PALE IDEAS - TRADIÇÃO CATÓLICA: SOMOS FILHOS DE MONS. MARCEL LEFEBVRE - SOMOS CONTRARREFORMA! A IGREJA "QUE VEMOS" É APÓSTATA, E SUA MISSA É BASTARDA.
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quarta-feira, 6 de abril de 2016
domingo, 9 de março de 2014
Oração Universal
Senhor, creio em Vós, fazei que creia
com mais firmeza;
espero em Vós, fazei que espere
com mais confiança;
amo-vos, aumentai o meu amor;
arrependo-me, avivai a minha dor.
Adoro-Vos como primeiro princípio;
desejo-Vos como último fim;
exalto-Vos como benfeitor perpétuo;
invoco-Vos como defensor propício.
Dirigi-me com a vossa sabedoria;
atai-me com a vossa justiça;
consolai-me com a vossa clemência;
protegei-me com o vosso poder.
com mais firmeza;
espero em Vós, fazei que espere
com mais confiança;
amo-vos, aumentai o meu amor;
arrependo-me, avivai a minha dor.
Adoro-Vos como primeiro princípio;
desejo-Vos como último fim;
exalto-Vos como benfeitor perpétuo;
invoco-Vos como defensor propício.
Dirigi-me com a vossa sabedoria;
atai-me com a vossa justiça;
consolai-me com a vossa clemência;
protegei-me com o vosso poder.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Ladainha da Humildade
Ó Jesus, manso e humilde de coração, ouvi-me.
Do desejo de ser estimado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser amado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser conhecido, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser honrado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser louvado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser preferido, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser consultado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser aprovado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser humilhado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser desprezado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de sofrer repulsas, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser caluniado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser esquecido, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser ridicularizado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser infamado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser objeto de suspeita, livrai-me, ó Jesus.
Que os outros sejam amados mais do que eu, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros sejam estimados mais do que eu, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam elevar-se na opinião do mundo, e que eu possa ser diminuído, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser escolhidos e eu posto de lado, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser louvados e eu desprezado, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser preferidos a mim em todas as coisas, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser mais santos do que eu, embora me torne o mais santo quanto me for possível, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Santa Bernadette, rogai por nós!
Composta pelo Cardeal Merry del Val, Secretário de Estado de São Papa Pio X
Do desejo de ser estimado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser amado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser conhecido, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser honrado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser louvado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser preferido, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser consultado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser aprovado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser humilhado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser desprezado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de sofrer repulsas, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser caluniado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser esquecido, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser ridicularizado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser infamado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser objeto de suspeita, livrai-me, ó Jesus.
Que os outros sejam amados mais do que eu, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros sejam estimados mais do que eu, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam elevar-se na opinião do mundo, e que eu possa ser diminuído, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser escolhidos e eu posto de lado, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser louvados e eu desprezado, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser preferidos a mim em todas as coisas, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser mais santos do que eu, embora me torne o mais santo quanto me for possível, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Santa Bernadette, rogai por nós!
Composta pelo Cardeal Merry del Val, Secretário de Estado de São Papa Pio X
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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Salve, de Teodoro Studita
![]() |
| São Teodoro Studita |
Salve, Escala de la tierra al cielo, por la cual descendió el Señor hasta nosotros y volvió al cielo, como vio el patriarca Jacob.
Salve, Zarza maravillosa, desde la cual se apareció el Señor en la llama de fuego, que aun ardiendo no se consumía, como se le mostró a Moisés, que vio a Dios cara a cara.
Salve, Ciudad del gran rey, ensalzada por los soberanos llenos de estupor, como lo describe el salmista David.
Salve, mística Belén, Casa de Éfrata, de la que salió el rey de la gloria para convertirse en jefe de Israel, cuya generación se remonta al principio, a la eternidad, como dice Miqueas.
domingo, 12 de janeiro de 2014
Serenidad de corazón
Una palabra habló el Padre, que fue su Hijo, y ésta habla siempre en eterno silencia, y en silencio ha de ser oída de alma.
Lo que habléis sea de manera que no sea nadie ofendido, y que sea en cosas que no os pueda pesar que los sepan todos.
Callad lo que Dios os diere y acordaos de aquel dicho de la esposa: Mi secreto es para mi.
Procurad conservar el corazón en paz; no le desasosiegue ningún sucedo de este mundo; mirad que todo se ha de acabar.
No apacentéis el espíritu en otra cosa que en Dios. Desechad las advertencias de las cosas y traed paz y recogimiento en el corazón.
Traed sosiego espiritual en advertencia de Dios amorosa; y cuando fuere necesario hablar, sea con el mismo sosiego y paz.
Traed interior desasimiento de todas las cosas y no pongáis el gusto en alguna temporalidad, y recogerá vuestra alma a los bienes que no sabe.
El alma que anda en amor ni cansa ni se cansa.
El amor no consiste en sentir grandes cosas, sino en tener grande desnudez y padecer por el Amado (San Juan de la Cruz, selección de frases)
Tras el empacho electoral que hemos vivido en los últimos días, es muy sano hacer una cura de sosiego, profundidad y sentido. Tantas apariencias, tantos afanes, tantos poderes terrenales nos embaucan en mil proyecciones mentales, que nos arrastran a las esperanzas terrenales. El mundo no puede darnos más que Dios y la realidad nos se transforma más que por la Gracia de Dios.
