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domingo, 22 de março de 2015

EDITORIAL: A SAGRAÇÃO EPISCOPAL E ROMA APÓSTATA. E O QUE DIZEM OS "IRMÃOS"...

... e os sapos estão atentos!

Começo dizendo que não fui eu quem cunhou essa expressão "ROMA APÓSTATA", mas o Venerável Monsenhor Lefebvre, que também chamou aos seus interlocutores "romanos" de ANTICRISTOS. Lembrando que o principal interlocutor fora o Cardeal Joseph Ratzinger, futuro (e agora ex) Papa Bento XVI, que falava em nome do então Papa João Paulo II, cognominado agora de "o Grande". Também foi Mons. Lefebvre quem disse que guardássemos distância de Roma Apóstata até que ela se converta. Talvez parafraseando o Apóstolo, quando este disse que aos hereges não devemos dar nem bom dia, o Arcebispo mandou suspender qualquer contato com os "romanos", classificando-os de enganadores, pois o fizeram firmar um PROTOCOLO, do qual se arrependeu em tempo, mas que continua sendo usado até hoje contra ele. Resumo feito, vamos ao que interessa. 

De fato, Francisco ainda não se pronunciou, e é uma incógnita saber se irá fazê-lo ou se dar-se-á por satisfeito com a apressada (desinformada) manifestação pública do mais novo membro virtual da Ecclesia Dei, a neo-FSSPX de Fellay. Menzingen está se tornando parecida com Roma Apóstata na maneira de falar, de agir (nas trevas), de negociar e de enganar seus súditos! 


À esteira de Menzigen, e de inúmeros sites/blogs de todas as vertentes da pretensa Tradição e até mesmo da igreja conciliar, surgiu a voz conveniente do Cardeal Guido Pozzo declarando a excomunhão laetae sententiae de Mons. Williamson e de Monsenhor Faure, o qual, por humildade, perdeu a primeira excomunhão por parte de JPII e pode vir, finalmente, a alinhar-se com Monsenhor Lefebvre por inteiro, carregando a mesma idêntica cruz, junto com Mons. Williamson, que já colecionaria uma segunda excomunhão, pelo mesmo motivo, da mesma igreja conciliar. Justamente porque mesmas são as razões da atual Sagração!   

A esse desfile de "virtuosos" opinólogos sobre o que não se conhece, e com maldade e injúrias, se juntou também o "Dom" Rifan, traidor antes de Fellay, que deixou o bom combate de olho na batina de Bispo da "Igreja" conciliar. Bom, confesso que só li a manchete, pois realmente não há porque um católico se interessar pelo que diz um modernista fantasiado de motumissa

Em considerando que a primeira excomunhão - a do Grande JPII - vale tanto quanto uma excomunhão do Dalai Lama, melhor sorte não tem esta segunda excomunhão, uma vez que NADA MUDOU, se não para pior, na Igreja visível: a outra Igreja. Assim como não mudaram as razões que suportam o ESTADO DE NECESSIDADE. Nem mudou a mania de as pessoas falarem do que não sabem. Por exemplo... houve, sim, um mandato de emergência, que confere ao ato toda legitimidade e legalidade que se queira. O resto é lenda!  

Por hoje é só. Para quem se importa, sente e espere pela fala de Francisco, que está ocupado demais demolindo o que resta de verdadeiro na Igreja visível. Não percam de vista que há DUAS IGREJAS!!! É algo tão surreal que às vezes perdemos isso de vista e tendemos a nos preocupar e entristecer e temer por uma excomunhão que não vale o papel em que será (se for) escrita!!! DESSA "Igreja", espero ser excomungada, como o foi (e ainda o é) Monsenhor Lefebvre.  

Para quem não sabe, e a título de registro, quem cavou o levantamento da excomunhão APENAS para os quatro Bispos supérstites, deixando-a para (aparentemente) conspurcar a memória do Venerável Monsenhor Lefebvre e do Venerável Monsenhor de Castro Mayer, foi o GREG, grupo intelectualoide de fedor maçônico ligado a Fellay. Temeram pelas almas deles, os ratos, tal qual temeu São Pedro que afundou no mar por sua pouca Fé (e as semelhanças com o Santo param por aqui), mas não se preocuparam com as almas dos Monsenhores que lhes deram o Episcopado!!! A boa notícia é que nem Mons. Lefebvre, nem Mons. de Castro Mayer têm com que se preocupar, uma vez que nula é a excomunhão de JPII e hilário o levantamento dela por BXVI! Mas continuam com medo, Fellay & companhia, pois, um de seus lacaios deixou escapar certa vez que era imperioso "voltar" para a Igreja visível para que não fossem novamente excomungado. Ou seja: creem na primeira excomunhão (desautorizando/desmentindo/desonrando Mons. Lefebvre), creem que estão "fora" da Igreja CATÓLICA, porque querem se "reintegrar" a "ela" (e o Cardeal Pozzo deixou isso bem claro em seu pronunciamento a respeito da Sagração), e creem em uma segunda excomunhão da mesma mão que lançou a primeira. Sic! 

