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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A Idolatria: causa do homossexualismo dos padres modernos

1º de maio de 2002

Caros amigos e benfeitores,

Já há vários meses que a mídia americana critica a Igreja Católica por causa das faltas graves de alguns de seus padres, nos últimos 30 a 40 anos, contra jovens membros de suas congregações. Muita coisa foi dita e escrita sobre isso, muito mais do que eu sei ou que tenha podido ler sobre o assunto. No entanto, existem certas verdades importantes ligadas a esta questão que eu não vi, ou quase, mencionadas. Ei-las.

Antes de mais nada, quero dizer de quem não é a culpa, na sua essência. Não é culpa, essencialmente, dos organismos da mídia. Muitas vezes nosso boletim tem classificado a imprensa de má, e sua maldade aparece nesta questão pelo uso da palavra "pedofilia" ao invés de usar "homossexualismo", para definir este problema. A palavra pedofilia se refere, propriamente, ao abuso de crianças com menos de 10 anos, enquanto que os relatórios indicam que a esmagadora maioria dos crimes de que são acusados estes padres se referem a adolescentes, uma atividade que, normalmente, se diria "homossexual". 


Sabemos que há anos que a mídia, em sua iniquidade, desenvolve uma campanha bem tramada e persistente para legitimar, na mente das pessoas, o pecado de homossexualismo, também chamado pecado contra a natureza, um dos quatro pecados que clamam vingança ao Céu. Como a imprensa poderia glorificar a atividade homossexual para, em seguida, mudar e condená-la no caso dos padres? Eles pretendem, então, que o problema seja de "pedofilia", porque a maioria das pessoas ficam - ainda - chocadas pelo abuso sexual das crianças, quando já não se importam mais - em boa parte por influência da imprensa - contra o horror deste pecado contra a natureza que clama aos Céus. Podemos também criticar a imprensa por coordenar o que é certamente uma campanha mundial para explorar ao máximo esta fraqueza atual da Igreja. A mídia, tendo caído nas mãos dos inimigos de nossa Santa Madre Igreja, por falta de vigilância ou de preocupação da parte dos amigos da nossa Madre Igreja, a mídia em geral não é amiga da Igreja e aproveita da situação para empurrar quanto pode a Igreja para baixo. Mas o provérbio diz bem: não há fumaça sem fogo. Como a imprensa teria feito fumaça sem que houvesse algum fogo na Igreja? Os homens da Igreja, cometendo ou encobrindo estes pecados, não podem criticar a imprensa. Também não podem acusar os fiéis do povo de não serem razoáveis, pois a reação popular nos Estados Unidos nos parece ser razoável sob dois aspectos.

Primeiro porque todo padre católico deveria, em todo tempo e em todo lugar, pela elevação de sua vocação, comportar-se como um anjo. Ele carrega, no entanto, o tesouro de seu sacerdócio num frágil vaso de barro, que é a natureza humana decaída (II Cor. IV,7), de modo que nenhum dos que conhecem a natureza humana se surpreende de encontrar, infelizmente, estas péssimas manifestações entre os padres.

O povo americano, sabiamente, se mostra hoje menos chocado de ver o seu baixo clero (sacerdotes, diáconos, seminaristas) cometer este pecado do que ver o alto clero (bispos) encobertá-lo, o que já não é uma fraqueza da carne (mesmo sendo uma fraqueza grave).

Em segundo lugar, para defender o povo quando este critica o alto clero por encobrir os pecados do baixo clero, eles parecem reconhecer até certo ponto um direito primário da Igreja acima do Estado, para sancionar os homens da Igreja. O povo parece querer dizer, não tanto que os crimes dos padres sejam competência do Estado, mas que a Igreja deveria manter a ordem dentro de casa, o que seria, caso isso ocorresse, uma reação do antigo bom senso.

Assim sendo, nem a mídia nem o povo devem ser censurados, em princípio. Resta-nos ver o clero.  


E se, em todos os tempos e em todos os lugares, homens que são os padres da Igreja deram provas de sua fraqueza humana, o que caracteriza o problema atual é sua amplitude. Parece que o pecado de homossexualismo não seria mais esporádico entre os padres, mas sistemático. Além disso - é o que deixa muitos enfurecidos - parece que foram sistematicamente escondidos debaixo do tapete pelo alto clero.

Infelizmente, sabe-se que já há dezenas de anos que a Igreja Católica foi infiltrada, nos Estados Unidos, por homossexuais. Nos anos 80 o Pe. Enrique Rueda publicou seu livro intitulado "A malha homossexual" para documentar este fato com uma série de evidências. Hoje somos informados que os seminários oficiais estão infestados de professores e de seminaristas homossexuais. Como dizia recentemente um bispo, uma primeira etapa na arrumação desta desordem consistiria em "desodorizar" os seminários. Um outro bispo falava sobre a apreensão dos jovens normais em entrar nos seminários, temendo ser agredido por algum desses perversos protegidos do sistema!