Nuestro corazón, que es nuestro ser que se manifiesta por medio de emoción, entendimiento y voluntad, debe centrarse en Cristo y no tener cada dimensión en un lugar diferente.
Ciertamente la crisis que vivimos nos invita al cambio, pero no a cambios externos que no son más que apariencias. Nos invita al cambio interior, que es el que realmente conlleva consecuencias ciertas y verdaderas en nuestra vida personal y social.
Quiera Dios darnos la fuerza y la templanza necesarias para no esperar del mundo lo que sólo de Dios puede provenir. Dios nos ayude.
Fonte: http://misteriocristiano.blogspot.com.br/2011/11/serenidad-de-corazon.html.
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domingo, 15 de dezembro de 2013
Leão I, o Grande: Recomeçar sempre!
![]() |
| São Leão Magno, rogai por nós. Memória: 10 de novembro |
Recomeçar sempre!
Não desista nunca,
Nem quando o cansaço se fizer sentir,
Nem quando os teus pés tropeçarem,
Nem quando os teus olhos arderem,
Nem quando os teus esforços forem ignorados,
Nem quando a desilusão te abater,
Nem quando o erro te desencorajar,
Nem quando a traição te ferir,
Nem quando o sucesso te abandonar,
Nem quando a ingratidão te desconsertar,
Nem quando a incompreensão te rodear,
Nem quando a fadiga te prostrar,
Nem quando tudo tenha o aspecto do nada,
Nem quando o peso do pecado te esmagar…
Invoque Deus, cerre os punhos, sorria… E recomece!
Oremos: Ó Deus, que jamais permitis que as potências do mal prevaleçam contra a vossa Igreja, fundada sobre a rocha inabalável dos apóstolos, dai-lhe, pelos méritos do papa são Leão, permanecer firme na verdade e gozar paz para sempre. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
São Leão Magno: rogai por nós!
Atribuído a Papa São Leão I, o Grande.
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Gemidos da alma penitente
Gemidos da alma penitente
O Padre Manuel Bernardes, oratoriano, nasceu em Lisboa. São de Mendes dos Remédios as palavras seguintes: “Vieira e Bernardes [...] distanciaram-se na pregação como na vida. Vieira foi um lutador; a sua vida prende-se por mais de um laço à história política de Portugal; Bernardes viveu o melhor e maior tempo da sua vida — 36 anos — entregue à meditação e à redação dos seus livros na pobre cela da Congregação do Oratório. Lendo-os com atenção, escreve Antônio Feliciano de Castilho, sente-se que Vieira, ainda falando do Céu, tinha os olhos nos seus ouvintes; Bernardes, ainda falando das criaturas, estava absorto no Criador. Vieira vivia para fora, para a cidade, para a corte, para o mundo; Bernardes, para a cela, para si, para o seu coração. Vieira estudava galas e louçainhas de estilo. Bernardes era como estas formosas de seu natural, que se não cansam com alindamentos, a quem tudo fica bem, que brilham mais com uma flor apanhada ao acaso do que outras com pedrarias de grande custo.”
A coleção das obras do Padre Manuel Bernardes compreende dezenove volumes, entre os quais se contam os Sermões e Práticas (tem no Estante Virtual), os Exercícios Espirituais e Meditações da Vida Purgativa, Os Últimos fins do Homem, os Tratados Vários, em cujo 2º tomo entra o Pão Partido em Pequeninos (tem no Estante Virtual), alguns opúsculos e as suas melhores obras, Luz e Calor (1696 e 1871 - tem no Estante Virtual) e a Nova Floresta (tem no Estante Virtual). Durante o largo período em que viveu na Congregação do Oratório, o Padre Bernardes não cessou de trabalhar, até perder a vista e a lucidez dois anos antes de morrer.
As Jaculatórias que transcrevemos a seguir se encontram no fim da Segunda Parte de "Luz e Calor".
O modo de exercitar esta Oração dissemos acima na Doutrina VII. Agora damos alguns exemplos, ou fórmulas das Jaculatórias; não para que a alma devota se ate a palavras certas, e as profira mais como lição decorada na memória do que como parto afetuoso da vontade; senão para que, à vista destes exemplos, conheça melhor o modo de as fazer, e adestre o seu arco. Vão repartidas em três como aljavas, conforme as três vias do Espírito, Purgativa, Iluminativa e Unitiva (que Molinos impiamente chamava o maior disparate da Mística); e assim podemos dizer que as primeiras são de ferro, as segundas de prata, e as terceiras de ouro; se bem aquelas ferirão mais altamente o coração de Deus que procederem de maior auxílio de sua graça, e maior intenção da nossa caridade. Se o Leitor achar em alguma aljava seta que parece pertencer mais propriamente a outra, não forme disso reparo, porque estas coisas morais pouco importa se não pesem ouro fio com os escrúpulos da balança Teológica.
DÉCADA I
405 — Senhor Deus: eu sou a miséria, a ingratidão, a indignidade; sou um pecador vilíssimo, a quem não devia cobrir o Céu nem sustentar a Terra. Havei de mim misericórdia, e salvai-me por amor de vossa bondade.
Pai: pequei contra o Céu, e em vossa presença; não sou digno de me chamar filho vosso; fazei-me como qualquer de vossos mercenários.
Lavai-me, meu Senhor Jesus Cristo, nas correntes de Vosso precioso Sangue; e limpai minha alma das manchas de todo o pecado.
Desgarrei-me como ovelha perdida. Que fora de mim, ó bom Pastor, se me não buscásseis, e tomásseis sobre vossos ombros?
