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domingo, 5 de agosto de 2018

Buscas o deserto para servir a Deus?...

Retirar-se para o deserto para passar ali a inteira existência é uma decisão que só se pode tomar quando no coração arde a íntima certeza, mais ou menos bem formulada, de que no seio da solidão se esconde um AMOR incomparável, que não pode ser igualado por nenhum outro amor.

A solidão eremita não pode corresponder a uma fuga ou confundir-se com esta, senão que é a resposta a esse Amor, tão grande, que tende a fazer-se absorvente até ocupar a inteira existência.

A vocação eremita e monástica não é "um circuito fechado com Deus".

Ao chamar-nos ao deserto, Deus pensa em sua Igreja e em todos os homens de boa vontade, e a nossa resposta a damos enquanto membros do Corpo de Cristo e como representantes da inteira Família Humana. Desejamos ser o coração adorador da Igreja e o coração amante da Humanidade.

Por isso, dia e noite, desde nossa solidão, elevamos ao Céu o louvor a Deus, e em nome de todos apresentamos a Deus o grito de nossos irmãos, os homens. 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

BOAS NOVAS: O SEMINÁRIO SÃO LUIS MARIA GRIGNION DE MONTFORT ABRIU AS PORTAS!!!

Mais boas notícias para a Cristandade vindas da França! Depois de inaugurado o Priorado Notre Dame du Christ-Roi, é a vez do Seminário São Luis Maria Grignont de Montfort, segundo noticiam nossos confrades do Non Possumus, com base no anúncio do site oficial da USML na França, France Fidéle, e que nós traduzimos para vocês, caros leitores católicos, aqui: 


ABRE SUAS PORTAS O SEMINÁRIO SÃO LUIS MARIA GRIGNION DE MONTFORT 


Mons. Lefebvre com o jovem Padre Faure,
agora Bispo de Romana Igreja
A União Sacerdotal Marcel Lefebvre, desejando responder ao estado de necessidade no qual se encontram numerosas almas, conta com formar futuros sacerdotes no espírito de Mons. Lefebvre.

O seminário abrirá suas portas no próximo 3 de outubro, em Angers. Estará sob o patrocínio de São Luis Maria Grignion de Montfort, grande apóstolo mariano e missionário.

Monsenhor Jean Michel Faure dirigirá este novo seminário e os Padres Dominicanos (de Avrillé) assegurarão parte do ensino.



quarta-feira, 23 de abril de 2014

PAPA PIO XII: Das vocações sacerdotais no Brasil

CARTA APOSTÓLICA DO SANTO PADRE PIO XII

AOS CARDEAIS, ARCEBISPOS, BISPOS,
SACERDOTES E A TODOS OS QUE SE DEDICAM À
OBRA DAS 


VOCAÇÕES SACERDOTAIS NO BRASIL (*)



Veneráveis Irmãos

Saúde e Bênção Apostólica

Volvidos cinco anos após a mensagem que vos endereçámos por ocasião do vosso Congresso Eucarístico, voltamos a dirigir-Nos a vós, Veneráveis Irmãos, movidos da mesma solicitude universal “sollicitudo omnium Ecelesiarum” (1) que Nos levou então a participar daquela extraordinária, manifestação,de fé. Enquanto o mundo todo ardia no furor duma guerra sem igual, vós vos reuníeis em redor da Hóstia Sacrossanta, entre os esplendores de um dos mais memoráveis Congressos Eucarísticos realizados nessa Nobilíssima Nação, para haurir a vida e a paz que o mundo não pode dar, mas que promana do Coração Eucarístico de Jesus. Presente espiritualmente àquela memorável jornada, Nós Nos dirigimos a vós através do rádio, congratulando-Nos paternalmente convosco e lembrando a recomendação do Apóstolo, “videte vocationem vestram”, (2) fazíamos um caloroso apelo à especial vocação da vossa grande Pátria no concerto das grandes Nações Católicas e dizíamos da Nossa satisfação ao saber que um dos fins do Congresso havia sido o estudo e a solução prática do problema urgente das vocações sacerdotais no Brasil.(3)

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Advertências para uma jovem que está em dúvida do estado que tem que escolher

Irmã minha em Jesus Cristo: Disse-me que anda a pensar qual será o gênero de vida que deve abraçar. Vejo que vacila porque, por um lado o mundo convida-a escolher o matrimônio, e por outro Jesus Cristo convida-a a tomar o véu de religiosa num convento de observância.