Por fim, parem com as asneiras de um sedevacantismo latente na Resistência!

E, neste universo de amebas intelectuais (todos teólogos, todos opinólogos, todos Papas, e todos SANTOS DE ALTAR, porque não se importam com sua própria santificação e lançam SEM TEMOR DIVINO não só a primeira como todas as pedras que conseguem contra quem AINDA COMBATE PELA FÉ), ainda se salva muita coisa, e quero compartilhar aqui, com meus leitores. Prestem atenção ao penúltimo comentário em azul

- 17 março, 2015 às 5:28 pm. Bhartolomeu: O grave estado de necessidade eclesial dos tempos atuais justifica inteiramente a atitude de Dom Williamson. A continuidade da defesa da Tradição católica exige a continuidade de um sacerdócio não-contaminado pelo modernismo – e sem bispos, não há sacerdotes. Dom Williamson, na verdade, já esperou demais; como a morte pode chegar a qualquer um em qualquer momento, é bom cumprir logo o que morto já não se poderá mais fazer. E, por favor, sem receios de excomunhão válida no caso: sem culpa, sem pena. Ele está sendo obrigado pelas circunstâncias eclesiais a desobedecer a uma lei menos imperiosa (a da sagração episcopal apenas com mandato pontifício), para obedecer a outra lei muito mais imperiosa (a de proteger a continuidade do sacerdócio unido à Fé), num legítimo conflito de deveres onde moralmente se é nada menos que obrigado a preferir o cumprimento do dever mais importante.

- 17 março, 2015 às 10:11 pm. Carlos Magno: Não há barbárie alguma! Dom Williamson está só fazendo o que sempre foi feito em toda parte. Bispos sempre tiveram autonomia. A necessidade de mandato para sagrações é uma lei recente que foi criada para combater o comunismo, e que hoje está sendo usada ao contrário, isto é, para combater a Tradição e promover o judaico-bolchevismo. A lei serve para ajudar, não para atrapalhar. Quando ela atrapalha, não deve ser obedecida. Ninguém obriga a ambulância a obedecer a mão da via porque sabe que a lei (o código de trânsito) foi criada para ajudar, não para atrapalhar, e isso atrapalharia o resgate. Apressa-te, Dom Williamson! Deus vult!

