A Ação Católica Italiana¹ foi celeiro de muitos modelos de santidade e de reparação pela santificação do clero. Alguns já foram canonizados, outros estão a caminho disso. É polêmica a questão dessas numerosas beatificações/canonizações relâmpago executadas, sobretudo, pelo Papa João Paulo II: são os Neosantos, os Neobeatos da Neoigreja Conciliar, vinda à luz com o Concílio Vaticano II. Mas há de separar o joio do trigo, pois nem todos os novos modelos de heroísmo cristão são "farinha do mesmo saco". Esta, por exemplo, é uma pérola que descobri pesquisando sobre a modéstia feminina. Na nota sobre a Ação Católica, lá no final, listei outros, e uma homônima surpresa.
Devo, pois, apressar-me em minha santificação, antes que a canonizem primeiro...
Carla Ronci
por Giulia d'Amore
“Somente os santos deixam rastros, os outros fazem barulho”.
Torre Pedrera (Rimini), 11 de abril de 1936 - Rimini, 2 de abril de 1970.
Após mais de trinta anos de sua morte, a frase anotada por Carla Ronci em seu diário soa quase como uma profecia.
Proclamada Venerável pelo Papa João Paulo II, em 1997, a sua
causa de beatificação corre rapidamente, no rastro de uma devoção popular
iniciada logo após a sua morte - tanta era a fama de santidade - e com um rico
corolário de testemunhos e publicações a ela dedicadas, sinal de que a jovem
apóstola de Rimini de rastros deixou muitos.
Carla
Ronci nasceu em Torre Pedrera, perto de Rimini (Itália), no dia
11 de abril de 1936, primeira de três filhos. Os pais tinham um negócio
de
frutas e verduras. Depois das escolas elementares (ensino básico), foi
trabalhar com os pais na loja deles e aprendeu o ofício de corte e
costura. Até os catorze
anos era uma garota como tantas outras, uma adolescente que gostava da
companhia dos amigos e de seu ofício de costureira. Um
disco de música, um bailinho, um filme eram a sua alegria. Lia gibis,
fotonovelas, romances policiais. Tinha uma vivacidade interior
explosiva,
sempre pronta a correr para onde havia diversão.

