos, em questões como modéstia, virtudes, namoro, matrimônio, educação... Bem como livros de espiritualidade, como foi o caso do primeiro livro: Florilégio de São José, com o qual quisemos honrar o pai putativo de Nosso Senhor Jesus Cristo. A ideia é publicar livros inéditos ou que já não são mais ofertados pelas editoras católicas (brasileiras ou estrangeiras) e que são de domínio público.  

A Editora também organizará formações online para moças e rapazes, sempre abordando os temas mais solicitados por eles. No Site, poderão encontrar também sacramentais, terços e artesanatos religiosos. 

A nova editora trabalha alinhada e em parceria com a Editora Missões Cristo Rei do Reverendo Padre Ernesto Cardozo.
 
Conheça o Instagram e o Site da Editora Roma Eterna, e acompanhe as próximas novidades.  



sexta-feira, 21 de março de 2025

Santa Missa em Campo Grande, MS



AGENDA DE MISSAS EM CAMPO GRANDE, MS


De 25 a 29 de março de 2025

Reverendo Padre Ernesto Cardozo

Rua Professor Landim, 151, Vila Carvalho
Campo Grande - MS

67 99293-4405



       

quinta-feira, 20 de março de 2025

Infalibilidade Pontifícia para dummies

S.S. Papa Pio IX


Infalibilidade Pontifícia para dummies



É inacreditável como certas heresias natimortas se perpetuam. E em ambientes pretensamente tradicionalistas... Hoje, quero vos falar sobre a Infalibilidade Pontifícia, e vou até desenhar para os mentecaptos. 

A Infalibilidade Pontifícia (ou Papal) foi longamente discutida e analisada na História do Cristianismo, sendo reafirmada por diversos teólogos e Papas. A primeira menção a esta doutrina ocorre ainda em 90 d.C., quando o Apóstolo João ainda vivia em Éfeso; o Papa Clemente I, ao intervir nos assuntos de Corinto, afirmava estar “falando em nome do Espírito Santo”, ou seja, era infalível. No século XI, a Proposição XXII do “Dictatus Papæ” afirmava que o PAPA NUNCA ERROU E NÃO ERRARÁ NUNCA, segundo o testemunho das Escrituras. Na Idade Média e Renascimento, diversos teólogos discutiram a infalibilidade do Papa quando define questões de fé e moral, incluído Santo Tomás de Aquino. Em 1330, o bispo carmelita Guido Terreni descreveu o uso da infalibilidade do Papa em termos muito semelhantes àqueles que seriam utilizados no Concílio Vaticano.


Concílio Vaticano, 1870.

A doutrina da infalibilidade do Papa foi oficialmente colocada em discussão, pela primeira vez, no dia 13 de julho de 1870, durante o Concílio Vaticano, sob Pio IX, quando a ampla maioria dos Padres conciliares (que têm direito a voto) aceitou a definição de infalibilidade. Na quarta sessão pública, a relação de Padres conciliares favoráveis foi ainda maior, embora 57 deles, adversários da definição, tivessem voltado para seus locais de origem antes dessa sessão. Assim, o DOGMA foi declarado em 18 de julho de 1870, através da Constituição Dogmática “Pastor Æternus”, que trata do primado e da infalibilidade do Papa, e que assim diz:

quarta-feira, 19 de março de 2025

Protestação para a Boa Morte


Trânsito de São José
Bartolomeu Altomonte


Protestação para a Boa Morte


Haec dicit Dominus: Dispone domui tuae, quia morieris tu, et non vives — “Eis aqui o que diz o Senhor: Dispõe da tua casa, porque morrerás e não viverás” (Is 38, 1)

Sumário. É na hora da morte que se acaba a coroa dos escolhidos, porque é então que se recolhem mais merecimentos. Então pode-se mesmo ser mártir, aceitando tudo com resignação e pelo amor de Deus. Mas por ser difícil que então tenha estes bons sentimentos aquele que não os tiver praticado na vida, convém que se renove cada mês a protestação para a boa morte. Imaginemos, pois, que estamos para morrer, e abraçando o Crucifixo, digamos de coração a Jesus o que lhe quiséramos dizer nesses derradeiros momentos.

I. É na morte que se acaba a coroa dos escolhidos, porque é então que podemos recolher mais merecimentos, aceitando com resignação as dores e a morte. Estejamos certos de que a aceitação da morte, para se cumprir a vontade de Deus, nos faz merecer uma recompensa semelhante à dos mártires, que são mártires exatamente porque aceitaram os tormentos e a morte a fim de agradarem a Deus. Mas como é difícil que tenha semelhantes bons sentimentos na hora da morte aquele que neles não se exerceu durante a vida, alguns devotos costumam, com grande proveito, renovar todos os meses a protestação para a boa morte, com os atos cristãos, tendo-se primeiro confessado e comungado como por viático, e figurando-se que estão já moribundos e prestes a sair desta vida.

quarta-feira, 5 de março de 2025

Pretzel, uma iguaria católica

A história dos pretzels


Giulia d'Amore


Os pretzels têm origem católica. Este lanche popular foi pensado para o tempo da Quaresma, e a sua criação remonta ao século IV, criado em um dos inúmeros mosteiros do norte da Itália, e que se tornou “típico” em diversos outros países da Europa e nos Estados Unidos. 