- 17 março, 2015 às 10:34 pm. Bruno Luis Santana: Dos que se escandalizam com um evento esperado como esse, sinceramente, não entendo a “preocupação”. Acaso são atendidos por D. Williamson ou por algum padre da União Sacerdotal Marcel Lefebvre? Vocês sabem que D.Williamson já não é mais um menino? Ele tem 75 anos. É segredo para alguém aqui que D. Williamson e a União Sacerdotal seguem a linha de D. Lefebvre, que no final da vida adotou a mesma postura de não mais buscar compromissos sem que Roma fizesse profissão de Fé Católica inequívoca, o que inclui todos os ensinamentos dos papas anteriores que contrariam o Vaticano II? Está mal entendido para alguém que D. Williamson e a União Sacerdotal não têm nada a negociar com ninguém, mas que só se unirá visivelmente com o clero conciliar no dia em que este mesmo clero voltar por sua própria vontade a crer no que sempre foi ensinado pela Igreja de mais de dois milênios? E que neste dia não haverá acordo, será uma união baseada na fé em comum? D. Williamson não inventou a Fé Católica. Ele a recebeu, e portanto é obrigado a simplesmente transmiti-la em toda sua pureza. Quem deseja manter a Fé recebida e agradar a quem não tem essa fé, põe-se em grande risco. E quem já não pode mais suportar a Sã Doutrina da Salvação, infelizmente não tem nada de benéfico que possa oferecer a católico nenhum. Como bispo, D. Williamson tem a obrigação de não deixar apagar a chama. Ele é obrigado a transmitir adiante a sucessão apostólica, especialmente quando sabemos que as alterações nas fórmulas dos sacramentos põem em DÚVIDA a esmagadora maioria das sagrações episcopais. Se não coloca em questão, por outro lado não exime de suspeita, pois sabemos bem que os Sacramentos quando não são ministrados segundo a Fé da Igreja, correm o risco de serem nulos. Todos aqui estão carecas de saber que estes 50 anos de Concílio Vaticano II não constituem em absoluto um processo de abjuração dos seus erros, mas pelo contrário: o tempo passa e o modernismo corrói o clero e o povo, esvazia igrejas e pulveriza a Fé Católica a olhos vistos. Todos aqui sabem que todos os papas pós conciliares têm um compromisso confesso e escancarado com a aplicação do Vaticano II. E nenhum deles jamais teve a intenção de corrigir uma só vírgula. VOCÊS SABEM QUE BENTO XVI RECUSOU A PROPOSTA DE MONSENHOR GHERARDINI NESTE SENTIDO. Portanto, parem de agir como se o próximo papa for um tradicionalista que corrigirá o Concílio, suprimirá o culto sacrílego de Paulo VI e revogará todas as loucuras que se instalaram CONTRA o que sempre se admitiu como correto, são e verdadeiro. Basta de politicagem. Basta de respeito humano, de ter medinho do que a Roma conciliar vai fazer. D. Williamson não está negando nenhum dogma da Fé, não está cometendo nenhum sacrilégio, não está cometendo nenhum pecado. A Roma atual que viola o ensinamento perene da Igreja Católica e promove o ecumenismo beijando o Alcorão do Diabo, que contraria os Evangelhos e põe as conferências episcopais acima dos bispos, que nega descaradamente o ensino de que fora da Igreja não há salvação, e prega que todo homem é livre para escolher a religião que lhe melhor parecer, como se qualquer coisa fosse lícita… O que nós católicos temos a ver com esta igreja? O que a excomunhão desta igreja com doutrina diferente da Igreja Católica poderá nos fazer? Pessoas… Se Francisco I renovasse as promessas do batismo, recitasse o Credo e proclamasse adesão completa e inequívoca a todo o deposito fidei, acompanhado de um repúdio minucioso a todos os ensinamentos contrários a esta mesma Fé Católica, eu seria o primeiro a tremer nas bases por uma excomunhão vinda dele. Que digo? Longe de ser excomungado, eu estaria mansamente abrigado debaixo de sua autoridade petrina. Mas vocês sabem que os nossos prováveis excomungadores serão os mesmos empenhados no próximo Sínodo da Família… E se há algo por que vocês deveriam rasgar as vestes é para a avalanche de pecados que está prestes a ser admitida na igreja conciliar, avalanche esta pressentida até mesmo por cardeais e episcopados ao redor do mundo. Sagrar bispos para garantir a Sucessão Apostólica e a transmissão da Fé Católica em sua pureza não é pecado. Pecado mesmo é buscar simpatias mundanas com a religião conciliar, que já deu mostras suficientes que JAMAIS permitirá contato com a Tradição se não for para destruí-la. D. Lefebvre sagrou 4 bispos. Respondam-me francamente: ESTAMOS EM TEMPO MELHOR DO QUE EM 1988? Tomara que D. Williamson sagre não apenas um, mas uma dúzia de bispos. 


- 17 março, 2015 às 10:38 pm. Bruno Luís Santana: Medo do que o papa ou os outros vão dizer? Sinceramente, eu diria que é uma honra ser anatematizado pela opinião alheia. Seria uma honra se não fosse tão triste…

- 18 março, 2015 às 4:45 pm. Vitor: Para a validade, basta apenas um bispo, seja no regime do Código atual (1983), seja no do Código de 1917, seja antes de 1917. A Teologia Sacramental ensina que um bispo validamente ordenado, ainda que herege ou cismático, pode conferir todos os graus do sacramento da ordem a outrem. Basta que seja um bispo. Agora, para a licitude da ordenação episcopal, além do consagrante principal, deve haver dois outros bispos co-consagrantes. Mas a irregularidade da ausência de dois outros bispos em nada afeta a validade da ordenação.