Pense bem, pois da escolha que fizer deponde da sua eterna salvação. Por isso lhe recomendo muito encarecidamente que todos os dias peça a Deus a Sua santa graça e comece a fazê-lo hoje mesmo, ao começar a ler estas páginas, a fim de que o Senhor lhe conceda a luz e a fortaleza de que necessita para encolher aquele estado em que melhor seja assegurada sua salvação, e não tenha de se arrepender da escolha feita, durante toda a sua vida e por toda a eternidade, quando já não for tempo de emendar o seu erro.

Pense bem qual será para si o partido mais vantajoso e que a fará mais feliz e ditosa, se é ter por esposo um homem do mundo ou a Jesus Cristo, Filho de Deus e Rei do Céu; veja qual dos dois lhe parece melhor e eleja um deles. Treze anos tinha a virgem St. Inês quando, por sua grande beleza, se viu pretendida por muitos jovens, entre os quais estava o filho do Prefeito de Roma. Porém, ela, pensando em Jesus Cristo, que a queria para Si, respondeu: “Encontrei um Esposo melhor do que tu e do que todos os reis da terra, é justo que O não troque por outro”. E realmente preferiu gostosamente perder a vida em tão tenra idade a consentir em troca tão desigual, morrendo mártir por amor de Jesus Cristo. A mesma resposta foi dada pela Virgem St. Domitila ao Conde Aurélio, grande senhor de Roma, preferindo ser martirizada e queimada viva a abandonar Jesus Cristo. Como estão alegres e cheias de gozo no Céu, e assim viverão por toda a eternidade, estas virgens, por terem feito tão acertada escolha! Sorte assim tão feliz e ditosa tem o Senhor oferecida a todas as donzelas que para se consagrarem a Jesus Cristo abandonaram o mundo.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

PAULINE-MARIE E O ROSÁRIO VIVO

O Rosário Vivo foi idealizado na França, em 8 de dezembro de 1826, por Pauline-Marie Jaricot como “Associação do Rosário Vivo para defender e reavivar a fé”. 

A associação foi formalmente aprovada pela Igreja Católica através de uma carta canônica em fevereiro de 1827. 

Os objetivos do Rosário Vivo eram dois: trazer o povo de França para um modo de vida de oração e distribuir literatura católica e artigos devocionais.

  Depois da morte de Pauline, em 1862, A Associação do Rosário Vivo lentamente desapareceu. É preciso revivê-la.

Através do Rosário Vivo vamos unir os corações pelos merecimentos de Jesus e Maria, para obter a conversão dos pecadores, pela Igreja, pela conservação da Fé nos países cristãos e pela expansão da Fé no mundo todo.

Especificamente, do que se trata?

A intenção é de criar um ou mais grupos de 15 pessoas (devido aos 15 mistérios do Rosário). Cada membro de uma quinzena assume o compromisso de rezar individualmente uma dezena do Rosário todos os dias, meditando um mistério (os mistérios são repartidos pelo responsável). Um Rosário inteiro é, portanto, recitado pelo grupo, todos os dias. É fixada uma intenção principal, mas cada um pode unir outras intenções pessoais.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Seguimento de Cristo

Antologia de São João Crisóstomo


Seguimento de Cristo



1. Cristo deu-te o poder de ser como Ele segundo as tuas forças. Não te assustes ao ouvires isto. O que deve espantar-te é não seres como Ele. (Homilias sobre São Mateus, 78, 4)

2. Daniel era jovem; José, escravo; Áquila exercia uma profissão manual; a vendedora de púrpura encarregava-se de uma loja; outro era guarda de uma prisão; outro centurião, como Cornélio; outro estava doente, como Timóteo; outro era um escravo fugitivo, como Onésimo. E, no entanto, nada disso foi obstáculo para nenhum deles, e todos brilharam pela sua virtude: homens e mulheres, jovens e velhos, escravos e livres; soldados e civis. (Homilias sobre São Marcos, 43, 5)

3. Não é absurdo pores tanto cuidado nas coisas do corpo, a ponto de já desde muitos dias antes da festa preparares uma roupa belíssima, e te adornares e embelezares de todas as maneiras possíveis, e, no entanto, não tomares nenhum cuidado com a tua alma, abandonada, suja, esquálida, consumida de fome...? (Homilias sobre as estátuas, 6)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A vocação e as santas almas: Carla Ronci


