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segunda-feira, 11 de março de 2013

Em plena Quaresma... Vamos a la playa!!!

EM PLENA QUARESMA... VAMOS A LA PLAYA

A primavera conciliar chegou, enfim, à Neo-FSSPX!


Enquanto isso, reflitamos sobre a Quaresma, lendo uma interessante notícia publicada no site norte-americano da “Opus Fellay”, que nos ensina, justamente agora, na Quaresma, a importância da vida comunitária, com um "passeio recreativo" no Sea World, em Orlando, EUA, sob a guia do Prior de Stanford, pe. Marc Vernoy, ciceroneando uma turminha vinda dos pampas argentinos, certamente com as bênçãos do superior distrital da América Latina. Ou será que ele não sabe?

E eu que achava que Quaresma é tempo de penitência, de recolhimento, de pesar. Imagine você, ir a um passeio desses durante o luto pela morte de um ente querido seu. Quem teria ânimo e disposição para isso? Agora, imagine que o ente querido é um DEUS e você é um SACERDOTE dEle...

“O dia não foi gasto só com as maravilhas aquáticas da criação de Deus [sic!], mas também experimentando a Sua lei natural da gravidade... através da montanha-russa!”. Não posso crer no que meus olhos leem! Estão justificando uma “proeza” dessas envolvendo a Criação e a lei da gravidade, e, de certa forma, o próprio Criador – que é mencionado inescrupulosamente – querendo, dessa forma, justificar tal ato DESAVERGONHADO. E eu me pergunto se realmente fizeram algum tipo de contemplação em um local tão barulhento, tão cheio de gente vestida imodestamente, em que tudo é tão vertiginosamente vivido! 

É, sim, uma VERGONHA que “reverendos” padres se deem a um desfrute desses e, ainda por cima, levem consigo possíveis futuros padres. Que belo exemplo! Que belos futuros padres advirão disso!!! O que ensinarão aos fieis? Que na Quaresma não é preciso abrir mão do entretenimento porque Deus criou as “maravilhas aquáticas”? Ou que é lícito “experimentar a lei da gravidade dEle” na Quaresma apenas porque é justamente na Quaresma que você se encontra em Sea World????? Ou será que estão praticando o “melhor” estilo: “faça o que eu digo, não faça o que faço!”? Well, isso é bem moderno mesmo, e se coaduna com a nova congregação fundada por dom Fellay e plenamente em comunhão com a igreja Conciliar à qual Mons. Lefebvre jamais pertenceu ou quis pertencer. Nisso, são coerente, devo admitir!!! Se eles estão vivendo – finalmente, segundo alguns deles – a Primavera Conciliar, porque não aproveitar?

O descalabro maior é pegar um texto de S.E.R. Mons. Lefebvre e instrumentalizá-lo para justificar esse abuso:

“A solução é para os sacerdotes a viver em comunidade em um convento”. Desde quando Sea World é um convento? Parece-me que é justamente o oposto disto!!!
“A existência de nossa sociedade repousa essencialmente em nossos priorados, na vida em comunidade, que é um pouco a vida de clausura... protegidos do mundo”. De novo, desde quando Sea World é uma clausura; onde, lá, ficaria protegidos do mundo???

“Quando os visitantes, e especialmente os sacerdotes, vierem a uma das nossas casas, eles têm que sentir uma atmosfera de alegria, de simplicidade, de concórdia, de firme apego à verdade, mas também bondade, caridade, indulgência, abertura de coração para com aqueles que vêm visitar, a fim de aproximá-los ao nosso Senhor”. Aonde que o Sea World se encaixa nisso? A visita de confrades não é desculpa para a falta de decoro, oferecendo cenas do tipo que fizeram questão de fotografar e publicar, onde padres tradicionalistas se comportam como um desses padres comunistas da TL que vive como homem comum, um qualquer. Não é isso que Monsenhor diz aqui!

“... mas não é só isso que o nosso Fundador fala quando ele enfatiza a necessidade de vida na comunidade. Refeições em comum, falando e divertindo-se, juntos são também de grande importância”. E, de novo, o que isso tem a ver com o Sea World? A diversão a que Monsenhor se refere é a que permite o decoro e a modéstia. Eu não consigo ver Monsenhor, EM PLEEEEEENA QUARESMA, a se esbaldar em Orlando... Não mesmo!