Eis aqui está à vossa porta o pobre: eis aqui o leproso e cego, e tolhido, e coberto de inumeráveis chagas. Não necessitam de médico os sãos, mas os enfermos; vinde, e curai-me com a vossa palavra, para glória de vosso nome.
Que era eu, Senhor, no meio de meus vícios, e fora de vossa graça, senão um cão morto, coberto das moscas dos demônios, que em minha podridão se cevavam. Vistes minha miséria, e vos apiedastes. Destes-me vida e misericórdia. Oh, bendito seja tal amor!
Inclinai, Senhor, para mim vossos amorosos olhos, e apagai meus pecados. Concedei-me a graça da renovação de meu espírito, com uma vida totalmente conforme à vossa lei.
Deus meu: proponho firmemente, com o auxílio de vossa graça, não admitir jamais ofensa vossa. Oh! não mais pecar, não mais desprezar vossos preceitos; guardá-los, sim, mais que as meninas dos meus olhos.
Senhor: alcance eu de vós esta mercê; que, no ponto em que certamente hei de cair de vossa graça, antes caia morto de repente; porque viver com injúria vossa pior morte é que a mesma morte, e maior desgraça que o inferno.
Jesus amorosíssimo, Jesus minha Redenção e remédio: de tantas lágrimas que andando neste mundo chorastes, dai-me uma para que amoleça este coração, e o derreta pelos olhos. Dai-me uma lágrima vossa, para que a apresente a vosso Eterno Padre em remissão de meus pecados.
DÉCADA II
406 — Não entreis, Senhor, em juízo com vosso servo; porque nenhum vivente se justificará diante de vós. De mil cargos que me fizerdes, não poderei responder a um só. Todo me entrego nos braços de vossa misericórdia.
Que maldade há no mundo tão execrável, que eu não esteja pronto para a cometer? Senhor, amarrai com as cadeias de vosso santo temor as fúrias de minha liberdade; porque sou capaz de tornar a crucificar-vos.
Isto me pasma, Senhor: como não respeitei vossa presença! Como não temi vossa indignação! Como me não compadeci de vossas dores! Como pisei vosso Sangue! Como não correspondi a tanto amor! Não pode haver maior cegueira.
Pecaste, alma minha: diz-me, agora, que fruto tiraste do teu pecado? Amaste as criaturas mais que ao Criador: que te ficou rendendo esta desordem? Perda da amizade de Deus, e do direito à sua glória, remorso de consciência, costume de tornar a pecar, escravidão ao demônio, reato da culpa, dívida da pena eterna. Oh, quem dera rios de lágrimas a meus olhos, para lamentar tão grave desgraça!
Vinde, vinde, Senhor, ao meu coração; formai um azorrague das cordas de vosso amor e temor, e lançai daqui todos os maus afetos que profanam a vossa casa.
Rogo-vos, meu Jesus, por aquele primeiro leite que bebeste nos peitos virginais de vossa Mãe Santíssima; e por aquelas sagradas primícias de vosso Sangue, que derramastes na Circuncisão, que não permitais que jamais caia de vossa graça nem esteja um ponto fora dela.
Pequei mais que o número das areias do mar. Porém, Senhor, as vossas misericórdias não têm número. Em vós ponho toda a minha esperança: não padecerei confusão eterna.
Eu a pecar; vós, Senhor, a perdoar-me. Eu a fazer-vos injúrias; vós a fazer-me benefícios. O certo é, Senhor, que cada um obra como quem é. Bendita seja vossa paciência, que tanto me esperou.
Muito agravado estais de mim, e vos sobra razão. Oh, quem para aplacar-vos tivera as lágrimas de uma Madalena, as penitências de uma Egipcíaca, os gemidos de um Agostinho, a compunção de um S. Pedro!
Ah, pecador atrevido e infame! Tu foste o que açoutaste a JESUS, tu o que o coroaste de espinhos; o que lhe lançaste salivas no rosto, o que o pregaste na Cruz. Como te não confundes?
DÉCADA III
407 — Lembrai-vos, Senhor, que sou obra de vossas mãos; lembrai-vos que vos custei muito na Cruz. Não entregueis às bestas infernais as almas que vos confessam.
Não me dirás, alma minha, que males te fez teu Deus, para que assim o ofendesses? Acaso foi crime o morrer por ti de amor em uma Cruz? Porventura te agravou em querer salvar-te, e dar-te o Reino de sua Glória? Que razão posso dar, Senhor, do pecado, que é a mesma sem-razão? Misericórdia.
Ora pazes, Senhor; pazes para sempre; fiz mal, assim o confesso diante do Céu e da Terra. Não farei mais; perdoai-me por quem sois.
Vaidade de vaidades, e tudo vaidade. Que me pode render o amor do mundo, e todas as suas coisas, senão deleite falso, que em um momento passa; tormento verdadeiro, que em uma eternidade não passa?
Que fará um desgraçado a quem a morte colheu em pecado mortal e sepultou nas profundezas? Oh, que gemidos! Oh, que ânsias! Oh, que remorsos! Oh, que desesperações! Oh, que incêndios! Tu não puderas já ser este? Quanto devo, Senhor, à vossa paciência! Bendita seja eternamente.
Não dissestes vós, Senhor, que havia grande festa e alegria no Céu quando algum pecador se convertia? Eia, amorosíssimo Jesus, fazei com vossa graça que seja eu o assunto desta alegria e festa.
Eis-me, aqui Senhor, que sou o filho pródigo, e dissipei a substância de vossa graça, e andei na região remota de vossa presença, apascentando os animais imundos de meus apetites; já torno para vossa graça, lançai-me os braços de vossa caridade.
