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quinta-feira, 30 de maio de 2013

LEFEBVRE: A última entrevista.

OPERAÇÃO MEMÓRIA: A última entrevista concedida por Monsenhor Lefebvre, publicada em janeiro de 1991, in Fideliter n. 79, pg. 4:



ÚLTIMA ENTREVISTA DE MONSENHOR LEFEBVRE


Fideliter: Desde as sagrações não há mais contatos com Roma; porém, como foi dito, o Cardeal Oddi o chamou ao telefone dizendo-lhe: “É necessário consertar as coisas. Peça um pequeno perdão ao Papa, e ele está disposto a acolhê-los”. Então, porque não tentar esta última abordagem e porque lhe parece impossível?

Monsenhor Lefebvre: É absolutamente impossível no clima atual de Roma, que se torna cada vez pior. Não devemos ter ilusões. Os princípios que dirigem agora a Igreja conciliar são cada vez mais abertamente contrários à doutrina católica. Todas as ideias falsas do Concilio continuam se desenvolvendo, se reafirmam cada vez com mais clareza. Ocultam-se cada vez menos. É, pois, absolutamente inconcebível que se possa colaborar com semelhante hierarquia.

Fideliter: Pensa que a situação se deteriorou mais depois das conversações que terminaram com a redação do protocolo de 5 de maio de 1988, antes das sagrações?

Monsenhor Lefebvre: Certamente! Por exemplo, o fato da Profissão de Fé, que agora é exigida pelo Cardeal Ratzinger desde o começo do ano de 1989. É um fato muito grave. Pois pede, a todos os que se uniram ou que poderiam fazê-lo, para fazer uma Profissão de Fé nos documentos do Concilio e nas reformas pós-conciliares. Para nós, é impossível.

Será necessário continuar a esperar antes de prever uma perspectiva de acordo. De minha parte, creio que apenas o Bom Deus pode intervir, visto que humanamente não se veem possibilidade Roma modificar o curso.

Durante quinze anos dialogamos para tentar devolver a Tradição a seu lugar de honra, no lugar que lhe corresponde na Igreja. Chocamo-nos com a contínua negação. O que agora Roma concede em favor da Tradição só é um gesto puramente político, diplomático para forçar as adesões. Mas não é uma convicção em benefício da Tradição.

Tudo que se concedeu aos que aderiram, só foi feito com o objetivo de procurar que todos os que aderem ou estão vinculados à Fraternidade se mudem e se submetam a Roma.

Fideliter: O que pode dizer aos fieis que esperam sempre na possibilidade de um acordo com Roma?

Monsenhor Lefebvre: Nossos verdadeiros fieis, os que compreenderam o problema e que justamente têm nos ajudado a seguir a linha reta e firme da Tradição e da fé, temiam as negociações que eu fiz em Roma. Diziam-me que era perigoso e que perdia tempo.

Sim, claro, eu esperei até o último minuto que em Roma testemunhassem um pouco de lealdade. Não podem me cobrar por não ter feito o máximo que podia.

Por isso, agora, aos que vêm me dizer: É necessário que você se entenda com Roma, creio que posso lhes dizer que eu fui mais longe do que poderia ter ido.



Fonte: web.




"A verdade pede fundamentalmente uma coisa para ser julgada: é ser ouvida". - Bossuet
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