- 17 março, 2015 às 10:53 pm. Felipe Leão: Caros fratres; A Sagração se mostra necessária a fim de preservar a luta iniciada por Mons. Lefebvre. Assim, fez-se necessária, já que Mons. Williamson não teria condições físicas de levar adiante o Apostolado sozinho! Não é nenhum “desserviço à Tradição”, como comentaram, mas sim, uma necessidade. No que diz respeito a uma “nova excomunhão”, acredito que a igreja conciliar deverá impor o que determina as regras dela. Aqueles que conheceram Mons Lefebvre têm a certeza de que tal atitude não se faz em desafio à igreja conciliar, mas sim, para resguardar a Tradição! Ou algum Católico, que Guarda a Fé dos Apóstolos, iria levar seus filhos a receber os Santos Sacramentos na igreja conciliar de um bispo conciliar? Diante disso, basta-nos lembrar dos Católicos Ingleses que preferiram a morte a receber os Sacramentos das mãos sacrílegas dos hereges! Sei que muitos irão repudiar tanto a Sagração, quanto este comentário que faço. Porém, para minha Família, quanto para aqueles que Guardamos a Fé Católica Apostólica Romana, herdada dos Santo Apóstolos esta Sagração nos traz alívio e a certeza da continuidade da Obra de Mons. Lefebvre! Que São José, nosso Pai e Senhor, guie Mons. Faure e que seu Apostolado seja frutuoso! Não nos esqueçamos, caros Católicos, seremos odiados, perseguidos e caluniados! Não esmoreçamos e tampouco tenhamos medo diante das perseguições! Guardemos nossa Santa Fé, o maior Tesouro que temos e deixaremos de Herança para nossos filhos! Viva Cristo Rei!

- 18 março, 2015 às 9:17 am. lucasevangelistalima: Provavelmente, num futuro muito próximo, a crise vai-se se agudizar a tal ponto, que a FSSPX terá de reassumir em toda a sua plenitude a luta de Dom Marcel Lefebvre, porque é de todo evidente que houve um afrouxamento das críticas por parte dos clérigos da dita fraternidade. Porque não podemos e nem devemos ter a pretensão de fazer profetismos, efectivamente, não sabemos o que vai acontecer nos próximos tempos. Daí que Dom Williamson está a agir bem ao decidir consagrar um novo bispo. Ele, certamente sabe que como diz o ditado “o homem põe, Deus dispõe”. Repito, não sabemos o que vai acontecer, por isso é preciso que o homem continue a pôr os seus dons e capacidade ao serviço de Cristo e da Igreja. De como Deus, se irá dispôr disso, não nos devemos preocupar. É preciso continuar a pôr. Por isso, desde a ilha de Santo Antão, arquipélago do atlântico, todo o meu apoio e minha oração por dom Richard Williamson, e pelo neo-bispo. Será excomungado, de novo? Quem se importará com algo sem valor? Dado que os superiores actuais da FSSPX, decidiram conscientemente afrouxar-se no combate doutrinal que justificava o caso de necessidade, este deslocou-se da neo-fraternidade para a Fraternidade Sacerdotal Marcel Lefebvre, a conhecida resistência.

- 18 março, 2015 às 9:45 am. Getúlio: Excomunhão por defender a fé e igreja de Cristo? QUE VENHA ENTÃO… eu vou a Missa, vou assistir essa belíssima solenidade e vou está muito feliz… aos que aqui criticam, eu sei de onde vocês são, e só digo uma coisa, compra remédio pra essa dor de cotovelo passar….

- 18 março, 2015 às 4:02 pm. CFelix: Junto com Henrique D, Bruno Luís e Felipe Leão alegro-me ao reconhecer a coragem de Dom Williamson. Ser “excomungado” pela falsa religião conciliar é motivo de honra. Glória a Fé Católica!

