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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

São Francisco de Borja

10 de Outubro

São Francisco de Borja 

Confessor 
 

http://sacragaleria.blogspot.com/2014/09/sao-francisco-de-borja.html
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Francisco de Borja e Aragão, também Francisco de Bórgia e Aragão, foi Duque de Gandia, bisneto do Papa Alexandre VI e também do Rei Fernando II de Aragão, fez-se jesuíta logo após enviuvar. Exerceu o cargo de Vice-rei da Catalunha.

Típico exemplo da nobreza espanhola, gentil e refinado, generoso e empreendedor, Francisco de Borja, bisneto do Papa Alexandre VI e de Fernando II de Aragão, resume em seus 62 anos de vida o contraditório mundo quinhentista — luzes e sombras de onde emergem figuras de grandes santos, numa época de violentas contestações também no campo religioso.

Primogênito de João de Borja, duque de Gandia (Valência), desde pequeno era muito piedoso e desejou tornar-se monge, sua família porém o enviou à corte do imperador Carlos V, que o adornou do título de marquês aos 20 anos. Ali se destacaria acompanhando o imperador em suas campanhas e casando-se com uma nobre portuguesa, Eleonor de Castro Melo e Menezes, com a qual teve oito filhos: Carlos, Isabel, João, Álvaro, Fernando, Afonso, Joana e Dorotéia.


Nobre e considerado "grande de Espanha", em 1539 escoltou o corpo da Imperatriz do Sacro Romano Império, Isabel de Portugal, esposa de Carlos V, à sua tumba em Granada. Diz-se que, quando viu o efeito da morte sobre o corpo daquela que tinha sido uma bela Imperatriz decidiu "nunca mais servir a um senhor que possa morrer".   




José Moreno Carbonero, Conversão do Duque de Gandia (S. Francisco de Borja), 1884, Museo del Prado, Madrid


Ainda jovem foi nomeado vice-rei da Catalunha, província que administrou com grande eficiência. Exerceu por quatro anos o cargo de governador da Catalunha, embora secretamente votado à vida religiosa. A alta posição que ocupava permitiu-lhe nesse tempo estabelecer os filhos. Quando seu pai morreu, recebeu por herança o título de Duque de Gandía, então se retirou para a sua terra natal e aí levaria, com sua família, uma vida entregada puramente à religião.

Em 1546, sua esposa Eleanor também morreu, e Francisco decidiu entrar na recentemente fundada Companhia de Jesus. O encontro com o jesuíta Pedro Fabro foi determinante. Ajustou as contas com os seus assuntos mundanos, renunciou aos seus títulos em favor de seu primogênito, Carlos, demitindo-se dos altos cargos. Depois de haver feito os exercícios espirituais, emitiu voto de castidade, empenhando-se com outro voto a ingressar na Companhia de Jesus, fazendo-o efetivamente em 1548 e, oficialmente, dois anos depois. Em Roma, foi acolhido pelo próprio Santo Inácio de Loyola, e a 26 de maio de 1551 celebrou a primeira Missa.

As honrarias — que o haviam perseguido desde a juventude na corte da Espanha — continuaram a persegui-lo também na vida religiosa, a tal ponto que Francisco se apressou em emitir todos os votos da Companhia de Jesus, dos quais um veta a aceitação de dignidades eclesiásticas. Contudo, Carlos V propusera seu nome ao Papa para a púrpura cardinalícia, que ele recusou, preferindo a vida de um pregador itinerante. Seus amigos conseguiram convencê-lo a aceitar o título para aquilo que a natureza e as circunstâncias o haviam predestinado: em 1554, foi eleito Comissário Geral pelo Capítulo dos Jesuítas da Espanha, e em 1565, se tornou Superior Geral de toda a Ordem. A Congregação Geral II de Jesuítas se curvou evidentemente na eleição pelo enorme prestígio do outrora Duque de Gandia. O eleito revisou as regras da Ordem e, por influência das práticas de certos jesuítas espanhóis, aumentou o tempo dedicado à oração. Preocupou-se para que cada Província tivesse seu noviciado: pessoalmente fundou o Noviciado de Sant'Andrea al Quirinale, no qual se formaram S. Estanislau Kostka, o pregador polonês Piotr Skarga e o futuro Padre Geral Claudio Aquaviva.

Uma das tarefas mais delicadas deste governo foi negociar com S. Pio V, o qual desejava reintroduzir a função litúrgica cantada na Companhia. De fato, esta medida começou em maio de 1569, mas somente nas casas professas e sem interferir em outras tarefas. É por isso que todos os jesuítas deveriam exercer três votos solenes até que o Papa Gregório XIII restaurou a prática original tal como estava nas Constituições escritas por Santo Inácio.

Os Colégios prosperaram: de 50 em 1556 passaram a 163 em 1574. Borja promulgou a primeira Ratio Studiorum em 1569. Para seu governo apoiou visitantes. Iniciou-se a remodelação da Igreja de Jesus, em Roma. O Geral seguiu de muito perto a evolução da Contrarreforma na Alemanha. Muitas fundações jesuítas serviram para reforçar a causa católica.

Deu grande impulso às missões. Uma expedição missionária enviada por ele ao Brasil foi exterminada pelos protestantes em alto-mar (Inácio de Azevedo e seus companheiros mártires, em 5 de junho de 1570).

Borja recebeu missões especiais de Sua Santidade, assim como com Laínez. De viagem a Portugal e Espanha - apesar de acusações - foi muito receptivo. Tomou conta de negócios da Companhia e delicados cargos diplomáticos nas Cortes. A volta a Roma foi difícil; chegou à Cidade Eterna em situação ruim, mas feliz por ter obedecido até o fim. Morreu em 30 de setembro de 1572, em Roma. Foi beatificado em 23 de novembro de 1624, em Madri, Reino da Espanha, por Papa Urbano VIII. Foi canonizado em 20 de junho de 1670, em Roma, pelo Papa Clemente X.

Sua decisão referente à oração alterou a concepção ignaciana a respeito, até que no século XX voltou-se a prática inicial. Aplicou na prática a resolução da CG II de convocar as Congregações de Procuradores, que demonstrou ser uma medida muito acertada. Sob sua administração, a obra missionária foi incrementada e prosperou. A Companhia fundou novas missões na Flórida, México e Peru. Aumentou a infiltração no Brasil. Sugeriu a Pio V a criação da Congregação para a Propagação da Fé. Em sua homenagem, o Padre Francisco Garcia fundou a cidade de São Borja, primeiro sete povos das missões, onde seu dia é comemorado em 10 de outubro pelo município e pela Paróquia São Francisco de Borja.  


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_de_Borja.


Leia também:
Meditação para receber o Santíssimo Sacramento: http://farfalline.blogspot.com.br/2012/09/meditacao-para-receber-o-santissimo.html.
Biografia: http://www.lepanto.com.br/catolicismo/vida-de-santos/sao-francisco-de-borja/.   




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