“A vida comunitária fornece uma estrutura definida para a vida. Os sacerdotes devem fazer certas coisas em determinados momentos, e ao fato de que todo mundo está fazendo isso os ajuda”. Devo ter traduzido errado. Alguém me corrija, por favor! Não pode ser verdade o que leio!!! O determinado momento de ir ao Sea World é justamente a QUARESMA??? É isso? E visto que há mais de um disposto a fazer coisa que não deve... isso “os ajuda”? isso é bom? Isso é virtuoso????? "Perai!" Parem o mundo que eu quero descer!!! Então, eu estou fazendo tudo errado! Os padres da FSSPX me ensinaram tudo errado!!! Então, se tem mais alguém fazendo algo errado eu posso fazer porque “a união faz a força” e transforma a sem-vergonhice em virtude!!!!!!

“Bombardeados constantemente pelo mundo, ele se sente muito sozinho”. E para evitar isso, é bom se divertir como um mundano!!! Well, os padres modernistas falam a mesma coisa. Não dizem eles: “como vou aconselhar um jovem que tem dúvidas sobre namoro se eu nunca namorei...”? Vendo o comportamento dos padres em Orlando, isso começa a fazer sentido!
“O convento é um lar para os sacerdotes e, como tal, é o mesmo que a casa da família. As mulheres casadas muitas vezes dizem: se você não fizer a sua casa de tal forma que seu marido queira voltar para ela, ele pode ir procura-la em outro lugar. Ao voltar para o convento, o sacerdote deve ‘sentir uma atmosfera de alegria, de simplicidade, de concórdia’...”. SIC! A falta de caráter não tem fim! E eu que achava que a santificação do padre fosse algo sobrenatural... E como fazem os cartuxos a manter-se fieis à sua vocação se não podem ir a Sea World, ver as maravilhas aquáticas (conhecer a Shamu!!!!) e experimentar as leis física de Deus? A “atmosfera de alegria, de simplicidade, de concórdia” que eles vivem em seus mosteiros está toda errada! E nem precisamos exagerar... os bons padres da própria FSSPX que se contentam com o futebolzinho entre amigos, uma pescaria decorosa, um joguinho de xadrez... estão fazendo tudo errado! Não compreenderam o que Monsenhor disse!!!

Talvez esteja nisso a chave para compreendermos porque dom Fellay está indo por um caminho que Mons. Lefebvre não quis e, de fato, até o proibiu. Eles têm uma compreensão toda particular dos escritos de Mons. Lefebvre. Onde ele escreveu “uma atmosfera de alegria, de simplicidade, de concórdia”, eles entenderam:

Vamos a la playa
Todos con sombrero
El viento radiactivo
Despeina los cabellos
Vamos a la playa oh oh oh oh oh
Vamos a la playa oh oh oh oh oh
Vamos a la playa oh oh oh oh oh


Algumas considerações colaterais: 


Uma questão vem à mente, nesse "passeio": dinheiro! De onde saiu o dinheiro para bancar essa "farra quaresmal"? Menzingen acaba de cortar a ajuda às carmelitas que se recusam fazer parte da igreja Conciliar, e dom Pagliarani vai, de férias, para Orlando! Oras, os seminaristas na Argentina nem meias têm, e alguém acha mais importante e necessário uma viagem internacional com direito a ver a Shamu e a experimentar cientificamente uma montanha russa!!! Eu fico me questionando o que os benfeitores - que enviam dinheiro para as meias - pensam disso! E o que dize, então, do apostolado em certos lugares da América Latina como a República Dominicana - subordinada ao Distrito da América Latina - onde os padres e irmãs vivem em situação precária, suportando um calor equatorial porque não há dinheiro para ventiladores ou outros tipos de conforto??? Certamente, o dinheiro gasto com diversão mundana - E NA QUARESMA! - é mais útil e proveitoso do que aquele gasto para levar Sacramentos e Fé Católica aos fieis do continente Sul-americano, sobretudo nas comunidades que não contam com benfeitores ricos e famosos...

Outra questão que vem à mente é que os sites submissos e leais a Menzingen não publicam assuntos espinhosos ou polêmicos, sobretudo os que denunciam os erros do "titular da pasta", também não publicam os textos de Mons. Lefebvre, como não publicam textos sobre virtudes, como, por exemplo, sobre a Quaresma: seu significado e qual deve ser nossa atitude neste período que vai muito além de não comer carne às sextas-feiras. Mas publicam amenidades e "mundanidades". Ou a agenda do Papa, como praticamente está fazendo o DICI.

