17 de setembro
Santa Hildegarda de Bingen
Só um lembrete:
Por ser católica, mais do que por ser santa, Hildegarda de Bingen, em
que pese usufruir das liberdades e da independência que o ambiente e a
época em que ela viveu proporcionavam, não era e jamais seria uma feminista.
Devagar com o andor ao tentar levantar uma bandeira de rebeldia ou de
confronto, porque ela, como todas as santas mulheres católicas, era
submissa a quem de direito.Ela também não aceitaria o título de Doutora da Igreja, pois não cabe às mulheres.
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Santa Hildegarda não é conhecida do grande público, porém possui história e feitos impressionantes para a fé cristã. Viveu em uma época em que não era comum mulheres participarem das decisões políticas e religiosas. Além de mística, foi compositora, médica, poetisa, dramaturga e mestra do Mosteiro de Rupertsberg. Sempre tinha como missão combater as heresias que ameaçavam a Igreja Católica. Em suas pregações, também condenava, com muita coragem e veemência, os vícios e abusos do clero.
Hildegarda foi também teóloga e discorreu sobre assuntos complexos, como a criação do homem; a concepção, estrutura e destino do cosmos; a hierarquia dos anjos, entre outros.
Embora sua contribuição como musicista, teóloga e escritora tenha sido esquecida pouco depois de sua morte, Hildegarda teve grande influência junto à Ordem Beneditina. Foi considerada autoridade em assuntos religiosos pela Universidade de Paris, e teve suas ideias bastante divulgadas na Inglaterra, até os século XIV.
Contrariamente ao que pensa a choldra de intelectuais semiletrados em países europeus como Alemanha, França, assim como Estados Unidos e Brasil, especialmente abundantes neste, a mulher medieval era muito independente e culta e participava das eleições nos "burgos". Este direito como outros, as pessoas do sexo feminino perderam quando baixou sobre a Cristandade o neo-paganismo da Renascença. O direito de votar, as mulheres recuperaram só no início do século XX, e, no Brasil, década de 30 do mesmo século, no primeiro Governo de Getúlio Vargas.