A Ação Católica Italiana¹ foi celeiro de muitos modelos de santidade e de reparação pela santificação do clero. Alguns já foram canonizados, outros estão a caminho disso. É polêmica a questão dessas numerosas beatificações/canonizações relâmpago executadas, sobretudo, pelo Papa João Paulo II: são os Neosantos, os Neobeatos da Neoigreja Conciliar, vinda à luz com o Concílio Vaticano II. Mas há de separar o joio do trigo, pois nem todos os novos modelos de heroísmo cristão são "farinha do mesmo saco". Esta, por exemplo, é uma pérola que descobri pesquisando sobre a modéstia feminina. Na nota sobre a Ação Católica, lá no final, listei outros, e uma homônima surpresa.

Devo, pois, apressar-me em minha santificação, antes que a canonizem primeiro...


Carla Ronci

por Giulia d'Amore


“Somente os santos deixam rastros, os outros fazem barulho”. 

Torre Pedrera (Rimini), 11 de abril de 1936 - Rimini, 2 de abril de 1970. 

Após mais de trinta anos de sua morte, a frase anotada por Carla Ronci em seu diário soa quase como uma profecia.

Proclamada Venerável pelo Papa João Paulo II, em 1997, a sua causa de beatificação corre rapidamente, no rastro de uma devoção popular iniciada logo após a sua morte - tanta era a fama de santidade - e com um rico corolário de testemunhos e publicações a ela dedicadas, sinal de que a jovem apóstola de Rimini de rastros deixou muitos.

Carla Ronci nasceu em Torre Pedrera, perto de Rimini (Itália), no dia 11 de abril de 1936, primeira de três filhos. Os pais tinham um negócio de frutas e verduras. Depois das escolas elementares (ensino básico), foi trabalhar com os pais na loja deles e aprendeu o ofício de corte e costura. Até os catorze anos era uma garota como tantas outras, uma adolescente que gostava da companhia dos amigos e de seu ofício de costureira. Um disco de música, um bailinho, um filme eram a sua alegria. Lia gibis, fotonovelas, romances policiais. Tinha uma vivacidade interior explosiva, sempre pronta a correr para onde havia diversão.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

LIGÓRIO: Sobre a vocação religiosa

Da Vocação Religiosa


Santo Afonso Maria de Ligório
Doutor Zelosíssimo da Igreja

« Levá-lo-ei ao deserto
e lhe falarei ao coração »

(Os 2,14)  



Quanto importa seguir a vocação para a vida religiosa


Na antiga Lei, os israelitas eram o povo eleito e querido de Deus, em oposição aos egípcios; e na Lei nova o mesmo se dá com os religiosos em relação aos seculares. Como os israelitas saíram do Egito, terra de trabalhos e escravidão, onde Deus não era conhecido; assim os religiosos saem do mundo, que paga seus servidores com amarguras e enfados, e onde Deus é pouco conhecido; assim os religiosos saem do mundo, que paga seus servidores com amarguras e enfados, e onde Deus é pouco conhecido. Assim como os israelitas, no deserto, foram guiados à terra da promissão por uma coluna de fogo, assim também os religiosos são conduzidos pela luz do Espírito Santo no caminho de sua vocação ao estado religioso, que muito se assemelha à terra prometida.

Notemos que o estado religioso é semelhante não só à terra prometida, que figurava o céu, mas ainda ao mesmo céu. Com efeito, no céu não há desejos das riquezas terrenas, nem dos prazeres dos sentidos, nem da própria vontade; e no estado religioso, os votos de pobreza, castidade e obediência fecham a porta a essas cobiças perniciosas.

No céu não há outra ocupação que louvar a Deus; e o mesmo se dá no estado religioso, onde tudo que se faz se refere ao louvor de Deus. No Céu, enfim, goza-se de uma paz contínua, porque os bem-aventurados encontram em Deus todos os bens; e no estado religioso, onde não se busca senão a Deus, encontra-se aquela paz que excede todas as delícias e satisfações que o mundo pode oferecer.

Depois do batismo, a vocação ao estado religioso é a maior graça que Deus pode fazer a uma criatura, razão por que se deve estimar o estado religioso mais que todas as grandezas e todos os reinos do mundo.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Vocações religiosas: Seminaristas da FSSPX

NOVOS SEMINARISTAS PARA O ANO LETIVO 2011-2012

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X, Distrito da Itália, comunica que, para o ano 2011-2012, contamos com 58 novo seminaristas. Deo gratias!