Caros leitores, vamos ler sobre a Quaresma. Há muitos Santos e religiosos que escreveram sobre ela e o bem que representa para nós. Leiamos:

  • Lembrou, recentemente, o Pe. Boniface: "LA SEMANA SANTA NO ES SEMANA DE VACACIONES NI DE PLAYA SINO ES SEMANA DE LUTO Y PENITENCIA." 
  • Esclarece o Pe. Olmedo: "É necessário reconhecer o justo direito que o homem tem de uma sã diversão, mas isso não torna bom o que é de si mau" (Cf. A Dança). 
  • Reforça o Pe. Fabrice Delestre: "Os cinco mistérios dolorosos nos fazem mergulhar no espirito do tempo da Quaresma, que é toda orientada para a paixão de Nosso Senhor e sua morte na Cruz" (Quatro razões para se rejeitar o novo Rosário). 
  • E Dom Prosper Guéranger: "Remetendo-nos a estes grandes eventos, conseguimos compreender por que o Filho de Deus, encarnado para a salvação dos homens, tendo decidido submeter a sua divina carne aos rigores do jejum, quis escolher o número de quarenta dias para este ato solene. A instituição da Quaresma se nos apresentará, então, em toda a sua majestosa severidade, e qual meio eficaz para placar a cólera de Deus e purificar as nossas almas. Elevemos, então, os nossos pensamentos acima do estreito horizonte que nos circunda e veremos o espetáculos de todas as nações cristãs do mundo oferecendo, nestes dias, ao Senhor indignado, este imenso quadragenário da expiação; e nutrimos e esperança de que, como no tempo de Jonas, Ele se dignará, esse ano também, de ter misericórdia de seu povo". (Cf. O Ano litúrgico. - I. Advento - Natal - Quaresma - Paixão, 1959, pp. 490-496.) 
  • São Leão Magno: "Eles sabem muito bem que esses são os dias da santa Quaresma e que passamos a Quaresma castigando todas as molezas, apagando todas as negligências do passado; usam então de todo o poder de sua malícia para induzir em alguma impureza aqueles que querem celebrar a santa Páscoa do Senhor; mudar para ocasião de pecado o que deveria ser uma fonte de perdão" (aqui). Um lugar como Sea World, com tanta indecência no vestir, oferece muitas ocasiões de pecado, aos padres e seminaristas...
  • Dom Lourenço Fleichmann: "Durante quatro semanas, a Igreja nos convida a esvaziarmos nosso coração dos apegos à nossa vontade própria, às amarras múltiplas que nos prendem a esta vida, de modo a deixar espaço ao que vem pela frente. (...) Ocorre que os homens, inclinados às suas concupiscências, largavam de lado esses fins do sacrifício e iam tornando a prática da religião um conjunto de atos jurídicos, de regras materiais, já afastadas do verdadeiro amor de Deus. (...) Eis que a doutrina santa, revelada, luminosa, do santo Apóstolo vem esclarecer para nós o Tempo da Paixão, vem elevar nossas almas para que não deixemos passar um só minuto desses dias santificados sem estarmos concentrados na Cruz do nosso Deus, do nosso Redentor. (...) É neste espírito que entramos no Tempo da Paixão, meditando no único sacrifício, holocausto verdadeiro e eficaz que nos traz a salvação. Se, por um lado, nossa mortificação quaresmal é aflitiva, custando muitas vezes um esforço verdadeiro, por outro lado, é com a alma jubilosa que cantamos com a Igreja: 'Vexilla Regis pródeunt: fulget Crucis mysterium Quo carne carnis Conditor, suspensus est patibulo'...". (aqui.)
  • Pe. Philippe François: "Entramos na Quaresma. É um tempo muito precioso. A Quaresma é uma grande graça de Deus. (...) É preciso que se faça penitência pelos pecados conforme a força de cada um, a quaresma nos foi dada para isso. Se tivéssemos o espírito de um são Bento, de um são Bernardo, julgaríamos nossa observância extremamente doce, até mesmo doce demais. Peçamos perdão a Deus por fazermos tão pouco, e por estarmos tão distantes da penitência de nossos pais" (aqui).

Creio que o passeio a Sea Word não se encaixa nisso tudo que lemos, sendo mais cônsono a isto: "Vossos bispos vos convidam durante esta Quaresma a rejubilar-vos e a celebrar" (Cf. aqui), que é o refrão da igreja Conciliar, na qual tanto o prior de Sanford, quanto dom Pagliarani - ex-Superior do distrito italiano, salvo engano - parecem estar bem situados e à vontade. O que nos faz pensar nesses religiosos que foram "escolhidos a dedo" por dom Fellay para ocupar os postos-chave na FSSPX: homens jovens demais (alguns) ou subservientes demais (outros), que souberam "ser gratos" oferecendo em troca sua lealdade, sua devoção, sua obediência (cega) e... sua alma eterna! Mas são todos adultos e vacinados, devem saber bem o que fazem, como sabem bem a Doutrina da Igreja e podem sopesar os fatos e os atos de dom Fellay. Como dormem à noite?