Oh, banhe-me esse precioso Sangue, que com tanto amor derramastes pelos pecadores! Banhe-me todo com um perfeito batismo, e ficarei mais alvo que a neve.
Senhor Deus: aqui nesta vida me castigai, aqui me abrasai, contanto que me perdoeis eternamente. Não queirais, Senhor, entesourar contra mim vossa ira; não me guardeis para a outra vida a satisfação de vossa justiça.
Oh, horas preciosas dadas para servir e amar a Deus, e empregadas em ofendê-lo! Quem nunca houvera nascido para tanto mal! Ou quem de novo tornara a nascer, para o emendar!
DÉCADA IV
408 — Oh, que cego andava eu Senhor, pois estava sem vós, e vós sois Luz! Oh, como ia errado, pois estava fora de vós, e vós sois Caminho! Oh, que nesciamente procedia, pois estava sem vós, e vós sois Sabedoria! Oh, como estava morto, pois estava sem vós, e vós sois vida!
Nada sou, nada valho, nada posso senão ofender-vos, e precipitar-me no inferno. Esta mesma verdade que agora conheço, se afastares vossa luz, me ficará oculta; e sobre tantas misérias minhas se acrescentará outra, de as não conhecer.
Oh, alma minha, em que te ocupas, em que te enredas? O teu Jesus coroado de espinhos, e tu de flores? Ele suando Sangue, e tu buscando refrigérios? Ele farto de opróbrios, tu faminta de honras? Oh, confusão! Mudemos de vida; tomemos a Cruz; sigamos os passos de Cristo.
De quantos bens me destes, Senhor, usei mal, e em ofensa vossa. Se me fizésseis Anjo, creio que já também fora demônio. Oh, quem tivera digno sentimento de tão enormes excessos, verdadeira dor de pecados tão graves!
O ofício que tomei, Senhor, foi o de pecar; e neste me exercitei com toda a diligência, estudando muito de propósito na maldade. Oh, que bem concordava isto com o fim para que vós me criastes, que é amar-vos, e gozar-vos eternamente! Só vós, que sois infinito em bondade, podereis sofrer tanto.
Onde me esconderei, Senhor, até que passe a vossa ira? Fugirei de vós para vós mesmo; de vós, reto Juiz, para vós, Pai clementíssimo. Em vossas chagas me recolho, que este é o sagrado que vale aos que vão fugindo à vossa justiça.
Oh, quanta foi até agora minha negligência e descuido! O tempo que me concedestes para a penitência, desperdicei-o; os auxílios de vossa graça, rejeitei-os; às vozes com que me chamáveis me fiz surdo. E agora, Senhor, que hei de fazer? Pesa-me de haver pecado; havei de mim misericórdia, misericórdia.
Que dormisse eu tão seguro sobre a vossa ofensa, pendurado do fio da vida sobre a boca do inferno! Grande temeridade a minha! Senhor, dai-me entendimento, e viverei amando-vos e servindo-vos.
Oh, se eu já desprezasse o mundo como ele merece! Oh, se metera debaixo dos pés todas as coisas terrenas! Oh, se somente fizera estimação das eternas!
Afastai, Senhor, vosso rosto de meus pecados; e apagai e extingui todas as minhas iniqüidades. Criai em mim um coração novo; e renovai o espírito reto em minhas entranhas.
DÉCADA V
409 — Sei que hei de aparecer em vosso tribunal; sei que hei de dar-vos estreita conta de toda a minha vida. Não me atrevo, Senhor, a suportar vossos olhos irados. Ordenai agora minha vida, de modo que não desmereça então vê-los benignos.
Aqui vos mostro, Senhor, todas as minhas chagas. Vede como são muitas, como são profundas, como são envelhecidas? Ó médico Divino, sarai as minhas chagas com as vossas; que, para os filhos de Adão estarem sãos, quis o Filho de Deus estar chagado.
Não te desalentes, Alma minha, com a enormidade e multidão de teus pecados. Espera sempre em Deus até à noite cerrada da tua morte; que em Deus há infinita misericórdia e redenção copiosa.
Ajudai-me, Deus Salvador meu; livrai-me por amor da glória do vosso nome. Não vos lembreis de minhas maldades; submergi-as no mar de vossa bondade imensa.
Olha, Alma minha, olha para teu Deus posto por ti em uma Cruz, eis ali o que perdoa, e apaga os teus pecados. Vê quanto padeceu por te salvar; vê com que fina caridade te ama. Guarda-te de jamais tornar a ofendê-lo.
A vós, Senhor, que sois dulcíssimo Esposo de minha alma, desprezei-vos; ao demônio, que é adúltero, fiz-lhe a vontade. Tomara morrer de sentimento de tão feia desordem. Tomara chorar de dia e de noite tão execranda maldade.
Que tenho eu com o mundo, que passa como figura? Que tenho eu com a carne, que murcha como flor? Que tenho com as coisas transitórias, que tudo é engano, perigo, trabalho, vaidade? Eia, eia, salvemos a alma nas tabuas da Cruz, fazendo penitência.
Oh, momento do qual pende a eternidade! Só quem te não considera te não teme. Abri-me, Senhor, os olhos da alma, não me suceda adormecer no letargo da morte eterna.
Senhor, aqui venho fugindo de meus inimigos: abri-me as portas de vossa misericórdia. Recolhei o vosso fugitivo, meu Deus; recolhei-me depressa, que meus inimigos me vêm ao alcance.