- 19 março, 2015 às 2:50 am. Bruno Luís Santana: Se a FSSPX fizer isso daqui há uns anos, QUE DEUS TE OUÇA. Porque há quem vislumbre que ela vai se integrar de uma maneira ou de outra do lado dos modernistas. Eu nada digo a respeito, não tenho bola de cristal para saber o futuro; Aliás, torço para que os católicos da Resistência estejam rotundamente enganados, e sendo assim façam o que for necessário para redimir-se. Mas infelizmente já não sinto a firmeza de outrora. Perdi a confiança na Instituição desde 2012, e de vez em quando vejo uns episódios e uns indícios aqui e ali que podem não provar coisa alguma, mas que estimulam minha desconfiança. Deus age na História, claro. Assim como ele operou a conversão de São Paulo e de Afonso Ratisbonne, para Ele nada é impossível; se quisesse, poderia agraciar a Hierarquia num simples piscar de olhos, fazendo-a perceber o quão distanciada está dos caminhos de outrora, poupando-nos desta grave notícia de que mais um bispo será sagrado sem as exigências protocolares e autorizações que manda o costume. Mas se a FSSPX se contentar em apenas transmitir o que recebeu – a FÉ – e realmente não permitir nenhum avanço do liberalismo/modernismo, repito, será ocasião de júbilo. Mas por outro lado, o tempo está passando, seus bispos também já não são aqueles jovens de 1988. Caso persista na fidelidade (queira Deus que sim!!!), forçosamente se verá obrigada adiante a resolver este dilema: o de também ela sagrar bispos. De todos os quatro bispos, D. Williamson é o mais velho. Ainda assim, segundo comentários acima, há quem trate o caso como se o mesmo estivesse na flor da idade (ele terminou de completar 75 anos!), não resta muito o que dizer. É mais fácil encontrar mulheres com 75 anos. Homens geralmente morrem mais cedo, portanto, o peso da idade do bispo deve ser levado em conta com toda seriedade que o assunto merece. Contudo, me espanta que o mesmo tenha esperado tanto para sagrar um novo bispo. Santo Atanásio, com muito menos idade, apesar de ter sido excomungado pelo papa da época (que sem sombra de dúvidas foi muito menos doutrinariamente escandaloso do que os contemporâneos), não se fez de rogado em sagrar MUITOS bispos para garantir a Transmissão da Fé. Garantir a presença da Igreja é algo imperioso, obrigatório para qualquer cristão, e muito mais para um bispo, que é diferente dos demais batizados, garante a sucessão apostólica, ou seja, não somente os Sacramentos, mas a conexão direta com Cristo, transmitida de sucessor em sucessor ao longo dos séculos (e muitas vezes sem que o papa sequer soubesse, quando os cristãos de lugares distantes perdiam o contato com o Ocidente). Quanto às razões para tal medida, não ousarei afirmar que D. Williamson sagra bispos para provocar o papa, e muito menos a FSSPX. Não tenho direito, não tenho vontade e muito menos autoridade para dar palpites acerca do que se passa em sua mente e em seu coração, ainda mais expondo-o desta maneira, o que corre o risco de ser temerário. Quem diz que D. Williamson sagra apenas para alfinetar a FSSPX julga sem prova, e arrisca-se a pecar por calúnia e difamação pública, caso esteja errado. Mas como resultado objetivo, um novo bispo católico é sempre uma promessa de um futuro melhor, e uma garantia de que adiante o episcopado seguirá. Claro que Deus dispõe de tudo e se serve dos homens sem necessidade alguma deles. Mas sagrar um novo bispo é obedecer a própria natureza do episcopado, especialmente