Estes são os 19 novos alunos do Seminário de Savigny (França) em Outubro:
17 franceses, 1 norte-americano, 1 espanhol.

A eles e aos demais, nossas orações, 
pela perseverança das vocações de que a Igreja tanto necessita.


Um pouco de estatísticas:

551 Padres 
214 Seminaristas
38 Pré-Seminaristas
117 Irmãos 
176 Irmãs 
74 Oblatas 
Presença ativa da FSSPX em 31 Países e sacerdotes em missão em outro 32 Países. 
6 Seminários
14 Distritos e 6 Casas autônomas
161 Priorados 

725 Centros de Missas
2 Institutos universitarios
90 Escolas
7 Casas de retiro para adultos



Fonte: FSSPX-Italia e FSSPX-América do Sul


Editado em 14/06/2016: E Fellay está destruindo tudo isso!
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A vocação e as santas almas: Adélaïde-Marie Champion de Cicé

Adélaïde-Marie Champion de Cicé 

O Ano era 1790. Na França, no auge da Revolução Francesa e entre todo o tumulto e conflitos, uma jovem nobre francesa, Adélaïde-Marie de Cicé, ousou sonhar com uma nova maneira de viver a vida religiosa. Tendo sentido o chamado para servir a Deus desde sua juventude, Adélaïde imaginou a possibilidade de uma vida religiosa ativa unida a uma vida de oração, enquanto trabalhava no mundo sem o benefício do hábito ou do claustro. A Providência Divina a fez encontrar o Padre Pierre-Joseph Picot de Clorivière, SJ, o qual também procurava novas maneiras de servir a Igreja na tempestade da Revolução. Aqui contamos a história dela.


Adélaïde nasceu no dia 05 de novembro de 1749, em Rennes, na França. Era a décima-segunda filha de uma família nobre originária de Bruz, na Bretanha. Sua vocação, desde a juventude, era dedicar sua vida a Deus por votos religiosos, mas fora do claustro, para aliviar a miséria moral e material que ela observava a seu redor e para ser "épouse du Christ, mère des pauvres, ange de douceur dans ce monde et dans l'autre"[1]. Aos vinte e quatro anos de idade, morre seu pai espiritual, e ela escreve: "le Saint qui m'a parlé de votre part m'a dit, quinze jours avant sa mort, que mon Dieu me voulait toute à Lui… que j'étais destinée à être une mère des Pauvres et une épouse de Jésus-Christ"[2]. Em abril de 1777, acompanhada por sua mãe, procura o Noviciado da Visitação, em Rennes. Contudo, seu irmão a manda voltar para a casa paterna, e ela obedece e se coloca de novo, e humildemente, a serviço de sua mãe, de quem cuidou até seu falecimento em 1784.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Cruzada do Rosário pelas Vocações Religiosas

NOVENA
PELAS VOCAÇÕES
SACERDOTAIS E RELIGIOSAS

25 de agosto a 2 de setembro

Em todos os Priorados e Capelas do Distrito da América do Sul da Fraternidade São Pio X se rezará o Santo Rosário diante do Santíssimo Sacramento para suplicar a Deus que nos envie as vocações sacardotais e religiosas que tanto necessitamos. Ao final do Rosário se rezará a oração que você poderá baixar aqui.

Quem não puderem assistir aos Rosários em comum, em nossas Capelas, podem unir-se rezando por sua conta ou em família estas orações.



Fonte: Site do Distrito da América do Sul da FSSPX

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A VOCAÇÃO E AS SANTAS ALMAS: ROSA VENERINI

Mais uma santa alma, com a qual partilho um antigo projeto que ela, felizmente, realizou.


SANTA ROSA VENERINI

Viterbo, 09 de fevereiro de 1656 - Roma, 07 de maio de 1728
Festa litúrgica: 07 de maio.
Etimologia: a partir do nome da flor = rosa
Martirológio Romano: Em Roma. A Santa Rosa Venerini, virgem de Viterbo (não confundir com Santa Rosa de Viterbo), que, junto com as Pias Mestras, abriu as primeiras escolas na Itália para a educação da juventude feminina.