Mas como o sistema pode atingir este ponto? Aqui aparecem duas respostas básicas, sendo que nenhuma das duas é apresentada hoje, não estando elas também em medida de agradar a hierarquia atual da Igreja. É exatamente por isso que dizemos que há um problema de sistema. A primeira resposta é sobre a missa, a segunda, mais geral ainda, é sobre os Dez Mandamentos.

Quanto à missa, Mons. Lefebvre costumava dizer que não conseguiria dirigir nenhum seminário seu com o Novus Ordo Missae (Missa de Paulo VI). Tudo foi feito por Roma, nos anos 70 e 80 para que esta nova missa fosse introduzida em seus seminários, mas ele dizia que, se tivesse aceito isso, seria melhor fechar as portas e ir embora. Ele nunca disse isso assim deste modo, mas para ele, um seminário sem a missa tridentina (Missa de S. Pio V) é como um reator atômico sem urânio: não há como formar verdadeiros padres sem o sacrifício.  


O sacrifício é o coração do padre e se lhe arrancam seu sacrifício, falsifica-se o padre. E se o padre é falsificado, ele vai certamente buscar diversos caminhos falsos atrás de substitutos e de satisfações, o que inclui o homossexualismo.  

Penso que, se Mgr. Lefebvre estivesse vivo hoje, diria que, sendo a nova missa imposta aos padres já há mais de 30 anos, o que surpreende não é tanto que o homossexualismo tenha se alastrado entre os padres, mas que o tenha sido tão pouco!

Mas, como em toda a crise atual da Igreja, apesar do problema de a missa ser o sintoma principal, a doença é mais profunda e mais abrangente. A tendência principal da nova missa é por o homem no lugar de Deus, violando diretamente o Primeiro Mandamento: "Eu sou o Senhor teu Deus, não terás outros deuses diante de mim" (Ex. XX,3). Em resumo, a tendência e a finalidade de toda a Igreja moderna é a idolatria do homem substituindo a Deus. Ora, o que diz S. Paulo (Palavra de Deus), sobre as consequências da idolatria? Leiam a Epístola aos Romanos, I,18-31: 

"...os homens que retém na injustiça a verdade de Deus (...) mudaram a glória de Deus incorruptível para a figura dum simulacro de homem corruptível (...) Pelo que Deus os abandonou aos desejos do seu coração, à imundície; de modo que desonraram os seus corpos em si mesmos".

São Paulo continua a falar dessa relação de causa e efeito entre a violação do Primeiro e do Sexto mandamento, com referência específica ao pecado contra a natureza

"...eles que trocaram a verdade de Deus pela mentira e que adoraram e serviram a criatura de preferência ao Criador (...) Por isso Deus entregou-os à paixões de ignomínia. Porque as suas próprias mulheres mudaram o uso natural em outro uso que é contra a natureza. E, do mesmo modo, também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam nos desejos mutuamente, cometendo homens com homens a torpeza, recebendo em si mesmos a paga que era devida ao seu desregramento".

E para os que não compreenderam ainda que a idolatria está no cerne deste problema, São Paulo diz uma terceira vez:  

"Como não procuraram conhecer a Deus, Deus abandonou-os a um sentimento depravado para que fizessem o que não convém, cheios de toda iniquidade...". Segue aqui uma lista de pecados graves (que merecem reflexão).

Deus não permita que os católicos da Tradição joguem pedras contra a fraqueza dos padres da Igreja oficial, pois poderia nos punir permitindo que caíssemos na mesma armadilha. Mas não foram os "tradicionalistas" que fizeram com que dois mais dois fosse igual a quatro.  


São Paulo, falando por Deus, põe o dedo na ferida do problema básico da Igreja moderna. Deus utiliza este pecado para sublinhar a idolatria e Ele parece agora usar da autoridade do Estado para lavar sua Igreja deste pecado. Tanto um quanto o outro são atos de Piedade de Sua parte. Que Ele digne-Se ter também piedade de nós.

Na prática: se eu conheço um homossexual e desejo tirá-lo (ou tirá-la) de sua doença, que eu possa fazer todo o possível para traze-lo ao verdadeiro amor e ao culto do verdadeiro Deus. Foi quando Agostinho descobriu o verdadeiro Deus e começou a obedecer ao Primeiro Mandamento que encontrou forças para obedecer ao Sexto.

Que Deus nos abençoe, todos, em Cristo

+ Richard Willianson

FONTE: http://www.capela.org.br/Celibato/willianson.htm.
  

 
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