agora, neste momento em que a Igreja MAIS PRECISA DE BISPOS DE SÃ DOUTRINA. Quanto aos que querem regularização da Tradição com a religião conciliar, demonstram não ter entendido que o problema não repousa em unidade material. A única unidade que fundirá todos os laços de maneira perfeita e indestrutível é a unidade NA FÉ. Se a Fé Católica em toda sua pureza e em sua integridade se tornar comum nos dois lados, comungar juntos, confraternizarem-se, assinarem declarações conjuntas, reconhecimento de status jurídico, tudo isso serão formalidades que supõem uma união sobrenatural. Agora li o comentário do padre Elcio Murucci [um motumissa que critica e finge obedecer ao Papa] acima, e a primeira lembrança que me veio à mente foi uma empregada doméstica protestante que trabalhou em minha casa quando eu era um pré-adolescente. Era uma sectária muito devota e seguia fielmente as normas estéticas de sua denominação, tais como a vestimenta e o não-uso de maquiagem. Jamais usava batom ou maquiagem, porque a seita disse que era pecado. Mas a mesma tinha uma revista da Avon, e por meio dela vendia maquiagem para quem quisesse comprar. Pela sua lógica, era perfeitamente possível não pecar usando a maquiagem, ao mesmo tempo em que servia de meio para que outras pessoas adquirissem coisas que as levariam diretamente ao pecado. Os outros poderiam pecar até mesmo com a ajuda dela. Mas o importante é que ela não pecou. Padre Elcio responde diretamente ao bispo Rifan, que renega toda a luta pela Tradição e que estende isso oficialmente a toda a Administração Apostólica. Qualquer um pode ver pela internet como o padre Rifan era tão talentoso em enumerar as razões de resistir às propostas conciliares, que como bispo é incapaz de refutar a si próprio e demonstrar onde se equivocou em suas antigas crenças. Hoje em dia a Administração não perde a oportunidade de deixar claro que tudo o que fazem não passa de uma particularidade comportamental e sensível; que devem ser encarados talvez como católicos coptas ou cristãos de São Tomé, cheios de particularismos que no frigir dos ovos equivalem à mesma coisa do restante da Igreja. E nesta tapeação afirmam que a Missa Nova – que eles sabem que é uma construção humana a mando da maçonaria – está em pé de igualdade com a Missa de Sempre, que o Concílio Vaticano II é perfeito, e apenas mal interpretado. Empenham-se a convencer a igreja conciliar de que é totalmente devotada a ela, perambulam pela CNBB, dispõem-se a fazer de tudo para se integrar plenamente ao dia-a-dia dos não-tradicionalistas, como se tudo estivesse muito bem no geral. Dos descalabros e monstruosidades que pululam por toda parte, da Cúria romana aos rincões do Brasil, não têm mais uma linguagem forte, não previnem mais ninguém… Exceto se for um “cismático” lefebvriano… Aí não faltará pulso. Padre Murucci faz parte desta Administração. Talvez não faça nada disso. Portanto, nada tem a ver com isso. Igualzinho a protestante que não usa batom. Mas que usem os outros, ela mesma pode fornecer, afinal de contas quem usar que se explique com Deus… Mas padre Murucci que não se mancha com essas coisas no entanto tem olhos para perceber o quão justa foi a expulsão do bispo Williamson, e o quão humilde ele certamente não poderia ser. Padre Murucci: ninguém precisa enxergá-lo ou acusá-lo de modernista. O senhor é padre, só têm que responder a Deus em última análise. Mas fica a impressão que o senhor conseguiu ver um cisco no olho alheio…