Dulcíssimo Jesus: o vosso soberano nome quer dizer Salvador; obrai em mim conforme vosso nome e salvai-me.
PADRE MANUEL BERNARDES (1644-1710)
A coleção das obras do Padre Manuel Bernardes compreende dezenove volumes, entre os quais se contam os Sermões e Práticas (tem no Estante Virtual), os Exercícios Espirituais e Meditações da Vida Purgativa, Os Últimos fins do Homem, os Tratados Vários, em cujo 2º tomo entra o Pão Partido em Pequeninos (tem no Estante Virtual), alguns opúsculos e as suas melhores obras, Luz e Calor (1696 e 1871 - tem no Estante Virtual) e a Nova Floresta (tem no Estante Virtual). Durante o largo período em que viveu na Congregação do Oratório, o Padre Bernardes não cessou de trabalhar, até perder a vista e a lucidez dois anos antes de morrer.
As Jaculatórias que transcrevemos a seguir se encontram no fim da Segunda Parte de "Luz e Calor".
OPÚSCULO V - ORAÇÕES JACULATÓRIAS, OU SETAS ESPIRITUAIS PARA ATIRAR AO CÉU E FERIR O CORAÇÃO DE DEUS
O modo de exercitar esta Oração dissemos acima na Doutrina VII. Agora damos alguns exemplos, ou fórmulas das Jaculatórias; não para que a alma devota se ate a palavras certas, e as profira mais como lição decorada na memória do que como parto afetuoso da vontade; senão para que, à vista destes exemplos, conheça melhor o modo de as fazer, e adestre o seu arco. Vão repartidas em três como aljavas, conforme as três vias do Espírito, Purgativa, Iluminativa e Unitiva (que Molinos impiamente chamava o maior disparate da Mística); e assim podemos dizer que as primeiras são de ferro, as segundas de prata, e as terceiras de ouro; se bem aquelas ferirão mais altamente o coração de Deus que procederem de maior auxílio de sua graça, e maior intenção da nossa caridade. Se o Leitor achar em alguma aljava seta que parece pertencer mais propriamente a outra, não forme disso reparo, porque estas coisas morais pouco importa se não pesem ouro fio com os escrúpulos da balança Teológica.
1º — GEMIDOS DA ALMA PENITENTE PARA OS PRINCIPIANTES
DÉCADA I
405 — Senhor Deus: eu sou a miséria, a ingratidão, a indignidade; sou um pecador vilíssimo, a quem não devia cobrir o Céu nem sustentar a Terra. Havei de mim misericórdia, e salvai-me por amor de vossa bondade.
Pai: pequei contra o Céu, e em vossa presença; não sou digno de me chamar filho vosso; fazei-me como qualquer de vossos mercenários.
Lavai-me, meu Senhor Jesus Cristo, nas correntes de Vosso precioso Sangue; e limpai minha alma das manchas de todo o pecado.
Desgarrei-me como ovelha perdida. Que fora de mim, ó bom Pastor, se me não buscásseis, e tomásseis sobre vossos ombros?
Eis aqui está à vossa porta o pobre: eis aqui o leproso e cego, e tolhido, e coberto de inumeráveis chagas. Não necessitam de médico os sãos, mas os enfermos; vinde, e curai-me com a vossa palavra, para glória de vosso nome.
Que era eu, Senhor, no meio de meus vícios, e fora de vossa graça, senão um cão morto, coberto das moscas dos demônios, que em minha podridão se cevavam. Vistes minha miséria, e vos apiedastes. Destes-me vida e misericórdia. Oh, bendito seja tal amor!
Inclinai, Senhor, para mim vossos amorosos olhos, e apagai meus pecados. Concedei-me a graça da renovação de meu espírito, com uma vida totalmente conforme à vossa lei.
Deus meu: proponho firmemente, com o auxílio de vossa graça, não admitir jamais ofensa vossa. Oh! não mais pecar, não mais desprezar vossos preceitos; guardá-los, sim, mais que as meninas dos meus olhos.
Senhor: alcance eu de vós esta mercê; que, no ponto em que certamente hei de cair de vossa graça, antes caia morto de repente; porque viver com injúria vossa pior morte é que a mesma morte, e maior desgraça que o inferno.
Jesus amorosíssimo, Jesus minha Redenção e remédio: de tantas lágrimas que andando neste mundo chorastes, dai-me uma para que amoleça este coração, e o derreta pelos olhos. Dai-me uma lágrima vossa, para que a apresente a vosso Eterno Padre em remissão de meus pecados.
DÉCADA II
406 — Não entreis, Senhor, em juízo com vosso servo; porque nenhum vivente se justificará diante de vós. De mil cargos que me fizerdes, não poderei responder a um só. Todo me entrego nos braços de vossa misericórdia.
Que maldade há no mundo tão execrável, que eu não esteja pronto para a cometer? Senhor, amarrai com as cadeias de vosso santo temor as fúrias de minha liberdade; porque sou capaz de tornar a crucificar-vos.
Isto me pasma, Senhor: como não respeitei vossa presença! Como não temi vossa indignação! Como me não compadeci de vossas dores! Como pisei vosso Sangue! Como não correspondi a tanto amor! Não pode haver maior cegueira.
Pecaste, alma minha: diz-me, agora, que fruto tiraste do teu pecado? Amaste as criaturas mais que ao Criador: que te ficou rendendo esta desordem? Perda da amizade de Deus, e do direito à sua glória, remorso de consciência, costume de tornar a pecar, escravidão ao demônio, reato da culpa, dívida da pena eterna. Oh, quem dera rios de lágrimas a meus olhos, para lamentar tão grave desgraça!