Nascida em Viterbo, Itália, no dia 9 de fevereiro de 1656, Rosa Venerini viveu um conflito. Um jovem apaixonado queria desposá-la, mas o seu desejo era consagrar-se a Deus. Sua vida muda radicalmente quando uma série de acontecimentos culmina com a morte do pretendente e, mais tarde, de seus pais. Rosa assume, então, a educação dos dois irmãos. Mesmo com essa responsabilidade ela não abandona seu desejo de consagrar-se a Deus. Passa a convidar as jovens da vizinhança para rezar o Rosário.
Foi convivendo com essas pessoas que Rosa descobriu o grave estado de ignorância religiosa e intelectual que atingia a juventude da época. Decidiu, então, que seria seu dever combatê-la. Um padre jesuíta, Ventura Bandinelli, percebendo a sua vocação natural para a religiosidade e para o ensino, abre-lhe as portas da vida religiosa. Rosa não perdeu a oportunidade e deu o primeiro passo, indo viver em comunidade. Junto de mais duas amigas, cria a primeira escola primária para crianças em 1685. Estava iniciada a sua grande obra.
Porém as oposições não tardaram a aparecer. Alguns padres acharam que a obra de Rosa agredia a sua autoridade no ensino religioso. Os nobres se posicionavam contra o ensino gratuito para os pobres. Rosa enfrentava uma batalha em nome de Deus e de um ideal. Felizmente, o bispo de Montefiascone intervém e a convida para fundar em sua diocese uma nova escola. Para lá Rosa Venerini se dirige, junto de uma colaboradora muito especial: a futura santa Lúcia Filippini.
As escolas, então, se expandem e chegam a muitas cidades, inclusive a Roma. Mas os problemas apareceriam novamente. Rosa tem de enfrentar discussões dolorosas, ambições e divisões dentro de sua instituição, problemas provocados pela inveja e ganância das pessoas.
Em 1716, uma visita do papa Clemente XI foi o reconhecimento do valor de sua obra. O apoio do papa foi um fator importante para o desenvolvimento de sua instituição, que não era uma congregação, e agora é chamada "Mestras Pias Venerini".
O fim de sua vida foi marcado por uma doença que a consumiu por quatro anos. Rosa veio a falecer no dia 7 de maio de 1728. Em 1909, é fundada a primeira Casa nos Estados Unidos. O reconhecimento canônico para essas professoras chegou apenas em 1941, quando, finalmente, se tornam uma congregação.
O papa Pio XII proclama bem-aventurada Rosa Venerini em 1952, quando a congregação já operava em muitos países do mundo todo. Suas relíquias estão guardadas na capela da Casa mãe da congregação em Roma.
Em 15 de outubro de 2006 o papa Bento XVI, na praça de São Pedro, proclama Rosa Venerini, santa.

 
Outra fonte:
 
Há pelo menos duas boas razões para se lembrar dessa mulher notável canonizada por Bento XVI em 2006. Foi a primeira a conceber e realizar o projeto de abrir escolas para meninas do povo na Itália. Rosa Venerini nasceu em Viterbo em 1656. Seu pai era médico, sua mãe pertencia a uma família rica. Quando jovem tinha dificuldades para encontrar sua vocação. Nem o casamento nem a vida religiosa pareciam adequadas a ela. Com o conselho de seu diretor espiritual,  buscou uma via nova: com duas concidadãs de Viterbo abriu em 1685 uma escola pública que tinha o compromisso de instruir as jovens e, ao mesmo tempo, proporcionar-lhes as verdades da fé.
Nasceram dentro de poucos anos uma dúzia de escolas nas dioceses vizinhas.
Muitas foram as resistências contra essas mulheres que coabitam em pequeníssimos grupos de duas ou três mestras e pareciam suspensas entre a vida religiosa e a vida secular. Rosa, no entanto, próxima à espiritualidade da ordem jesuíta, prosseguiu com determinação em seu empenho, porque se sentiu totalmente "pregada à vontade de Deus que não me importa nem a morte nem a vida".
Neste espírito, suportou a separação de Santa. Lúcia Filippini que primeiro sua parceira, parecia, depois, competir com ela. Depois de trabalhar no norte do Lácio, Venerini conseguiu plantar seu instituto em Roma e arredores aumentando sua rede de fundações na região de Lácio. Morreu em Roma em 1728 e foi sepultada na Igreja de Jesus.

 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Verdadeira Vocação


É comum nos depararmos, atualmente, com péssimos exemplos de religiosidade. E ai descubro esse belo trecho sobre o espírito de mortificação, tão raro nos dias de hoje.