Aos detratores: não somos contra o recreio saudável dos padres. O escândalo está no tempo litúrgico que vivemos, na intrumentalização e manipulação (mais uma vez) dos escritos de Mons. Lefebvre e da própria bondade Divina em benefício próprio e à maneira dos protestantes, na falta de decoro e no mau exemplo aos seminaristas e aos fieis.

G.



Editado em 07/03/2014 para informar que o texto abaixo (e as fotos) foram retirados do site da Neo-FSSPX. Tomara que seja porque se arrependeram de seus atos e os repararam. Como este belo texto que este ano figura no site: http://sspx.org/en/news-events/news/lent-time-repair-past-3485.

OPERAÇÃO MEMÓRIA: O TEXTO ORIGINAL, CONFORME PUBLICADO NO SSPX.ORG




Sanford priory and the importance of community life
SANFORD, FL
3-8-2013

We present here some pictures of a recent recreational outing taken at Sea World in Orlando, Florida by priests from St. Thomas More Priory in Sanford and some visiting clergy.

The event occurred on Monday, February with visiting priest, Fr. David Pagliarani, the seminary rector at La Reja, Argentina, and a visiting deacon, Rev. Baquerizo (attending the La Reja seminary) and seminarian, Mr. Joshua Harrison (from the Winona seminary). The day was not only spent viewing the aquatic wonders of God's creation, but also experiencing His natural law of gravity... via a roller coaster!

In conjunction with these images, we also offer a short piece on the importance of living in common for the priests of the Society of St. Pius X.

Text and photos courtesy of Fr. Leo Haynos.

From left to right: seminarian, Mr. Joshua Harrison, Fr. Louis Alessio,
Fr. David Pagliarani, Fr. Marc Vernoy (the prior at Sanford),
Fr. Leo Haynos and deacon, Rev. Baquerizo


The importance of community life in the SSPX



    We have to say it: the world and its continual temptations are lying in ambush for our priests. They are living in a dangerous, difficult environment… The solution is for priests to live in community in a priory.
    It is useless having an apostolate if the interior life is gone… the life of community and the interior life take priority over the apostolate. It is obvious.
    If our priories disappeared, there would be no more Society... The existence of our Society rests essentially on our priories, on that life in community; that life which is a little bit cloistered… protected from the world… the role of our priories is absolutely vital for our Society and they are the future of the Church, because of the life of prayer that reigns there.
    When visitors, and especially priests, come to one of our houses, they have to sense an atmosphere of gaiety, of simplicity, of concord; of firm attachment to the truth, but also goodness, charity, indulgence, openness of heart toward those who come to visit, in order to bring them closer to our Lord. (Extracts from Priestly Holiness by Archbishop Marcel Lefebvre)

"A joyful spirit attains to perfection more quickly than any other." St. Philip Neri



As Archbishop Lefebvre very clearly states, the community life is of the utmost importance for the members of the Society of St. Pius X.

God made man social by nature, and the Archbishop shows a very good grasp of human nature in these passages quoted. As he points out, common prayer is by far the most important aspect of community life. It nourishes the priest’s interior life and is the powerhouse which gives fruit to his apostolate, but it is not only this which our Founder speaks of when he emphasizes the necessity of community life. Meals in common, speaking and recreating together are also of great importance.
Community life provides a set structure for one’s life. The priests must do certain things at certain times, and the fact that everybody else is doing so helps them.

Being a man, a priest needs to take recreation occasionally, to renew and refresh his body and soul. If he is behind in his work he may want to put this off far longer than he should in order to catch up. Or he may feel lazy and want to take more recreation than necessary. If everybody recreates at a certain time, both of these dangers are lessened.



A good community life is extraordinarily helpful to a priest to help him stay faithful. Constantly bombarded by the world he feels very much alone. Yet men are social, and he needs company he can enjoy; if he cannot find it with his fellow priests, he will look for it elsewhere.

The priory is a home for priests, and as such is much the same as the family home. Married women are often told: if you do not make your home such that your husband looks forward to returning to it, he may go looking elsewhere. Upon returning to the priory the priest must "sense an atmosphere of gaiety, of simplicity, of concord."

Priests have in them both Divine and human elements. The Divine element is helped in this by common prayer and the interior life. The human side is helped most especially by community recreations.
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