Vinde, vinde, Senhor, ao meu coração; formai um azorrague das cordas de vosso amor e temor, e lançai daqui todos os maus afetos que profanam a vossa casa.
Rogo-vos, meu Jesus, por aquele primeiro leite que bebeste nos peitos virginais de vossa Mãe Santíssima; e por aquelas sagradas primícias de vosso Sangue, que derramastes na Circuncisão, que não permitais que jamais caia de vossa graça nem esteja um ponto fora dela.
Pequei mais que o número das areias do mar. Porém, Senhor, as vossas misericórdias não têm número. Em vós ponho toda a minha esperança: não padecerei confusão eterna.
Eu a pecar; vós, Senhor, a perdoar-me. Eu a fazer-vos injúrias; vós a fazer-me benefícios. O certo é, Senhor, que cada um obra como quem é. Bendita seja vossa paciência, que tanto me esperou.
Muito agravado estais de mim, e vos sobra razão. Oh, quem para aplacar-vos tivera as lágrimas de uma Madalena, as penitências de uma Egipcíaca, os gemidos de um Agostinho, a compunção de um S. Pedro!
Ah, pecador atrevido e infame! Tu foste o que açoutaste a JESUS, tu o que o coroaste de espinhos; o que lhe lançaste salivas no rosto, o que o pregaste na Cruz. Como te não confundes?
DÉCADA III
407 — Lembrai-vos, Senhor, que sou obra de vossas mãos; lembrai-vos que vos custei muito na Cruz. Não entregueis às bestas infernais as almas que vos confessam.
Não me dirás, alma minha, que males te fez teu Deus, para que assim o ofendesses? Acaso foi crime o morrer por ti de amor em uma Cruz? Porventura te agravou em querer salvar-te, e dar-te o Reino de sua Glória? Que razão posso dar, Senhor, do pecado, que é a mesma sem-razão? Misericórdia.
Ora pazes, Senhor; pazes para sempre; fiz mal, assim o confesso diante do Céu e da Terra. Não farei mais; perdoai-me por quem sois.
Vaidade de vaidades, e tudo vaidade. Que me pode render o amor do mundo, e todas as suas coisas, senão deleite falso, que em um momento passa; tormento verdadeiro, que em uma eternidade não passa?
Que fará um desgraçado a quem a morte colheu em pecado mortal e sepultou nas profundezas? Oh, que gemidos! Oh, que ânsias! Oh, que remorsos! Oh, que desesperações! Oh, que incêndios! Tu não puderas já ser este? Quanto devo, Senhor, à vossa paciência! Bendita seja eternamente.
Não dissestes vós, Senhor, que havia grande festa e alegria no Céu quando algum pecador se convertia? Eia, amorosíssimo Jesus, fazei com vossa graça que seja eu o assunto desta alegria e festa.
Eis-me, aqui Senhor, que sou o filho pródigo, e dissipei a substância de vossa graça, e andei na região remota de vossa presença, apascentando os animais imundos de meus apetites; já torno para vossa graça, lançai-me os braços de vossa caridade.
Oh, banhe-me esse precioso Sangue, que com tanto amor derramastes pelos pecadores! Banhe-me todo com um perfeito batismo, e ficarei mais alvo que a neve.
Senhor Deus: aqui nesta vida me castigai, aqui me abrasai, contanto que me perdoeis eternamente. Não queirais, Senhor, entesourar contra mim vossa ira; não me guardeis para a outra vida a satisfação de vossa justiça.
Oh, horas preciosas dadas para servir e amar a Deus, e empregadas em ofendê-lo! Quem nunca houvera nascido para tanto mal! Ou quem de novo tornara a nascer, para o emendar!
DÉCADA IV
408 — Oh, que cego andava eu Senhor, pois estava sem vós, e vós sois Luz! Oh, como ia errado, pois estava fora de vós, e vós sois Caminho! Oh, que nesciamente procedia, pois estava sem vós, e vós sois Sabedoria! Oh, como estava morto, pois estava sem vós, e vós sois vida!
Nada sou, nada valho, nada posso senão ofender-vos, e precipitar-me no inferno. Esta mesma verdade que agora conheço, se afastares vossa luz, me ficará oculta; e sobre tantas misérias minhas se acrescentará outra, de as não conhecer.
Oh, alma minha, em que te ocupas, em que te enredas? O teu Jesus coroado de espinhos, e tu de flores? Ele suando Sangue, e tu buscando refrigérios? Ele farto de opróbrios, tu faminta de honras? Oh, confusão! Mudemos de vida; tomemos a Cruz; sigamos os passos de Cristo.
De quantos bens me destes, Senhor, usei mal, e em ofensa vossa. Se me fizésseis Anjo, creio que já também fora demônio. Oh, quem tivera digno sentimento de tão enormes excessos, verdadeira dor de pecados tão graves!
O ofício que tomei, Senhor, foi o de pecar; e neste me exercitei com toda a diligência, estudando muito de propósito na maldade. Oh, que bem concordava isto com o fim para que vós me criastes, que é amar-vos, e gozar-vos eternamente! Só vós, que sois infinito em bondade, podereis sofrer tanto.
Onde me esconderei, Senhor, até que passe a vossa ira? Fugirei de vós para vós mesmo; de vós, reto Juiz, para vós, Pai clementíssimo. Em vossas chagas me recolho, que este é o sagrado que vale aos que vão fugindo à vossa justiça.