Amar o espírito de mortificação


Santa Verônica Giuliani
A Irmã que não ama o espírito de mortificação é uma infeliz, não podendo encontrar na vida de Comunidade o que deseja e portanto vive descontente; primeiro, porque não pode ter as satisfações das seculares, e isto produz doloroso arrependimento pelas renúncias feitas; segundo, porque não experimenta as doçuras espirituais da Religiosa fevorosa.

Quem, ao contrário, ama a mortificação, é sempre alegre, porque goz da alegria do espírito, supera com serenidade as inevitáveis moléstias da vida em comum e, quando se encontrar diante de um sacrifício, mesmo grande, com a oração e a boa vontade sai vitoriosa.

[Texto extraído de “Irmã, escute!” de Dom Giuseppe Tomaselli]


Tradução: O Blog

domingo, 7 de agosto de 2011

A VOCAÇÃO E AS SANTAS ALMAS: JOAQUINA DE VEDRUNA

Quero abrir uma série de artigos sobre a vida em santidade, dentro e fora do mundo. Ou seja, a vocação. 
Vou trazer aqui histórias de almas santas que não são muito conhecidas do "grande público", o que as faz mais santas ainda. 
O interesse começou com uma pesquisa - a curiosidade às vezes é uma benção! - sobre santos de determinada cidade italiana. Além de cumprir uma tarefa obedientemente, enriqueci meu parco saber com conhecimentos sobre a vida de santas criaturas, suas vocações, suas motivações, suas jornadas. Edificantes e instigantes, deram-me inspiração para este singelo empreendimento: 

A VOCAÇÃO E AS SANTAS ALMAS

Este é o primeiro relato que quero oferecer, sobretudo às jovens almas femininas, divididas entre duas grandes vocações: o CASAMENTO e a VIDA RELIGIOSA. Ambas exigem grandes sacrifícios, mas também proporcionam uma vida rica, recompensadora e santificante. Muitas moças, em algum momento da vida, sentem um "chamado" e se confundem. Sem uma profícua direção espiritual, realmente se torna difícil entender o que diz esta Voz, que assombra e alegra. E espera um "fiat!"

Desejo vivamente que algumas dessas histórias possam, se não despertar um claro interesse pela vocação, ao menos servir de instrumento para reflexão e busca interior. E, depois, inspirar a procura por um bom e santo diretor espiritual. Eu tenho um e, embora egoisticamente seja tentada em retê-lo só para mim - afinal, são tão poucos e tão ocupados -, posso até cedê-lo a uma pessoa sincera e de bom coração.

Vamos à história:


Santa Joaquina e as Irmãs Carmelitas da Caridade de Vedruna
 
Santa Joaquina de Vedruna
Fundadora
Ano de 1854
Joaquina significa "Deus vai ter."
Festa litúrgica: 28 DE AGOSTO.
 
Esta é uma santa que ficou casada até os 33 anos. Teve nove filhos e vários netos. Aos 47 anos fundou a Comunidade das Irmãs Carmelitas da Caridade, e ao morrer, aos 61 anos, havia fundado mosteiros, escolas e hospitais em várias partes da Espanha.
Nasceu em Barcelona, na Espanha, no dia 16 de abril de 1783, quinta de oito irmãos. Seu pai, Dom Lorenzo de Vedruna era rico e alto funcionário do governo. Sua família era muito católica.
A menina desde muito pequena tinha grande devoção ao Menino Jesus e as benditas almas.
Algo que a caracterizou desde seus primeiros anos foi um grande amor pela limpeza. Não tolerava qualquer mancha de sujeira em sua roupa. E isso a foi levando a não tolerar tampouco as manchas do pecado em sua alma.
Aos doze anos sentiu um grande desejo de ser freira carmelita. Mas as freiras não a aceitaram porque lhes parecia muito jovem ainda para decidir-se pela vocação religiosa.