- 18 março, 2015 às 10:45 pm. Felipe Leão: fratres; Em meio à discussão tão acirrada em torno da Sagração Episcopal que terá lugar amanhã, realizada por Mons. Williamson, muitos fratres se mostram indignados, tão incomodados e até mesmo “ultrajados” por essa atitude entendida como “desrespeitosa” e até mesmo “orgulhosa” (já que a “verdadeira resistência deve ser feita na humildade” – como afirmado), gostaria de convidá-los a ler e a refletir estas citações, especialmente no que tange à Sagração Episcopal que será realizada amanhã. Peço que aos que se dedicam à defesa da igreja conciliar, da paz, do diálogo e da “obediência”, demonstrando um certo “otimismo espiritual”, que meditem esta primeira citação, encontrada por minha esposa, em um belíssimo texto de um autor bastante conhecido: Ioseph Ratzinger, o tão querido Papa Bento XVI, que trata justamente dessa visão irenista e otimista, em uma referência à igreja holandesa (àquela igreja pós conciliar, tão moderna e tão vazia, muito apropriado para os dias atuais de “renovação do espírito conciliar”) que parece tomar de assalto a consciência de muitos, a começar pela alta hierarquia da igreja conciliar, passando pelo clero, chegando aos fiéis: “Mas poderia ser algo pior, uma vez que esse otimismo metódico era produzido por aqueles que desejavam a destruição da antiga Igreja e, sob o pretexto de reforma, queriam construir uma igreja totalmente diferente, ao seu modo, mas não podiam começá-la para que suas intenções não fossem rapidamente descobertas. Assim, o otimismo público era uma espécie de tranquilizante para os fiéis, a fim de criar o clima adequado para desfazer, possivelmente em paz, a própria Igreja e, conquistar assim, o domínio sobre ela. O fenômeno otimismo, portanto, tinha duas caras: por um lado supunha a felicidade da confiança, ou melhor, a cegueira dos fiéis, que se deixam acalmar com belas palavras; e por outro lado, existiria uma estratégia consciente para uma mudança na Igreja, em que nenhuma outra vontade superior – vontade de Deus – nos incomodasse, perturbando nossas consciências e, nossa própria vontade teria a última palavra. O otimismo seria finalmente a forma de libertar-se da pretensão, já amarga pretensão, do Deus vivo sobre nossas vidas. Esse otimismo do orgulho, da apostasia, tinha se servido do otimismo ingênuo, mais ainda, o havia alimentado, como se este otimismo fosse apenas a esperança certa do cristão, a divina virtude da esperança, quando, na realidade, era uma paródia da fé e da esperança.” Cf. RATZINGER, J. Mirar a Cristo, EDICEP, Valencia 2005, pp. 45-55. Após a leitura e reflexão da citação acima, trago uma segunda citação que deixará a todos muito tranquilos, visto que fora escrita pelo Papa João Paulo II, canonizado recentemente, que se aplica de maneira evidente à tão discutida Obediência: “É precisamente da obediência a Deus – o único a quem se deve aquele temor que significa reconhecimento da sua soberania absoluta – que nascem a força e a coragem de se resistir às leis injustas dos homens. É a força e a coragem de quem está disposto até mesmo a ir para a prisão ou a ser morto à espada, na certeza de que nisto ‘está a paciência e a fé dos Santos’ (Ap. 13,10)”. Cf. João Paulo II, Encíclica Evangelium vitae, n.73 e vid. n. 74. A coragem de estar disposto até à prisão (ou a pseudo “excomunhão) é algo muito profundo, que muitos, em nome do irenismo, ou pior, do “conforto”, parecem não querer enxergar aquilo que acontece à sua volta na igreja conciliar, essas “novas realidades eclesiais”, são o fundamento dessa atitude corajosa e verdadeiramente Católica de Mons. Williamson! Em alguns comentários encontramos muitos irenistas afirmando que não percebem a atual situação de necessidade, já que até se pode rezar a Missa de S. Pio V. Portanto, lendo e refletindo as citações de dois Papas tão queridos por muitos fiéis [fieis da igreja conciliar. Sim, porque no site de onde tirei estes comentários a plateia habitual atualmente é de modernistas e falso-tradicionalistas, incluídos os fellayanos], poderão repensar seus comentários e até, quem sabe, poder enxergar a dura realidade eclesial à sua volta, pois, como disse Nosso Senhor: “o pior cego é aquele que não quer ver”! Portanto, ante a toda essa discussão, nada melhor que refletir sobre atitudes corajosas, como de Mons. Lefebvre há mais de 20 anos, e de Mons. Williamson amanhã. Lembremo-nos da coragem dos Mártires, daqueles que deram suas vidas em testemunho da Santa Fé Católica, como os valorosos e fortes Católicos Ingleses, os grandes combatentes de Vandèe e os heroicos Cristeros. Realmente, Apostolado e Santidade são virtudes para quem não tem medo e nem quer viver no comodismo, ao contrário, são para aqueles que renunciam a si mesmos, tomam a Cruz e seguem ao Divino Redentor! A todos, desejamos uma feliz Festa de São José e que o Patrono da Igreja Universal possa abençoar e tornar ainda mais fecundo o Apostolado da Resistência, realizado por Sacerdotes Corajosos e Valorosos! Viva Cristo Rei!
 