Oh, quanta foi até agora minha negligência e descuido! O tempo que me concedestes para a penitência, desperdicei-o; os auxílios de vossa graça, rejeitei-os; às vozes com que me chamáveis me fiz surdo. E agora, Senhor, que hei de fazer? Pesa-me de haver pecado; havei de mim misericórdia, misericórdia.
Que dormisse eu tão seguro sobre a vossa ofensa, pendurado do fio da vida sobre a boca do inferno! Grande temeridade a minha! Senhor, dai-me entendimento, e viverei amando-vos e servindo-vos.
Oh, se eu já desprezasse o mundo como ele merece! Oh, se metera debaixo dos pés todas as coisas terrenas! Oh, se somente fizera estimação das eternas!
Afastai, Senhor, vosso rosto de meus pecados; e apagai e extingui todas as minhas iniqüidades. Criai em mim um coração novo; e renovai o espírito reto em minhas entranhas.
DÉCADA V
409 — Sei que hei de aparecer em vosso tribunal; sei que hei de dar-vos estreita conta de toda a minha vida. Não me atrevo, Senhor, a suportar vossos olhos irados. Ordenai agora minha vida, de modo que não desmereça então vê-los benignos.
Aqui vos mostro, Senhor, todas as minhas chagas. Vede como são muitas, como são profundas, como são envelhecidas? Ó médico Divino, sarai as minhas chagas com as vossas; que, para os filhos de Adão estarem sãos, quis o Filho de Deus estar chagado.
Não te desalentes, Alma minha, com a enormidade e multidão de teus pecados. Espera sempre em Deus até à noite cerrada da tua morte; que em Deus há infinita misericórdia e redenção copiosa.
Ajudai-me, Deus Salvador meu; livrai-me por amor da glória do vosso nome. Não vos lembreis de minhas maldades; submergi-as no mar de vossa bondade imensa.
Olha, Alma minha, olha para teu Deus posto por ti em uma Cruz, eis ali o que perdoa, e apaga os teus pecados. Vê quanto padeceu por te salvar; vê com que fina caridade te ama. Guarda-te de jamais tornar a ofendê-lo.
A vós, Senhor, que sois dulcíssimo Esposo de minha alma, desprezei-vos; ao demônio, que é adúltero, fiz-lhe a vontade. Tomara morrer de sentimento de tão feia desordem. Tomara chorar de dia e de noite tão execranda maldade.
Que tenho eu com o mundo, que passa como figura? Que tenho eu com a carne, que murcha como flor? Que tenho com as coisas transitórias, que tudo é engano, perigo, trabalho, vaidade? Eia, eia, salvemos a alma nas tabuas da Cruz, fazendo penitência.
Oh, momento do qual pende a eternidade! Só quem te não considera te não teme. Abri-me, Senhor, os olhos da alma, não me suceda adormecer no letargo da morte eterna.
Senhor, aqui venho fugindo de meus inimigos: abri-me as portas de vossa misericórdia. Recolhei o vosso fugitivo, meu Deus; recolhei-me depressa, que meus inimigos me vêm ao alcance.
Dulcíssimo Jesus: o vosso soberano nome quer dizer Salvador; obrai em mim conforme vosso nome e salvai-me.
PADRE MANUEL BERNARDES (1644-1710)
Fonte: Permanência
Mais textos do Padre Manuel Bernardes: AQUI. Tratado breve da oração mental. Armas da castidade. Direcçam para ter os nove dias de Exercicios espirituaes. Obras do Pe. Bernardes no Estante Virtual: aqui e aqui. Clique na tag Pe. Manuel Bernardes, depois do texto, e veja o que mais o Pale Ideas publicou deste piedoso Sacerdote.
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sexta-feira, 3 de junho de 2011
Vergine Madre, figlia del tuo figlio...
Reencontrei estes versos de Dante há algum tempo esquecidos...
Não me atrevi - ainda - a traduzir, pois requer tempo... e mais tempo!
Há uma versão em português pela net, mas é um pavor! Nem sei quem traduziu, mas vou dar um pequeno exemplo:
- "Vergine Madre, figlia del tuo figlio", que seria: "Virgem Mãe, filha do teu filho" - quanta beleza e mistério!
- Versão na net: "Virgem Mãe, por teu Filho procriada"!!! That disgusting!
No final, uma interessante explicação que encontrei na net e de autoria desconhecida, mas divulgada por uma escola italiana: Liceo Scentifico G.B.Odierna.
Dizem que a alma nobre não precisa traduzir certos escritos humanos, de beleza e grandeza intrínsecas... confiarei nas nobres almas dos meus dois ou três leitores.
Canto xxxiii
ORAÇÃO DE SÃO bernardo À VIRGEM (ver. 1-39)
«Vergine Madre, figlia del tuo figlio,
umile e alta più che creatura,
termine fisso d'etterno consiglio,
tu se' colei che l'umana natura
nobilitasti sì, che 'l suo fattore
non disdegnò di farsi sua fattura.
Nel ventre tuo si raccese l'amore,
per lo cui caldo ne l'etterna pace
così è germinato questo fiore.
Qui se' a noi meridiana face
di caritate, e giuso, intra ' mortali,
se' di speranza fontana vivace.
Donna, se' tanto grande e tanto vali,
che qual vuol grazia e a te non ricorre
sua disianza vuol volar sanz'ali.
La tua benignità non pur soccorre
a chi domanda, ma molte fiate
liberamente al dimandar precorre.