Dom Teodoro de Mas
Aos 26 anos, aos 24 de março de 1799, casa-se com um rico advogado, Dom Teodoro de Mas, um muito amigo de seu pai e um funcionário público como ele. Teodoro estimava muito as três filhas de Don Lorenzo e para decidir-se por uma delas lhes levou um pacotinho de guloseimas como presente. As duas primeiras o rejeitaram como um presente demasiado infantil, mas Joaquina o aceitou com alegria exclamando: "Eu amo amêndoas." Este gesto de humildade fez com que o jovem decidisse escolhê-la como esposa.
No começo do casamento, por vezes, sentia graves escrúpulos não ter seguido a vocação religiosa que de criança tanto lhe chamava a atenção, mas seu esposo a confortava dizendo que na vida doméstica se pode chegar a tão alta santidade como em um convento e com suas boas obras de piedade iria substituindo aquelas que teria feito na vida religiosa. Isso a tranquilizou. Viveu 16 anos com seu esposo, e Deus a presenteou com nove filhos. E como recompensa por seus sacrifícios quatro de suas filhas se tornaram freiras, e várias de suas netas também.
Quando Napoleão invadiu a Espanha, o esposo de Joaquina partiu para o exército para defender a pátria e participou bravamente de cinco batalhas contra os invasores. Joaquina e seus filhos tiveram que deixar a cidade de Barcelona e fugir para a pequena cidade de Vich.
Quando Joaquina e seus filhos fugiam pela planície, de repente apareceu uma misteriosa Senhora e a trouxe até Vich para casa de uma família muito boa, que os recebeu com grande carinho. Em seguida, a Senhora desapareceu e ninguém pôde dar razão para isso. Joaquina sempre acreditou que havia sido a Santíssima Virgem que veio para ajudá-la.
A Santa com as 4 filhas que seguiram a vida religiosa
Um dia, enquanto estava rodeada por sua família, ela pensou ter ouvido uma voz dizendo: "Logo você vai ser viúva". Ela se preparou para aceitar a vontade de Deus, e dois meses depois, em 03 de março de 1816, seu esposo, embora estivesse bem de saúde e tivesse apenas 42 anos, morreu inesperadamente. Joaquina ficou viúva aos 33 anos e encarregada das seis crianças que havia sobrevivido.
A partir daquele dia deixou todas as suas roupas de senhora rica. E se dedicou completamente a ajudar os pobres e assistir os doentes nos hospitais. No começo, as pessoas pensaram que ela havia enlouquecido por causa da tristeza pela morte de seu esposo, mas logo perceberam que ela estava se tornando uma grande santa. E admiravam a sua generosidade para com os necessitados. Ela vivia como as pessoas mais pobres, mas todas as suas energias eram para ajudar aqueles que sofriam miséria ou doença.
Os dois filhos casados
Por 10 anos dedicou-se a penitências, muitas orações e contínuas obras de caridade, pedindo a Deus para iluminá-la sobre o que mais lhe convinha fazer para o futuro. Quatro de suas filhas se tornaram freiras e os outros filhos se casaram, e finalmente ela estava livre de toda responsabilidade doméstica. Agora iria realizar seu grande desejo de quando era uma criança: ser religiosa.

Providencialmente se encontrou com um padre muito santo, o Padre Esteban Olot, capuchinho, que lhe disse que Deus a tinha destinado a fundar uma comunidade religiosa dedicada à vida ativa de apostolado. O sábio Padre Esteban escreve as constituições da nova comunidade e, aos 26 de fevereiro de 1826, diante do Sr. Bispo de Vich, que a apoia plenamente, começa, com oito jovenzinhas, sua nova comunidade, à qual coloca o nome de "Hermanas Carmelitas de la Caridad de Vedruna", em sua casa, conhecida como "Manso Escorial".
Logo, as irmãs se tornam treze e mais tarde cem. Sua comunidade, como a sementinha de mostarda, começa sendo muito pequena e se torna uma grande árvore cheia de bons frutos. Ela vai fundando casas de religiosas por toda província.
Santa Joaquina teve a sorte de se encontrar também com o grande apóstolo St. António Maria Claret, cujos conselhos lhe forma de grande proveito para o progresso de sua nova congregação.
Depois veio a guerra civil chamada "Guerra Carlista", e nossa santa, perseguida pelos esquerdistas, fugiu para a França, onde esteve desterrada por três anos. Lá recebeu a assistência bem oportuna de um jovem misterioso, que ela sempre acreditou se tratasse de San Miguel Arcanjo, e Deus a encaminhou nesta terra para uma família espanhola que a tratava com amor verdadeiro.
Voltando à Espanha, talvez como fruto dos sofrimentos padecidos e das tantas orações, começou a crescer admiravelmente sua comunidade e as casas se foram multiplicando como verdadeira bênção de Deus.
Em 1850, começou a sentir os primeiros sintomas da paralisia que a imobilizaria completamente. Aconselhada pelo Vigário Episcopal renunciou a todos os seus encargos e se dedicou a viver humildemente como uma religiosa sem posto algum. Apesar de conservar totalmente suas qualidades mentais, deixou que outras pessoas dirigissem a congregação. Deus lhe suscitou um novo e santo diretor para sua comunidade, o Padre Bernardo Sala, beneditino, que se propôs a dirigir às religiosas no espírito da santa fundadora.
Durante quatro anos, a paralisia foi se espalhando e a foi imobilizando por completo, até lhe tirar também a fala. Então veio uma epidemia de cólera, que lhe tirou a vida e no dia 28 agosto de 1854 passou santamente à Eternidade.
Antes havia tido o prazer de ver aprovada sua comunidade religiosa pela Santa Igreja, em 1850. E desde então foi ajudando de maneira prodigiosa a suas religiosas que se espalharam por muitos países.