A mais interessante de todas!!! - 19 março, 2015 às 11:38 am, Bhartolomeu: Se não fosse a circunstância da atual gravíssima crise na Igreja, certamente essa sagração sem mandato pontifício seria condenável, mas considerando-se a realidade em que nos encontramos, ela se torna inteiramente lícita e mesmo louvável: é à Teologia Moral que nós apelamos para afirmar isso. A proibição de sagrar bispos sem mandato pontifício é, sem dúvida, de Direito Divino; mas isso não quer dizer que ela não possa, em casos graves, conhecer as suas exceções, visto que se trata de um caso de Direito Divino “ilicitante” e não “invalidante”. Há proibições de Direito Divino que afetam de modo ontológico o ato proibido, de tal modo que não podem conhecer exceções: por exemplo, a proibição de usar outra matéria que não pão e vinho na confecção da Eucaristia. Mas há também proibições de Direito Divino que determinam apenas o aspecto moral do ato proibido, afetando-o, portanto, apenas acidentalmente e não essencialmente, de modo a poderem conhecer exceções, desde que se tratem, é claro, de “violações” justificadas e não envolvendo nenhuma ação intrinsecamente má. Por exemplo, é de Direito Divino que o padre não pare a Consagração após consagrar a hóstia, mas sim siga-a até o fim com a consagração do vinho e a comunhão; e, todavia, se ocorrer um incêndio na igreja logo após a consagração da hóstia, cessa, a título de exceção justificada por caso grave, a referida obrigação de Direito Divino e a missa pára ali mesmo. Outro exemplo: é de Direito Divino que as Hóstias Consagradas sejam usadas, como é óbvio, apenas para a comunhão e a adoração – e, todavia, como ensina a Teologia Moral, se uma pessoa estivesse passando fome ao ponto de não dispor de nenhum jeito de outro alimento, poderia tranquilamente arrombar o Sacrário que encontrasse e comer as Hóstias Consagradas como se fossem um alimento comum (pode parecer chocante, mas é o que a Teologia Moral tradicional afirma). Logo, o Direito Divino “ilicitante” pode conhecer exceções em casos graves. Aplique-se esse princípio ao caso da proibição de sagrar bispos sem mandato pontifício – que, claramente, se trata de um caso de Direito Divino ilicitante e não invalidante – e se terá a justificativa moral indispensável, e tanto mais quanto a sagração de um bispo é, em si mesma, uma ação intrinsecamente boa e excelente. Portanto, nas circunstâncias presentes, Dom Williamson está agindo licitamente ao sagrar um bispo mesmo sem autorização papal: é uma violação puramente material, e não formal, do Direito Divino ilicitante, a título de exceção justificada por necessidade grave. 
- 21 março, 2015 às 5:19 pm. Bruno Luís Santana: Absurdo dizer que é de Direito Divino sagrar bispos como se estivéssemos num tempo muito católico, e D. Williamson fosse um herege que destoa da Igreja, quando sabemos que para todos os lados que nos voltamos, em todos os países do mundo e em quase todas as paróquias, conventos, mosteiros e dioceses, o que impera é o modernismo. As leis existem para ser cumpridas, mas diante de certas emergências a aplicação das leis pode ser suspensa, para que as almas não morram e os que poderiam fazer alguma coisa não aleguem estupidamente que deixou-as morrer para não descumprir uma lei normal para tempos de calmaria. Algum bispo brasileiro proibe o ecumenismo conciliar baseado na Mortalium Animos? Algum bispo brasileiro condena a liberdade religiosa de acordo com a doutrina católica, tal como está exposta na Quanta Cura e no Syllabus? Algum bispo condena a colegialidade episcopal tal como já foi condenada reiteradas vezes por inúmeros papas como contrária à verdadeira concepção da Igreja? Algum bispo condena ao menos (embora isso fosse insuficiente) as inúmeras práticas abusivas na liturgia condenadas por Pio XII, como o altar-mesa que prevalece em toda parte e é condenado na Mediator Dei? Devo enumerar quantas violações diretas contra a Doutrina Católica que são fomentadas diariamente em todos os cantos do mundo, do papa ao diácono mais obscuro para recordar a todos que estamos em estado de contingência? O mundo católico está totalmente devastado e o clero conciliar dá mostras de que, longe de qualquer restauração, pretende avançar ainda mais, e o escândalo é a sagração de um bispo SEM MANDATO????????? Vamos recordar enfim que D. Williamson não conferiu jurisdição a Dom Faure. Ele não lhe deu uma cátedra, não lhe deu um clero. O clero da Resistência nem sequer deve obediência a nenhum dos dois bispos. Assim como D. Lefevbre jamais exigiu submissão de ninguém, os dois bispos não mandam em ninguém. Os padres que se ligaram a eles os obedecem moralmente, reconhecendo neles sucessores dos Apóstolos em virtude do Sacramento da Ordem. Eles estão aí para garantir os Sacramentos da Ordem e da Confirmação. E espero que eles jamais cheguem a ser superiores da união sacerdotal, afim de que fique claro a todos que não é uma paródia da Igreja, mas uma existência para garantir a sucessão apostólica e os sacramentos aos fiéis. É uma pena que tenha ordenado apenas um… Mas guardem o que digo: seria bom guardar estas notícias – e especialmente os comentários que se seguiram – porque a não ser que algo se interponha ao curso natural das coisas, daqui há uns anos veremos a FSSPX na seguinte encruzilhada: sagrar e ser re-excomungada ou aderir. E com o pontificado de Bergoglio os revolucionários extremistas nunca estiveram tão fortes. Algum bispo da FSSPX tem menos de 50 anos? Bem, alguém crê que em 10, 20 anos o Vaticano se tornará novamente o centro de catolicidade que costumava ser? Que as doutrinas conciliares serão condenadas, junto com o culto sacrílego? Pois a menos que algo extraordinário mude o curso dos fatos, digo que estará igual ou pior. E a FSSPX que se apressou em repudiar, em dizer “não conheço este homem’, caso não tenha se rendido antes, trilhará o mesmo caminho de sagrar bispo(s).



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