Iustificabit ipse iustus servus meus multos, et iniquitates eorum ipse portabit — “O meu servo justo justificará muitos, e tomará sobre Si as iniqüidades deles” (Is. 53, 11).
Sumário. Jesus Cristo quis não somente tomar a aparência de pecador, senão ainda tomar sobre Si todos os pecados dos homens e satisfazer por eles, como se fossem os seus próprios. Desde criança viu em particular todos os pecados de cada um de nós, e aquela vista cruciou-Lhe a alma muito mais do que em seguida a crucifixão e a morte cruciaram-Lhe o corpo. Eis aí a bela maneira com que recompensamos o amor de nosso divino Salvador.
Considera que o Verbo divino, fazendo-Se homem, não somente quis tomar a aparência de pecador, mas ainda tomar sobre Si todos os pecados dos homens e satisfazer por eles, como se fossem os seus próprios:Iniquitates eorum ipse portabit— “Tomará sobre Si as iniqüidades deles”. Acrescenta Cornélio a Lápide: ac si ipse ea perpetrasset — “como se Ele mesmo as tivesse cometido”. Consideremos aqui como o Coração de Jesus Menino, já então carregado de todos os pecados do mundo, devia sentir-Se oprimido e angustiado, vendo que a justiça divina exigia d’Ele plena satisfação. Ele conhecia bem a malícia de cada pecado, porquanto na luz da Divindade que sempre O acompanhava, conhecia, imensamente melhor do que todos os homens e todos os Anjos, a bondade infinita de seu Pai, e o seu infinito direito a ser respeitado e amado. E via diante de Si, como que em longas fileiras, uma multidão inumerável de pecados a serem cometidos por aqueles mesmos homens pelos quais deveria padecer e morrer.
Sumário. Jesus Cristo quis não somente tomar a aparência de pecador, senão ainda tomar sobre Si todos os pecados dos homens e satisfazer por eles, como se fossem os seus próprios. Desde criança viu em particular todos os pecados de cada um de nós, e aquela vista cruciou-Lhe a alma muito mais do que em seguida a crucifixão e a morte cruciaram-Lhe o corpo. Eis aí a bela maneira com que recompensamos o amor de nosso divino Salvador.
Considera que o Verbo divino, fazendo-Se homem, não somente quis tomar a aparência de pecador, mas ainda tomar sobre Si todos os pecados dos homens e satisfazer por eles, como se fossem os seus próprios:Iniquitates eorum ipse portabit— “Tomará sobre Si as iniqüidades deles”. Acrescenta Cornélio a Lápide: ac si ipse ea perpetrasset — “como se Ele mesmo as tivesse cometido”. Consideremos aqui como o Coração de Jesus Menino, já então carregado de todos os pecados do mundo, devia sentir-Se oprimido e angustiado, vendo que a justiça divina exigia d’Ele plena satisfação. Ele conhecia bem a malícia de cada pecado, porquanto na luz da Divindade que sempre O acompanhava, conhecia, imensamente melhor do que todos os homens e todos os Anjos, a bondade infinita de seu Pai, e o seu infinito direito a ser respeitado e amado. E via diante de Si, como que em longas fileiras, uma multidão inumerável de pecados a serem cometidos por aqueles mesmos homens pelos quais deveria padecer e morrer.

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