As casas da congregação
As Carmelitas da Caridade, instituto religioso feminino de direito pontifício, foram aprovadas pela Santa Sé aos 5 de agosto de 1857 e foram agregadas à ordem Carmelitana aos 14 de setembro de 1860; as constituições foram aprovadas aos 20 de julho de 1990.
A Comunidade de Carmelitas da Caridade tem agora 290 casas em 25 países de 4 continentes, com 2.724 irmãs Vedruna. Ao todo, são 40.079 meninas educadas em suas escolas e 4.443 pessoas atendidas em seus hospitais. A sede generalícia está localizada em Roma.


Um modo inédito caracterizado por ser

  • uma rede de pequenas e flexíveis comunidades,
  • que se inserem "como levedura na massa" (Lc 13,21) nas populações onde são chamadas, rompendo, assim, com a antiga estrutura,
  • que vivem muito pobremente de seu trabalho,
  • que professam um estilo vida orante, fraterno, simples, alegre e muito familiar.

Uma nova forma de ação apostólica orientada ao único objetivo de "trabalhar para a glória de Deus e o bem do próximo". As comunidades de Joaquina de Vedruna foram colocadas em ambientes populares, inclusive marginais,
  • para promover a educação das mulheres,
  • para assistir aos enfermos pobres,
  • para ajudar e acompanhar aos excluídos
e "fazer, assim, presente na terra o Reino prometido aos pobres".

Santa Joaquina de Vedruna, esposa e religiosa

Beatificada pelo Papa Pio XII, em 19 de maio de 1940, foi declarada santa pelo Papa João XXIII em 12 de abril de 1959, que disse dela: "Mãe de nove filhos, converteu-se na mãe de numerosos pobres". Os restos da santa repousam na capela do Manso Escorial de Vich.

O túmulo de Santa Joaquina
Santa Joaquina:
Sem fazer milagres em vida e sendo uma mãe de família, uma esposa amorosa e uma mulher que teve que sofrer muito na terra, e que dedicou suas grandes energias em ajudar aos necessitados, seja para nós também um modelo para imitar, e um poderosa protetora que reze pela nossa santificação e salvação. Que Deus nos mande muitas santas como esta, muitas outras Joaquinas.

"Confia em Deus. Nele encontrarás o amigo que não te deixará".

Movida pelo Espírito


1.       Abandono filial.
2.      Seguimento incondicional.
3.      Amor encarnado.

As três grandes notas da espiritualidade de Joaquina.

A espiritualidade que viveu Joaquina foi a experiência profunda e cotidiana do amor de Deus Pai. Um amor que a humanidade de Jesus faz visível e cujo Espírito impulsiona a seguir o Cristo.
Esta espiritualidada trinitária suscitou nela:
  • um amor ardente,
  • uma confiança sem limites,
  • uma entrega incondicional
para encarnar em sua vida "aquele amor que nunca diz basta" (Carta 95 e 100), posto ao serviço da humanidade sofrida,
a quem Deus Pai ama e sustenta,
a quem Deus Filho serve e liberta,
a quem Deus Espírito Santo alenta e da vida.

Esta foi a bussola que orientou a vida de Joaquina. Esta experiência espiritual e o contato com a dor dos enfermos e marginalizados e com a exclusão cultural das mulheres suscitou nela o desejo apaixonado de reproduzir na vida deles o rosto compassivo do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Web site da ordem: http://www.vedruna.org/

Tradução: PALE IDEAS



EDITADO EM 27/08/12:


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