In te misericordia, in te pietate,
in te magnificenza, in te s'aduna
quantunque in creatura è di bontate.
Or questi, che da l'infima lacuna
de l'universo infin qui ha vedute
le vite spiritali ad una ad una,
supplica a te, per grazia, di virtute
tanto, che possa con li occhi levarsi
più alto verso l'ultima salute.
E io, che mai per mio veder non arsi
più ch'i' fo per lo suo, tutti miei prieghi
ti porgo, e priego che non sieno scarsi,
perché tu ogne nube li disleghi
di sua mortalità co' prieghi tuoi,
sì che 'l sommo piacer li si dispieghi.
Ancor ti priego, regina, che puoi
ciò che tu vuoli, che conservi sani,
dopo tanto veder, li affetti suoi.
Vinca tua guardia i movimenti umani:
vedi Beatrice con quanti beati
per li miei prieghi ti chiudon le mani!».
Li occhi da Dio diletti e venerati,
fissi ne l'orator, ne dimostraro
quanto i devoti prieghi le son grati;
indi a l'etterno lume s'addrizzaro,
nel qual non si dee creder che s'invii
per creatura l'occhio tanto chiaro.
E io ch'al fine di tutt'i disii
appropinquava, sì com'io dovea,
l'ardor del desiderio in me finii.
Bernardo m'accennava, e sorridea,
perch'io guardassi suso; ma io era
già per me stesso tal qual ei volea:
ché la mia vista, venendo sincera,
e più e più intrava per lo raggio
de l'alta luce che da sé è vera.
Da quinci innanzi il mio veder fu maggio
che 'l parlar mostra, ch'a tal vista cede,
e cede la memoria a tanto oltraggio.
Qual è colui che sognando vede,
che dopo 'l sogno la passione impressa
rimane, e l'altro a la mente non riede,
cotal son io, ché quasi tutta cessa
mia visione, e ancor mi distilla
nel core il dolce che nacque da essa.
Così la neve al sol si disigilla;
così al vento ne le foglie levi
si perdea la sentenza di Sibilla.
O somma luce che tanto ti levi
da' concetti mortali, a la mia mente
ripresta un poco di quel che parevi,
e fa la lingua mia tanto possente,
ch'una favilla sol de la tua gloria
possa lasciare a la futura gente;
ché, per tornare alquanto a mia memoria
e per sonare un poco in questi versi,
più si conceperà di tua vittoria.
Io credo, per l'acume ch'io soffersi
del vivo raggio, ch'i' sarei smarrito,
se li occhi miei da lui fossero aversi.
E' mi ricorda ch'io fui più ardito
per questo a sostener, tanto ch'i' giunsi
l'aspetto mio col valore infinito.
Oh abbondante grazia ond'io presunsi
ficcar lo viso per la luce etterna,
tanto che la veduta vi consunsi!
Nel suo profondo vidi che s'interna
legato con amore in un volume,
ciò che per l'universo si squaderna:
sustanze e accidenti e lor costume,
quasi conflati insieme, per tal modo
che ciò ch'i' dico è un semplice lume.
La forma universal di questo nodo
credo ch'i' vidi, perché più di largo,
dicendo questo, mi sento ch'i' godo.
Un punto solo m'è maggior letargo
che venticinque secoli a la 'mpresa,
che fé Nettuno ammirar l'ombra d'Argo.
Così la mente mia, tutta sospesa,
mirava fissa, immobile e attenta,
e sempre di mirar faceasi accesa.
A quella luce cotal si diventa,
che volgersi da lei per altro aspetto
è impossibil che mai si consenta;
però che 'l ben, ch'è del volere obietto,
tutto s'accoglie in lei, e fuor di quella
è defettivo ciò ch'è lì perfetto.
Omai sarà più corta mia favella,
pur a quel ch'io ricordo, che d'un fante
che bagni ancor la lingua a la mammella.
Non perché più ch'un semplice sembiante
fosse nel vivo lume ch'io mirava,
che tal è sempre qual s'era davante;
ma per la vista che s'avvalorava
in me guardando, una sola parvenza,
mutandom'io, a me si travagliava.
Ne la profonda e chiara sussistenza
de l'alto lume parvermi tre giri
di tre colori e d'una contenenza;
e l'un da l'altro come iri da iri
parea reflesso, e 'l terzo parea foco
che quinci e quindi igualmente si spiri.
Oh quanto è corto il dire e come fioco
al mio concetto! e questo, a quel ch'i' vidi,
è tanto, che non basta a dicer 'poco'.
O luce etterna che sola in te sidi,
sola t'intendi, e da te intelletta
e intendente te ami e arridi!
Quella circulazion che sì concetta
pareva in te come lume reflesso,
da li occhi miei alquanto circunspetta,
dentro da sé, del suo colore stesso,
mi parve pinta de la nostra effige:
per che 'l mio viso in lei tutto era messo.
Qual è 'l geomètra che tutto s'affige
per misurar lo cerchio, e non ritrova,
pensando, quel principio ond'elli indige,
tal era io a quella vista nova:
veder voleva come si convenne
l'imago al cerchio e come vi s'indova;
ma non eran da ciò le proprie penne:
se non che la mia mente fu percossa
da un fulgore in che sua voglia venne.
A l'alta fantasia qui mancò possa;
ma già volgeva il mio disio e 'l velle,
sì come rota ch'igualmente è mossa,
l'amor che move il sole e l'altre stelle.
Dante. Divina Commedia. Paradiso. Canto XXXIII.
Decimo céu: empÍreo - Visão de Deus.
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