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terça-feira, 4 de março de 2014

IMAGENS ACHIROPITAS: O VÉU DE MANOPPELLO É O VÉU DE VERÔNICA?

Vi um documentário sobre o tema um dia desses e resolvi compartilhar aqui (o vídeo do History Channel que despertou meu interesse vai no final da matéria. Tem 1 hora e meia de duração). Claro que nada substitui as imagens e as explicações dos peritos, mas é uma bela viagem em busca do rosto de Deus, um anseio humano desde os primeiros tempos, quando conservavam zelosamente os panos fúnebres e o véu de Verônica até chegarem intactos até nossos tempos tão amargos. Há relatos de outros sudários, menores, um dos quais Nossa Senhora guardava e diante do qual rezava todos os dias, olhando para o rosto do Filho. Ou outro com o qual o próprio Nosso Senhor tocou Sua face e mandou entregar, por São Judas, a um rei do Oriente que estava doente e enviara um emissário até Cristo pedindo que fosse vê-lo... 

Em 1959, a Santa Sé concedeu a todos os Bispos do Brasil a licença de celebrar a festa da SAGRADA FACE solenemente na Terça-feira de carnaval (cf. REB, vol. XIX, fasc. 2, p.462), por isso publico hoje esta notícia.  

E o extraordinário desta imagem é que é uma achiropita, ou seja, uma imagem não feita por mãos humanas, como a de Nossa Senhora de Guadalupe, que até hoje intriga a Ciência. A de Manoppello, em particular, foi impressa (porque não se trata de uma pintura propriamente dita, da forma comumente feita, com os materiais e elementos de costume) em um tecido extraordinário, com 24 x 17,5 cm, feito de trama de bisso marinho, tão fino que dá para ler um jornal do outro lado, perfeitamente! O bisso é uma fibra téxtil de origem animal, como uma seda natural marinha que se obtém dos filamentos secretados por um tipo de molusco (Pinna nobilis) cuja manufatura era típica dos países do Mediterrâneo.

Suspeita-se que seja o véu de Verônica, e foram encontradas similitudes em relação ao outro Sudário, o maior e mais famoso, de Turim. Segundo os pesquisadores, os pontos de contato entre os dois rostos são muitos, assim como coincidem as manchas de sangue e o tipo sanguíneo: AB

Quem atesta o tipo de tecido é uma pesquisadora, doutora e artesã, herdeira da técnica de extração, manipulação e tessitura do bisso, a dra. Chiara Vigo, que está completamente segura que se trata de bisso e que é antiquíssimo, tendo em vista a coloração, pois os tecidos atuais sofrem o impacto da poluição química deixada pelos navios atualmente. Segundo Chiara, é praticamente impossível "pintar" sobre o bisso, porque ele, apesar de finíssimo e transparente, é altamente resistente a quase tudo, possui propriedades antichamas e é "autolimpante", ou seja, segundo ela, se você pintar algo nele, em poucos minutos o desenho some. É um mistério.

Mas vamos ao texto. Todas as imagens são ampliáveis. Grifos nossos. 



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Indícios da ressurreição de Jesus 

O VÉU DE MANOPPELLO


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Está conservada na região italiana dos Abruzos, desde o século XVII, a “Verônica” romana – Verônica quer dizer: verdadeiro ícone de Cristo – “não feita por mãos humanas”. Uma imagem que mostra o rosto de uma pessoa real.

“No tempo de Júlio II, pontífice romano, por volta do ano do Senhor de 1506, [...] vivia em Manoppello, terra muito civilizada e bem situada, rica e opulenta de todas as coisas necessárias à vida humana, nos Abruzos Exteriores, província do reino de Nápoles, Giacom’Antonio Leonelli, físico doutor [...]. Estava um dia Giacom’Antonio Leonelli em praça pública, quase à porta da Igreja Matriz cujo título é o de São Nicolau de Bari, em honesta conversa com outros seus pares; bem em meio ao colóquio, chegou um peregrino que ninguém conhecia, de aspecto religioso e muito venerando, o qual, recebendo os cumprimentos de uma tão boa roda de cidadãos, disse com termos plenos de gentileza e humanidade ao doutor Giacom’Antonio Leonelli que tinha de lhe dizer em segredo uma coisa que muito lhe agradaria, por ser-lhe de utilidade e proveito. Puxando-o, assim, à parte, até o limiar da Igreja de São Nicolau, entregou-lhe um pacotinho e, sem desembrulhá-lo, disse-lhe que tivesse em grande conta aquela devoção, pois receberia de Deus muitos favores e sempre prosperaria tanto nas coisas temporais quanto espirituais. Afastando-se, com o pacotinho nas mãos, até a fonte de água benta, Giacom’Antonio começou a abri-lo. Ao ver a Santíssima Imagem do Rosto de Cristo Nosso Senhor ficou, a princípio, um tanto assustado, prorrompendo em lágrimas sinceras, as quais depois refreou, para não aparecer assim a seus amigos. Dando graças a Deus por um dom tão grandioso, dobrou a imagem como estava antes, dirigiu-se em seguida ao peregrino desconhecido, para agradecer-lhe e acolhê-lo em sua casa, mas não o viu mais. Espantado, quase gaguejando, perguntou aos amigos, que lhe afirmaram tê-lo visto entrar com ele na igreja, mas não sair dela. Cheio de admiração, mandou procurá-lo diligentemente dentro e fora de Manoppello, mas não foi possível encontrá-lo, pelo que todos acreditaram que aquele homem sob o aspecto de peregrino deveria ser um Anjo do Céu ou outro Santo do Paraíso”.

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