Durante a Quaresma, sob o Império Romano, os fiéis observavam um jejum[1] muito rigoroso, que proibia o consumo de leite, manteiga, queijo, ovos, natas e carne. Os monges, em particular, se mantinham praticamente a pão e água. E os pães que faziam eram bem simples, só com água, farinha e sal, para se lembrarem que a Quaresma era um tempo de oração e penitência. Como sobravam recortes de massa, para não os desperdiçar, moldavam pãezinhos em formato de braços cruzados, para inspirar as crianças à oração, já que, naquela época, os fiéis rezavam dessa forma, com os braços sobre o peito, e cada mão tocando o ombro oposto. Esse formato acabava formando três buracos, que, segundo alguns, representavam a Santíssima Trindade

Os primeiros nomes dados aos pãezinhos não eram alemães, como se supõe, mas latinos: os monges os chamavam de “pretiola” (recompensa), ou “brachiola” (do latim “brachium”) ou “bracellus” ou “bracellæ” (pequenos braços), pela posição dos braços cruzados. Dessa palavra latina se chegou ao atual “bretzel” ou “pretzel”. Os primeiros pretzels eram uma recompensa para as crianças que memorizavam versículos bíblicos, orações ou faziam todos os deveres da escola. 

Do Norte italiano atravessam os Alpes: primeiro vão para França, depois para a Baviera, onde são aperfeiçoados, chegando essencialmente, já na Idade Média, ao produto como o conhecemos hoje. Foi a simplicidade da receita, tão deliciosa e econômica, que contribuiu para que este pão atravessasse metade da Europa e hoje, com razão, pode ser chamado de produto “típico” alemão, suíço, tirolês do sul, austríaco, alsaciano e romeno, só para permanecer no continente europeu, onde também é possível encontrá-lo na versão doce (com açúcar ou cobertura de chocolate) e até frito. Por ser tão comum, não poderia haver uma receita única, mas podemos tentar traçar um único caminho: todos os pretzels têm o mesmo formato, como de um anel com as duas pontas amarradas, como dois braços a se abraçarem — fazer esse malabarismo com facilidade e rapidez requer anos de prática — e são feitos com ingredientes simples e fáceis de encontrar.

Na Alemanha conquistam a todos: os encontramos até em livros de orações muito antigos; e os alemães os usam como comida auspiciosa, tornando-se um alimento oficial da Páscoa, mesmo passando pela Reforma Imperial e o Cisma Oriental. Atualmente é consumido o ano todo, perdendo sua característica original. 

Séculos depois, estes pães foram os inocentes protagonistas de uma história particularmente dramática: em 1510, os otomanos tentaram conquistar Viena, mas, não conseguindo entrar por terra, tentaram um ataque por baixo, cavando um túnel sob a muralha que circunda a cidade. Uma jogada perigosa e arriscada, que acabou sendo um fracasso graças aos pretzels. No século XVI, os pretzels ainda eram um produto monástico, por isso os próprios monges, que trabalhavam nas cozinhas durante a madrugada, perceberam as intenções dos turcos e alertaram as autoridades locais: trabalhando no silêncio da noite, nos subterrâneos das igrejas e sacristias, ouviam todos os progressos do inimigo. Não satisfeitos com a “espionagem”, eles tomaram as armas e se juntaram ao exército lutando na linha de frente contra os muçulmanos, com sucesso. Para agradecer aos corajosos monges, Maximiliano I de Habsburgo concedeu-lhes o brasão imperial e um status muito elevado na sociedade da época, que durou até à Grande Guerra. 

A história dos “pretzels salvadores da pátria” percorreu a Europa e aumentou substancialmente seu status de “comida da sorte”: na Suíça, os nobres costumavam dar como lembrancinha uns aos outros nas cerimônias de casamento; na Alemanha, as crianças faziam colares para usar na véspera de Ano Novo, para desejarem umas às outras boa sorte e prosperidade no próximo ano.

Eles também chegaram à América, no famoso “Mayflower”, o navio mercante que levou os “pais peregrinos” aos Estados Unidos em 1620; os pretzels secos (semelhantes aos que usamos como aperitivo) foram usados como moeda troca com os nativos americanos. A partir do século XVII, expandiram-se pelos Estados Unidos, sobretudo a partir de 1710, com a chegada em massa de imigrantes vindos da Alemanha, os quais trouxeram consigo, como todo emigrante, todas as tradições gastronômicas da sua terra.  

Hoje, estão também no Brasil, e não só graças a uma famosa loja de fast food, mas também por causa das colônias alemãs no sul do País. 


Fontes de pesquisa: 
The Year of the Lord in the Christian Home”. Padre Francis X. Weiser S.J., Collegeville, Minnesota: The Liturgical Press. Very Good. 1964, 126 pp. (Um livro clássico dos tempos pré-Vaticano II que analisa o desenvolvimento e a história das festas e costumes cristãos, especialmente quando celebrados em casa) https://www.ebay.com/itm/126356500395;
       

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